Tópico dos "Emigras".

estou a analisar uma oferta de trabalho na América Latina e gostava que os "emigras" deste tópico pudessem partilhar a vossa experiência de declaração de rendimentos nos anos em que têm rendimentos em território nacional e no estrangeiro.

o salário que me oferecem para sair de Portugal é muitro atractivo e as taxas neste país são mais de metade inferiores às de Portugal - posso dizer que por mês descontarei 20% (SS+impostos) enquanto que o mesmo valor em Portugal descontaria 59% (48%IRS + 11%SS).
existe acordo de dupla tributação entre os dois países, e, já agora, em 2015 trabalharei mais de 6 meses em Portugal, portanto penso ser certo que terei de manter a residência fiscal cá.

neste cenário não sei em que condições sou obrigado a declarar rendimentos no estrangeiro em 2015, nem em que condições posso "esconder" esses rendimentos.. vou ser honesto, não quero privar-me da presença dos meus amigos e família para depois ser recompensado com uma taxa de 48% sobre os rendimentos que ganhar fora, pelo que o meu objetivo é não declarar nada cá.

irei pedir esclarecimentos nas finanças, mas não posso colocar esta questão nos termos que estou a colocar-vos aqui.
podem partilhar a vossa experiência?


obs. parece-me natural o assunto já ter sido abordado neste tópico, mas ao fazer pesquisa avançada não apareceu nada que me sirva de resposta.
 
Última edição:
Penso que tens de declarar o salário em Portugal, mas não pagas impostos - é possível que tenhas de fazer prova de teres pago impostos no país de origem. Mas o melhor nestas situações é sempre ires a uma repartição de finanças e expores o teu caso detalhadamente, eles dizem logo o que se vai passar e se tens de pagar alguma coisa, o que tens de fazer, etc. Não precisas ter medo, mas por outro lado também não precisas de te identificar, por isso o anonimato está salvaguardado.
 
estou a analisar uma oferta de trabalho na América Latina e gostava que os "emigras" deste tópico pudessem partilhar a vossa experiência de declaração de rendimentos nos anos em que têm rendimentos em território nacional e no estrangeiro.

o salário que me oferecem para sair de Portugal é muitro atractivo e as taxas neste país são mais de metade inferiores às de Portugal - posso dizer que por mês descontarei 20% (SS+impostos) enquanto que o mesmo valor em Portugal descontaria 59% (48%IRS + 11%SS).
existe acordo de dupla tributação entre os dois países, e, já agora, em 2015 trabalharei mais de 6 meses em Portugal, portanto penso ser certo que terei de manter a residência fiscal cá.

neste cenário não sei em que condições sou obrigado a declarar rendimentos no estrangeiro em 2015, nem em que condições posso "esconder" esses rendimentos.. vou ser honesto, não quero privar-me da presença dos meus amigos e família para depois ser recompensado com uma taxa de 48% sobre os rendimentos que ganhar fora, pelo que o meu objetivo é não declarar nada cá.

irei pedir esclarecimentos nas finanças, mas não posso colocar esta questão nos termos que estou a colocar-vos aqui.
podem partilhar a vossa experiência?


obs. parece-me natural o assunto já ter sido abordado neste tópico, mas ao fazer pesquisa avançada não apareceu nada que me sirva de resposta.

Vais para que país na America Latina?
 
A partir de 4 de Junho a minha vida de emigrante acaba, estava farto de estar em países do terceiro mundo e também da empresa onde estava...vamos ver o que me espera em Portugal depois de praticamente 2 anos por fora.
 
Fiz dois anos há pouco tempo aqui na Irlanda e tenho a opiniao contrária. Nunca o tempo passou tao depressa. [:D]
Acredito :)
O meu maior problema é ter emigrado e a minha mulher ter ficado em Portugal, a nível particular a vida fica complicada...também estou farto de África e sinceramente não tenho grande espírito de emigrante, vim para fora porque era um desafio aliciante a nível de carreira e valia a pena financeiramente, a nível de carreira foi decepcionante pois a empresa apesar de ser uma grande multinacional não era nada do que estava à espera e não há grande hipótese de progressão, salvou-se a parte financeira que realmente valeu o sacrifício.
Na minha área o mais provável é ter que emigrar novamente, mas nesta fase vou tentar procurar em Portugal, ou tentar avançar com um negócio meu, que na realidade foi um dos objectivos de ter emigrado, mas não consigo imaginar um negócio em PT que seja rentável. Vamos ver o que o futuro reserva.
 
Msantos, já passaram 2 anos? Ainda me lembro de tu andares aqui no fórum a pesquisar por informações antes de ires para Moçambique... Boa sorte no teu futuro profissional.
 
Greetings!

Tens de contar o que tanto te desgostou em Moçambique.
Para termos uma ideia do que nos espera quando se embarca numa aventura dessas.

Cumprimentos


Acredito :)
O meu maior problema é ter emigrado e a minha mulher ter ficado em Portugal, a nível particular a vida fica complicada...também estou farto de África e sinceramente não tenho grande espírito de emigrante, vim para fora porque era um desafio aliciante a nível de carreira e valia a pena financeiramente, a nível de carreira foi decepcionante pois a empresa apesar de ser uma grande multinacional não era nada do que estava à espera e não há grande hipótese de progressão, salvou-se a parte financeira que realmente valeu o sacrifício.
Na minha área o mais provável é ter que emigrar novamente, mas nesta fase vou tentar procurar em Portugal, ou tentar avançar com um negócio meu, que na realidade foi um dos objectivos de ter emigrado, mas não consigo imaginar um negócio em PT que seja rentável. Vamos ver o que o futuro reserva.
 
Eu ando a pensar seriamente em emigrar por uma temporada. Estou bastante frustrado no meu local de trabalho, com tarefas um pouco básicas para a formação e experiência que possuo, não me revejo na gestão da minha chefia (que os acho bastante incompetentes) e sei que tenho capacidade para fazer muito mais e melhor.
Como trabalho numa multinacional espalhada nos 5 continentes, dou por mim a estudar as ofertas de trabalho disponíveis dentro da multinacional em vários locais... O meu maior problema passa pela vida pessoal. Não vejo forma de convencer a cara metade...
Aos emigrantes deste tópico, como tem conseguido conciliar a vossa vida pessoal com a profissional fora de Portugal?
Uma outra pergunta: apesar de falar bem inglês, desenrascar o suficiente o espanhol, arranhar o francês, e até algumas noções de alemão, necessito de aperfeiçoar estes idiomas. Alguém frequentou ou recomenda cursos / escolas para o francês, espanhol e alemão?
 
Para alemão recomendo o Goethe, esquece tudo o resto, os metodos de ensino, material de estudo e afins são acima de toda a concorrência. Alguns exemplos práticos o o professor na aula está sempre a prestar atenção ao aluno(para algo básico mas dificil de encontrar...), os exercicios são sempre corrigidos num quadro digital ( que fica disponivel em pdf na página do instituto), e as aulas têm sempre bastante contexto. Prefiro gastar 600 euros no goethe que 200 euros noutra escola porque é a diferença entre desperdiçar dinheiro ou aprender algo. Claro que no final o esforço e trabalho em casa é que conta.

Dependendo do teu nivel, aulas por skype marcadas pelo http://www.italki.com/dashboard também podem ser uma alternativa, são pagas, mas se encontrares um bom professor vale a pena. Eu tenho aqui 1 vez a cada 2 semanas aula de alemão com uma portuguesa e aprendo realmente bastante. Se procuras uma solução flexivel é um bom começo, tem muito bons professores, nem que seja enquanto procuras uma solução mais formal.

Em relação à vida pessoal/profissional, tendo em conta que trabalho menos horas e ganho mais que em Portugal e ainda tenho mais dias de férias, a gestão da vida pessoal/profissional não foi nenhum desafio(tirando a fase inicial). Dares a volta à cara metade é que não sei como te ajudar.
 
Última edição:
Amigos do UK,

Estou a viver em Cambridge faz pouco mais de um ano junto com a minha namorada mas infelizmente são escassas as oportunidades de trabalho por aqui (somos jovens licenciados em engenharia civil e gestão hoteleira com pouca experiência na área).

Trabalhamos ambos no mesmo restaurante e foi-nos dada a oportunidade de sermos transferidos para Bristol ou para o centro de Londres mantendo todas as condições contratuais e possibilidade de progressão.

O que fariam no nosso lugar sabendo que continuaremos na restauração até encontrar algo melhor? Creio que Londres só vale a pena se encontrar um trabalho que justifique suportar o custo de vida da cidade mas também sei que terei lá muito mais ofertas de emprego.

Alguém com experiencia em Bristol? Valeria a pena explorar outras localidades diferentes das que mencionei?
 
Para alemão recomendo o Goethe, esquece tudo o resto, os metodos de ensino, material de estudo e afins são acima de toda a concorrência. Alguns exemplos práticos o o professor na aula está sempre a prestar atenção ao aluno(para algo básico mas dificil de encontrar...), os exercicios são sempre corrigidos num quadro digital ( que fica disponivel em pdf na página do instituto), e as aulas têm sempre bastante contexto. Prefiro gastar 600 euros no goethe que 200 euros noutra escola porque é a diferença entre desperdiçar dinheiro ou aprender algo. Claro que no final o esforço e trabalho em casa é que conta.

Dependendo do teu nivel, aulas por skype marcadas pelo http://www.italki.com/dashboard também podem ser uma alternativa, são pagas, mas se encontrares um bom professor vale a pena. Eu tenho aqui 1 vez a cada 2 semanas aula de alemão com uma portuguesa e aprendo realmente bastante. Se procuras uma solução flexivel é um bom começo, tem muito bons professores, nem que seja enquanto procuras uma solução mais formal.

Em relação à vida pessoal/profissional, tendo em conta que trabalho menos horas e ganho mais que em Portugal e ainda tenho mais dias de férias, a gestão da vida pessoal/profissional não foi nenhum desafio(tirando a fase inicial). Dares a volta à cara metade é que não sei como te ajudar.

Olá Hecho,
Muito obrigado pela tua resposta. Eu já andei no Goethe há quase 15 anos atrás, durante 1 ano lectivo, quando trabalhei para uma empresa alemã. Infelizmente, troquei de trabalho e deixou de ser necessário utilizar o alemão no dia a dia. Como não pratiquei mais, comecei a esquecer-me de muita coisa que aprendi, mas ainda vou percebendo algumas expressões, e ainda consigo falar ao telefone até pedir para falar em inglês. [:D]
Sei o que vale essa escola. É talvez um pouco cara (na altura tinha um bom desconto porque a empresa era associada), e a localização não era a melhor, perdia imenso tempo em deslocações... Mas é sempre uma hipótese a considerar.

Sobre a vida profissional, atenção que não me considero mal pago e até tenho boas regalias comparando com a concorrência, logo o problema não reside nas condições oferecidas pela empresa, mas tenho ambições para muito mais (sempre trabalhei nesse sentido).
Infelizmente, a minha frustração reside na incapacidade da minha chefia gerir o departamento e os próprios recursos humanos, que nem sabe fazer uma simples análise SWOT, delinear estratégias para conquistar mercado ou mesmo definir turnos preferindo ter pessoas com um único horário, quase que obrigando a trabalhar 12 horas diárias, rebentando-as completamente. Não me perguntes como chegaram a chefes, foi antes de eu ter entrado, mas não compreendo como lá continuam.
Transformando isto em termos futebolísticos para fácil compreensão: Imagina tu estares num clube de futebol com um orçamento e capacidade para conquistar o campeonato, apenas lutar pelas competições europeias e ficar satisfeito por ter atingido um simples 6º ou 7º lugar, já fora das competições europeias...
Como não prevejo grandes mudanças brevemente, assim terei de mudar eu. Tenho a perfeita noção que dificilmente vou arranjar condições semelhantes em Portugal (em 3 anos fui abordado 5 vezes por empresas concorrentes, mas nenhuma queria pagar nem perto do que ganho actualmente, que até não é nada de especial), logo penso estar na altura de partir para outro "campeonato".
Vou começar a aperfeiçoar os idiomas já no próximo mês, mas ainda não sei como dar a volta à mulher, embora ela perceba a minha frustração diária... Alguma solução hei-de arranjar.
 
No limite tens de ler o acordo de dupla tributação entre os 2 paises.

boa dica! encontrei o dito acordo, mas estou com alguma dificuldade em entender a linguagem juridica, porque me pareça que em algumas alíneas dizem que só vou ser tributado no Chile, e noutras dizem que vou ser tributado nos dois lados. como alguém sugeriu, vou imprimir isto e levar a uma departição de finanças.

http://fleweb.com/images/Artigos/adp_chile.pdf

Artigo 15.oProfissões dependentes
1 — Com ressalva do disposto nos artigos 16.o («Percentagensde membros de conselhos»), 18.o («Pensões»)e 19.o («Remunerações públicas»), os salários, vencimentose outras remunerações obtidos de um empregopor um residente de um Estado Contratante só podemser tributados nesse Estado, a não ser que o emprego seja exercido no outro Estado Contratante. Se oemprego for aí exercido, as remunerações correspondentespodem ser tributadas nesse outro Estado.
2 — Não obstante o disposto no n.o 1, as remuneraçõesobtidas por um residente de um Estado Contratantede um emprego exercido no outro Estado Contratantesó podem ser tributadas no primeiro Estadomencionado se:
a) O beneficiário permanecer no outro Estadodurante um período ou períodos que não excedam,no total, 183 dias em qualquer períodode 12 meses com início ou termo no ano fiscalem causa; e
b) As remunerações forem pagas por uma entidadepatronal ou em nome de uma entidade patronalque não seja residente do outro Estado; e
c) As remunerações não forem suportadas por umestabelecimento estável ou por uma instalaçãofixa que a entidade patronal tenha no outroEstado.

(..)

Artigo 22.oEliminação da dupla tributação
1 — No caso de Portugal, a dupla tributação será eliminadado seguinte modo:
a) Quando um residente de Portugal obtiver rendimentosque, de acordo com o disposto na presenteConvenção, possam ser tributados noChile, Portugal deduzirá do imposto sobre osrendimentos desse residente uma importânciaigual ao imposto pago no Chile (excluindo, nocaso dos dividendos, o imposto exigível no Chilerelativamente aos lucros de que os dividendossão pagos). A importância deduzida não poderá,contudo, exceder a fracção do imposto sobreo rendimento, calculado antes da dedução, correspondenteaos rendimentos que podem sertributados no Chile;
 
Msantos, já passaram 2 anos? Ainda me lembro de tu andares aqui no fórum a pesquisar por informações antes de ires para Moçambique... Boa sorte no teu futuro profissional.
Obrigado, por acaso ainda tive alguma ajuda aqui do fórum, mas a realidade é sempre um pouco mais dura
 
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