Esta semana já visionei:
MUNICH: o filme que já fez Spielberg (!) ouvir mimos como «anti-semita», «amigo dos árabes», «traidor» e outras pérolas...
O filme limita-se a exibir, pela n-ésima vez, a evidência gritante que une e aproxima no essencial os adeptos da violência de cada lado da barricada: são assassinos (não poucas vezes psicopatas...) em processo continuado de auto-justificação.
E quando alguém de um dos lados mostra querer perspectivar a situação com laivos de sanidade mental, de dúvida, de consciência, logo é isolado pelo maior número e pelos peões do Poder como doente, como fraco, como traidor. O filme consegue mostrar tudo isto de forma soberba e estimulando a reflexão sobre os resultados globais (e pessoais!...) engendrados pelo combater violência com violência acrescida de igual ou ainda maior força.
É muito natural que este filme ganhe muitos detractores e inimigos jurados...
ROIS ET REINE: cinema francês intimista, personalista e tratando dimensões humanas de delicadeza extrema (loucura, relações humanas, etc...) com grande arte.
DARWIN'S NIGHTMARE: um soberbo documentário sobre os «benefícios» da Globalização na abusada e martirizada África. Mais uma vez se verifica que por trás das impecáveis camisas brancas sobre a pele branca, oculta-se e dissimula-se a maior das sujidades...