Sicko - A saúde negócio

Karma

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Hoje vi um dos filmes mais impressionantes dos úlitmos tempos. Michael Moore conseguiu pôr o dedo na ferida e mostrar aquilo que os americanos sofrem por não terem acesso gratuito a cuidados de saúde.

É mais que óbvio que a saúde nunca deverá ser um negócio tal como o que acontece actualmente nos EUA. No filme são mostrados outros sistemas de saúde: Inglaterra, França, Canadá e Cuba. O que mais impressiona são as regalias dos franceses e o vencimentos dos médicos ingleses. [:D] Mas o desespero dos americanos que, mesmo com seguro de saúde não tiveram direito aos cuidados que merecem, é arrepiante. [s)]

Vejam que vale a pena.
 
Sim, já ouvi falar e hei-de ver, parece que inclui caso de medicamentos que no USA as pessoas têm que vender a casa e tudo mais para os poderem comprar, e depois, os mesmos medicamentos em cuba custam 50centimos :eek:.
 
Sim, já ouvi falar e hei-de ver, parece que inclui caso de medicamentos que no USA as pessoas têm que vender a casa e tudo mais para os poderem comprar, e depois, os mesmos medicamentos em cuba custam 50centimos :eek:.

Não são 50 centimos, são 5 centimos. Medicamentos que nos EUA custam 120 dólares. A mulher que os comprou, quando ouviu o preço sentiu-se ultrajada (e com razão).

E sim às vezes é necessário vender a casa. Houve um exemplo de um homem que teve um acidente de trabalho e cortou 2 dedos. O hospital avaliou a operação de voltar a "colar" um dos dedos em 12 mil dólares e o outro dedo em 60 mil dólares. :sh)
 
Ouvi qualquer coisa ontem nas notícias. O documentário do Moore é sobre os mais de 3 meses de espera média para doentes com tumores malignos em Portugal ?

Ai não é ? É sobre o EUA ? Ahhh, upssss, ok ... é que essa capa do filme parece mesmo que foi inspirada no nosso sistema de saúde.


Espera de mais de 3 meses por uma cirurgia a um cancro
O Observatório Português dos Sistemas de Saúde considera estes tempos de espera manifestamente excessivos.


O relatório da Saúde, que vai ser apresentado para a semana, revela números inaceitáveis para as listas de espera de doentes com cancro.

Os portugueses esperam, em média, três meses e meio para serem operados a tumores malignos e, no Algarve, a média do tempo de espera ultrapassa os seis meses. As listas de espera para doentes com cancro continuam a matar em Portugal e a causar danos irreversíveis desnecessários nos doentes.

De acordo com padrões internacionais, o tempo de espera medicamente aceitável para tumores malignos não pode exceder as duas semanas, ou seja, 14 dias.

Mas em Portugal os doente com tumores malignos esperam, em média, 105 dias, isto é, três meses e meio por uma cirurgia.

A situação é escandalosa em todo o território nacional, mas especialmente escandalosa no Algarve, onde os doentes com uma neoplasia maligna esperam 198 dias por uma cirurgia, mais de seis meses.

No Alentejo espera-se 132 dias, na Região de Lisboa e Vale do Tejo 123 dias, no Centro 102 dias e a Norte 72 dias.

O Observatório Português dos Sistemas de Saúde considera estes tempos de espera manifestamente excessivos e critica o Ministério da Saúde por não definir e fazer cumprir os tempos de espera clinicamente aceitáveis para estes doentes.
 
Ouvi qualquer coisa ontem nas notícias. O documentário do Moore é sobre os mais de 3 meses de espera média para doentes com tumores malignos em Portugal ?

Ai não é ? É sobre o EUA ? Ahhh, upssss, ok ... é que essa capa do filme parece mesmo que foi inspirada no nosso sistema de saúde.
Mas não estavam por aí a dizer que o melhor era ser tudo privado como nos EUA?
 
Eu vi o filme, também me deixou a pensar...

Salvo erro vinha lá que Portugal esta em 12º lugar no ranking mundial em termos de saude.

Os EUA estão em 37º lugar....

Quer dizer alguma coisa...

Achei ridiculo o caso do tumor cerebral, que foi negado o tratamento pois não era um caso de vida ou morte, a srª lá acabou por falecer...
 
Já vi o filme e realmente é arrepiante e faz-nos pensar muito.

Atenção que o nosso sistema de saúde está cada vez mais próximo do americano, conheço inumeros casos de pessoas que se não tivessem seguro de saúde ou dinheiro para pagar exames/tratamentos em clinicas privadas(nacionais e/ou internacionais) hoje estariam com sequelas para toda a vida ou teriam mesmo perdido a vida, fruto das listas de espera para consultas, exames, intervenções cirurgicas, etc.

O lobby das clinicas privadas está mais forte que nunca, Hospital da Luz, CUF Descobertas, CUF Infante Santo, Hospital da Cruz Vermelha, Hospital Particular, Hospital Britânico,etc. isto só em LX.

Muitos dos médicos(e outro pessoal da área, infermeiros, técnicos, etc.) trabalham no público e no privado, conheço bastantes casos de doentes em que foram sugeridos tratados no privado, porque no público teriam que esperar X meses, ora, quem faz que seja necessário esperar X meses??

Também conheço casos de pessoas que têm tratamento VIP em hospitais públicos, onde fazem todo o tipo de exames/tratamentos sem listas de espera, internamento em quartos individuais, fruto do muito famoso factor C.
 
Ouvi qualquer coisa ontem nas notícias. O documentário do Moore é sobre os mais de 3 meses de espera média para doentes com tumores malignos em Portugal ?

Ai não é ? É sobre o EUA ? Ahhh, upssss, ok ... é que essa capa do filme parece mesmo que foi inspirada no nosso sistema de saúde.

Esquece lá isso. Nos EUA se não tiveres dinheiro não tens outro remédio senão morrer com o cancro. :sh)
 
Mas não estavam por aí a dizer que o melhor era ser tudo privado como nos EUA?

Não sei quem possa ter afirmado uma coisa dessas. O que talvez te tenham dito é que o privado tem direito a existir, e que apesar dos elevados impostos que pagamos a qualidade do nosso sistema de saúde está longe de justificar o elevado orçamento que consome, levando a que centenas de milhar de portugueses recorram cada vez mais ao privado apesar de suportarem o SNS.

Quanto ao documentário, é do Michael Moore, pouco mais há a dizer. É para se ver com muitas reservas. Não digo que não seja útil a denuncia de muitas situações absurdas, que são inegáveis nos EUA. Como em outros locais. Mas há uma dose monumental de manipulação, em que se explora o pior dum sistema e só se vai buscar ao de leve e sem grande detalhe o melhor de outros. É que os outros não são assim tão maravilhosos, mesmo os apontados no filme. Também é possível fazer documentários dos podres de outros sistemas de saúde, mesmo o francês ou o canadiano. Aliás, o filme foi recebido no Canadá com algum gozo, que a maioria dos canadianos não reconhecem semelhante paraíso.
E quanto a Cuba... nem merece comentário....
 
Por acaso ontem houve uma noticia na TV, sobre a quebra de uma Patente pelo Governo Brasileiro, na produção de um medicamento contra a SIDA.

Agora é verificar as margens aplicadas num medicamento, usado para combater uma doença que alguns países já começa a ser um caso de saúde publica.


Eu dizia uma coisa, mas além do rótulo normal ainda sou queimado vivo por heresia ... (que não tem de ser forçosamente por criticar qualquer deus ou religião)

[:D]


Governo federal quebra patente de medicamento anti-Aids

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ANA PAULA RIBEIRO
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira o licenciamento compulsório do remédio Efavirenz, o que, na prática, representa a quebra da patente do medicamento. Lula afirmou que, se for necessário, o mesmo poderá ocorrer com outros remédios.

"Nós estamos dando um passo importante. Isso vale para este remédio, mas vale para tanto outros quanto forem necessário", disse, na cerimônia de licenciamento compulsório do medicamento fabricado pelo laboratório Merck Sharp&Dohme.

O Efavirenz é um anti-retroviral consumido por 75 mil pacientes de Aids na rede pública brasileira. A estimativa do governo é que a quebra da patente traga uma economia de US$ 30 milhões ao ano até 2012.

Segundo o Ministério da Saúde, é a primeira vez que o Brasil decreta o licenciamento compulsório de um medicamento. Com a medida, o país poderá importar genéricos do medicamento.

As negociações para a redução do preço do comprimido (US$ 1,59) eram feitas desde o ano passado. No entanto, a proposta do laboratório, de uma redução de 30% do valor, foi considerada insatisfatória pelo Ministério da Saúde, que pode importar medicamento similar por US$ 0,45 produzido na Índia. Essa importação está prevista para começar em setembro e até lá o SUS (Sistema Único de Saúde) tem estoque para atender os pacientes.

A alegação do governo brasileiro era de que o Brasil paga ao laboratório 136% a mais do que é cobrado pela Merck em outros países, como a Tailândia, que atende 17 mil pessoas, e paga US$ 0,75 por comprimido.

O presidente reafirmou que o acesso ao tratamento médico ficará acima dos interesses comerciais. "Hoje é o Efavirenz, mas amanhã pode ser qualquer outro comprimido, ou seja, se não tiver com os preços que são justos, não apenas para nós, mas para todo ser humano no planeta que está infectado, nós temos que tomar essa decisão. Afinal de contas, entre o nosso comércio e a nossa saúde, nós vamos cuidar da nossa saúde", disse Lula.

Para entidades da sociedade civil que representam os portadores do HIV, a medida é importante porque garante a sustentabilidade do programa anti-Aids brasileiro no longo prazo.

"Hoje é um momento histórico. É a saúde em detrimento do comercial. É a sustentabilidade do programa para garantir sua continuidade no longo prazo", afirmou Ana Paula Prado, assessora-técnica do Programa Nacional de DST-Aids do Ministério da Saúde.

Negociações

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que conversou com a embaixada dos Estados Unidos e com o laboratório, mas que, como a proposta não foi satisfatória, o licenciamento compulsório foi necessário. Disse, ainda, que esta medida está prevista no tratado Trips (sigla em inglês para Direitos de Propriedade Intelectual relacionadas ao Comércio), da OMS (Organização Mundial da Saúde), e também na lei de propriedade industrial brasileira.

O ministro lembrou ainda que essa licença compulsória irá garantir uma remuneração à Merck, de 1,5% sobre o gasto com a importação do similar indiano a título de royalties. Acrescentou ainda que não teme que o laboratório deixe de atuar no Brasil.

"Não acredito nisso. O laboratório comercializa no Brasil vários medicamentos. Não acredito que tenha o interesse de se retirar de um mercado tão importante e que cresce ano a ano."

O Brasil consome US$ 10 bilhões em medicamentos por ano.
 
Sobre as patentes, convém não esquecer que certos medicamentos só existem pelas perspectivas de lucro das empresas através da propriedade intelectual.

É muito fácil cair na demagogia da quebra das patentes, mas se isso se tornar moda, qualquer dia não há medicamentos para copiar, ponto final.

Quanto aos filmes do Moore, são sempre interessantes de ver, mas trata-se de perspectivas muito parciais dos temas.
 
Sobre as patentes, convém não esquecer que certos medicamentos só existem pelas perspectivas de lucro das empresas através da propriedade intelectual.

É muito fácil cair na demagogia da quebra das patentes, mas se isso se tornar moda, qualquer dia não há medicamentos para copiar, ponto final.

Quanto aos filmes do Moore, são sempre interessantes de ver, mas trata-se de perspectivas muito parciais dos temas.

Não queres desenvolver isto?

- Parciais p[SIZE=-1]orquê?[/SIZE]?
​

- O que não é parcial? [;)]
 
Agora é verificar as margens aplicadas num medicamento, usado para combater uma doença que alguns países já começa a ser um caso de saúde publica.

Isso é um assunto complexo. E como diz o "eu", alimenta muita demagogia.
Muitos medicamentos demoram 10 ou 15 anos a desenvolver. Centenas de fracassos, milhares de testes, milhões de horas de trabalho, dezenas ou centenas de cientistas, e finalmente, se tiverem sorte, um sucesso. São fortunas pagas em investigação e desenvolvimento. O medicamente finalmente é inventado. E custa obviamente uma ninharia a produzir. Mas custou uma fortuna a inventar.

Pelo que falar apenas neste custo de produção final e respectiva margem é duma enorme demagogia. Acabem com o lucro que acabam com os medicamentos. Quer para pobres, quer para ricos.

Agora quanto aos países pobres. Obviamente que há aqui um terrivel dilema moral. Mas tem-se chegado a alguns entendimentos após negociações. Se a Tailanda tem preços menores do que o Brasil, é porque se considerou que eram preços justos, quer para o Brasil, quer para a Tailandia. Se o Brasil resolve importar da India, isso seria subverter todo o sistema. Então todos os outros países fariam isso. Ou seja, eu também iria comprar à India e asfixiava os lucros das farmacéuticas. O resultado imediato seria que a India deixaria de ter os medicamentos .... e o Brasil também. Resulta muito bem no curto prazo, é fabulosamente populista, mas enquanto o Lula anda por cá. Mas será desastroso para as próximas gerações.

Em vez de por exemplo darem subsidios ou perdões de dividas a países pobres mas corruptos, criem antes um esquema em que estes países recebam os medicamentos e as farmacéuticas recebam um valor justo. E que estas tenham incentivos, fiscais por exemplo, por fornecerem um produto a um custo mais baixo.
 
Última edição:
Não queres desenvolver isto?

- Parciais p[SIZE=-1]orquê?[/SIZE]?
​

- O que não é parcial? [;)]
Obviamente tudo é parcial e relativo e não existe uma verdade absoluta, mas o Michael Moore leva a manipulação e a demagogia a níveis record.

Ele tem a irritante mania de pegar em meia dúzia de exemplos extremos (embora verdadeiros) e generalizar a partir deles...
 
@ eu

Subscrevo a 100%.

Tanto no que se refere ao desenvolvimento de novos medicamentos protegidos por patentes como à parcialidade do Michael Moore!
 
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