Trabalho à experiência

Pergunta: não tendo assinado nada, como pode ir ao ACT fazer queixa???
Se for preciso, a empresa pode alegar que não conhece a pessoa em questão, certo?



BTW: todos os call center das grandes empresas têm contratos parecidos. Dão-lhes o nome de contrato formação e durante 3 meses pagam as horas de formação/trabalho que a pessoa lá fizer.
O problema é que a qualquer hora do dia, podem mandar os "formandos" para casa, ficando isentos da remuneração do restante dia. Há muita gente que paga para ir fazer umas horitas [8b]

Pode alegar tudo isso, sim. Mas não te esqueças, ele tem testemunhas, não só a sua família, mas é capaz de ter cartão de entrada e outras coisas assim. A empresa, em princípio, não quer nada desses problemas, ainda por cima porque imagino que é pequena.
 
Acontece a todos. Existem empresas e pessoas que agem por má fé. A maior parte de nós não se quer chatear muito e então não contacta entidades oficiais para nos ajudarem, e essas empresas/pessoas fogem impunes. Por isso é que ele deve alertar.

exacto, mas ai é que está mesmo o mal nisto tudo, o pessoal simplesmente exigir um contrato sempre antes de começar a trabalhar, se a entidade não quiser, manda-los passear e apresentar denuncia nas entidades competentes, a ver se isto não se acabava, o problema é mesmo o pessoal cai nas esparrelas e depois não toma as medidas e é o deixa andar típico do português, por isso é que este país não deixa de ter gente corrupta...
 
Pergunta: não tendo assinado nada, como pode ir ao ACT fazer queixa???
Se for preciso, a empresa pode alegar que não conhece a pessoa em questão, certo?

Acho que estás a piorar o filme. Se for por esse lado entra-se mesmo no dominio criminal, escravatura, falso testemunho, etc. Aí bastaria uma testemunha para meter alguém em muito maus lençois...

Quero crer que as pessoas são mais inteligentes que isso. O tribunal de trabalho deve chegar para um caso destes.
 
parvo agora foi o teu comentário...

pois seja por parvoíce ou necessidade quem procura emprego tem de saber as coisas que estão estipuladas na lei, se não sabem é porque não querem, depois são enganados a força toda pelos chicos espertos, como foi aqui o caso da rapariga deste tópico...


Eu acho que foi inteligente. [:p]


Penso que seja mais fácil enganar uma pessoa necessitada. É mais fácil para quem mais necessita, iludi-la com falsas expectativas e levá-la a aceitar condições que se estivesse numa condição mais favorável, não aceitaria.


Por isso, acho que foi esperto ou inteligente, o que quiseres chamar. O que não foi muito inteligente foi catalogares o meu comentário de parvo, mas levas o meu perdão. [:D]
 
É por estas e por outras que quando me vêm dizer que as relações de trabalho são meras negociações de oferta/procura entre 2 partes em igual plano eu me rio na cara deles. O mercado de trabalho é o mercado mais assimétrico que existe, onde a regra é termos uma parte (o empregador) com muito mais poder negocial do que a outra (o trabalhador). E é por isso mesmo que é necessário haver regras e leis muito claras que defendam o trabalhador contribuindo assim para que o seu poder negocial fique um pouco mais nivelado com o do empregador.

É muito fácil apelidar de parvo ou mesmo ignorante o trabalhador que se submete a um esquema destes, mas quem o faz devia ter um pouco de humildade e perceber que até ele, com um pouco de jeitinho, se pode deixar enredar num esquema semelhante com a maior das facilidades. Por um lado as pessoas precisam de emprego e por isso estão à partida dispostas a correr mais riscos do que está quem já tem esta necessidade preenchida; por outro lado as pessoas costumam partir do princípio que o empregador, sendo uma empresa legalmente estabelecida, é em princípio uma pessoa de bem, e confiam; por outro ainda corre hoje em dia uma espécie de ética de trabalho que diz que um trabalhador tem que se sujeitar a certos sacrifícios para poder provar o seu valor. É uma espécie de acto iniciático que o empregador, investido sabe-se lá por que poder divino, tem direito a exigir do trabalhador! Ora isto é uma grande treta inventada por quem não tem respeito nenhum pelos trabalhadores, e infelizmente muito repetida por muitos trabalhadores que, enredados eles mesmos em condições de trabalho injustas, tendem a exigir o mesmo ou pior dos outros, como se o mal dos seus pares pudesse de algum modo amenizar a sua própria frustração.

Mas no fim de contas a maior perplexidade e condenação tem que ir para o empregador. Como diz a Cataryna, são comportamentos nojentos de quem se acha empresário ou gestor, mas que na verdade não passa de um capataz que nem para gerir roças do tempo dos escravos teria jeito. Empresas destas representam o que de mais rasteiro há, e o poder judicial devia ser implacável com este tipo de atitudes.
 
Pode alegar tudo isso, sim. Mas não te esqueças, ele tem testemunhas, não só a sua família, mas é capaz de ter cartão de entrada e outras coisas assim. A empresa, em princípio, não quer nada desses problemas, ainda por cima porque imagino que é pequena.
A família não conta para nada...se não tiver outros colaboradores com testemunha, a coisa fica difícil. Duvido que exista cartão de entrada para alguém temporário...
 
Basta ter uma t-shirt com o nome da empresa e esta já se lixou. Acreditem, a maior parte das empresas safa-se por ignorância do trabalhador, não por enfiar coisas no tribunal.
 
Não, foi parvo mesmo![;)]

Eu recuso-me a aceitar que se façam considerações sobre outrem, fazendo a priori um atestado de incompetência sobre a mesma. Se essa pessoa aceitou um trabalho em condições muito precárias, acredito que tenha sido por falta de ter expectativas em encontrar um trabalho melhor ou muito limitada pelas circunstâncias em que se insere.

Se deveria ter adoptado uma postura mais defensiva e exigido os seus direitos, claro que sim. No entanto, isso não implica que lhe faça de imediato um juízo de valor sobre a sua pessoa.


As opiniões relativas ao meu comentário, não as terei em conta. Já que estão desprovidas de argumentos.
 
Última edição:
Não sei se é o caso mas muitas vezes as pessoas sujeitam-se a certos trabalhos por necessidade, à partida já têm a noção de que aquilo não presta e vão ser exploradas, mas isso não é burrice, simplesmente não podem estar anos à espera que lhes surja o emprego de sonho, precisam de estar ativos e sobreviver.
Hoje em dia é muitíssimo comum a pessoa iniciar funções sem contrato, a selva do privado não é a FP, o contrato só lhes é posto à frente para assinar semanas depois. O mais importante é ter referências sobre a empresa, pesquisar acerca dela e sobre as suas práticas. Se a empresa estiver de boa fé paga mesmo dispensado o trabalhador no período experimental nem que seja através de ato isolado.
 
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