fnal
Membro participativo
Não foi por falta de produtos de qualidade, o Delta II é um excelente produto, foi talvez por falta de marketing e estratégia comercial.
Eu acompanhei (muito) de perto toda a fase do Delta II e tenho para mim que o carro que foi na altura para a Lancia o mesmo que o Giulia é agora para a Alfa (o vai ou racha, embora com menos dinheiro) estavam tão sedentos de resultados que quiseram fazer um carro que agradasse a todos e acabou por não agradar a (quase) ninguém. Não foi um carro nem uma carrinha, não foi um C nem um D, queria ser superior aos C's (e era em muitos casos), mas não o suficiente para ser considerado a par dos piores D, teve um design que era arrojado e (quanto a mim) bonito, mas que para além dos indefectiveis da marca não foi buscar muitos mais. Indefectiveis da marca que já tinham trocado as suas Lybras há uns anos atrás e que por isso não estavam disponíveis para por um lado descer de segmento por outro lado trocar em contra ciclo. Se em média se troca de carros a cada 4/5 anos neste segmento, quem comprou até 99/00 mesmo esticando trocou em 2005/2006/2007 e o delta vem em 2008, muitos dos clientes naturais (por serem Lancia) estavam indisponíveis... isto juntando ao facto de o carro não se afirmar como nada em concreto como expliquei em cima, ditou o insucesso...
Este Delta, com o chassis do Bravo e com o cariz desportivo do mesmo, potenciado pelos 1750 Tbi e pelo 1.9 Bi turbo (mesmo no dia a dia vendendo 1.6 Td com 105cv), com uma edição especial martini, etc, etc... tinha rebentado com o segmento... E até podiam ter feito o chassis do bravo em "carro" e o alongado como saiu em "carrinha"... tinha partido tudo, honestamente, mas não era essa a orientação e dado o que aconteceu ao CEO da Lancia da altura, tendo sido super promovido com os resultados que (não) conseguiu, tenho para mim que esse era o plano, acabar com a marca. Quem conhece e gosta de carros ao ver o que se fez só pode pensar que era para acabar com a marca...