Tópico dos aviões

Fotos da semana:

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Que tão fiáveis são esses sites que supostamente fazem a previsão da turbulência a diferentes altitudes, isto tendo em conta que supostamente é algo assumido pelos pilotos ser muito dificil de fazer uma previsao?
 
Que tão fiáveis são esses sites que supostamente fazem a previsão da turbulência a diferentes altitudes, isto tendo em conta que supostamente é algo assumido pelos pilotos ser muito dificil de fazer uma previsao?

As previsões de turbulência são apenas isso, previsões. Pode acontecer onde não se espera. O que não me parece que exista é a previsão de turbulência a diferentes altitudes. O que existe são Airmets e Sigmets onde se prevê turbulência e gelo mas normalmente com tectos definidos, enre x e x mil pés. Mas são tectos geralmente largos.

O que existe para diferentes altitudes são as Sigmets com ventos e com formações de CBs que podem dar origem a turbulências severas e que são de evitar. Podes ver aqui uma Sigmet para hoje na zona do Índico onde ocorreu o acidente:

 
Deve ter sido o "thrust reduction" que nos Embraer não sei quando é mas nos Airbus ocorre por volta dos 1500 pés. Os aviões na descolagem utilizam uma potência quase máxima e depois na subida reduzem até aos 10.000 pés que é quando voltam a acelerar depois de passada a restrição dos 250 nós. Estas variações de potência nos motores são normais, se calhar no Embraer nota-se mais e por isso é que estranhaste.

Uma pergunta que me coloco muitas vezes é qual a potência que é utilizada para a descolagem. Se o avião é um bimotor e um motor falha, os pilotos terão que dispor de potência para o colocar no ar com um motor apenas. Assim sendo, deveria bastar aplicar 50% da potência numa descolagem normal.

Fequentemente verifico que os aviões, quando vazios, usam muito pouca pista para descolar. Não seria natural reduzirem a potência nestas circunstâncias?
 
Cada vez mais me parece que existem demasiadas coincidências entre o acidente do AirAsia e o da AirFrance. Em ambos os casos, existiu uma mudança da atitude do avião, correspondente aumento de altitude e stall.

Em ambos os casos, (inexplicavelmente) os pilotos foram incapazes de lidar com a situação. Ora, detetar e resolver situações de stall é algo tão básico que até os pilotos de sofá (os amantes dos simuladores) o conseguem fazer facilmente, pelo que sugerir que pilotos profissionais não o conseguiram fazer por incompetência, só pode ser uma brincadeira.

Será que na realidade, não existirá um problema técnico qualquer com os sistemas de controlo nos Airbus ?
 
Uma pergunta que me coloco muitas vezes é qual a potência que é utilizada para a descolagem. Se o avião é um bimotor e um motor falha, os pilotos terão que dispor de potência para o colocar no ar com um motor apenas. Assim sendo, deveria bastar aplicar 50% da potência numa descolagem normal.

Fequentemente verifico que os aviões, quando vazios, usam muito pouca pista para descolar. Não seria natural reduzirem a potência nestas circunstâncias?

E reduzem. Falando de Airbus que são os sistemas que conheço melhor: tens dois parâmetros de descolagem TO/GA e FLX. O normal é utilizar-se o FLX que é uma potência de descolagem reduzida. Depois ainda há parâmetros adicionais que reduzem ainda mais a potência dos motores mas já lá vamos. O TO/GA só é utilizado em situações específicas como pistas curtas, piso molhado, ventos cruzados, pistas em altitude, presença de windsheer. Mas obviamente que o TO/GA reduz a vida útil dos motores porque submete-os a um esforço que nem sempre se justifica, pelo que o procedimento normal é a descolagem com a potência reduzida FLX.

Depois, mesmo dentro do FLX há um outro parâmetro que também ajusta a potência dos motores relativamente à temperatura do ar, o FLX TEMP. Este parâmetro é obtido através de tabelas que os pilotos têm e que lhes permite introduzir no FMC a FLX TEMP adequada, isto é, a temperatura máxima a que os motores têm potência suficiente para a descolagem.

No caso dos Boeing é um pouco diferente. Não há FLX mas há Derate que são percentagens de decréscimo de potência dos motores (em percentagens) e que também são calculados através de tabelas.

Mas os 50% de que falas, nenhum avião descola com uma potência tão reduzida. Até porque se falha um motor após V1 (a velocidade onde tens de decidir se abortas ou continuas) com os motores a 50% podes ter a certeza que irias pastar.[;)] O mínimo que vi anda na casa dos 80 e poucos por cento.
 
As previsões de turbulência são apenas isso, previsões. Pode acontecer onde não se espera. O que não me parece que exista é a previsão de turbulência a diferentes altitudes. O que existe são Airmets e Sigmets onde se prevê turbulência e gelo mas normalmente com tectos definidos, enre x e x mil pés. Mas são tectos geralmente largos.

O que existe para diferentes altitudes são as Sigmets com ventos e com formações de CBs que podem dar origem a turbulências severas e que são de evitar. Podes ver aqui uma Sigmet para hoje na zona do Índico onde ocorreu o acidente

Este site fui um dos que vi e reparei nas diferenças na altitude. A maior altitude menor turbulencia. Sou leigo na materia por isso perguntei...

http://www.centrometeo.pt/pt/tempo/mapas-profissionais/tempo-para-voar/europa.html#profi-fl180
 
Este site fui um dos que vi e reparei nas diferenças na altitude. A maior altitude menor turbulencia. Sou leigo na materia por isso perguntei...

Tempo para voar Europa

Não conhecia. Perguntavas pela fiabilidade deste tipo de sites, pois não te sei dizer. Só sei que os pilotos antes de um vôo olham é para isto, de que já falei mais atrás:

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Zonas onde é previsível existir turbulência e com os respectivos limites verticais de que falei. E olhando para essa carta a coisa hoje nos EUA parece que não vai estar fácil :eek:
 
Bem, isto está cada vez melhor... (sobre o desastre do AirAsia) :sh)

The captain of the AirAsia jet that crashed into the sea in December was out of his seat conducting an unorthodox procedure when his co-pilot apparently lost control, and by the time he returned it was too late to save the plane, two people familiar with the investigation said.

Details emerging of the final moments of Flight QZ8501 are likely to focus attention partly on maintenance, procedures and training, though Indonesian officials have stressed publicly that it is too early to draw any firm conclusions.

The Airbus A320 jet plunged into the Java Sea while en route from Surabaya, Indonesia, to Singapore on Dec. 28, killing all 162 people on board.

It had been suffering maintenance faults with a key flight control computer for over a week, and one person familiar with the matter said the captain had flown on the same plane with the intermittently faulty device just days before the crash.

http://www.reuters.com/article/2015/01/31/us-indonesia-airplane-idUSKBN0L404E20150131
 
Última edição:
Bem, isto está cada vez melhor... (sobre o desastre do AirAsia) :sh)

Não me admira nada.

Não é a primeira companhia de baixo custo, precisamente naquela zona do globo, com problemas de manutenção. E até há um pequeno historial de problemas que resultaram em desastre com companhias oriundas daquela zona.
 
Não me admira nada.

Não é a primeira companhia de baixo custo, precisamente naquela zona do globo, com problemas de manutenção. E até há um pequeno historial de problemas que resultaram em desastre com companhias oriundas daquela zona.
Mas tens algum dado concreto que aquele avião com apenas 6 anos de idade, tivesse problemas ou falhas de manutenção?
 
Antes de bater nos pilotos ou na companhia por ser de baixo custo, lembrar o acidente do 320 da tam, que tinha um reverse inop ja ha uns dias

por isso não são só as companhias de baixo custo que andam com algumas coisas inop

e tambem não podemos ja tirar conclusões antes de elas sairem, pode ter sido tanta coisa, custuma ser culpa dos pilotos, mesmo quando a maquina falha os pilotos são os faceis de culpar
 
Mas tens algum dado concreto que aquele avião com apenas 6 anos de idade, tivesse problemas ou falhas de manutenção?

6 anos numa aeronave pode ser muito ou pouco.

Mas se achas que o boom da aviação comercial de baixo custo se faz com os mesmos critérios que na Europa e EUA (também já houve problemas graves), convém começar a reve-los.

India e Indonésia não são exemplo para nada neste particular da aviação de baixo custo.
 
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