Salário em Atraso

Estou numa situação semelhante, em que tenho parte do vencimento do mês de Agosto e a totalidade de Setembro a receber. Nesta situação o patrão preferiu dispensar-me temporariamente até se conseguir acertar as contas. Esta situação deveu-se a uma falha do pagamento de uma empresa que é a principal cliente. Dado que a empresa onde trabalho é pequena, não tem grande margem de manobra numa situação destas, pois praticamente o que ganha, gasta em vencimentos e despesas da propria empresa, e sendo assim não tem grandes possibilidades de constituir um fundo para estas eventualidades. No meu caso simplesmente fui dispensado para não gastar dinheiro em transportes, pois já ando a fazer alguma "ginástica" orçamental para conseguir aguentar as despesas. Em principio será resolvida a meio do mês e voltarei ao serviço nessa altura, quando tudo estiver saldado.
Infelizmente é triste, mas compreendo pela dimensão da empresa, qualquer falha por pequena que seja origina logo uma situação complicada.

Então não tiveste outra solução que não fosse continuar a trabalhar sem expectativas de receber, certo?
 
Então não tiveste outra solução que não fosse continuar a trabalhar sem expectativas de receber, certo?
Não continuei a trabalhar, fui suspenso ao serviço até acerto de contas. Quando estiver tudo em ordem voltarei ao trabalho. Isto acontece porque a nossa principal cliente ( uma empresa de grande "porte") não pagou pelos serviços da nossa empresa.
 
Se for apenas uma questão de tesouraria, ele não poderá fazer nada...ou por outro lado, poderá despedir-se, mas presumo que não seja essa a intenção.

As indemnizações andam em valores muito baixos, e se a empresa estiver tremida e com grandes credores atrás, poderá nem receber nada.

Eu aconselho alguma prudência e cordialidade a tratar o tema com o patrão.


Em caso de insolvência, a prioridade nos pagamentos são os trabalhadores e só depois os credores. [;)]
 
Fala-se aqui na vergonha dos empresários que não cumprem as suas obrigações. E nos casos em que o dinheiro está curto, o que vão os empresários fazer? Plantar árvores das patacas? O salário é um direito, mesmo quando não há dinheiro para o pagar?
 
Fala-se aqui na vergonha dos empresários que não cumprem as suas obrigações. E nos casos em que o dinheiro está curto, o que vão os empresários fazer? Plantar árvores das patacas? O salário é um direito, mesmo quando não há dinheiro para o pagar?

E o trabalhador, vive de ar e vento?

Se não pode fazer face aos salários, terá que se reajustar!
 
Fala-se aqui na vergonha dos empresários que não cumprem as suas obrigações. E nos casos em que o dinheiro está curto, o que vão os empresários fazer? Plantar árvores das patacas? O salário é um direito, mesmo quando não há dinheiro para o pagar?

E o trabalho é uma obrigação, mesmo quando não há salário para remunerar esse mesmo trabalho?
 
Quando os salários em atraso começam a ser todos os meses, é começar a pensar fechar a empresa.

Não vale de nada tentar andar a aguentar o barco para depois ficar a dever a trabalhadores e a meio mundo.

É que este caso é 3 dias de atraso. Não estamos propriamente a falar dos casos que aparecem na televisão de vários meses em atraso.
 
Antes de abrires,o topico,devias esperar até dia 8.Segundo o DL(não sei das quantas),data limite de cada mês é dia 8.O teu pai está habituado a receber dia X,e sempre foi habituado a receber X.Já pensaram que poderá ser uma situação pontual.Por isso,digo que até dia 8 não fazerem nada,que depois "poderão arrepender",só depois do dia 8,e a situação se manter,partir para um despedimento por justa causa.

PS:Isto sim se no contrato tiver uma data especifica,para efetuar pagamento.
 
Última edição:
Antes de abrires,o topico,devias esperar até dia 8.Segundo o DL(não sei das quantas),data limite de cada mês é dia 8.O teu pai está habituado a receber dia X,e sempre foi habituado a receber X.Já pensaram que poderá ser uma situação pontual.Por isso,digo que até dia 8 não fazerem nada,que depois "poderão arrepender",só depois do dia 8,e a situação se manter,partir para um despedimento por justa causa.

PS:Isto sim se no contrato tiver uma data especifica,para efetuar pagamento.

Eu abri o tópico precisamente para saber o que diz a lei. É que nunca pesquisa que fiz encontrei que o salário deve ser pago até ao último dia útil de cada mês. Qual é esse decreto-lei não sei das quantas que diz dia 8?
 
Eu abri o tópico precisamente para saber o que diz a lei. É que nunca pesquisa que fiz encontrei que o salário deve ser pago até ao último dia útil de cada mês. Qual é esse decreto-lei não sei das quantas que diz dia 8?

pelos contratos que tenho assinado,e recentemente assinei um,vem lá um anexo a dizer "o pagamento da remuneração será efetuado até ao dia 8,do mes aseguir(ordenado de setembro,pago até 8 outubro),o DL de que o patrão tem de pagar até ao ultimo dia util cada mes,a maior parte não é cumprida.Pouca gente recebe a 30/31,mas sim ao 1/2/3/4
 
Em caso de insolvência, a prioridade nos pagamentos são os trabalhadores e só depois os credores. [;)]



É não é, pois eu não recebi nada.
E fiz tudo o que estava na lei, até utilizei as ferramentas da lei para conseguir receber ordenados, ferias indmnizações.. etc
O resultado foi um ZERO.
 
Em caso de insolvência, a prioridade nos pagamentos são os trabalhadores e só depois os credores. [;)]

Depois das custas judiciais e dos honorários do administrador de insolvencia...quando o património da empresa é reduzido (ou os antigos proprietários trataram de o tornar reduzido) os funcionários vão "receber ao Totta" como se diz na minha terra.
 
ainda bem que tens essa folga. Eu próprio felizmente também tenho muita folga.

mas o que está em causa é que as folgas não existem em todo o lado, e ha empresas, que tal como qualquer cidadão com o seu parco orcamento mensal, também se vê a braços com gestão de orçamentos mensais onde a tesouraria é massacrada. O planeamento pode e deve ser feito a médio longo prazo, mas a execução é a curto prazo e essa nem sempre corre bem.

Um bom gestor tem que saber gerir o seu ativo mais valioso - os colaboradores. O problema neste caso (e em muitos outros semelhantes) não é um problema de tesouraria, é um problema de comunicação.

Se um gestor sabe que, por qualquer que seja a contingência, não vai conseguir cumprir com os pagamentos aos colaboradores tem que ser franco e comunicá-lo atempadamente, sob o risco de perder toda a confiança que andou anos (ás vezes dezenas) a construir com eles, um dano provavelmente mais difícil de reparar do que um deslize na tesouraria.
 
Depende dos credores. Se for o fisco e a segurança social, e talvez os bancos, estão em prioridade em relação a tudo o resto.


É o fisco e segurança social, se não existir dividas aos que mencionei primeiro então os funcionários são prioritários, os bancos têm de esperar a vez como qualquer outro.

O grande problema que se passa é mesmo que a empresa não tenha dividas á SS e ao fisco, e mesmo com património para pagar o que devem, os trabalhadores não vêm um tusto.
Há sempre maroscas por parte das empresas que se podem fazer para escapar aos pagamentos.

O meu caso foi um desses a empresa onde trabalhei tinha património para ser convertido nos ordenados e indmnizações, mas os patrões fizeram uma jogada com outro patrão do ramo que inviabilizou tudo o resto.
Aposto que a empresa já voltou á mesma familia em nome de outra pessoa.
Outro caso é existindo dividas a esses dois SS e fisco e o patrão vá chorar que não tem dinheiro e tal.
Há concordatas com o estado isto foi-me dito por um patrão.
O homem não tinha dinheiro para pagar aos empregados, mas queria ver o que se podia fazer para minorizar o problema dos funcionários.
O advogado disse-lhe que falasse com a SS e fisco pagasse o que lhes devia e quanto aos funcionários que enrolasse com o processo que ele nunca ia ter de pagar nada a ninguem.
Existe um concentimento na justiça para que estes processos se arrastem, de modo a que os trabalhadores, já sem dinheiro e esperança desistam de conseguir os seus direitos.

Mesmo que uma empresa ou patrão seja condenado a pagar, isso não é sinónimo de que pague.
O que não falta é gente sem vergonha a viver bem com os seus bens em nome de outros e a dever rios de dinheiro, sem cumprir o que os tribunais estipularam.
 
Última edição:
Um bom gestor tem que saber gerir o seu ativo mais valioso - os colaboradores. O problema neste caso (e em muitos outros semelhantes) não é um problema de tesouraria, é um problema de comunicação.

Se um gestor sabe que, por qualquer que seja a contingência, não vai conseguir cumprir com os pagamentos aos colaboradores tem que ser franco e comunicá-lo atempadamente, sob o risco de perder toda a confiança que andou anos (ás vezes dezenas) a construir com eles, um dano provavelmente mais difícil de reparar do que um deslize na tesouraria.

Basicamente é isso
 
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