Bem, fiquei na dúvida de abrir um tópico novo ou "desenterrar" um.... mas encontrei este com um título sugestivo.
A minha dúvida prende-se com o seguinte:
- existem dois terrenos numa aldeia contíguos entre si;
- num deles está a habitação de uma pessoa que fechou a sua propriedade através de muros (três dos cinco lados) e colocou uma base em alvenaria (cerca de 30 a 50cm acima do nível do chão) e rede por cima (algo deste género:
http://images02.olx.pt/ui/21/05/42/Terreno-rustico-todo-vedado-com-muro-e-rede-local_433680342_9.jpg), com rede e pilares metálicos a segurá-la (não vi pessoalmente, estou-me a guiar pela descrição que me fizeram) nos restantes dois lados;
- no outro terreno é mato e arvoredo, sem qualquer construção;
- resumindo, na sequência do temporal de 19 Janeiro houve um pinheiro do terreno em mato que caiu em cima de uma parte da rede e a danificou, acho que dobrou alguns pilares e
rasgou a rede;
- entretanto o proprietário do terreno em mato foi retirar o pinheiro
assassino da propriedade da outra pessoa.
A questão que coloco às pessoas da área jurídica que frequentam o fórum é se o proprietário do terreno de mato tem de pagar os prejuízos causados pela queda do pinheiro ao outro proprietário?
Um facto que se passou antes deste foi o proprietário do terreno com a habitação ter referido ao outro proprietário que haviam umas árvorres que estavam tombadas e poderiam cair para cima do seu anexo (para efeitos exemplificativos imaginemos uma daquelas churrasqueiras), danificar telhado, etc. Este anexo está a cerca de metro e meio do limite dos terrenos. O proprietário do terreno do mato efectou o corte destas árvores e até sugeriu que se limpasse toda a extensão ao longo do limite das propriedades, numa largura de 2~3 metros, ficando sem mato, árvores, etc, nessa área, e até porque lhe dava jeito ter esse espaço caso lhe fosse necessário deslocar-se dentro do terreno de uma ponta a outra. No entanto, o outro proprietário da habitação não achou que isso lhe fosse necessário. As coisas passaram-se e também não foi limpo o mato junto à "fronteira" dos terrenos.
E chegou-se à situação que relatei em cima.