Tópico dos Papás!! E Mamãs

Se tudo correr dentro da maior normalidade o privado costuma ser melhor pela simples razão de que as condições "hoteleiras" costumam ser elas próprias melhores. Agora, do ponto de vista estritamente médico, o público é sempre muito melhor. Por exemplo, mesmo nas melhores e mais modernas unidades de partos das clínicas privadas o melhor que eles costumam ter é uma ou duas incubadoras portáteis. Mas a grande diferença mesmo está nas especialidades médicas. No público, se houver por exemplo uma complicação respiratória há protocolos que colocam ali um pneumologista ou um cardiologista em 3 tempos, se é que já não está lá um de serviço. Do caso das unidades privadas a solução é... ir de urgência para o público!

Alguns desses factos dependem do privado que escolheres, visto que felizmente ou infelizmente tem havido uma grande saída de bons médicos para o privado. Mas sim, para os casos complicados o público é melhor na generalidade, nós próprios até às 32 semanas tínhamos ordens para seguir para o público. O problema é que depois tendem a complicar os casos "simples", como o relato acima e outros casos que conheço. Eu não chamaria condição "hoteleira" não deixar arrastar um trabalho de parto durante 30h... E incubadoras... o meu foi para lá uns 20 minutos e se bem lembro era uma 6 a 8.

Já o disse aqui anteriormente, no privado a minha mulher foi seguida pela mesma médica que lhe assegurou, e cumpriu, que iria ser ela a fazer o parto a que horas fosse. No dia do parto, que acabou por ser marcado pelo risco do nascimento se dar na estrada, visto vivermos a 80 km do hospital e o bebé estar "muito em baixo", a médica induziu o parto e disse que só sairia do hospital depois de fazer o parto. No público a probabilidade de te calhar alguém que nunca te viu é grande e depois porem-se com estas "poupanças" é de loucos.

Esta é a opinião de alguém que não concebe trabalhos de parto de 30h, barrigas meio anestesiadas, epidurais por dar porque passou o tempo, etc.

PS: Admito que possa ter uma imagem um pouco idílica do privado, já que o trabalho de parto propriamente dito foram 3h e não houve uma única dor.
 
Quem é seguido numa maternidade pública é assistido no parto por alguém que já conhece e que já acompanha a grávida e feto desde o início. Salvo situações excepcionais naturalmente (férias, doença do médico, etc), mas isso no privado é igualzinho. Experimenta ir de urgência para o privado fazer um parto não programado a ver se o médico aparece lá. Aparece se estiver disponível, se não estiver...

Mas a tónica está mesmo nas especialidades médicas. Por alguma razão as clínicas privadas encaminham sempre para o público os casos que fogem um pouco à norma. E nem é preciso ser nada de especial. Prematuros, por exemplo. Qual é a clínica privada que aceita fazer um parto prematuro programado?
A insistência no parto natural deve-se não propriamente a poupanças financeiras mas porque são signatárias de um protocolo qualquer da OMS que considera que as cesarianas electivas são de evitar ao máximo. Claro que no fundo tudo depende da sensibilidade do obstetra.
Por exemplo, no nascimento da minha filha mais velha tudo estava previsto para se fazer numa clínica privada do melhor que há (em termos de condições físicas), com uma médica obstetra de referência que nem trabalhava no público (já tinha trabalhado, agora está reformada). Sucede que, às 35 semanas de gestação detectou-se uma abaixamento do líquido amniótico. Tudo o resto estava bem, sinais vitais do bebé, etc. Mas a médica foi a primeira a aconselhar a ir para o público e assim foi. Felizmente correu tudo bem e acabou por não ser necessário nenhum cuidado especial, mas podia ter sido. E atenção que esta clínica fica a menos de 2km de um dos maiores hospitais do país e a uns 3Km da maternidade pública onde ela veio a nascer.
No fundo o que é preciso é que as pessoas tomem as suas decisões de maneira informada e que tenham consciência das vantagens e desvantagens de cada uma das opções.
 
Quem é seguido numa maternidade pública é assistido no parto por alguém que já conhece e que já acompanha a grávida e feto desde o início. Salvo situações excepcionais naturalmente (férias, doença do médico, etc), mas isso no privado é igualzinho.

Isso não é verdade... muito pelo contrário... Se for uma coincidencia, tudo bem, se não, o parto faz-se na mesma! Ninguém fica à espera do médico.

Eu não seria capaz de fazer um parto induzido só para bater certo com o médico, sofreria muito mais por antecipação e o parto induzido muitas vezes acaba em cesariana.
 
Quem é seguido numa maternidade pública é assistido no parto por alguém que já conhece e que já acompanha a grávida e feto desde o início. Salvo situações excepcionais naturalmente (férias, doença do médico, etc), mas isso no privado é igualzinho. Experimenta ir de urgência para o privado fazer um parto não programado a ver se o médico aparece lá. Aparece se estiver disponível, se não estiver...

Mas a tónica está mesmo nas especialidades médicas. Por alguma razão as clínicas privadas encaminham sempre para o público os casos que fogem um pouco à norma. E nem é preciso ser nada de especial. Prematuros, por exemplo. Qual é a clínica privada que aceita fazer um parto prematuro programado?
A insistência no parto natural deve-se não propriamente a poupanças financeiras mas porque são signatárias de um protocolo qualquer da OMS que considera que as cesarianas electivas são de evitar ao máximo. Claro que no fundo tudo depende da sensibilidade do obstetra.
Por exemplo, no nascimento da minha filha mais velha tudo estava previsto para se fazer numa clínica privada do melhor que há (em termos de condições físicas), com uma médica obstetra de referência que nem trabalhava no público (já tinha trabalhado, agora está reformada). Sucede que, às 35 semanas de gestação detectou-se uma abaixamento do líquido amniótico. Tudo o resto estava bem, sinais vitais do bebé, etc. Mas a médica foi a primeira a aconselhar a ir para o público e assim foi. Felizmente correu tudo bem e acabou por não ser necessário nenhum cuidado especial, mas podia ter sido. E atenção que esta clínica fica a menos de 2km de um dos maiores hospitais do país e a uns 3Km da maternidade pública onde ela veio a nascer.
No fundo o que é preciso é que as pessoas tomem as suas decisões de maneira informada e que tenham consciência das vantagens e desvantagens de cada uma das opções.

Essas correntes de pensamento são muito bonitas, mas que lá está com dores (mãe e filho) é que se "lixa" com F.

Digamos que tudo estava articulado com a médica que mora junto ao hospital. Há sempre factores que não dominamos, mas a segurança de um acompanhamento personalizado, e não serem signatários de convenções utópicas[:D], dá outra confiança.

Concordo com a tua última frase, mas há desvantagens que seriam evitáveis com bom senso.
 
Essas correntes de pensamento são muito bonitas, mas que lá está com dores (mãe e filho) é que se "lixa" com F.

Digamos que tudo estava articulado com a médica que mora junto ao hospital. Há sempre factores que não dominamos, mas a segurança de um acompanhamento personalizado, e não serem signatários de convenções utópicas[:D], dá outra confiança.

Concordo com a tua última frase, mas há desvantagens que seriam evitáveis com bom senso.

A "insistência" no parto normal está relacionada com os beneficios da passagem do bebé pelo canal vaginal, na recuperação da mãe, no facto do parto normal despoletar na parturiente uma reacção em cadeia que facilita todo o inicio da maternidade (amamentação, por exemplo).
Para além da recuperação... parto normal, rapidamente a mãe se está a levantar para ir à casa de banho e pode começar a tratar do recém-nascido.
 
Isso não é verdade... muito pelo contrário... Se for uma coincidencia, tudo bem, se não, o parto faz-se na mesma! Ninguém fica à espera do médico.

Eu não seria capaz de fazer um parto induzido só para bater certo com o médico, sofreria muito mais por antecipação e o parto induzido muitas vezes acaba em cesariana.

No nosso caso o parto foi induzido porque:
- Morávamos a demasiado longe;
- O tempo de trabalho de parto adivinhava-se curto;
- Já estava a caminhar dia sim dia não para Lisboa, e isso para uma gravidez de risco não é bom.
- A médica 1 mês antes tinha orientado por telefone um parto na berma da CRIL, e dizia que não queria passar pelo mesmo.

Toda as consultas era feita a mesma pergunta. "Rui, quanto tempo demoram a cá chegar em caso de urgência?" [:D]
 
A "insistência" no parto normal está relacionada com os beneficios da passagem do bebé pelo canal vaginal, na recuperação da mãe, no facto do parto normal despoletar na parturiente uma reacção em cadeia que facilita todo o inicio da maternidade (amamentação, por exemplo).
Para além da recuperação... parto normal, rapidamente a mãe se está a levantar para ir à casa de banho e pode começar a tratar do recém-nascido.

Conheço a "ladaínha" mas a relação custo/benefício não me parece assim tão boa.

Além disso tive a excepção lá em casa quanto à amamentação e recuperação [:D]
 
No nosso caso o parto foi induzido porque:
- Morávamos a demasiado longe;
- O tempo de trabalho de parto adivinhava-se curto;
- Já estava a caminhar dia sim dia não para Lisboa, e isso para uma gravidez de risco não é bom.
- A médica 1 mês antes tinha orientado por telefone um parto na berma da CRIL, e dizia que não queria passar pelo mesmo.

Toda as consultas era feita a mesma pergunta. "Rui, quanto tempo demoram a cá chegar em caso de urgência?" [:D]

Pois, eu percebo... mas só recorreria a induzido, caso não houvesse mesmo alternativa...

Algures escapou-me se nasceu de parto normal...

outra coisa, no privado também há anestesias mal dadas, há epidurais que não chegam a tempo...


E outras coisas boas no público:

- não deixam entrar mais do que 2/3 pessoas de cada vez. Presenças menos desejadas são bem mais fáceis de controlar e nunca há muita gente em cima do bebé. Uma amiga teve 20 (sim, 20!!!) pessoas ao mesmo tempo no quarto.
- Ficar com outras pessoas no quarto não é necessariamente mau, sobretudo quando temos que ir ao wc, ir tomar banho, ou apenas nos deixamos dormir e não ouvimos o bebe (aconteceu-me a mim... ia morrendo de susto...)
 
Conheço a "ladaínha" mas a relação custo/benefício não me parece assim tão boa.

Além disso tive a excepção lá em casa quanto à amamentação e recuperação [:D]

Não é ladaínha... mas felizmente cada uma é livre de parir onde quiser.

Quanto ao resto, se não houvesse excepção, não havia regra...
 
Pois, eu percebo... mas só recorreria a induzido, caso não houvesse mesmo alternativa...

Algures escapou-me se nasceu de parto normal...

outra coisa, no privado também há anestesias mal dadas, há epidurais que não chegam a tempo...


E outras coisas boas no público:

- não deixam entrar mais do que 2/3 pessoas de cada vez. Presenças menos desejadas são bem mais fáceis de controlar e nunca há muita gente em cima do bebé. Uma amiga teve 20 (sim, 20!!!) pessoas ao mesmo tempo no quarto.
- Ficar com outras pessoas no quarto não é necessariamente mau, sobretudo quando temos que ir ao wc, ir tomar banho, ou apenas nos deixamos dormir e não ouvimos o bebe (aconteceu-me a mim... ia morrendo de susto...)
Completamente de acordo, optei pelo público e tinha quarto privado e não quissemos....
 
Pois, eu percebo... mas só recorreria a induzido, caso não houvesse mesmo alternativa...

Algures escapou-me se nasceu de parto normal...

outra coisa, no privado também há anestesias mal dadas, há epidurais que não chegam a tempo...


E outras coisas boas no público:

- não deixam entrar mais do que 2/3 pessoas de cada vez. Presenças menos desejadas são bem mais fáceis de controlar e nunca há muita gente em cima do bebé. Uma amiga teve 20 (sim, 20!!!) pessoas ao mesmo tempo no quarto.
- Ficar com outras pessoas no quarto não é necessariamente mau, sobretudo quando temos que ir ao wc, ir tomar banho, ou apenas nos deixamos dormir e não ouvimos o bebe (aconteceu-me a mim... ia morrendo de susto...)

Nasceu de parto normal felizmente.

Quando falamos no "privado", estamos a abranger uma série de unidades bastante mais heterogéneas que no público. No nosso caso foram menos de 10 minutos.

- Não tivemos visitas indesejáveis, mas como foi o primeiro "tudo" na família, houve gente em barda [:D]. Ela até gostou...
- Fiquei com ela no quarto, o que é bem melhor e mais engraçado que ficar com estranhos
 
Nasceu de parto normal felizmente.

Quando falamos no "privado", estamos a abranger uma série de unidades bastante mais heterogéneas que no público. No nosso caso foram menos de 10 minutos.

- Não tivemos visitas indesejáveis, mas como foi o primeiro "tudo" na família, houve gente em barda [:D]. Ela até gostou...
- Fiquei com ela no quarto, o que é bem melhor e mais engraçado que ficar com estranhos

Ainda bem, muitas vezes acabam em cesarianas...

- Eu não gostaria, tem graça os primeiros minutos... e a mãe tb está numa situação fragilizada, não tem propriamente grande capacidade para arranjar dramas na maternidade (salvo honrosos casos)
- Isso sim, é uma vantagem.
 
Para mim, nada disso justifica 30h de sofrimento.

Claro, tem que se traçar um limite... se bem que essas 30 horas não sejam pouco comuns... Há é formas da mulher ficar mais confortável, permitindo passar essas horas de trabalho de parto a tentar ajudar o bebe (duches, bolas de pilates...).
Essas 30 horas incluiam estas técnicas?
 
Eu não seria capaz de fazer um parto induzido só para bater certo com o médico, sofreria muito mais por antecipação e o parto induzido muitas vezes acaba em cesariana.

Mas acredita que muitos médicos no privado o fazem... Marcam-te o parto para dia X porque vão de ferias dia Y.
O que o 33Stradale disse subscrevo na totalidade e não saberia dizer melhor. A minha esposa foi seguida pelo privado pois era o ginecologista dela que o fazia, tivemos formação de parto no Centro de Saúde e desde o início que ela queria ter o miúdo no hospital publico. Mesmo na formação que fizemos foi referido varias vezes a OMS e recomendações que o SNS seguia. De salientar que quando entramos no hospital a minha esposa estava com contracções apenas. So lhe rebentaram a bolsa no dia seguinte para acelerar a coisa, juntamente com a administração de ocitocina. Infelizmente houve a situação da epidural porque até estava a correr tudo bem. Eventualmente daria na mesma cesariana porque não estava a haver dilatação suficiente e o miúdo estava preguiçoso. Agora já está cá fora e ainda continua preguiçoso 😎
 
Última edição:
Claro, tem que se traçar um limite... se bem que essas 30 horas não sejam pouco comuns... Há é formas da mulher ficar mais confortável, permitindo passar essas horas de trabalho de parto a tentar ajudar o bebe (duches, bolas de pilates...).
Essas 30 horas incluiam estas técnicas?

Claro. Como referi entramos as 2030 na 5a e o miúdo nasceu no sábado pelas 1250. Tudo muito tranquilo, houve duche quente, bola de pilates (achamos que tenha sido isso que desviou o cateter da epidural), andar de um lado pro outro, ficamos sempre juntos (até mesmo tivemos quarto privado já na parte do internamento com um maximo de duas pessoas permitidas e onde eu estava incluído se la estivesse à hora da visita). Só deu foi naquilo da epidural, falta de dilatação (embora o colo estivesse otimo) e o miúdo simplesmente não forçava a saída pela posição da cabeça. Mas não creio que estivesse em sofrimento pois estavamos sempre a controlar o CTG e aquilo estava sempre na zona ótima.
 
Última edição:
Mas acredita que muitos médicos no privado o fazem... Marcam-te o parto para dia X porque vão de ferias dia Y.

Mas isso é se a mãe quiser que seja o mesmo médico... Eu tive o meu filho num hospital universitário e nunca tive obstreta/ginecologista. Fui seguida no CS, fiz todas as ecos e fui encaminhada para o H por volta das 34 semanas (acho eu).

Nunca senti falta de um ginecologista, porque fui bem seguida no CS.

Felizmente o meu puto ajudou e deu-me um parto relativamente fácil, talvez por isso eu tenha esta ideia, mas sempre preferi que ele nascesse quando quisesse (até às 42, claro, se bem que a partir das 39 já começa a ser bem vista a ideia de parir o quanto antes), do que marcar com o médico por causa de uma questão de horários...

mas isto sou eu, e como disse, o parto do meu puto correu muito bem, sofri mais dois anos depois, quando arranquei um dente.
 
Quem é seguido numa maternidade pública é assistido no parto por alguém que já conhece e que já acompanha a grávida e feto desde o início. Salvo situações excepcionais naturalmente (férias, doença do médico, etc), mas isso no privado é igualzinho.

Como disse a Offgirl, isso não é bem assim. Até te dou o meu exemplo: as duas gravidezes que tive foram seguidas desde o início na Maternidade Alfredo da Costa. Em cada consulta/ecografia era um médico diferente, e num dos partos reconheci um deles apenas porque ele tinha participado no curso de preparação para o parto. Eles têm o processo todo, é verdade, mas não é o mesmo médico que segue a grávida. [;)]
 
Ainda bem, muitas vezes acabam em cesarianas...

- Eu não gostaria, tem graça os primeiros minutos... e a mãe tb está numa situação fragilizada, não tem propriamente grande capacidade para arranjar dramas na maternidade (salvo honrosos casos)
- Isso sim, é uma vantagem.

Felizmente a coisa correu bem, mas ainda teve que ir uns minutos à incubadora para estabilizar a temperatura.

Ela só teve visitas quase 24h após o parto e daquilo que falámos até hoje, não foi prejudicial. Talvez tenham estado umas 5 ou 6 visitas ao mesmo tempo. Como o parto não lhe trocou os horários, nem durou muitas horas, não a desgastaram tanto como se vê noutros casos em que tenha demorado mais tempo.

Claro, tem que se traçar um limite... se bem que essas 30 horas não sejam pouco comuns... Há é formas da mulher ficar mais confortável, permitindo passar essas horas de trabalho de parto a tentar ajudar o bebe (duches, bolas de pilates...).
Essas 30 horas incluiam estas técnicas?

Mesmo com essas técnicas acho que é demasiado tempo.
 
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