Tópico da Apple

Estás a ver mal a questão. Não é por ser da Apple.

A Apple consegue autonomias equivalentes com baterias de menor capacidade, sim, mas isso tem um preço.
Acontece é que as baterias de menor capacidade também sofrem mais desgaste, principalmente quando sujeitas uso mais intenso, pois têm menos capacidade de descarga (e carga).
Uma bateria que consiga debitar 10 Amperes tem menos desgaste a debitar 1A do que uma que tenha rating de 5A por exemplo.

Ou seja, o problema do desgaste é acentuado por isso.

Um Iphone 6S tem uma bateria de 1715mAh, enquanto a concorrência da altura já andava a rondar os 3000mAh.
Estes números, muitas vezes irrelevantes pois "têm a mesma autonomia" ganham agora outra dimensão.

Sempre defendi que seria óptimo ver um iphone a acompanhar a capacidade das baterias da concorrência, seria imbatível em autonomia, dada a maior eficiência, e pelos visto não sofreria de desgaste prematuro.

só desculpas... que interessa ao utilizador final essas tecnicidades, o que interessa é que não deve faltar muitos anos para um Iphone começar a custar 2000€ e continuam com baterias piores que os Xiaomi... deve ser lithium premium!

eles fazem baterias em L, eles não sei quê, tudo XPTO, e ao fim continuam capacidades ridículas, não percebo!

tanto marketing e tão poucas melhorias...
 
O SE tem uma câmara fotográfica principal melhor, 2 Gb de RAM, processador e "gráfica" do 6S e maior autonomia mas o ecrã é mais pequeno e menos luminoso.

Por ser mais pequeno é mais facil de chegar a todo o ecrã com o dedo e cabe mais facilmente na algibeira.

A estética do 6 é mais alinhada com os mais recentes...

Basicamente creio que é isto.
 
Estás redondamente enganado. É extremamente fácil obter um número lido de um conjunto de algoritmos de software com base em leituras de hardware. Mas a fiabilidade desse número é complicada. O método de que falas é apenas um entre vários métodos de calcular o chamado State of Charge (SOC), sendo talvez o mais prático de usar num telemóvel, mas tem ele próprio muitas insuficiências, daí que seja usado um modelo de estimação e não de leitura directa, com parâmetros probabilísticos e tudo.
Eu pouco percebo deste assunto mas trabalho com quem faz disto vida (química electrónica) que me sugeriu ler uns trabalhos sobre o assunto, como por exemplo, este: http://www.mdpi.com/2079-9292/6/4/102/htm
Claro que não li nem vou ler o estudo, mas já deu para perceber que isto está muito longe de ser uma ciência exacta e determinística.

Num open state, o state of charge pode ser obtido com uma precisão enorme através da medição do VOC. No entanto como um smartphone representa um circuito fechado é completamente impossível obter um isolamento perfeito de cada polo(pois a célula encontra-se sempre fisicamente ligada a um circuito que apresenta sempre alguma carga/descarga), e como tal o valor obtido aos terminais fechados apresenta sempre algum "ruído". O IC controlador de energia/software irá trabalhar esse valor, relacionando-o com a impedância, amperagem e temperatura instantâneas, de modo a obter um valor mais isento de "ruído".

No entanto a célula não permanece nesse estado semi-perfeito eternamente, e vai apresentando pequenas oscilações na sua capacidade. Para isso o IC embedded na célula faz a contagem dos ciclos e dessa forma vai totalizando os mA in e out. O software e IC controlador de energia tomam em conta esses dados, e interpolam a estimativa de carga perante as várias flutuações de voltagem que à medida que o número de ciclos aumenta, apresentam curvas com maior declive em situações de descarga mais forte.

Eventualmente chegará o ponto em que a célula não terá capacidade de manter uma voltagem adequada durante esses picos decrescentes(apesar de ainda conter carga útil dentro desta). Nesse momento das duas uma, ou o subsistema controlador de energia inclui reguladores e condensadores capazes de mitigar essas falhas(cada vez mais complicado devido ao reduzido espaço físico disponível neste tipo de dispositivos), ou então a célula está efectivamente inapta e apresenta insuficiências claras que causam instabilidade dos componentes dela dependentes. E aqui entra a problemática da Apple. Perante o possível backlash de durabilidade reduzida, ou simplesmente por pura obsolescência programada(tendo em conta todo o secretismo desta "solução"), a Apple optou por modular o clock(perante outros) de modo a manter todo o circuito estável em condições que de outra forma(sem intervenção física) não seria possível. A verdade é que não há milagres, e não basta invocar a redução da litografia usada nem meras melhorias a todo o conjunto, mantendo a capacidade das células estes anos todos.

Estamos num período engraçado, passámos de depreciar os processadores de secretária como velhos brutos e ineficientes, para vangloriarmos processadores móveis que galopantemente se tornam processadores de secretária, com todas as desvantagens destes. Nesta corrida de medir pilas, parece que a Apple se esqueceu de que os seus SoCs não são só para ser usados em standby e nos primeiros 300 ciclos de uma célula relativamente pequena(não basta usar células da ATL). Isto perante uma concorrência que está longe de estática e que começa a usar células LiPo silício-grafeno(3.85V nominais, 4.4V cut off).
 
Saiu o iOS 11.2.2 com os remendos para o Meltdown e o Spectre. Fiz a actualização com algum receio de que o desempenho viesse a ser prejudicado, mas aparentemente não.

Antes do update:
b86d6a2b7eb85ed1ff9031d6544cb234.jpg



Depois do update:
844ab50b0155a2e9aedcff53dc01529d.jpg



Enviado por dispositivo móvel.
 
Voltar
Superior