Tópico Lancia


Faz já bastante tempo, aqui no Fórum, havia um utilizador, com o sugestivo nome de Serial Heart Breaker (ou algo assim) que tinha um Y Elefantino Rosso, e caramba... o carro e os 86cv do super 1.2 permitia bater tudo e todos.
Houve discussões épicas, enraivecidas, numa altura pré-moderação. Às vezes parecia uma batalha campal.[:D]

Quem chegou a lavar um Y à mão, apercebia-se melhor da "quantidade de design" que o carro tinha! [;)]

Continua a ser dos melhores desenhos aplicados a um carro destas dimensões.
Original, distinto, elegante, coeso, proporcional. Um trabalho fenomenal do Fumia.
Como já disse no passado, só falha no friso em arco na lateral que apenas "roça" os arcos das rodas. Seria necessário outra forma de ambos os elementos se interceptarem.

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Acho que seria um desenho que poderia ser aplicado nos nossos dias, sem ser considerado retro, já que continua a ser distinto e facilmente integrado na nossa época. Uma característica de muitos modelos do grupo Fiat da década de 90.
Com a evolução que houve ao nível das formas possíveis com prensas e a qualidade de execução destas e até união dos párachoques à carroçaria, um restyling poderia trazer este desenho de forma convincente para os nossos dias, sobretudo na reinterpretação do friso que contorna toda a carroçaria, que foi uma solução eficaz na altura para integrar párachoques com carroçaria.
No geral, olhando para os carros da altura, não eram soluções convincentes, com os párachoques ainda bastante demarcados da restante carroçaria, como se fossem elementos externos desenhados em separado, mas o Y usou isso a seu favor, integrando-os brilhantemente no todo, graças áquele friso.
Ainda considero-o como o melhor desenho que definiu os Y.

Estudos para o que seria o Lybra, ainda em 92, que revela uma ligação com o Y.

4-Lbra-primo-schizzo-EF-02.92.jpg


Mas depois acho que se perdeu um pouco, com a realização deste modelo, o J.
Acho que tinha potencial, mas precisava de evoluir a coisa. O uso de portas simétricas acaba por determinar em demasia os restantes volumes do carro.

2006-lancia_j_fumia_cemi_f04.jpg
2006-lancia-j-concept.jpg
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Não acho que haja muita desvalorização comparado com outros da época.
O Y de 96 foi um dos principais Lancias dos últimos tempos e o Ypsilon mais vendido de sempre. apr:)
Um futuro Ypsilon podia adotar algumas linhas deste de 96 mas teria de ser uma coisa bem pensada (muito bem pensada).
 
Mas mesmo não os tendo, acredito que tenha vendido mais que o seu sucessor que os tinha, não?

Claro.
As vendas foram descendo.

(Não tenho números dos Y MK2 e MK3 actual, mas desceram claro).

Entretanto já houve uma inversão e muitos citadinos já não têm Diesel outra vez.

O Y actual até tem um certo interesse, mas racionalmente o Panda é melhor em muitas coisas, sendo carros com coisas em comum.
E o 500 claro.
 
O Y concebido pelo Fumia, com suas formas delicadas e suaves, é uma antítese aos carros abrutalhados de hoje: mesmo os carros pequenos tem estética com "agressividade" desnecessária, são demasiado musculados, tem jantes enormes, grelhas falsas e enormes, pilares muito largos em suma verdadeiros carros de batalha.

Faz um bom tempo alguém postou neste fórum uma análise do design do Fiat Multipla e mostrava como o design amigável e acolhedor dos carros dos anos 90 podia ser interpretado como um manifestação do otimismo verificado naqueles inícios da Globalização e da integração entre países, a perspectiva da resolução de conflitos violentos através da diplomacia. O mesmo texto defendia que naquela época o triunfo das carroçarias Monovolume, com design funcional, com ampla área vidrada, sem quaisquer pretensões desportivas, representou o auge deste paradigma que entrou em decadência com ascensão dos SUV. Por sua vez preferencia pela estética agressiva dos SUV, este carro de batalha urbano, pode ser entendida como um reflexo repúdio à integração global manifesta atualmente em vários países, ao esvaziamento dos espaços públicos e ao crescimento do medo do outro verificado tanto nas grandes centros urbanos quanto nas zonas periféricas.
 
Estudos para o que seria o Lybra, ainda em 92, que revela uma ligação com o Y.

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O Lybra seria um modelo muito mais interessante se seguisse o mesma estética do Y de 1996. Mas a meio do caminho a MB apresentou o W210 com grande repercussão e a Lancia não resistiu em seguir-lhe a moda e meteu a martelo os mal arranjados pares de óticas redondas [8b] [:D].

E depois chegou o Mike Robinson que criou concept cars minimalistas e inspiradores, mas desapontou com modelos de produção algo barrocos.

Se um dia a Lancia voltar à carga era giro que retomasse a estética do Y 1996.
 
O Lybra seria um modelo muito mais interessante se seguisse o mesma estética do Y de 1996. Mas a meio do caminho a MB apresentou o W210 com grande repercussão e a Lancia não resistiu em seguir-lhe a moda e meteu a martelo os mal arranjados pares de óticas redondas [8b] [:D].

E depois chegou o Mike Robinson que criou concept cars minimalistas e inspiradores, mas desapontou com modelos de produção algo barrocos.

Se um dia a Lancia voltar à carga era giro que retomasse a estética do Y 1996.

Atenção, já dizia o grande Rui: Nunca voltes ao lugar/Onde já foste feliz/Por muito que o coração diga/Não faças o que ele diz (...)

O que era bom em 1996, pode não ser a melhor opção para agora ou mesmo o futuro. Sou apologista que as marcas devem criar uma identidade e reinventar-se durante os anos, mas isto de voltar ao passado tem de ser muito bem pensado.
 
Atenção, já dizia o grande Rui: Nunca voltes ao lugar/Onde já foste feliz/Por muito que o coração diga/Não faças o que ele diz (...)

O que era bom em 1996, pode não ser a melhor opção para agora ou mesmo o futuro. Sou apologista que as marcas devem criar uma identidade e reinventar-se durante os anos, mas isto de voltar ao passado tem de ser muito bem pensado.

O Beatle que o diga.[:D]
 
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