Tópico das Casas

O outro user disse que era maldade eu acho que é falta de noção misturada com inveja.

A última crise foi há meia dúzia de anos atrás, não aprenderam nada!
Acham mesmo que quem vai sofrer é quem comprou uma casa com uma taxa de esforço no limite?
Quantas famílias com a vida controlada e créditos abaixo a taxa de esforço, na última crise ficaram com 1 membro ou ambos sem emprego? Como é que uma família com 1 membro ou 2 no desemprego, mesmo com uma prestação "normal" consegue pagar o crédito indefinidamente?
Pois, uns ficaram sem casa, outros imigraram, outros passaram muitas dificuldades e todos nós sofremos o que sofremos e continuamos a sofrer ainda com o estado do país desde então.

Sejam mais realistas.


estás no teu direito de discordar completamente do que disse

uma situação de desemprego é uma situação extrema, óbvio

todavia não é uma catástrofe, há emprego desde que uma pessoa queira trabalhar, claro que pode acontecer ganhar menos

há muita gente com empregos instáveis, ou com rendimentos variáveis, olha por exemplo aqueles ligados à hotelaria que recebem gorjetas, o meu filho só disso recebe 200 por mês ou mais até...e não são declarados

e vai contar com isso para empréstimos ?!

graças a Deus aguento uma taxa de 5% de euribor, claro que custa, mas aguento

porque fiz contas, muitas !!!!!!

acho que aprendi isto com o meu pai, ele não era pessoa de investir muito mas gostava de dormir descansado
 
Então o cenário atual é apenas o de juros mais altos? Então e a inflação ao nível mais alto dos últimos 40 anos não conta?

Alguem imaginou que de um dia para o outro o custo de vida fosse aumentar tanto?

É que se o que estamos a assistir é normal e fosse previsivél, não entendo porque andam os governos dos mais variados países a distribuir dinheiro pelas familias.
Não sei se já repararam, mas o problema não é só nosso...

E isso afecta mais quem, exactamente? Os 4,5 milhões de pobres que nem dinheiro para entrada de uma casa terão, ou para toda a classe média que compra habitação?

O salário médio líquido anual é de 13.200€ (https://datalabor.pt/data/rendimento-medio-e-mediano), o que significa que um agregado/casal leve cerca de 2,2k por mês em média para casa.

Cada cidadão gasta em média 80 euros por mês de supermercado (dados do primeiro quadrimestre de 2022: https://www.dinheirovivo.pt/economi...cados-aceleram-em-marco-e-abril-14869037.html)

Ora numa família de 4 pessoas, falamos de passar de 320 euros para cerca de 384 euros, com inflação a 20%. São mais 64 euros em média. Mesmo que gaste mais 200 euros no total, entre diversas despesas, como a energia, serão menos de 10% dos rendimentos. Isto é um jantar fora.

Ora se alguém com pelo menos 2k de rendimentos líquidos, vive no fio da navalha e não consegue acomodar estas "pequenas" variações, algo já vai muito mal, e as taxas de juros só trarão isso à tona.

Agora se focarmos nos que ganham pouco, os tais 4,5 milhões, e que têm de fazer compras na mesma no supermercado, e que levam com aumentos reais muito superiores, e sem qualquer margem de acomodação, bem isso já é outro assunto. Mas não serão esses que também terão o problema das euribor a morder os calcanhares.
 
Os últimos anos foram uma anormalidade em taxas de juro, querer prolongar isso ainda mais tem tudo para correr muito mal.

Os valores médios de empréstimos não dizem grande coisa. E não há uma crise de liquidez.
 
Não percebi a parte a negrito. É porque têm outras despesas fixas, para além do CH?

Não, basta terem baixos rendimentos.

Podes ter rendimentos de 1k, gastar 500 em supermercado, 300 em contas diversas e sobra apenas 200 para a casa.

A mesma família com rendimentos de 2k, e as mesmas despesas, em vez de 200, teria margem de 1.200 para a casa.
 
Então o cenário atual é apenas o de juros mais altos? Então e a inflação ao nível mais alto dos últimos 40 anos não conta?

as taxas vão aumentar até atingir uma estabilização/descida da inflação

não estamos ainda nos 5% dos juros

mas eu já conto com perto disso

quando é que se reúne o BCE, não é agora em NOV ?

aposto que a 6 meses vai disparar para perto dos 3
e a de 12 perto dos 4

escrevam o que digo
 
estás no teu direito de discordar completamente do que disse

uma situação de desemprego é uma situação extrema, óbvio

todavia não é uma catástrofe, há emprego desde que uma pessoa queira trabalhar, claro que pode acontecer ganhar menos

há muita gente com empregos instáveis, ou com rendimentos variáveis, olha por exemplo aqueles ligados à hotelaria que recebem gorjetas, o meu filho só disso recebe 200 por mês ou mais até...e não são declarados

e vai contar com isso para empréstimos ?!

graças a Deus aguento uma taxa de 5% de euribor, claro que custa, mas aguento

porque fiz contas, muitas !!!!!!

acho que aprendi isto com o meu pai, ele não era pessoa de investir muito mas gostava de dormir descansado

Se te faz dormir bem à noite e é isso que valorizas, good for you. O que me parece é que provavelmente não estarás assim tão certo das tuas opções conservadoras, caso contrário não estarias contente com as possíveis dificuldades que as pessoas que gastaram mais do que tu vão eventualmente passar.
Estás a tentar validar as tuas escolhas com o falhanço das escolhas dos outros, o que na prática se traduz por, gostavas de ter feito as escolhas que os outros fizeram e só vais ter paz na tua escolha se as dos outros fracassarem.

Mas o fracasso dos outros inevitavelmente virá bater à porta de todos. (ver crise anterior)

Neste momento eu acomodo uma euribor de 5%, já a tive em 2008 com mais divida, mas, não arrisco dizer que aguento para sempre, o futuro é incerto.
 
estás no teu direito de discordar completamente do que disse

uma situação de desemprego é uma situação extrema, óbvio

todavia não é uma catástrofe, há emprego desde que uma pessoa queira trabalhar, claro que pode acontecer ganhar menos

há muita gente com empregos instáveis, ou com rendimentos variáveis, olha por exemplo aqueles ligados à hotelaria que recebem gorjetas, o meu filho só disso recebe 200 por mês ou mais até...e não são declarados

e vai contar com isso para empréstimos ?!

graças a Deus aguento uma taxa de 5% de euribor, claro que custa, mas aguento

porque fiz contas, muitas !!!!!!

acho que aprendi isto com o meu pai, ele não era pessoa de investir muito mas gostava de dormir descansado


só para acrescentar, ou explicar melhor o meu ponto de vista

quando foi da pandemia vi uma reportagem de um casal que pagava 1400 euros mês de empréstimo

uma boa casa no algarve

viram os seus rendimentos cortados e pediram moratória
 
só para acrescentar, ou explicar melhor o meu ponto de vista

quando foi da pandemia vi uma reportagem de um casal que pagava 1400 euros mês de empréstimo

uma boa casa no algarve

viram os seus rendimentos cortados e pediram moratória

O teu problema continua a ser :

"uma boa casa no algarve"

E se calhar a casa nem era nada de extraordinário...
 
Então o cenário atual é apenas o de juros mais altos? Então e a inflação ao nível mais alto dos últimos 40 anos não conta?

Alguem imaginou que de um dia para o outro o custo de vida fosse aumentar tanto?

É que se o que estamos a assistir é normal e fosse previsivél, não entendo porque andam os governos dos mais variados países a distribuir dinheiro pelas familias.
Não sei se já repararam, mas o problema não é só nosso...

Contrai-se um empréstimos a 40 anos no limite da taxa de esforço, sem ter em contas os "ses"... Certo.
 
as taxas vão aumentar até atingir uma estabilização/descida da inflação

não estamos ainda nos 5% dos juros

mas eu já conto com perto disso

quando é que se reúne o BCE, não é agora em NOV ?

aposto que a 6 meses vai disparar para perto dos 3
e a de 12 perto dos 4

escrevam o que digo

dia 27 de outubro é a proxima reunião do BCE
 
Os últimos anos foram uma anormalidade em taxas de juro, querer prolongar isso ainda mais tem tudo para correr muito mal.

Os valores médios de empréstimos não dizem grande coisa. E não há uma crise de liquidez.

isto é um pouco como aquela festa onde se aproxima as 6h da manhã e ainda ninguém saiu nem tem percepção que é para sair

é preciso a música ser desligada e a luz da sala colocada no máximo do desconfortável para o pessoal começar a dispersar e entrar na real.
 
E isso afecta mais quem, exactamente? Os 4,5 milhões de pobres que nem dinheiro para entrada de uma casa terão, ou para toda a classe média que compra habitação?

O salário médio líquido anual é de 13.200€ (https://datalabor.pt/data/rendimento-medio-e-mediano), o que significa que um agregado/casal leve cerca de 2,2k por mês em média para casa.

Cada cidadão gasta em média 80 euros por mês de supermercado (dados do primeiro quadrimestre de 2022: https://www.dinheirovivo.pt/economi...cados-aceleram-em-marco-e-abril-14869037.html)

Ora numa família de 4 pessoas, falamos de passar de 320 euros para cerca de 384 euros, com inflação a 20%. São mais 64 euros em média. Mesmo que gaste mais 200 euros no total, entre diversas despesas, como a energia, serão menos de 10% dos rendimentos. Isto é um jantar fora.
Ora se alguém com pelo menos 2k de rendimentos líquidos, vive no fio da navalha e não consegue acomodar estas "pequenas" variações, algo já vai muito mal, e as taxas de juros só trarão isso à tona.

Agora se focarmos nos que ganham pouco, os tais 4,5 milhões, e que têm de fazer compras na mesma no supermercado, e que levam com aumentos reais muito superiores, e sem qualquer margem de acomodação, bem isso já é outro assunto. Mas não serão esses que também terão o problema das euribor a morder os calcanhares.


Quanto menos ganhares mais afeta, obviamente.

80€/pessoa para alimentação? Nem antes da subida da inflação quanto mais agora...

Nesas tuas contas faltam muitas despesas de dia a dia que são dificeis de contabilizar. Além do calçar, vestir, transportes, etc..
 
Os últimos anos foram uma anormalidade em taxas de juro, querer prolongar isso ainda mais tem tudo para correr muito mal.

Os valores médios de empréstimos não dizem grande coisa. E não há uma crise de liquidez.

Pois foram, mas estiveram baixas porque teve de ser ou só porque sim? Isto é que convém perceber....

O valor dos empréstimos dizem muito, quanto maior o valor maior o impacto dos juros.
 
Temos de ser pragmáticos também, este cocktail de inflação galopante, crise energética e taxas de juro não eram esperadas a este nivel.

Quem diz o contrário está a ser desonesto, mas na realidade deveriamos pressionar o poder politico que nos colocou nesta situação: se haviam evidencias assobiaram para o lado, afiançaram que era passageiro, agora levamos com o martelo por terem seguido essa politica.

Mas calma, Costa resolve:

https://www.idealista.pt/news/finan...sta-recusa-dramatismo-e-quer-prudencia-do-bce
"Mas, ainda assim, o líder do Executivo socialista assume que o BCE deve ser “prudente na subida das taxas de juro”, porque não é desejável que os juros subam até aos 3%."

o problema das taxas subirem não é so no orçamento das famílias, que já vão levar c/ austeridade, é problema de nas novas emissões de dívida mesmo a de curto prazo ter um impacto brutal no defice, e a despesa do estado vai ter de travar a fundo.


é tudo uma bola de neve gigante entre juros e inflação que possivelmente irá rebentar na governação do Costa, já para não falar que quando o BCE acabar c/ a compra de activos as taxas das emissões de dívida pública irão subir a pique porque até agora têm estado controladas porque o BCE compra estas emissões em mercado secundário, dando uma garantia aos investidores em mercado primário.
 
Contrai-se um empréstimos a 40 anos no limite da taxa de esforço, sem ter em contas os "ses"... Certo.

Mas achas mesmo que se isto continuar assim são só esses a "cair"?

Esses são apenas os primeiros, a seguir vão muitos dos que agora acham que estão seguros...


Mas vcs acham que toda esta preocupação a nível da zona euro, é por causa de meia dúzia de estarolas sem juizo que se esticaram para lá dos seus limites?

Isso é o mesmo que estar feito tolo a olhar para um tsunami e achar que não vai ser apanhado...

Pelos comentários d´que se vão lendo dá para perceber que muita gente ainda não se apercebeu disto.
 
Última edição:
isto é um pouco como aquela festa onde se aproxima as 6h da manhã e ainda ninguém saiu nem tem percepção que é para sair

é preciso a música ser desligada e a luz da sala colocada no máximo do desconfortável para o pessoal começar a dispersar e entrar na real.
O problema serão os que morrem de susto e aterram logo ali. Uma chatice maior para os fazer dispersar...
 
Com este cenário acho que devia dar razão à mulher, ter entrado com 80% do capital e ter ficado a taxa a 1,25% como o bankinter permitia na altura.

Sinto-me assim meio que nabo, mas uma vez que também olho para isto como casoto transitório, os 2% da TX fixa aquando amortização fizeram-me cócegas.
 
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