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Banido
"Skinheads" ameaçam segurança interna
Relatório do SIS revela que há cada vez mais jovens a aderir ao movimento nacionalista
Portugal pode ser palco de confrontos entre militantes de extrema direita e minorias étnicas. O alerta é dos Serviços de Informações de Segurança.
De acordo com o último relatório do SIS, os movimentos
"skinhead" e neonazis portugueses representam um risco para a
segurança interna do país, e são também potenciadores de conflitos
multiculturais entre militantes da extrema-direita e minorias étnicas
de bairro problemáticos das grandes cidades como Lisboa e Porto.
Contactado pelo Correio da Manhã, o dirigente da Frente Nacional
Mário Machado confirmou que desde Novembro de 2004, os militantes nacionalistas aumentaram cerca de 400 por cento.
Segundo o dirigente, a maior parte dos novos militantes são
jovens "de todos os estilos, não só cabeças rapadas" e quase metade (49 por cento) de todos os militantes da Frente Nacional têm menos de 21 anos.
Mário Machado justifica que a média de idades "é sinónimo da
insegurança que vivem nas escolas", adiantando que os jovens são "vítimas das minorias étnicas que se estão a tornar maiorias".
Ainda de acordo o relatório, o SIS indica que apesar de os
grupos não constituírem uma ameaça à democracia portuguesa, são "já um factor de risco efectivo para a segurança interna, no tocante ao incitamento e promoção da violência política e racial".
O SIS refere que está prestar uma especial atenção nas claques
de futebol, por considerar que os grupos de cabeças-rapadas continuam a investir nos meios "hooligan", mas também na Internet onde proliferam páginas e sites de conversação de inspiração nacionalista.
O relatório indica ainda que estão a aumentar os contactos dos
nacionalistas portugueses com as organizações de neonazis e
"skinheads" a nível internacional. Muitos dos grupos neonazis, escreve o CM, integram o Hammerskin Nation, "uma organização fundada nos Estados Unidos, conhecida por promover de forma organizada ideais de violência e de supremacia da
raça branca".
Em Portugal, a Portuguese Hammerskin (PHS) "é uma célula
autónoma e clandestina, de características paramilitares, que
assegura a luta armada pela supremacia racial", escreve o SIS no seu relatório.
Ainda de acordo com o SIS, a PHS "tem ligações à Frente
Nacional, um movimento mais aberto que angaria simpatizantes através de outras iniciativas".
in sic online
Relatório do SIS revela que há cada vez mais jovens a aderir ao movimento nacionalista
Portugal pode ser palco de confrontos entre militantes de extrema direita e minorias étnicas. O alerta é dos Serviços de Informações de Segurança.
De acordo com o último relatório do SIS, os movimentos
"skinhead" e neonazis portugueses representam um risco para a
segurança interna do país, e são também potenciadores de conflitos
multiculturais entre militantes da extrema-direita e minorias étnicas
de bairro problemáticos das grandes cidades como Lisboa e Porto.
Contactado pelo Correio da Manhã, o dirigente da Frente Nacional
Mário Machado confirmou que desde Novembro de 2004, os militantes nacionalistas aumentaram cerca de 400 por cento.
Segundo o dirigente, a maior parte dos novos militantes são
jovens "de todos os estilos, não só cabeças rapadas" e quase metade (49 por cento) de todos os militantes da Frente Nacional têm menos de 21 anos.
Mário Machado justifica que a média de idades "é sinónimo da
insegurança que vivem nas escolas", adiantando que os jovens são "vítimas das minorias étnicas que se estão a tornar maiorias".
Ainda de acordo o relatório, o SIS indica que apesar de os
grupos não constituírem uma ameaça à democracia portuguesa, são "já um factor de risco efectivo para a segurança interna, no tocante ao incitamento e promoção da violência política e racial".
O SIS refere que está prestar uma especial atenção nas claques
de futebol, por considerar que os grupos de cabeças-rapadas continuam a investir nos meios "hooligan", mas também na Internet onde proliferam páginas e sites de conversação de inspiração nacionalista.
O relatório indica ainda que estão a aumentar os contactos dos
nacionalistas portugueses com as organizações de neonazis e
"skinheads" a nível internacional. Muitos dos grupos neonazis, escreve o CM, integram o Hammerskin Nation, "uma organização fundada nos Estados Unidos, conhecida por promover de forma organizada ideais de violência e de supremacia da
raça branca".
Em Portugal, a Portuguese Hammerskin (PHS) "é uma célula
autónoma e clandestina, de características paramilitares, que
assegura a luta armada pela supremacia racial", escreve o SIS no seu relatório.
Ainda de acordo com o SIS, a PHS "tem ligações à Frente
Nacional, um movimento mais aberto que angaria simpatizantes através de outras iniciativas".
in sic online