Tópico Lancia

Desde os anos noventa, quando a Lancia abandonou o WRC e mandou o Delta Integrale para a reforma, que a direção da marca nunca mais teve um rumo bem definido.

Depois de ganhar 10 campeonatos de marcas, um recorde que ainda subsiste no WRC, os homens da Lancia acharam que o seguimento perfeito para esses sucessos nos ralis seria vender modelos de prestígio, tentando lutar com as marcas premium alemãs.​

Claro que o plano falhou, clamorosamente, como dizem os italianos. A partir daí, a erosão da marca não parou até que se retirou de todos os mercados menos o de Itália, onde continua a vender a última geração do Ypsilon, feita com base no Fiat 500.​

O entusiasta francês

Enquanto isto acontece, dizendo a Lancia que o regresso será feito em apenas alguns mercados selecionados, entre eles o português, o que não deixa de ser inesperado, um francês fanático de automóveis de competição lançou outro plano que já está em marcha.

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A equipa Special One Racing em Montalegre

Guerlain Chicherit foi campeão de esqui e participa há muito em várias modalidades de desporto automóvel, tais como o Dakar ou o World RX, o campeonato do mundo de “rallycross”. Criou a sua própria equipa e participou em várias edições desta modalidade no passado, acumulando experiência.

Quando as regras do World RX passaram de motores a combustão para motores elétricos, em 2022, Chicherit decidiu fazer alguma coisa de diferente e foi buscar o antigo Lancia Delta HF Integrale dos anos 80 e 90 como base para o seu novo projeto.

Trazer o Delta para os World RX elétricos

A sua nova equipa, Special One Racing, tratou de pegar no antigo Delta e transformá-lo num RX1e, a classe rainha do World RX. A ideia era boa, mas havia um problema: o regulamento só aceita modelos com menos de cinco anos de idade e o Delta tem mais de 30 anos.

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Sem portas traseiras mas com enorme asa

A solução foi pegar num Delta antigo, tirar o motor a combustão, instalar motores elétricos e uma bateria e homologar o “novo” modelo para ser vendido ao público. A lei francesa permite isso. Neste momento, só falta cumprir a outra parte do regulamento, que é vender pelo menos 50 unidades de estrada deste Delta elétrico.

Mais fácil na competição

Para a versão de competição, o trabalho era mais simples. A estrutura base do Delta pouco mais faz do que definir o estilo e algumas dimensões, pois existe uma estrutura tubular obrigatória que garante a rigidez e faz a ancoragem de todo o sistema elétrico e mecânico. Ainda assim, as dimensões reduzidas do Delta dificultaram a instalação de tudo isso.

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Potência máxima de 680 cv e tração às quatro rodas

O estilo exterior, com alargamentos ainda maiores que no passado e uma enorme asa traseira, foi mais simples, pois todos os painéis são em fibra de carbono. Até a frente vertical, com faróis falsos e grelha sem cromados, mas com o símbolo da Lancia.

Elétricos com 680 cv

No World RX, todas as equipas usam o mesmo sistema de propulsão, fornecido pela empresa austríaca Kreisel. Trata-se de dois motores elétricos de 250 KW e 440 Nm, um por eixo, além de uma bateria de 52,56 kWh e de dois inversores. O software também é igual para todos.

O resultado são carros elétricos de tração às quatro rodas com 500 KW (680 cv) de potência máxima e 880 Nm de binário, pesando 1300 kg. A organização do World RX anuncia que a aceleração 0-100 km/h se faz em 1,8 segundos, mais rápido que um F1.
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Aceleração 0-100 km/h em 1,8 segundos, melhor que na F1

Os elétricos são o ideal para a sucessão de corridas curtas que compõem um evento do World RX, que tem corridas na Europa, Ásia e África. Para lá do Delta EVO-e RX, os outros são versões eletrificadas dos modelos a gasolina que correram até 2021. A VW, com um Polo feito a partir dos antigos Polo WRC, mas agora com uma frente a lembrar o ID.3 tem dominado os acontecimentos.

Loeb e Martini

Para garantir que o seu plano tinha o máximo de alcance, Chicherit tomou mais duas decisões vitais: contratou o nove vezes campeão do mundo de ralis Sébastien Loeb (que correu no World RX entre 2016 e 2018) e mandou pintar os dois Delta com as cores da Martini, apesar de a marca de bebidas italiana não o patrocinar.

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Loeb, 9 vezes campeão do mundo WRC, voltou ao World RX

Na primeira prova deste ano, na pista portuguesa de Montalegre, os Delta Evo-e RX ainda não ganharam, mas não andaram longe dos melhores. Contudo, o retorno mediático deste regresso dos “Lancia Martini”, foi estrondoso, sobretudo nas redes sociais.

Conclusão

De cada vez que é decidido um novo futuro para a Lancia, lá vem o “fantasma” do Delta Integrale mostrar que talvez esse não seja o melhor sentido. Apesar de ter deixado de ser fabricado há três décadas, o multi-campeão de ralis continua vivo nas memórias dos mais velhos e nos jogos de vídeo dos mais novos. Talvez a Stellantis, dona da Lancia, lhe devesse dar uma atenção especial.

Francisco Mota
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Integrale regressa como elétrico mas não é da Lancia
 
Última edição:
Sim, mas a Lancia, bem como a Alfa na pertença do grupo FIAT, focaram alvo no segmento alto do mercado, tendo como base essa dinâmica de desporto motorizado.

Bem, a Alfa era mais de coisas a preto e branco [:D], ainda hoje o é, não há palmarés moderno.
 
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In quel 1990 si sarebbero sfidate nel Mondiale Rally, la Lancia Delta HF 16V Integrale e la Volkswagen Golf Rallye G60. Qualche settimana prima dell'inizio della competizione, nel fascicolo di gennaio, Quattroruote ne mise a confronto le versioni stradali. Entrambe sovralimentate e a trazione integrale, ma che davano vita a due diverse interpretazioni della berlina sportiva: più ruvida e grintosa l'italiana, più vistosa e al contempo più elegante la tedesca. Eccole una di fronte all'altra, con tutte le rilevazioni e le nostre sensazioni dell'epoca. Accompagnate dal giudizio di un tester d'eccezione: Ivan Capelli.​
 
Sim, mas a Lancia, bem como a Alfa na pertença do grupo FIAT, focaram alvo no segmento alto do mercado, tendo como base essa dinâmica de desporto motorizado.

Bem, a Alfa era mais de coisas a preto e branco [:D], ainda hoje o é, não há palmarés moderno.

Hum... E então os 156 campeões do ETCC/WTCC nos anos 2000?
 
Hum... E então os 156 campeões do ETCC/WTCC nos anos 2000?

O último título da Alfa foi no ETCC em 2003, há 20 anos. Nos dois anos seguinte ganharam algumas corridas mas ficou-se por aí.

É pena, era o meu turismo favorito na altura e fiquei desiludido por nunca terem entrado com o 159, mas a verdade é que o palmarés está congelado há muito tempo.
 
8= Colin McRae
5 consecutive podiums

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Consistency wasn’t really what Colin McRae was remembered for. But the Scottish sensation did manage to net five podiums on the bounce back in the 1990s.

As the race for the 1995 world championship heated up, McRae made his move and won in New Zealand to reignite his title bid. That kickstarted a fine podium run with second in Australia, a controversial second to team-mate and title rival Carlos Sainz in Spain and then that famous win in Great Britain that earned him the title.

Third on the season-opening Rally Sweden in 1996 extended McRae’s podium run to five before a fourth in Kenya brought it to an end.

McRae came close to matching his personal best later on in his career, with a run of four podium finishes in both 1997/98 and then in 2000 for Ford.

8= Didier Auriol
5 consecutive podiums

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The 1994 world champion can’t compete with the driver at the top of this list, but Didier Auriol does hold a unique distinction as the only driver to set their personal best podium run having won all of those events.

Auriol’s 1992 season for Lancia will always go down as one of the WRC’s big ‘what if’ stories, after a sensational start petered out towards the end and the Frenchman was forced to concede the title to Carlos Sainz.

But after a win on the Monte and an engine-induced retirement in Portugal, Auriol went on a scorching run of five wins, claiming the Tour de Corse, Acropolis, Argentina, Finland and Australia victories to set a staggering record that he was never able to better.
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4 Sébastien Ogier
9 consecutive podiums

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A surprise? Perhaps. It’s not often Sébastien Ogier isn’t at the very least second behind a certain other all-conquering Frenchman when it comes to lists like these.

But in a ranking all about the podium, the eight-time champion has just missed out on the top three.

And potentially even more surprisingly, Ogier’s best run of nine wasn’t exclusively claimed in a Volkswagen!

The run was kicked off in a VW though, and in emphatic style too. Following a crazy run of six events with six different winners in 2016, Ogier reminded everyone who was boss with four wins on the bounce in Germany, Corsica, Spain and Wales.

Team-mate Andreas Mikkelsen pipped Ogier to VW’s final ever win in Australia, but second was a fifth podium in a row which Ogier carried into his new chapter with M-Sport Ford.

Victory on debut in Monte Carlo was the first of four straight podiums in 2017 to extend Ogier’s run to nine, before fourth in Argentina brought it all to an end.

3 Carlos Sainz
10 consecutive podiums

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One of the hardest working, more precise and consistent rally drivers ever, it’s no shock to see Carlos Sainz’s name so high on this list.

For over 15 years, the Spaniard was a perennial threat in the WRC but it was at the beginning of his career when he set what was then a record for the most consecutive podium finishes with 10.

Finishing second on the 1990 Tour de Corse, Sainz grabbed his maiden WRC win on the Acropolis and then immediately followed it up with another in New Zealand.

From there until the end of the season Sainz was never off the podium as he went on to claim the 1990 title, and then extended his podium run throughout the early phases of 1991 with wins in Monte Carlo and Portugal.

2 Juha Kankkunen
11 consecutive podiums

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Deciding which manufacturer Juha Kankkunen had the most success with is the source of a good debate. Was it Toyota, the team which he grew with, won his first rally with and his last world title or Lancia, the outfit he joined twice and won two world championships with.

Kankkunen’s record of 11 consecutive podiums in a Delta Integrale adds good weight to the argument that Kankkunen’s best times were in a Lancia, though.


A second place in Spain and victory on the season-closing RAC Rally earned Kankkunen his third championship, but despite failing to retain that world crown in 1992 Kankkunen achieved something else extraordinary but never finishing off the podium all season long.

In nine starts, Kankkunen only won once (in Portugal) but scored six straight second places from the Safari Rally through to Spain, with third place finishes to book-end the season on the Monte and the RAC.

To this day, Kankkunen remains one of two drivers to achieve such an accolade. The other tops this list.

1 Sébastien Loeb
15 consecutive podiums

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There are no prizes for guessing who comes out on top here. It couldn’t be anyone else could it?

Sébastien Loeb’s dominance of the WRC was so strong that if this list was a ranking of simply the best podium runs, rather than segmented by the best each driver managed, Loeb would lock out the top four all by himself.Remarkable.

His best effort was an astonishing 15 podiums on the spin though, achieved through 2008 and 2009 with the Citroën C4 WRC.

Beginning with a victory on Rally Italy Sardinia in 2008, the 40th of his WRC career, Loeb won again in Greece before clinching third in Turkey.

Five straight wins would follow in Finland, Germany, New Zealand, Spain and Corsica before Loeb slipped to third in Japan, only to bounce back and win the season finale in Wales.

With 10 podium finishes in a row, Loeb carried that momentum into 2009 with a sensational run of five consecutive wins in Ireland, Norway, Cyprus, Portugal and Argentina before a complicated rally in Sardinia dropped him to fourth – his ridiculous run ending on the same rally it had started 12 months earlier.

Loeb would record runs of 14, 13 and 12 consecutive podiums at other points in his career too.

Genius.

The drivers with the most consecutive WRC podiums

Que bomba, de montra mediática!
 
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Una tradizione da corsa. La storia della Scuderia Grassi è legata indissolubilmente con quella della città di Milano. La famiglia ha una lunga tradizione nelle corse: Ovidio Capelli, dopo aver gareggiato fino agli anni 60, rilevò dal Conte Lurani la Scuderia Ambrosiana, mentre il nipote Diego Capelli partecipò a sette edizioni della 1000 Miglia prima di morire in un incidente al Trofeo Internazionale della Sardegna del 1953 con una Fiat 8V Zagato. Il nipote di Diego Capelli, Diego Grassi, ha fondato insieme al padre Carlo la Grassi Scuderia Milanese, sviluppando poi il progetto 044S.​
 
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