TAP Portugal

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Certo!

O problema é a propriedade estar a ser gerida por não-gestores. Se a propriedade não é a variável, a variável é a gestão, então entregue-se a propriedade a quem sabe geri-la! [;)][:p]

O Estado não tem que ter a propriedade nem a gestão.

O estado não tem que ter, mas pode ter e pode gerir bem, caso queira!
 
O estado não tem que ter, mas pode ter e pode gerir bem, caso queira!


Porque é que achas que a maioria dos Estados não detêm as transportadoras aéreas, e terrestres por exemplo?

Porque será que as economias mais sólidas e desenvolvidas da Europa e do mundo, são exatamente aquelas onde o Estado não detém a propriedade das empresas?

Porque será que foi exactamente com esse modelo de Governance que as economias dos Países que o adotaram, implodiram??!

Porque será que nesta República 50% do que produzimos é exactamente para pagar os custos de posse dessa propriedade??!


and so on, and so on...
 
Para acabar de vez com a demagogia sobre a TAP

“Quero tudo, quero já e quero de borla” de Paulo Ferreira (Observador)

A TAP foi vendida. Os compradores pagam já 354 milhões de euros. Destes, 10 milhões entram nos cofres do Estado e os restantes 344 milhões servem para capitalizar a empresa. A TAP, é bom lembrar, tem capitais próprios negativos de 500 milhões de euros. Ou seja, se a empresa fosse hoje encerrada e todo o seu património vendido, sobrariam ainda 500 milhões de dívidas para pagar. Dívidas de quem? Dos contribuintes, claro, uma vez que a TAP ainda é deles.(…)

Admitamos até que Bruxelas aceitava uma recapitalização pública da empresa. Ou seja, que permitia que os contribuintes lá colocassem dinheiro que pudesse equilibrar as contas. Vamos lá saber então: aumentavam-se os impostos em 400 ou 500 milhões de euros para colocar na empresa? Todos de acordo com isso? Ou cortava-se noutra despesa pública – noutra utilização de dinheiro dos contribuintes… – para a capitalizar?

Onde? Esta é a questão seguinte.(…)

Nesta orgia de despesa por regra esquecemos duas coisas. A primeira é de indicar onde cortávamos os milhões equivalentes para pagar essa nova despesa. A segunda coisa que esquecemos, mais grave, é que essa despesa que estamos a pedir também sai do nosso próprio bolso, agora ou no futuro. Não sai só do bolso do vizinho da frente nem do do ricalhaço que faz férias nas Maldivas.

Ah, já sei. Na teoria tudo isto está muito certo, a carga fiscal é que está mal distribuída. É curioso que ainda ontem o vizinho da frente e o tal ricalhaço estavam com a mesma conversa. E nunca encontrei um contribuinte que estivesse disponível para pagar mais impostos para ajudar a cobrir as excelentes ideias que tem para o Estado gastar mais uns milhões. Só pode ser azar meu, porque esse contribuinte tem que existir.

Muito Bom

Infelizmente só vê quem quer ver.

O António Costa nunca vai ver porque está em modo de campanha eleitoral (Mas deve ter ido a Fátima de joelhos durante a noite, pois a venda da TAP significa uma diminuição da contabilização da divida desta empresa para o herbário publico, provavelmente que será refletida já no proximo ano nas contas do passivo do estado... vai ser um milagre do Costa...)
Os partidos de esquerda nunca vão ver porque é contra o modelo ideológico deles.

E dada a complexidade do tema, e necessário alguma ginástica mental para imaginar o que é um estado reestruturar esta empresa... não estou À espera que o público em geral consiga perceber o que isto representou. A maior parte dos portugueses não conseguem fazer uma conta de somar de cabeça, quanto mais ter literacia financeira para terem uma opinião válida sobre isto.

Por isso a maior parte das pessoas vai ficar escandalizadas com o valor baixo de encaixe do estado, vai comparar com o Ordenado do Jorge Jesus, e na sua limitação mental, vai dizer que o problema é sempre do governo... Provavelmente a maior parte dos que dizem isto ficaram em casa ou foram à praia ou ao shopping nas ultimas eleições....

Não quero eu dizer com isto que tudo correu a 100%.
Nao gostei de ver a decisão tomada numa noite. Preferiria que o tribunal de contas tivesse feito uma apreciação sobre o contrato redigido.
 
Eu conduzo um carro que não é meu!

Eu trabalho numa empresa que não é minha!

Sim, eu trato a minha empresa como se fosse minha, porque gosto de cá trabalhar e o carro, que também é da empresa, trato tão bem ou melhor que o meu!

Se as pessoas não pensam assim então serão maus no publico e maus no privado, lamento!

Acho a privatização um péssimo negócio para o país!![;)]

Concordo com a tua ultima afirmação, mas apenas para os sectores energia e água. O que não invalida que a existência de ambiente concorrencial deva ocorrer. Claro que com o estado a gerir um sector como monopólio nenhuma empresa privada entra nesse sector, senão estaria condenada ao insucesso. tudo teria que ser artificialmente regulado. Olhem para o défice tarifário energético....

O modelo do estado totalitario apenas serve países com autonomia energetica e alimentar, e consequentemente financeira.
Se o nosso país deve caminhar para essa meta? Claro que sim.
Mas fomos nós que ao mesmo tempo quisemos entrar na união europeia... não podemos ter uma postura de total independencia e ao mesmo tempo querermos os bilhões que recebemos da união europeia. É ver o dilema britânico....

Hoje em dia não á respostas milagrosas para gerir um país. A busca de respostas rápidas e populares destrói um país... (casos da Grécia, da Venezuela). Não assumir responsabilidades perante os outros países arrasa o país por décadas ( Ver a Argentina).

Apenas alguns países se podem dar ao luxo de assumirem posições extremas (Russia, China), com resultados opostos, pois a Russia ainda ganha muito dinheiro com venda de commodities energéticas e com a venda de armas, mas deixa a população na miséria. A China é um paradigma social: cada vez mais se abre ao Ocidente, cada vez mais aumenta o fosso entre ricos e pobres, e subsiste numa exploração e pressão social sobre os mais pobres.

Regressando a on-topic:

A TAP ou se vendia ou fechava.
Prefiro a TAP com os seus postos de trabalho nas mãos de terceiros, do que semi-encerrada e com metade dos postos de trabalho.
 
A última vez que andei na TAP foi há umas semanas, fui a Portugal de férias. À volta fizeram-me upgrade para business porque o avião ia cheio, e tenho a dizer que o empadão de pato e o leite creme com amêndoas estavam divinais!! (e só atrasou 40 minutos no último voo da noite, da última vez que apanhei este voo atrasou 4h - cheguei a casa às 5 da manhã :sh))
 
Havendo pouca diferença de preço, prefiro ir na TAP do que na Ryanair.

E curiosamente, pelo menos de Bruxelas para Lisboa, as diferenças nunca são muito grandes e já apanhei o contrário em que a TAP era mais barata.

E não, viajar na TAP não é o mesmo que na Ryanair...

Dito isso, a privatização é a única escolha aceitável dentro do contexto actual.
 
Desde que não dê mais prejuízo ao contribuinte, depois de quase 40 anos a gerar dividas, já fico contente.

Quando disse à 1 mês neste Forum que qualquer particular que ficasse com a TAP, herdava também as dividas, diziam-me que não, que só herdava os ativos, enfim...

Dívidas das negociatas feitas no Brasil, para encher os bolsos aos amigos, incluindo o actual administrador! Como disse noutro tópico, anda tudo a dormir na forma! [8b]

A última vez que andei na TAP foi há umas semanas, fui a Portugal de férias. À volta fizeram-me upgrade para business porque o avião ia cheio, e tenho a dizer que o empadão de pato e o leite creme com amêndoas estavam divinais!! (e só atrasou 40 minutos no último voo da noite, da última vez que apanhei este voo atrasou 4h - cheguei a casa às 5 da manhã :sh))

Meu caro, não sei se sabes que o cumprimento dos horários quase nunca é da responsabilidade das companhias aéreas e sim dos aeroportos. Estou bem lembrado de um vôo da Ryanair que ficou retido em Gatwick durante horas a fio (até de madrugada), que até obrigou a polícia inglesa a rebentar com as portas para "libertar" os passageiros. E sei do que falo, porque a minha filha estava a bordo! Foi bem noticiado por cá e só não vê quem não quer ou de quem usa palas!

A pontualidade britânica não passa de um ENORME mito, mas não é só a pontualidade como também a organização e o profissionalismo, a vários níveis.

Só fala mal quem não conhece as outras realidades, que por sinal são bem tristes.
 
Meu caro, não sei se sabes mas eu voo pelo menos uma vez por mês pelo mundo inteiro em inúmeras companhias, e só a TAP é que tem problemas constantes com "os aeroportos". Que estranho...
 
Meu caro, não sei se sabes mas eu voo pelo menos uma vez por mês pelo mundo inteiro em inúmeras companhias, e só a TAP é que tem problemas constantes com "os aeroportos". Que estranho...

Curioso o facto de verificar atrasos em todos os voos, independentemente das Companhias! Eu não viajo muito (mas o suficiente para tirar as minhas conclusões e fazer as minhas ilações), pois também passo a vida a correr para o aeroporto a levar/buscar familiares directos, e a minha experiência mostra-me bem a bitola como as coisas se passam.
 
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