Estive ontem a falar com um amigo que percebe muito disto ao nível da electrónica porque é a sua formação e porque trabalha numa empresa que tem alguma I&D em biometria.
Ele confirmou exactamente aquilo que o Nuno156 e outros ontem disseram: Estes sistemas não guardam nenhuma imagem da impressão digital, nem de perto nem de longe. O que fazem é, partindo da impressão digital, recolhem um conjunto de informação "cartográfica", por assim dizer, que é encriptada e guardada num chip do telefone que não tem acesso físico ao BUS de comunicações normais do CPU, funcionando apenas através de uma "linha" dedicada que vai directamente do sensor no home Button para o dito chip (peço desculpa pela linguagem menos rigorosa, mas não sou especialista no assunto). Por outro lado, como disse o Nuno156 e muito bem, este sistema é de sentido único, ou seja, o acto de colocar o dedo no sensor permite validar a identidade da pessoa, mas não é possível pegar nos dados encriptados do chip e com eles reconstituir a impressão digital. Por outras palavras, mesmo que alguém consiga apoderar-se dos dados encriptados gravados no Iphone, e mesmo que consiga saber qual é o algoritmo de encriptação utulizado, não consegue com isso identificar a pessoa em causa por comparação, por exemplo, com uma base de dados de impressões digitais da polícia.
Mas há mais: a tecnologia de scanning da impressão digital não é óptica, isto é, o sistema não tira nenhuma foto nem faz nenhum varrimento óptico ao dedo. A cartografia da impressão é feita por capacitância. Isto quer dizer que o mapeamento é feito medindo as pequeníssimas variações eléctricas da nossa pele. Isto quer dizer o sistema consegue fazer mapeamento, não à derme, mas também a parte da epiderme, que já não está visível para quem olha para o dedo. Esta tecnologia de capacitância tem alguns corolários interessantes: Em primeiro lugar torna absolutamente impossível forjar impressões por imagem. Recolher impressões digitais ao estilo da polícia e fazer moldes delas, tirar fotocópias, roubar um Bilhete de Identidade e pô-lo em frente ao sensor, etc, nada disso funciona. Em segundo lugar o sistema só funciona se o indivíduo estiver vivo! Se pegarmos num dedo decepado aquilo já não funciona porque o dedo já não vai ter as mesmas propriedades de condutividade eléctrica e portanto a medição já não vai bater certo.
E agora uma coisa muito interessante: Sabem qual será o próximo passo desta feature, um passo que segundo diz o meu amigo deve ter condições tecnológicas para ser implementado a custos comportáveis nos próximos 3 a 4 anos? Eu dou uma pista: Touch ID é capacitivo. O que mais é capacitivo?[

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