Essa notícia é tão e somente especulativa e alarmista (para além de perfeitamente absurda), por pelo menos 2 razões:
- Há normas rígidas para os mínimos de combustíveis em aeronaves em qualquer parte do mundo: tempo de viagem + tempo para o alternativo + X minutos para Holdings (esperas), etc. Não sei -obviamente- os valores exactos, mas as normas existem e SÃO cumpridas. São as licenças de voo do comandante e do 1º oficial que estão em risco, caso seja detectada uma irregularidade nesse campo ...
- Essa situação do 747 e o "unexpected strong headwind" parece-me uma "invenção": as condições metereológicas sobre o Atlântico SÃO conhecidas diariamente: a definição das chamadas NAT ("North Atlantic Tracks", que são rotas que aproveitam a chamada "jet stream") é feita diariamente em função dos ventos sobre o Atlântico. Qualquer piloto que vá fazer a travessia SABE que tipo de ventos vai encontrar (head, tail, cross, forte, fraco, etc)
Mais ainda, falar no acidente com o 707 da Avianca neste contexto é claramente uma manipulação da opinião pública: o referido acidente deu-se devido a vários factores, sendo os mais relevantes os factos de que a tripulação
a) Não utilizou a fraseologia "standard" para referir os problemas de combustível: os controladores nunca tiveram noção das dificuldades que o voo estava a passar
b) NUNCA declarou emergência ("mayday") nem "urgência" ("pan pan pan") excepto quando já estavam em situação de flame-out (motores a desligarem-se por falta de combustivel)
c) tinha dificuldades no domínio da lingua inglesa.
"V"