Tópico das Casas

E já agora sobre os bancos , conheço de bem perto casos em que já ficaram escaldados com carros (e até com casas).

No caso de um carro, crédito de 10k€ (valor de compra do carro), ao fim de um ano, capital em dívida 8k€ e valor de mercado 7,5k.

Incumprimento do contrato , o que é que o banco devia fazer? entrega do carro com assunção do valor de mercado e a pessoa ficava com dívida de 500€.

Claro que não... atribuição de um valor de 4k, a pessoa fica sem carro e com um passivo de 4k.

Aliás, isto nem me parece legal. Não tem nada de ser uma das partes a avaliar o valor e a decidir unilateralmente pela fixação desse valor.

Desvalorizou bem esse carro....
 
Última edição:
O que eu acho errado é os bancos fazerem o que querem, se há um crédito em incumprimento ok , esse crédito tem as suas garantias, casa carro ou o que for,

se não tem como casos de Berardo e companhias ficam agarrados, os bancos em caso de incumprimento so têm de ter direito às garantias/colaterais que esse emprestimo tem, tudo na vida tem risco, até sair de casa, ou ter dinheiro no banco, por isso eles também tem de ser mais cauteloso nos emprestimos não pode ser tudo so po lado deles e como lhes apetece.
 
Aqui não concordo contigo.

Estou cheio de pena dos bancos [:D]

Como se eles fossem a parte mais fraca neste negócio. As perdas num eventual caso como o que indicas estão longe de ser a regra. Para isso ser verdade, tinhas de ter um malparado superior a 50%.

E mesmo com malparado, eu ando sempre atento às casas dos bancos e acompanhei de perto um caso em que o valor era X € e o negócio foi fechado por 2x €, qual leilão especulativo.

O banco colocou a casa pelo valor mínimo que aceitaria “vender” e lucrou 100%, de grosso modo.

Se fosse assim negócio garantido terias os bancos a açambarcarem imóveis e a meter em leilão. Uma andorinha não faz a primavera.

Eu conheço um imóvel à venda há mais de meia dúzia de anos, que é de banco e não desce o valor. Não acredito que seja vendido pelo valor pedido, mas o banco não cede e tem mantido aquilo ao abandono. Das duas uma, ou vainter de perder dinheiro na venda agora ou vai perder ainda mais tendo em conta qud o imóvel se vai deteriorar. É uma moradia onde faltam alguns acabamentos.
 
Se os colaterais não cobrirem a dívida, o remanescente não desaparece.

Um clássico no crédito automóvel ou de consumo.
Exacto. Dívida é dívida. Em última instância todo o património tem de responder. E mesmo em caso de insolvência pessoal, nem sempre é possível livrar-se de tudo.
 
o tem d responder em caso de incumprimento são as garantias/colaterais associados ao empréstimo e não todo o património, o banco aceitou emprestar com aquelas garantias/colaterais, o incumprimentos faz parte do jogo, os bancos podem sempre exigir mais colateral/garantia na altura de conceder emprestimo e/ou pedir maior entrada para divisão do risco
 
o tem d responder em caso de incumprimento são as garantias/colaterais associados ao empréstimo e não todo o património, o banco aceitou emprestar com aquelas garantias/colaterais, o incumprimentos faz parte do jogo, os bancos podem sempre exigir mais colateral/garantia na altura de conceder emprestimo e/ou pedir maior entrada para divisão do risco
Isso não é assim e basta pensar no crédito ao consumo, que mesmo sem garantias, e no caso da pessoa não pagar, eles vão atrás nem qye seja por um euro.

É que a responsabilidade da dívida não é das garantias mas sim da pessoa.

No caso das casas é preciso que banco aceite a dação em cumprimento. Ou seja, aceitar qur a casa cobre a dívida. Se não cobrir ficas na mesma com o restante da dívida em mãos.
 
sei que tens razao obtuso, só estou a dizer que as coisas não deviam de ser assim,

afinal se tiveres uma empresa e um fornecedor nao te pagar é um trinta um para receberes, isto se acabares por receber, quando ficas a dever ao banco é um nojo, comprar alguns tipo LFV e Berardos são uns mansinhos, se for eu e dever 1 € querem levar-me a casa, o carro e as calças se calhar,

no crédito habitação permanente penso que houve uma lei feita pela gerigonça, que caso entres em incumprimento e entregues a casa ao banco ficas com a divida saldada... eu li qualquer destas, não sei se chegou a efectivar-se, acredito que sim como acredito que não não vi o desfecho final
 
E já agora sobre os bancos , conheço de bem perto casos em que já ficaram escaldados com carros (e até com casas).

No caso de um carro, crédito de 10k€ (valor de compra do carro), ao fim de um ano, capital em dívida 8k€ e valor de mercado 7,5k.

Incumprimento do contrato , o que é que o banco devia fazer? entrega do carro com assunção do valor de mercado e a pessoa ficava com dívida de 500€.

Claro que não... atribuição de um valor de 4k, a pessoa fica sem carro e com um passivo de 4k.

Aliás, isto nem me parece legal. Não tem nada de ser uma das partes a avaliar o valor e a decidir unilateralmente pela fixação desse valor.

Desvalorizou bem esse carro....
O trabalho dos bancos é fazer dinheiro, e não há muito mais a dizer, desde que o façam de forma legal.
E assim a ser, só recorre aos bancos quem quer.
 
Penso que não de chegou a efectivar. Nem faria sentido. O que é emprestado é dinheiro, e não bens. Por isso a dívida tem de ser paga em dinheiro, os bancos não querem bens.

Se realmente entrasse em vigor alguma lei assim, os bancos iriam emprestar apenas 50% ou algo assim, e nunca 90% como muitos emprestam agora. Será isso o pretendido?
 
Penso que não de chegou a efectivar. Nem faria sentido. O que é emprestado é dinheiro, e não bens. Por isso a dívida tem de ser paga em dinheiro, os bancos não querem bens.

Se realmente entrasse em vigor alguma lei assim, os bancos iriam emprestar apenas 50% ou algo assim, e nunca 90% como muitos emprestam agora. Será isso o pretendido?

Nim.

É verdade que os bancos emprestam dinheiro e não bens.

Mas não é menos verdade que o core do setor bancário são os juros enquanto contrapartida das quantias mutuadas. Isto já era assim desde a Dona Branca.

Portanto o banco não tem de lucrar com os incumprimentos.

E se queres que te diga, roça a má fé um banco avaliar unilateralmente a casa em X aquando da concessão do empréstimo , e depois em caso de incumprimento e para efeitos da dação em cumprimento , que afinal a casa vale pouco mais de metade do que tinham dito previamente.
 
Nim.

É verdade que os bancos emprestam dinheiro e não bens.

Mas não é menos verdade que o core do setor bancário são os juros enquanto contrapartida das quantias mutuadas. Isto já era assim desde a Dona Branca.

Portanto o banco não tem de lucrar com os incumprimentos.

E se queres que te diga, roça a má fé um banco avaliar unilateralmente a casa em X aquando da concessão do empréstimo , e depois em caso de incumprimento e para efeitos da dação em cumprimento , que afinal a casa vale pouco mais de metade do que tinham dito previamente.

Infelizmente é agiotagem legal
Só recorro à banca em extrema necessidade, e total intolerância tal como acontece do outro lado
 
Nim.

É verdade que os bancos emprestam dinheiro e não bens.

Mas não é menos verdade que o core do setor bancário são os juros enquanto contrapartida das quantias mutuadas. Isto já era assim desde a Dona Branca.

Portanto o banco não tem de lucrar com os incumprimentos.

E se queres que te diga, roça a má fé um banco avaliar unilateralmente a casa em X aquando da concessão do empréstimo , e depois em caso de incumprimento e para efeitos da dação em cumprimento , que afinal a casa vale pouco mais de metade do que tinham dito previamente.

Mas isso já estás a falar de outro assunto.

A dívida tem de ser toda paga, e se houver incumprimento, é natural que existam penalizações fortes e custos acrescidos.

Isso de avaliação unilateral é porque seguramente foi aceite, mas poderia eventualmente não ser. Presumo que tenha de existir acordo, porque se não existisse, estaríamos a falar de litígio resolvido em tribunal e o valor ser apurado oficiosamente. Palpito eu.

Mas no fim do dia, a dívida deve ser toda paga.
 
Estou no mercado à procura de moradia, a maior parte do que tenho visto é construção do ano 2000 a 2008, mais ou menos. Mas agora apareceu-me uma com os trunfos localização e área, mas é de 1975, embora com renovação do interior. Em ambos os casos falamos de construção classe média.

Será construção tão antiga comparável em termos de qualidade, segurança (sísmica, por exemplo), eficiência energética (assumindo janelas iguais), durabilidade?
 
Aproveito a pergunta do drifit para perguntar se é normal existirem tantos prédios todos bonitinhos, construidos entre os anos 90 e anos 2000, e que já estão cheios de humidade nas laterais...

Já nem falo dos topos, porque pronto aí ainda é naquela.

Mas alguns dá para contar os tijolos :sh)

É uma questão de pintura só, ou já costuma ter que se "descascar " a parede e refazer parte dela?

É que dá dó ver alguns prédios xiques assim todos....feiosos.

Ah, e varandas que por baixo estão com cimento à vista e a tinta já foi....
Aquilo é seguro?
 
Seguro eu diria que é, mas prédios com alguns anos o que precisam será de uma boa impermeabilização/pintura. Mas isso custa dinheiro e muitos condomínios arrastam...
 
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