Tópico das Casas

Era isto ou deixar cair os bancos no charco como na crise de 2010... Não sei o que seria pior. Por um lado, acredito que o sistema precisa de uma purga, por outro lado, estamos a falar de pessoas, de fome, de crime, de drogas, de miséria... Ninguém quer mais sem abrigo nas suas cidades!

Mas essa miséria já está aí em Lisboa. São essencialmente migrantes e emigrantes ex- empregados de restauração e hotelaria que andam por aí a deambular nas ruas. Eu passei no outro dia em frente ao pavilhão de Portugal na Expo e até já montam tendas e barracas para se abrigarem.

Mas não são beneficiários das moratórias. O problema é outro...
 
O ministro Siza Vieira por acaso nunca referiu esse argumento comparativo ( tb não pesquisei lá fora) . O que ele disse foi que os bancos / sistema fiananceiro tinham capacidade para aguentar o impacto dessa medida.

Como se trata de um ministro de um governo sério que diz sempre a verdade, acho que devemos ficar tranquilos.
Vai ficar tudo bem.[;)]

Vale o que vale, mas ainda há umas semanas atrás um banqueiro disse em entrevista, que o impacto das moratórias é uma pequena fracção do impacto sofrido na crise de 2008.
 
Mas essa miséria já está aí em Lisboa. São essencialmente migrantes e emigrantes ex- empregados de restauração e hotelaria que andam por aí a deambular nas ruas. Eu passei no outro dia em frente ao pavilhão de Portugal na Expo e até já montam tendas e barracas para se abrigarem.

Mas não são beneficiários das moratórias. O problema é outro...


Pois, o que tu não queres, é um problema em cima do outro!
 
Era isto ou deixar cair os bancos no charco como na crise de 2010... Não sei o que seria pior. Por um lado, acredito que o sistema precisa de uma purga, por outro lado, estamos a falar de pessoas, de fome, de crime, de drogas, de miséria... Ninguém quer mais sem abrigo nas suas cidades!

Eu pensava que sim, mas alguns comentários neste e noutros tópicos demonstram o contrário.
E o mais curioso, alguns nem senhorios são...
 
O problema é que para proteger uma alegada parte fraca, atropelou outra parte fraca que são os pequenos proprietários. Tudo feito de forma cega e colocando o ónus de responsabilidade nesses pequenos proprietários.

Basta pensar no exemplo daquela mãe de um filho com deficiência, dependente, en e que sozinha dependia da renda de um imóvel que herdou.

Tal como foram criadas linhas de apoio para as empresas não irem ao charco, então que criassem linhas de apoio para arrendamentos e afins.

E basta pensar que o próprio estado não criou nenhuma moratória sequer semelhante, nem para os próprios proprietários que obrigou a serem financiadores.

Concordo com esse ponto, seria uma medida mais justa do que a que temos.

Eu não digo que as moratórias ao arrendamento sejam justas para o senhorio, não são, mas o mais importante neste momento é a proteção das familias. Não me custa sacrificar um pouco do meu rendimento em prol de um bem comum. Preferia não ter que o sacrificar, mas se tiver que ser, que seja!

Felizmente não preciso de recorrer às moratórias do CH, mas é um conforto saber que caso precisasse, elas estavam lá.
 
A lei manda que as rendas em moratória sejam pagas de forma diluida nos 12 meses seguintes, mas esse prazo vai ser alargado a 24 meses.

Mas como já foi dito, nada garante que o inquilino consiga pagar, e neste caso só resta ao senhorio tentar o despejo do inquilino.

Não é o sistema perfeito mas é o que temos, quem tem imóveis no arrendamento sabe muito bem, e tem sempre de calcular os riscos para o dia que lhe calhar um inquilino incumpridor na rifa. É desagradavél mas com ou sem pandemia este risco está sempre presente.

É tão desagradável quanto inconstitucional. É literalmente o governo a mandar no que é teu. Totalitário!
 
Concordo com esse ponto, seria uma medida mais justa do que a que temos.

Eu não digo que as moratórias ao arrendamento sejam justas para o senhorio, não são, mas o mais importante neste momento é a proteção das familias. Não me custa sacrificar um pouco do meu rendimento em prol de um bem comum. Preferia não ter que o sacrificar, mas se tiver que ser, que seja!

Felizmente não preciso de recorrer às moratórias do CH, mas é um conforto saber que caso precisasse, elas estavam lá.

Nesse caso deveria proteger todas as famílias, especialmente as que tivessem mais dificuldades, e não implementarem medidas cegas, que atropelam quem também tem necessidades.
 
O que o pessoal ainda não parece ter percebido é que os anos em que se fazia bom dinheiro a alugar casas já terminaram. A promessa de um mercado de arrendamento normal como acontece em todos os países de primeiro mundo, liberalizado e a depender de algo básico como a oferta e a procura, foi um intervalo que veio e rapidamente acabou com o governo da geringonça.

Este período saído das reformas efectuadas nos governos Barroso e Passos/Troika foi revertido ao ponto anterior que vinha dos tempos do Estado Novo onde o Estado torna os proprietários a segurança social dos inquilinos.

E quem se expôs ao crédito para crescer nesse mercado e investiu muito a achar que tinha encontrado a galinha dos ovos de ouro...vai ter que repensar muito bem o que fazer pois a rentabilidade dos últimos anos não se vai repetir e pode mesmo entrar numa situação onde mesmo sem alavanca do crédito não será fácil ficar sequer break-even...dados os impostos de propriedade e custos judiciais e temporais inerentes à dificuldade de despejo.

Essa é a diferença fundamental face ao período anterior. Antes a rentabilidade era fraca mas não tinham o nível de impostos que têm agora. Pior ainda, as dificuldades no processo de despejo quase o tornaram, no mercado regular, idênticas ao das rendas antigas dos tempos do Estado.

Uma autêntica bomba relógio a explodir em 2 a 3 anos, como boa política socialista que é. Quem vier à frente que feche as luzes.
 
Última edição:
O que o pessoal ainda não parece ter percebido é que os anos em que se fazia bom dinheiro a alugar casas já terminaram. A promessa de um mercado de arrendamento normal como acontece em todos os países de primeiro mundo, liberalizado e a depender de algo básico como a oferta e a procura, foi um intervalo que veio e rapidamente acabou com o governo da geringonça.

Este período saído das reformas efectuadas nos governos Barroso e Passos/Troika foi revertido ao ponto anterior que vinha dos tempos do Estado Novo onde o Estado torna os proprietários a segurança social dos inquilinos.

E quem se expôs ao crédito para crescer nesse mercado e investiu muito a achar que tinha encontrado a galinha dos ovos de ouro...vai ter que repensar muito bem o que fazer pois a rentabilidade dos últimos anos não se vai repetir e pode mesmo entrar numa situação onde mesmo sem alavanca do crédito não será fácil ficar sequer break-even...

Verdade.

Eu decidi entrar este ano nesse mercado (diversificação) e estou a "gostar" de assistir a este tratamento que o mercado de arrendamento está a levar. E se andava indeciso entre arrendamento tradicional a famílias ou arrendamento de curta duração (estudantes, e afins), já está mais do que decidido que será esta última opção em novos arrendamentos. E mais, nenhuma fracção será arrendada por inteiro a um só inquilino, e as zonas comuns nunca serão exclusivas de ninguém, permitindo o proprietário de as visitar e usar quando entender. Além disso, os preços terão de ser mais elevados face ao trabalho adicional de gerir mais inquilinos = quem vai pagar esta nova realidade é quem precisa de casa.

Por isso, a situação (no meu caso) já está "repensada", irei aumentar os preços e estabelecer mais regras, para compensar os riscos. Simples.
 
Obtuso sempre num mundo que só ele conhece, onde existem unicórnios e taeg's de ch a 0.6... Eheheh ,ah e onde ele decide só porque lhe apetece que vai aumentar os preços das rendas...

Giro era se ele tivesse mesmo na realidade alguma coisa 9ara arrendar.
 
O que o pessoal ainda não parece ter percebido é que os anos em que se fazia bom dinheiro a alugar casas já terminaram. A promessa de um mercado de arrendamento normal como acontece em todos os países de primeiro mundo, liberalizado e a depender de algo básico como a oferta e a procura, foi um intervalo que veio e rapidamente acabou com o governo da geringonça.

Este período saído das reformas efectuadas nos governos Barroso e Passos/Troika foi revertido ao ponto anterior que vinha dos tempos do Estado Novo onde o Estado torna os proprietários a segurança social dos inquilinos.

E quem se expôs ao crédito para crescer nesse mercado e investiu muito a achar que tinha encontrado a galinha dos ovos de ouro...vai ter que repensar muito bem o que fazer pois a rentabilidade dos últimos anos não se vai repetir e pode mesmo entrar numa situação onde mesmo sem alavanca do crédito não será fácil ficar sequer break-even...dados os impostos de propriedade e custos judiciais e temporais inerentes à dificuldade de despejo.

Essa é a diferença fundamental face ao período anterior. Antes a rentabilidade era fraca mas não tinham o nível de impostos que têm agora. Pior ainda, as dificuldades no processo de despejo quase o tornaram, no mercado regular, idênticas ao das rendas antigas dos tempos do Estado.

Uma autêntica bomba relógio a explodir em 2 a 3 anos, como boa política socialista que é. Quem vier à frente que feche as luzes.


Já terminaram para quem? Por aqui continua tudo igual, tal como previsto..

O que dizes aplica-se mais ao AL não ao arrendamento tradicional que foi liberalizado há muito ( o tempo dos contratos vitalícios já lá vai), o senhorio ao abrigo do NRAU pode opor-se de livre vontade à renovação do contrato, desde que o prazo minimo de 3 anos esteja cumprido.
Em relação ao valor das rendas, que eu saiba continua a ser regulado pelo mercado ao contrário da alemanha, por exemplo, que obriga a um tecto máximo em certas zonas/localidades..

Impostos... a diferença do passado para agora é que no passado ninguem pagava impostos, o mercado do arrendamento era um mercado paralelo. O inicio do fim da festa começou em 2014 com o aperto da fiscalização.
Os que tinham contrato eram os contratos com rendas congeladas e montantes irrisórios e nesse caso é irrelevante pagar 10 ou 30%..
 
Já terminaram para quem? Por aqui continua tudo igual, tal como previsto..

O que dizes aplica-se mais ao AL não ao arrendamento tradicional que foi liberalizado há muito ( o tempo dos contratos vitalícios já lá vai), o senhorio ao abrigo do NRAU pode opor-se de livre vontade à renovação do contrato, desde que o prazo minimo de 3 anos esteja cumprido.
Em relação ao valor das rendas, que eu saiba continua a ser regulado pelo mercado ao contrário da alemanha, por exemplo, que obriga a um tecto máximo em certas zonas/localidades..

Impostos... a diferença do passado para agora é que no passado ninguem pagava impostos, o mercado do arrendamento era um mercado paralelo. O inicio do fim da festa começou em 2014 com o aperto da fiscalização.
Os que tinham contrato eram os contratos com rendas congeladas e montantes irrisórios e nesse caso é irrelevante pagar 10 ou 30%..

O que não faltam são países de raiz 10x mais liberal que PT a "regularizar" o mercado de habitação nas zonas com mais pressão. Normal para qualquer liberal de bom senso.
 
Já terminaram para quem? Por aqui continua tudo igual, tal como previsto..

O que dizes aplica-se mais ao AL não ao arrendamento tradicional que foi liberalizado há muito ( o tempo dos contratos vitalícios já lá vai), o senhorio ao abrigo do NRAU pode opor-se de livre vontade à renovação do contrato, desde que o prazo minimo de 3 anos esteja cumprido.
Em relação ao valor das rendas, que eu saiba continua a ser regulado pelo mercado ao contrário da alemanha, por exemplo, que obriga a um tecto máximo em certas zonas/localidades..

Impostos... a diferença do passado para agora é que no passado ninguem pagava impostos, o mercado do arrendamento era um mercado paralelo. O inicio do fim da festa começou em 2014 com o aperto da fiscalização.
Os que tinham contrato eram os contratos com rendas congeladas e montantes irrisórios e nesse caso é irrelevante pagar 10 ou 30%..

Sim, o mercado de AL é que parece ter levado grande abanão. Mas também seguramente vão manter quaisquer arrendamentos de média duração controlados, para voltarem à curta duração, assim que o mercado recuperar.

O que tenho visto é simplesmente maior oferta de arrendamento por causa disso, mas os preços não desceram.
 
Mesmo assim, como vão ser pagas?
Quem tem dinheiro até pode nem pagar agora e no futuro, fica fácil para fugir. Já viste o que é pagar um ano e tal de rendas de repente? Mais vale mudar de casa...

Então não são fraccionados os pagamentos do que se ficou a dever? Nas rendas tinha lido algo tipo 1/12 avos a partir de 1 de Janeiro.
Talvez já tenham mudado a data de retoma entretanto.
 
O problema é que para proteger uma alegada parte fraca, atropelou outra parte fraca que são os pequenos proprietários. Tudo feito de forma cega e colocando o ónus de responsabilidade nesses pequenos proprietários.

Basta pensar no exemplo daquela mãe de um filho com deficiência, dependente, en e que sozinha dependia da renda de um imóvel que herdou.

Tal como foram criadas linhas de apoio para as empresas não irem ao charco, então que criassem linhas de apoio para arrendamentos e afins.

E basta pensar que o próprio estado não criou nenhuma moratória sequer semelhante, nem para os próprios proprietários que obrigou a serem financiadores.

O tal apoio aos senhorios que já havia comentado contigo, só existe de boca?
 
Já terminaram para quem? Por aqui continua tudo igual, tal como previsto..

O que dizes aplica-se mais ao AL não ao arrendamento tradicional que foi liberalizado há muito ( o tempo dos contratos vitalícios já lá vai), o senhorio ao abrigo do NRAU pode opor-se de livre vontade à renovação do contrato, desde que o prazo minimo de 3 anos esteja cumprido.
Em relação ao valor das rendas, que eu saiba continua a ser regulado pelo mercado ao contrário da alemanha, por exemplo, que obriga a um tecto máximo em certas zonas/localidades..

Impostos... a diferença do passado para agora é que no passado ninguem pagava impostos, o mercado do arrendamento era um mercado paralelo. O inicio do fim da festa começou em 2014 com o aperto da fiscalização.
Os que tinham contrato eram os contratos com rendas congeladas e montantes irrisórios e nesse caso é irrelevante pagar 10 ou 30%..

E taxas de irs diferentes para arrendamentos de mais longa duração não é assim?
 
Começo a suspeitar destas notícias, mais a que deu ontem de "ai que bom há gente a quem o banco paga, para pagar a casa"... e "transferir o crédito é muito bom"....
Qual a remanga de notícias que soam a anúncios?

A notícia está correcta. Agora é boa altura para vender porque os créditos ainda estão fáceis e a crise ainda não rebentou efectivamente, pelo que pode ser boa oportunidade de venda.
 
Voltar
Superior