A TAP é sobejamente conhecida no mundo da aviação por ter um PMA dos mais exigentes entre todas as companhias aéreas europeias. Do mesmo modo as low cost têm PMAs menos exigentes (isso é informação obrigatória das companhias e é auditada regularmente e é verdade), mas isso não tem consequências nenhumas na aeronavegabilidade das aeronaves, porque seja lá que companhia for tem que cumprir escrupulosamente as normas da EASA (que em Portugal são impostas pelo INAC), e as normas da EASA são muito exigentes por si próprias.
As companhias aéreas que têm PMAs mais exigentes do que os legalmente estabelecidos servem-se disso sobretudo para dar mais credibilidade e melhor imagem de "marca", mas os ganhos em segurança, a existirem, são marginais.
A forma mais normal que as Low Cost têm para reduzir os custos de manutenção consiste precisamente em alargar os intervalos entre "checks" para o máximo legal possível. Mas isso não significa que sejam menos seguras, porque o intervalo máximo legal é ele próprio extremamente conservador face às indicações dos fabricantes.