[Sociedade] Somos livres?

Baiones

Banido
Até que ponto somos mesmo livres?



Somos escravos de entidades bancárias...

Dentro do carro temos de andar com 7 olhos para ver se não somos apanhados em nada...

Ai de nós se falhamos com as nossas contribuições que até nos interditam o ordenado na hora...

Ai de nós se eles falham connosco, ficamos eternamente á espera de receber o que é nosso...

Somos escravos das necessidades supérfulas que um dia nos incutiram...

Vivê-mos dependentes das nossas coisas...

Pego no carro e vou dar uma volta, mas ha sitios onde o carro não passa...

Quero ir uns meses para fora...

E se me apetecer não voltar? O que faço á casa, aos moveis, aos electrodomésticos, a todo o recheio?



Costumo fazer várias caminhadas diárias, e dei comigo a pensar na minha real liberdade...

20071224-walking-alone-in-the-snow.png


A unica altura em que me sinto mesmo livre é quando vou caminhar...

Posso caminhar horas a fio...

Se me aparecerem pinhais ou matas densas, posso-me aventurar ali pelo meio, se for preciso galgo muros ou pedregulhos...

Não ha sentidos proibidos, nem radares escondidos, nem impostos a pagar por andar a pé ou inspirar bem fundo...

Posso abrir o saco-cama e dormir...

Comer o que trago na mochila, e seguir viagem...

walking_alone_I_by_Mr_Doctor.jpg


Nesses "breves" momentos em que caminho, sou livre!!

Se me abstrair por um bocado sinto-me mesmo livre!!

Ninguêm me diz o que fazer, como o fazer, por onde ir...


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Mas depois tenho de voltar para casa, descer á realidade...

prison_addiction1.jpg
 
Até que ponto somos mesmo livres?



Somos escravos de entidades bancárias...

Dentro do carro temos de andar com 7 olhos para ver se não somos apanhados em nada...

Ai de nós se falhamos com as nossas contribuições que até nos interditam o ordenado na hora...

Ai de nós se eles falham connosco, ficamos eternamente á espera de receber o que é nosso...

Somos escravos das necessidades supérfulas que um dia nos incutiram...

Vivê-mos dependentes das nossas coisas...

Pego no carro e vou dar uma volta, mas ha sitios onde o carro não passa...

Quero ir uns meses para fora...

E se me apetecer não voltar? O que faço á casa, aos moveis, aos electrodomésticos, a todo o recheio?



Costumo fazer várias caminhadas diárias, e dei comigo a pensar na minha real liberdade...

20071224-walking-alone-in-the-snow.png


A unica altura em que me sinto mesmo livre é quando vou caminhar...

Posso caminhar horas a fio...

Se me aparecerem pinhais ou matas densas, posso-me aventurar ali pelo meio, se for preciso galgo muros ou pedregulhos...

Não ha sentidos proibidos, nem radares escondidos, nem impostos a pagar por andar a pé ou inspirar bem fundo...

Posso abrir o saco-cama e dormir...

Comer o que trago na mochila, e seguir viagem...

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Nesses "breves" momentos em que caminho, sou livre!!

Se me abstrair por um bocado sinto-me mesmo livre!!

Ninguêm me diz o que fazer, como o fazer, por onde ir...


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Mas depois tenho de voltar para casa, descer á realidade...

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O nosso pensamento é livre...

Se partirmos do principio que a maior parte do nosso capital é simbólico, porque será que existe essa necessidade de provarmos que vivemos no real ...quando na realidade poucas são as coisas que realmente possuímos. Somos os donos do nada. O espaço e o tempo por exemplo não existem são concepções... a nossa lingua são símbolos, a arte, a religião até a própria matemática é simbólica a tão aclamada ciência exacta.
 
Os sistemas sempre devem existir para estarmos em harmonia uns com os outros, mas o que realmente acontece, e que os sistemas não respeitam a essência de cada um.

As pessoas devem ser livres quando livremente fazem aquilo que devem fazer, e esse dever tenha sentido na igualdade
 
Já viste o "Into the Wild?"

Quando li o teu tópico a primeira coisa que meio à cabeça foi o filme.

Eu vi e adorei.

No entanto é de um extremismo, ao ponto de recuar centenas de anos e viver como viviamos na altura da pedra.

Gostei imenso do post inicial, as fotos ajudam muito e sim, não hã ninguém no seu perfeito juízo que não sinta, uma vez ou outra, largar tudo e partir.

Mas isso nos dias de hoje é difícil, o melhor sempre passou por haver um balanço, um equilíbrio. Um trabalho modesto, uma casa modesta e um carro modesto, ter tempo e dinheiro suficiente para 2/3/4 x por ano, sair, espairecer, caminhar, viajar, para depois voltar ao seu cantinho, para "recuperar" forças(€), para voltar a fazer tudo novamente.

O problema, é que nós não nos contentamos com pouco, mas sim com tudo, queremos casa com piscina, um porsche e a conta recheada, ora assim tem de se trabalhar, ou com sorte ganhar o euromilhões.

A única altura, em que sentimos liberdade e que sentimos que a vida é eterna, é na idade da inocência, quando somos muito, muito novos...
 
Eu vi e adorei.

No entanto é de um extremismo, ao ponto de recuar centenas de anos e viver como viviamos na altura da pedra.

Gostei imenso do post inicial, as fotos ajudam muito e sim, não hã ninguém no seu perfeito juízo que não sinta, uma vez ou outra, largar tudo e partir.

Mas isso nos dias de hoje é difícil, o melhor sempre passou por haver um balanço, um equilíbrio. Um trabalho modesto, uma casa modesta e um carro modesto, ter tempo e dinheiro suficiente para 2/3/4 x por ano, sair, espairecer, caminhar, viajar, para depois voltar ao seu cantinho, para "recuperar" forças(€), para voltar a fazer tudo novamente.

O problema, é que nós não nos contentamos com pouco, mas sim com tudo, queremos casa com piscina, um porsche e a conta recheada, ora assim tem de se trabalhar, ou com sorte ganhar o euromilhões.

A única altura, em que sentimos liberdade e que sentimos que a vida é eterna, é na idade da inocência, quando somos muito, muito novos...
Na mouche!


Quando somos putos e os nossos pais nos dizem que nem sabemos a sorte que temos "de sermos crianças", passa-nos completamente ao lado, mas é bem verdade...



Eu até nem preciso da casa com piscina nem do porsche, contento-me com uma casita modesta de 1 andar, e com sitio para colocar os meus 33...


Mas cada vez mais me sinto menos livre...

Então ao volante ainda pior...


Sempre gostei de andar a pé, mas ultimamente apercebi-me do que realmente significa esse gesto, e da importancia que isso tem na minha vida!

Bem, deixa-me lá ir ver o filme!!



Já percebi que é um bocado levado ao extremo, eu não me enfiaria no meio do alasca "para sempre", mas de bom grado correria o mundo a pé, nas calmas, sem stresses, mas para sequer ter alguma capacidade para essas aventuras tenho de continuar escravo...
 
Bem, deixa-me lá ir ver o filme!!

Já percebi que é um bocado levado ao extremo, eu não me enfiaria no meio do alasca "para sempre", mas de bom grado correria o mundo a pé, nas calmas, sem stresses, mas para sequer ter alguma capacidade para essas aventuras tenho de continuar escravo...


Depois diz o que achaste. Eu confesso que foi dos filmes em que fiquei a pensar por algum tempo e até hoje lembro-me de certas passagens quando passo por determinadas coisas [;)]
 
já vi e adorei esse filme. Confesso que já me passou pela cabeça várias vezes esse pensamento. Contudo e voltando ao filme identifico.me mais com ele na medida em que tenho alturas que me apetece fugir desta sociedade consumista, mesquinha, sempre a viver e a querer tudo no imediato e cada vez mais dependente de coisas perfeitamente supérfluas.
 
o melhor sempre passou por haver um balanço, um equilíbrio. Um trabalho modesto, uma casa modesta e um carro modesto, ter tempo e dinheiro suficiente para 2/3/4 x por ano, sair, espairecer, caminhar, viajar, para depois voltar ao seu cantinho, para "recuperar" forças(€), para voltar a fazer tudo novamente.

O problema, é que nós não nos contentamos com pouco, mas sim com tudo, queremos casa com piscina, um porsche e a conta recheada, ora assim tem de se trabalhar, ou com sorte ganhar o euromilhões.

A única altura, em que sentimos liberdade e que sentimos que a vida é eterna, é na idade da inocência, quando somos muito, muito novos...

Ia dizer isto.

Quero acrescentar que, dado que todos somos diferentes, para se viver em sociedade não podemos ser totalmente livres, senão era o caos, uma anarquia. Tem de haver regras e cedências. É esse o preço.

Se tivermos força de vontade, podemos resistir à "escravatura" a vários níveis, fazendo um tipo de vida mais livre, mais natural.
 
Até que ponto somos mesmo livres?



Somos escravos de entidades bancárias...

Dentro do carro temos de andar com 7 olhos para ver se não somos apanhados em nada...

Ai de nós se falhamos com as nossas contribuições que até nos interditam o ordenado na hora...

Ai de nós se eles falham connosco, ficamos eternamente á espera de receber o que é nosso...

Somos escravos das necessidades supérfulas que um dia nos incutiram...

Vivê-mos dependentes das nossas coisas...

Pego no carro e vou dar uma volta, mas ha sitios onde o carro não passa...

Quero ir uns meses para fora...

E se me apetecer não voltar? O que faço á casa, aos moveis, aos electrodomésticos, a todo o recheio?



Costumo fazer várias caminhadas diárias, e dei comigo a pensar na minha real liberdade...

20071224-walking-alone-in-the-snow.png


A unica altura em que me sinto mesmo livre é quando vou caminhar...

Posso caminhar horas a fio...

Se me aparecerem pinhais ou matas densas, posso-me aventurar ali pelo meio, se for preciso galgo muros ou pedregulhos...

Não ha sentidos proibidos, nem radares escondidos, nem impostos a pagar por andar a pé ou inspirar bem fundo...

Posso abrir o saco-cama e dormir...

Comer o que trago na mochila, e seguir viagem...

walking_alone_I_by_Mr_Doctor.jpg


Nesses "breves" momentos em que caminho, sou livre!!

Se me abstrair por um bocado sinto-me mesmo livre!!

Ninguêm me diz o que fazer, como o fazer, por onde ir...


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Mas depois tenho de voltar para casa, descer á realidade...

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Ser livre é muito vago. Podes não ser livre de fazer o que te apetece quando te apetece com quem te apetece, mas és sempre livre de escolher a vida que queres. Mais importante mesmo é ter saúde para o fazer, o que muitos vezes nem sempre acontece.
Muitas das nossas limitações são fruto das pressões sociais, dividas mal paradas, casamentos frustrados, filhos não desejados, empregos frustrantes,etc...Já me estou a ***** para o que os outros querem para mim, se tiver em apuros a ver se eles se cheguem a frente para ajudar!
A vida é demasiada curta para tar com mariquiçes!!
 
Liberdade, se pensarmos bem hoje mais que nunca somos livres, se recuarmos até ao tempo de Salazar por exemplo a própria palavra Liberdade era proibida de se pronunciar, a imprensa era censurada, as pessoas torturadas por se expressarem etc ..
Trabalhavam horas e horas e eram mal remuneradas, não tinham casas com piscina nem carro e por vezes passavam fome.

Hoje em dia tudo isto se verifica também, mas de uma forma menos acentuada.

Talvez não seja esta a liberdade a que o autor do tópico se refere, mas se ninguém estudasse, se ninguém trabalhasse, se ninguém ambicionasse, não estaríamos tão evoluídos nem tão dependentes dos vários agentes que nos rodeiam. Sendo a nossa preocupação principal alimentarmos-nos, exactamente como os nómadas.

Mas até que ponto isso era bom ?

Não tínhamos objectivos, nem sonhos, muito menos preocupações mas éramos livres.

Por vezes quando estou muito tempo sem fazer nada da-me vontade de trabalhar, e chego mesmo a pensar "trabalhar não é tão mau como parece, ao menos estou ocupado e sou útil", o mesmo acontece no inverso. O ideal e viver a nossa maneira e da forma como nos sentirmos melhor, apenas temos de cumprir determinados padrões que a sociedade nos impões, não é impossível e contribui para uma harmonia entre todos nós.

Se somos 100% livres ?

Não.

Se devíamos ser 100% livres ?

Também não.

 
Tentamos lutar por uma liberdade que cada vez vamos tendo menos.

Ou melhor já nem se sabe o significado e o sentido da palavra e o que é a liberdade.

Podem impôr e limitar a minha liberdade mas tampouco conseguirão apoderar da minha liberdade de pensamento, isto pode atingir muita coisa e é ilimitada.
 
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