Topico da compra de casa

Decreto-Lei n.º 68/2004, de 25 de Março
Publicado no D.R. n.º 72/2004, SÉRIE I-A, de 25 de Março de 2004

Artigo 7.º
Elementos constantes da ficha técnica da habitação​
1 - A ficha técnica da habitação deve conter informação sobre os principais profissionais envolvidos no projecto, construção, reconstrução, ampliação ou alteração, bem como na aquisição da habitação, e ainda sobre o loteamento, o prédio urbano e a fracção autónoma ou a habitação unifamiliar.

2 - A informação sobre os profissionais envolvidos deve incluir:
a) Identificação do construtor, contendo os dados de inscrição no Instituto dos Mercados de Obras Públicas e Particulares e do Imobiliário (IMOPPI);
b) Identificação dos autores dos projectos de arquitectura e de estruturas, contendo os números de registo como membros das respectivas ordens profissionais;
c) Identificação do técnico responsável da obra, com identificação do número de registo na respectiva ordem, ou na associação profissional, se for o caso;
d) Identificação do promotor imobiliário.

3 - A informação sobre o loteamento deve incluir:
a) Número total de edifícios;
b) Número total de fogos;
c) Número total de lugares de estacionamento;
d) Número e tipo de equipamentos colectivos existentes e ou previstos;
e) Identificação das entidades incumbidas da promoção, da gestão e da manutenção dos equipamentos referidos na alínea anterior;
f) Planta de síntese do loteamento, com o conteúdo previsto na legislação em vigor, nomeadamente na Portaria n.º 1110/2001, de 19 de Setembro.

4 - A informação sobre o prédio urbano deve incluir:
a) Identificação do prédio urbano, com indicação da sua localização, do número de inscrição na matriz predial e do número e data da licença de utilização;
b) Descrição do prédio urbano, com indicação do número de pisos acima do solo, do número total de fogos, do número de ascensores, da existência de outro tipo de utilização que não a habitacional e respectiva localização, do número de lugares de estacionamento reservado aos moradores do prédio, das condições de acesso a pessoas com mobilidade condicionada e da existência de sala de reuniões de condóminos e de casa do porteiro;
c) Caracterização das soluções construtivas dos principais elementos de construção do prédio, nomeadamente das fundações e da estrutura, das paredes exteriores e da cobertura;
d) Descrição dos principais materiais e produtos de construção utilizados nos espaços comuns do edifício, especialmente daqueles que estejam em contacto directo com os moradores, e lista dos respectivos fabricantes, contendo contactos e moradas;
e) Descrição dos sistemas de controlo e gestão do prédio, nomeadamente no que se refere à segurança contra intrusão, à segurança contra incêndio, à gestão energética e à gestão ambiental;
f) Localização dos equipamentos ruidosos, tais como ascensores, grupos geradores e grupos hidropressores;
g) Localização de equipamentos facultativos de condições de acesso ao prédio de pessoas com deficiência, nomeadamente motora, visual ou auditiva;
h) Planta simplificada do piso de entrada no edifício, com indicação da orientação, e a localização das portas exteriores, circulações horizontais, escadas e ascensores.

5 - A informação sobre a fracção autónoma deve incluir:
a) Identificação da fracção autónoma, com indicação da sua localização e do número e data da licença de utilização;
b) Descrição da habitação, nomeadamente do fogo e das dependências do fogo, com indicação da área bruta da habitação, da área bruta do fogo, da área útil do fogo, da área útil de cada compartimento e da área útil de cada dependência do fogo;
c) Caracterização das soluções construtivas dos principais elementos de construção, nomeadamente das paredes exteriores e interiores, dos pavimentos e escadas, dos tectos e coberturas, das portas exteriores e interiores, da caixilharia exterior e dos sistemas de protecção solar dos vãos;
d) Descrição dos principais materiais e produtos de construção, especialmente daqueles que estejam em contacto directo com os moradores, e lista dos respectivos fabricantes, contendo os seus contactos e moradas;
e) Caracterização das instalações na habitação, nomeadamente de distribuição de água, de drenagem de águas residuais domésticas, de drenagem de águas pluviais, de distribuição de gás, de distribuição de energia eléctrica, de climatização e aquecimento, de ventilação e evacuação de fumos e gases e de comunicações telefónicas e telecomunicações;
f) Descrição dos equipamentos incorporados na habitação, nomeadamente dos da cozinha e das instalações sanitárias, e lista dos respectivos fabricantes, contendo os seus contactos e moradas;
g) Planta simplificada do piso de acesso ao fogo, com destaque para a localização do fogo e dos espaços comuns, e com indicação da localização de extintores portáteis e das saídas de emergência em caso de incêndio;
h) Plantas simplificadas da habitação, incluindo planta do fogo com identificação de todos os compartimentos e a localização dos equipamentos incorporados, fixos ou móveis;
i) Plantas simplificadas das redes existentes na habitação, nomeadamente das redes de distribuição de água, de drenagem de águas residuais domésticas, de distribuição de energia eléctrica, de distribuição de gás, de climatização e aquecimento e de comunicações e entretenimento.

6 - A ficha técnica da habitação deve ainda conter informação sobre:
a) Garantia da habitação, bem como o seu modo de accionamento em caso de detecção de defeitos;
b) Regras de funcionamento do condomínio, caso existam, e contratos de prestação de serviços que tenham sido celebrados;
c) Regras de manutenção dos equipamentos instalados que requerem tratamento especial.

7 - A informação sobre as soluções construtivas a que se referem as alíneas c) dos n.os 4 e 5 deve incidir fundamentalmente sobre os aspectos determinantes para a segurança, a saúde e o conforto dos utentes da habitação.

8 - Os elementos gráficos a que se referem as alíneas f) do n.º 3, h) do n.º 4 e g), h) e i) do n.º 5 devem constituir anexos à ficha técnica da habitação, devidamente numerados.

9 - A informação sobre os principais materiais e produtos de construção utilizados na habitação, a que se refere a alínea d) do n.º 5 do presente artigo, deve descrever, em particular:
a) O material utilizado nas paredes com especificação da existência ou não de parede dupla e respectivos revestimentos;
b) O tipo de protecção contra ruído e variações térmicas;
c) O tipo de cobertura e de pavimento;
d) O tipo de material de impermeabilização, caso exista;
e) O tipo de material das canalizações e eficiência que os mesmos oferecem;
f) O material empregue na caixilharia e nos estores;
g) O tipo de porta de entrada.

10 - A informação prevista nas alíneas d) do n.º 4 e d) e f) do n.º 5 na parte em que contém referência a elementos nominativos que não sejam públicos apenas deve ser facultada ao proprietário do imóvel.



Artigo 9.º
Apresentação da ficha técnica da habitação​
1 - Sem prejuízo de outras normas aplicáveis, não pode ser celebrada a escritura pública que envolva a aquisição da propriedade de prédio ou fracção destinada à habitação sem que o notário se certifique da existência da ficha técnica da habitação e de que a mesma é entregue ao comprador.

2 - Não pode ser celebrado o contrato de compra e venda com mútuo, garantido ou não por hipoteca, nos termos do Decreto-Lei n.º 255/93, de 15 de Julho, sem que a instituição de crédito assegure a entrega da ficha técnica da habitação ao comprador no momento em que é preenchido o modelo a que se refere a Portaria n.º 669-A/93, de 16 de Julho, alterada pela Portaria n.º 882/94, de 1 de Outubro.
 
Última edição:
Apenas para explicar pq é q é fundamental ver se a casa tem ónus ou encargos.

Imaginem q o apartamento está hipotecado. A hipoteca serve para garantir um crédito. Se o crédito não fôr pago o credor pode usar o ap para pagar essa dívida. E usa-o fazendo-se uma venda judicial em processo de execução.

Mas dps surge a questão. Se o prédio está registado em nome do proprietário vai servir para pagar a dívida do proprietário anterior? A resposta é q senda a hipoetca anterior ao registo de aquisiçao ela vai prevalecer sobre o dto de propriedade do actual! Ou seja o actual comprou o imóvel já onerado!

Mas dps surge a questão. Se o actual prop fica sem a casa para pagar as dívidas do anterior há-de ter dto a ser ressarcido ou não?

Claro q tem o direito! Sucede porém q a razão do anterior n pagar o crédito é pq simplesmente n tem €! E não tendo E entra em falência. E se entra em falência os credores dele pco ou nada levam!

E assim mtas vezes pessoas q juntaram (ou se empenharam durante) uma vida inteira, ficam sem nada. Esta é das situaçoes mais revoltantes q há.

A maior parte das vezes é o maior negócio da vida das pessoas e por qq razão corre mal, mto mal.

Felizmente as pessoas começam a ter noção dessas coisas, mas para isso foi preciso mts caírem nelas...
 
Como construir uma casa sem aturar o Arquitecto!

Textos de Outros de Rui Campos Matos(escrito para o Diário de Notícias da Madeira, secção"Arquitectura e Território)

Quantas pessoas, quando chega o momento de construir a moradia com que sempre sonharam, não passam pela aflição de perguntar a si próprias: será que vou ter de aturar um arquitecto?

Neste pequeno artigo, tentarei explicar como construiruma nova casa, sem se sujeitar às exigências de um desses profissionais. Para que o empreendimento seja levado a cabo com êxito há que fazer três importantes escolhas: estilo, técnico e empreiteiro.

O estilo
Eis-nos perante a primeira decisão a tomar - o estilo da casa. Felizmente não é difícil porque existem apenas dois: o tradicional (também conhecido porrústico) e o moderno, que vem colhendo cada vez mais adeptos entre os jovens.O tradicional caracteriza-se pelo típico telhado de aba e canudo, a janela de alumínio aos quadradinhos, a lareira de cantaria com a sua chaminé e o imprescindível barbecue, testemunho dos inumeráveis prazeres da vida rústica. Já o moderno é completamentediferente, tão diferente que até as coisas mudam de nome. O telhado desaparece, dando lugar à cobertura plana; a janela perde os quadradinhos e passa a chamar-se vão; à chaminé, em tubo de aço inoxidavel, chama-se fuga; e barbecue é um termo obsceno que deve ser evitado na presença das senhoras.
Não existem, pois, quaisquer espécie de dúvidas quanto a questões de estilo - ou se é tradicional ou se é moderno, as duas coisas ao mesmo tempo é impossível.

O técnico
Escolhido o estilo, há que escolher o alfaiate, que aqui designaremos pelo técnico. Trata-se de uma escolha muito fácil, porque o que não falta são técnicos. Intitulem-se eles construtores civis diplomados, agentes técnicos de engenharia, electricistas habilitados ou desenhadores habilidosos, todos se regem pela mesma cartilha, a de João de Deus:o pinto pia, a pipa pinga… Não passaram cinco anos a estudar arquitectura? Não estagiaram mais dois? Que importa isso? Concentremo-nos apenas nas suas virtudes:
1- Projecto elaborado em tempo recorde.
2- Preço: 999 €. Mas como conseguem eles ser tão eficazes? É simples: antes de encomendado, o projecto já está feito. Até parece milagre! Mas não é, o que se passa é o seguinte: o técnico tem duas pastas no com****dor, uma para projectos em estilo tradicional, outra para os modernos.
Escolhido o estilo pelo cliente, é fácil, emenda daqui, remenda de acolá e, numa tarde, o projecto está feito! Para quê complicar? "Mas o rapaz parecia semi-analfabeto, disse que não podia assinar o projecto, mas que havia outro técnico que podia…". Não é caso para preocupações, trata-se de uma situação corrente em que um técnico analfabeto paga a um técnico habilitado para que este, a troco de uns trocos, assine de cruz. Está tudo incluído no pacote e, (ironia do destino!), quantas vezes o técnico habilitado não é um arquitecto daqueles que faltaram às aulas de religião e moral…Aprovado o projecto, o técnico já não é preciso paranada. É dizer-lhe adeus que ele até agradece, porque de obra não percebe nada nem quer perceber, quem percebe disso é o empreiteiro – a nossa terceira e última escolha.

O empreiteiro
O primeiro encontro entre cliente e empreiteiro costuma ser decisivo. É nele que terá de se estabelecer, entre o primeiro e o segundo, uma relação de confiança cega, em tudo semelhante à fé. A fé dequem acredita que, com um projecto feito por um técnico, que não especifica nada, que não pormenoriza nada e que não quantifica nada, não vai ser enganado por um homem que passa o dia a fazer contas de cabeça…Entre cinco pequenos empreiteiros, como escolher o indicado para construir a moradia? Infelizmente, chegados a este ponto, não posso recomendar senão fé, muita fé e confiança, porque tudo o resto é irrelevante:
1- O valor do orçamento é irrelevante, foi feito combase no projecto do tal técnico, é um número atirado para o ar, um número que, com os imprevistos, há-de subir ainda umas quantas vezes.
2- O prazo estabelecido para concluir a obra vai depender do bom ou mau tempo e, nesse capítulo, só Deus sabe.
3- As garantias dadas são as que estão na lei - cinco anos. Se a casa apresentar defeitos, reclame; se a reclamação não for atendida, recorra ao tribunal (também pode recorrer ao pai natal se achar que demoramenos tempo…)
Em suma, não vale a pena perder tempo com ninharias, o mais importante é ter fé.

Conclusão
Se, apesar de conscienciosamente feitas estas três escolhas, as coisas não correrem lá muito bem, se a casa ficar pelo dobro do preço, se no Verão se assar lá dentro e no Inverno se tiritar de frio, se para abrir a porta do armário for preciso arrastar a mesa de cabeceira, se o vizinho protestar com o barbecue, se a cobertura plana meter água, não vale a pena desesperar, resta sempre a consolação de não ter tido de aturar um arquitecto.
 
Apenas para explicar pq é q é fundamental ver se a casa tem ónus ou encargos.

Imaginem q o apartamento está hipotecado. A hipoteca serve para garantir um crédito. Se o crédito não fôr pago o credor pode usar o ap para pagar essa dívida. E usa-o fazendo-se uma venda judicial em processo de execução.

Mas dps surge a questão. Se o prédio está registado em nome do proprietário vai servir para pagar a dívida do proprietário anterior? A resposta é q senda a hipoetca anterior ao registo de aquisiçao ela vai prevalecer sobre o dto de propriedade do actual! Ou seja o actual comprou o imóvel já onerado!

Mas dps surge a questão. Se o actual prop fica sem a casa para pagar as dívidas do anterior há-de ter dto a ser ressarcido ou não?

Claro q tem o direito! Sucede porém q a razão do anterior n pagar o crédito é pq simplesmente n tem €! E não tendo E entra em falência. E se entra em falência os credores dele pco ou nada levam!

E assim mtas vezes pessoas q juntaram (ou se empenharam durante) uma vida inteira, ficam sem nada. Esta é das situaçoes mais revoltantes q há.

A maior parte das vezes é o maior negócio da vida das pessoas e por qq razão corre mal, mto mal.

Felizmente as pessoas começam a ter noção dessas coisas, mas para isso foi preciso mts caírem nelas...

Este comentário, até se entende, mas qq semelhança com a realidade, é pura coincidencia. É um comentario de quem nao sabe como estas processos funcionam.

Apenas isso.
 
A verdade é que 90% das casas vendidas hoje têm hipotecas... se não é dos donos ao banco, é dos empreiteiros ao banco.

Normalmente os melhores garantes de não haver ónus ou encargos são os próprios bancos... no acto da escritura, se houver hipoteca sobre o imóvel, por parte de quem vende, o banco está presente e só deixa fazer a escritura depois da hipoteca cancelada...
 
A verdade é que 90% das casas vendidas hoje têm hipotecas... se não é dos donos ao banco, é dos empreiteiros ao banco.

Normalmente os melhores garantes de não haver ónus ou encargos são os próprios bancos... no acto da escritura, se houver hipoteca sobre o imóvel, por parte de quem vende, o banco está presente e só deixa fazer a escritura depois da hipoteca cancelada...

Qual é o problema de haver hipotecas?

Esse problema nao se coloca. Um dos documentos imprescindiveis a qq escritura, é uma certidao de teor. Ora nela constam qq encargos e ónus que hajam.
Portanto só cai, quem quiser.
Não venham argumentar que compram casas com hipotecas. Isso é pura ficçao.
 
Qual é o problema de haver hipotecas?

Esse problema nao se coloca. Um dos documentos imprescindiveis a qq escritura, é uma certidao de teor. Ora nela constam qq encargos e ónus que hajam.
Portanto só cai, quem quiser.
Não venham argumentar que compram casas com hipotecas. Isso é pura ficçao.

Pois, nenhum, era isso que estava a tentar dizer...
 
Então mas quem é que faz os projectos? Não são os senhores arquitectos? ( isto a propósito das áreas, e da cozinha que não contemplava espaço para o frigorífico )

O que se passa muitas vezes é que o arquitecto está limitado ao que o construtor lhe diz para construir, o que manda nisto é o dinheiro das vendas, o arquitecto é um empregado do construtor.

No entanto ás vezes tb tem ideias bem infelizes...mas não são os unicos culpados.
 
Antes de mais.... Bom Tópico!!!![;)]


Irei tentar brevemente adquirir casa, através de um leilão de uma entidade bancária.


Alguém tem algumas dicas para esta situação em especial?
 
Antes de mais.... Bom Tópico!!!![;)]


Irei tentar brevemente adquirir casa, através de um leilão de uma entidade bancária.


Alguém tem algumas dicas para esta situação em especial?

A unica dica é teres o dinheiro todo na mão, pois nesses leilões os tubarões estão sempre a rondar. Se for um negocio mesmo BOM, as probabilidades de o conseguires são menores.
 
Já agora partilho a minha experiência.
Em Março do ano passado através de uma imobiliária encontrei a casa ideal.
Zona fantástica, 3 andares, 6 apartamentos apenas, mesmo aquilo que eu queria. Para não falar das áreas que eram muito boas e bem divididas. Melhor que tudo, um preço muto ao meu jeito.

Entreguei à imobiliária um cheque simbólico de reserva no valor de 1000 euros que não iria ser (e não foi de facto) utilizado e do qual eles seriam fieis depositários.

Por coincidência o banco que tinha financiado a obra era também o meu banco. Torceram o nariz quando pedi Crédito Sinal. Não foram explícitos mas passaram a mensagem. O construtor aceitou não receber sinal. O meu empréstimo recebeu aprovação do banco.

Como estranhei o facto de haver já pessoas a morar no prédio com ar de quem já lá estava há meses comecei a sondar inclusivé junto dos "futuros" vizinhos. Nenhum deles tinha escritura porque obviamente não havia licença de habitação. Estavam lá porque tinham feito CPCV e como obra se "atrasou" o construtor decidiu deixá-los ir para lá viver.
Isto durava já há meses. Cada vez desconfiei mais.

Como a cidade é pequena as coisas sabem-se. Soube que o construtor tinha tido um problema de falta de liquidez financeira e tinha interrompido a obra. Para além disso as dívidas a praticamente todos os fornecedores de equipamento e materiais de construção. Depois de várias reuniões onde tanto imobiliária como construtor me tentavam convencer que tudo se ia resolver decidi saltar fora. Comecei a ver outras casas exactamente 1 ano depois de ter visto aquela "casa ideal". Com muito jeitinho consegui que me devolvessem o cheque de reserva.

A minha nova busca levou-me a outra casa ideal. Um T2+1 na zona oposta da cidade com área total útil de 180m2. Não era a zona que eu idealizava mas servia perfeitamente. Prédio tb de 3 andares mas com 12 apartamentos. Um pouco mais cara e com piores acabamentos, é certo. Mas muito espaço útil.

A tranquilidade suprema depois da situação por que já tinha passado: o construtor usou capital próprio. Não havia problemas de liquidez financeira. Resolvo questões com ele por e-mail. 5 estrelas.

Fiz CPCV, encontrei um banco que me deu melhores condições do que o banco onde sou cliente há anos. Pedi crédito sinal. Já estou endividada.
Estava previsto ir para lá morar em final de Maio. Passou apenas 1 mês e como devem calcular já estou a ficar apreensiva.

Neste momento o atraso está do lado da câmara municipal que não se despacha a ir fazer a vistoria para emissão de licença de habitação. Quando isso acontecer fazemos a escritura. Se tudo correr bem.

Moral da história: nunca há certezas num processo de compra e venda de casa.
 
Quando andei a ver casas, algumas tinham quartos tão pequenos, que se lá metesse a minha cama, não conseguia passar para o outro lado.
Cheguei a ver um predio de luxo, em que a cozinha não conteplava espaço para o frigorifico[8]
Sinceramente acho que alguns construtores fazem casas com areas ridiculas e com preços exorbitantes.
É dificil encontrar uma casa com areas decentes a custos decentes.
Outra coisa que encontrei nos predios novos é a fraquissima qualidade dos materiais, e isto em alguns predios considerados "bons".
Outros tinham acabamentos de paredes e chão flutuante dignos de qualquer aprendiz de pedreiro.
o q chamas apartamentos de luxo?
so por curiosidade? qto custam e o tamanho e a localizaçao?
so pa ter uma ideia
 
Como construir uma casa sem aturar o Arquitecto!

Textos de Outros de Rui Campos Matos(escrito para o Diário de Notícias da Madeira, secção"Arquitectura e Território)

Quantas pessoas, quando chega o momento de construir a moradia com que sempre sonharam, não passam pela aflição de perguntar a si próprias: será que vou ter de aturar um arquitecto?

Neste pequeno artigo, tentarei explicar como construiruma nova casa, sem se sujeitar às exigências de um desses profissionais. Para que o empreendimento seja levado a cabo com êxito há que fazer três importantes escolhas: estilo, técnico e empreiteiro.

O estilo

Eis-nos perante a primeira decisão a tomar - o estilo da casa. Felizmente não é difícil porque existem apenas dois: o tradicional (também conhecido porrústico) e o moderno, que vem colhendo cada vez mais adeptos entre os jovens.O tradicional caracteriza-se pelo típico telhado de aba e canudo, a janela de alumínio aos quadradinhos, a lareira de cantaria com a sua chaminé e o imprescindível barbecue, testemunho dos inumeráveis prazeres da vida rústica. Já o moderno é completamentediferente, tão diferente que até as coisas mudam de nome. O telhado desaparece, dando lugar à cobertura plana; a janela perde os quadradinhos e passa a chamar-se vão; à chaminé, em tubo de aço inoxidavel, chama-se fuga; e barbecue é um termo obsceno que deve ser evitado na presença das senhoras.

Não existem, pois, quaisquer espécie de dúvidas quanto a questões de estilo - ou se é tradicional ou se é moderno, as duas coisas ao mesmo tempo é impossível.

O técnico

Escolhido o estilo, há que escolher o alfaiate, que aqui designaremos pelo técnico. Trata-se de uma escolha muito fácil, porque o que não falta são técnicos. Intitulem-se eles construtores civis diplomados, agentes técnicos de engenharia, electricistas habilitados ou desenhadores habilidosos, todos se regem pela mesma cartilha, a de João de Deus:o pinto pia, a pipa pinga… Não passaram cinco anos a estudar arquitectura? Não estagiaram mais dois? Que importa isso? Concentremo-nos apenas nas suas virtudes:

1- Projecto elaborado em tempo recorde.

2- Preço: 999 €. Mas como conseguem eles ser tão eficazes? É simples: antes de encomendado, o projecto já está feito. Até parece milagre! Mas não é, o que se passa é o seguinte: o técnico tem duas pastas no com****dor, uma para projectos em estilo tradicional, outra para os modernos.

Escolhido o estilo pelo cliente, é fácil, emenda daqui, remenda de acolá e, numa tarde, o projecto está feito! Para quê complicar? "Mas o rapaz parecia semi-analfabeto, disse que não podia assinar o projecto, mas que havia outro técnico que podia…". Não é caso para preocupações, trata-se de uma situação corrente em que um técnico analfabeto paga a um técnico habilitado para que este, a troco de uns trocos, assine de cruz.

Está tudo incluído no pacote e, (ironia do destino!), quantas vezes o técnico habilitado não é um arquitecto daqueles que faltaram às aulas de religião e moral…Aprovado o projecto, o técnico já não é preciso paranada. É dizer-lhe adeus que ele até agradece, porque de obra não percebe nada nem quer perceber, quem percebe disso é o empreiteiro – a nossa terceira e última escolha.

O empreiteiro

O primeiro encontro entre cliente e empreiteiro costuma ser decisivo. É nele que terá de se estabelecer, entre o primeiro e o segundo, uma relação de confiança cega, em tudo semelhante à fé. A fé dequem acredita que, com um projecto feito por um técnico, que não especifica nada, que não pormenoriza nada e que não quantifica nada, não vai ser enganado por um homem que passa o dia a fazer contas de cabeça…Entre cinco pequenos empreiteiros, como escolher o indicado para construir a moradia? Infelizmente, chegados a este ponto, não posso recomendar senão fé, muita fé e confiança, porque tudo o resto é irrelevante:

1- O valor do orçamento é irrelevante, foi feito combase no projecto do tal técnico, é um número atirado para o ar, um número que, com os imprevistos, há-de subir ainda umas quantas vezes.

2- O prazo estabelecido para concluir a obra vai depender do bom ou mau tempo e, nesse capítulo, só Deus sabe.

3- As garantias dadas são as que estão na lei - cinco anos. Se a casa apresentar defeitos, reclame; se a reclamação não for atendida, recorra ao tribunal (também pode recorrer ao pai natal se achar que demoramenos tempo…)

Em suma, não vale a pena perder tempo com ninharias, o mais importante é ter fé.

Conclusão

Se, apesar de conscienciosamente feitas estas três escolhas, as coisas não correrem lá muito bem, se a casa ficar pelo dobro do preço, se no Verão se assar lá dentro e no Inverno se tiritar de frio, se para abrir a porta do armário for preciso arrastar a mesa de cabeceira, se o vizinho protestar com o barbecue, se a cobertura plana meter água, não vale a pena desesperar, resta sempre a consolação de não ter tido de aturar um arquitecto.

[:)] [:)] [:)] [:)] [:)] [:)] [:)]
 
o q chamas apartamentos de luxo?
so por curiosidade? qto custam e o tamanho e a localizaçao?
so pa ter uma ideia
Tb tenho visto alguns supostos apartamentos de LUXO a preços caros e com condições mediocres...

Localizações? Centro de Lisboa.

Preços? 450.000€ para cima

Áreas? 150M2 para a frente.
 
Tb tenho visto alguns supostos apartamentos de LUXO a preços caros e com condições mediocres...

Localizações? Centro de Lisboa.

Preços? 450.000€ para cima

Áreas? 150M2 para a frente.

Estou em crer que o luxo começa um pouco mais acima, sendo que 450.000 começa a ser o preço de um BOM apartamento de aproximadamente a área que referiste.

Pelo que tenho visto, a construção de luxo (mas verdadeiramente de luxo, não o pseudo-luxo) anda pelos 5.000 € por m2.
 
Que preços acham que devo esperar para um T1 ou T2 no máximo, nesta zona nos próximos 2 anos:

5zp0vmr.jpg


Sim, é uma zona abrangente, mas para 150 ou no máx 200k, numa zona de vizinhança decente (hoje em dia isso não quer dizer muito, mas evitar bairros problemáticos é importante), e com um minimo de qualidade, esperando edificios de hmmm talvez 10 anos no máximo.

A discussão para já é pouco mais do que teórica, mas se alguem por dentro do mercado tiver bons conselhos...
 
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