Na utilização de suportes tecnológicos, não tenho nada contra, quando bem alternados com outros estímulos. Tenho passado os dias todos com o meu filho e temos visto muita TV, vídeos youtube, sobretudo... mas desenvolveu muito o discurso, a fluidez na fala, a vontade de conversar e até certas atitudes e comentários que não teria sem esse estímulo. Mas também lhe lemos histórias, pega em livros, quanto mais não seja para passar páginas. Pega no tablet para jogar, fica entretido, mas só está descansado se estamos a olhar para ele ou a jogar com ele. Tem dois anos e meio.
Claro que o que referem atrás é verídico: "papá, este jogo é muito legal"... não se diz "legal", e então lá sai com um é fixe, é engraçado, é divertido, às vezes aplica uns adjectivos engraçados: dos género: "o bolo está a ficar perfeito"... "este vídeo é muito fofinho".
Saber dosear, não por horas/tempo, mas por percepção se estão a fazer algo de que gostam ou estão em modo Zombie... o meu tem mudado os gostos de mês a mês... uma altura era só Panda, fartou, depois só Masha e o Urso, passou a gostar de ver uns desenhos animados chamados "Booba", depois lá se chateou e agora é Peppa. Mas vê os episódios, tenta falar, repetir as frases que eles dizem, interage com o comportamento deles do género: "não está aí, está em cima da mesa", etc...
Agora, o maior problema é que é vidrado em bateria. Sou músico e quando ia ver os concertos era capaz de ficar 2 horas sentado a olhar para nós. Tem uma bateria júnior, anda sempre com baquetas nas mãos e tudo serve para fazer de bateria: o sofá, os puffs, as cadeiras... tinha um mini snooker aqui em casa, os tacos eram baquetas. Há dias fomos dar um passeio perto de uma bouça, pegou em dois paus do chão e já ia a tocar bateria pelo caminho... [

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Passa horas a ver vídeos de covers de bateria... o que diga-se em abono da verdade, não é o pior que podia acontecer. [

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