Riscos de andar nos limites

v7

Banido
Neste fórum, frequentado essencialmente por amantes de automóveis, há alguns aspectos engraçados que resumiria da seguinte forma:

- Cada vez que alguém pede opinião sobre determinado carro, invariavelmente dá-se enorme importância ao comportamento dinâmico

- Muitas pessoas hipervaloriam a condução rápida em percursos sinuosos, insinuando que aí está a essência da condução.

Embora me enquadre no nº de pessoas que de alguma forma caracterizo nestas duas frases, acho importante reflectir sobre os riscos de andar depressa e qual o tipo de condução que encerra mais riscos.

Aqui ilustro com um exemplo, bastante tipico dos riscos que se correm quando se anda depressa:

http://www.youtube.com/watch?v=4XRXuiru_GI

A ideia seria no entanto debater este tema.

Seremos uns aceleras ? uns inconscientes ?
 
Diria que é tudo muito bonito enquanto corre bem!

Penso que se todos guiassem como muitos aqui gostam ou gostariam de fazer, isto virava selva.
Se todos tirassem os FAP e fizessem repros, dentro de 10 anos teríamos umas taxas de cancro do pulmão se meter medo...

È normal e desejável que apenas uma minoria faça coisas extremas.

E sim..... acredito que muitos de nós sejamos aceleras. A inconsciência tem vários graus...
 
Eu também me enquadro nessas duas frases, e pago isso todas as semanas (às vezes mais que uma vez) nas bombas de combustivel.

Mas faço-o com algum cuidado, sempre abaixo dos limites, de tal forma que o meu unico acidente por despiste não foi por condução rápida, nem tive qualquer problema na estrada por andar um pouco mais depressa.

Para isso também ajudou muito as experiencias que tive em track days, podendo libertar a adrenalina no local devido, e podendo aprender a andar um pouco mais depressa com maior controlo do carro.
 
Seremos uns aceleras ? uns inconscientes ?

Na minha opinião, andar nos limites na via pública é claramente uma atitude inconsciente e anti cívica[;)]

Para desfrutarmos do prazer da condução desportiva existem os track days ou as pistas de karting.

Eu adoro andar de kart (tenho um 100 cc 2T) mas na estrada sou um cordeirinho[;)]
 
Eu também me enquadro nessas duas frases, e pago isso todas as semanas (às vezes mais que uma vez) nas bombas de combustivel.

Mas faço-o com algum cuidado, sempre abaixo dos limites, de tal forma que o meu unico acidente por despiste não foi por condução rápida, nem tive qualquer problema na estrada por andar um pouco mais depressa.

Para isso também ajudou muito as experiencias que tive em track days, podendo libertar a adrenalina no local devido, e podendo aprender a andar um pouco mais depressa com maior controlo do carro.

A questão é que condutores mais experientes são habitualmente mais seguros.

Mas se não se arriscar um pouco de vez em quando ou se não nos aproximar-mos dos limites também não aprendemos tanto.
 
Na minha opinião, andar nos limites na via pública é claramente uma atitude inconsciente e anti cívica[;)]

Para desfrutarmos do prazer da condução desportiva existem os track days ou as pistas de karting.

Eu adoro andar de kart (tenho um 100 cc 2T) mas na estrada sou um cordeirinho[;)]

e achas que a experiência no Kart te ajuda na condução de um carro normal ?
 
Lá por se dár valor à dinamica não implica que se seja um acelera!

A dinamica está lá para ajudar ou retardar o acidente. Não para levarmos o carro a um nivel mais alto.

A experiencia de Kart pode dar-te feelings ou know how que te ficam no subconsciente que te podem ajudar. Prejudicar de certeza que não...
 
Simples: não é preciso andar nos limites para retirar prazer da condução de um carro.

Quem não pensa assim está num comprimento de onda pouco saudável.
 
O fazer uma "serra" a ritmos acelerados acaba por ser uma altura em que o risco de acidente é bastante aumentado. A adrenalina provocada por isso é, em parte, o que nos faz chegar ao limite, quer se admita isso ou não.

Sabendo disso eu procuro dar as minhas esticadelas em locais onde não haja mais trafégo, assim se a coisa correr mal, é só para mim.

Mas exceptuando estas situações, em condução normal, os condutores que estão habituados a conduzir nos limites são normalmente muito mais seguros que um condutor sem experiência, pois têm os reflexos treinados para terem a reacção certa em caso de emergência (ex, o que aconteceu ao Artur costa quando apanhou óleo na A3).

Claro que a ida frequente a TD´s acaba por ser o melhor de dois mundos, pois dá prática de condução desportiva, sem os perigos associados à mesma numa estrada pública.
 
Simples: não é preciso andar nos limites para retirar prazer da condução de um carro.

Quem não pensa assim está num comprimento de onda pouco saudável.

Até aí toda a gente ainda vai, no entanto também te digo que se conseguires andar nos limites ou perto é uma "pica" do caraças .....

Agora há que ter a noção dos riscos e o que está em causa é claramente muito ....
 
Andar nos limites é um risco.

Risco esse que acho que até hoje fiz menos de um mão cheia...

Cada vez menos retiro prazer desse risco demasiado acentuado.

Claro que o que para mim não é risco, para outra pessoa pode se-lo. Mas não sou muito dado a andar mais do que o que posso, tento ser bastante cuidadoso, não implica que não ande depressa.

Nota: Para quem faz a ligação; errada; de velocidade atingida em rectas e riscos, não me lembro da ultima vez que passei dos 150... Já deve ter sido à meses... A minha média em AE é ultimamente no valor 120.
 
O fazer uma "serra" a ritmos acelerados acaba por ser uma altura em que o risco de acidente é bastante aumentado. A adrenalina provocada por isso é, em parte, o que nos faz chegar ao limite, quer se admita isso ou não.

Sabendo disso eu procuro dar as minhas esticadelas em locais onde não haja mais trafégo, assim se a coisa correr mal, é só para mim.

Mas exceptuando estas situações, em condução normal, os condutores que estão habituados a conduzir nos limites são normalmente muito mais seguros que um condutor sem experiência, pois têm os reflexos treinados para terem a reacção certa em caso de emergência (ex, o que aconteceu ao Artur costa quando apanhou óleo na A3).

Claro que a ida frequente a TD´s acaba por ser o melhor de dois mundos, pois dá prática de condução desportiva, sem os perigos associados à mesma numa estrada pública.

Gostei muito deste post !

primeiro porque admites e tens a consciência (como eu tenho) de que há vezes em que de facto nos expomos mais ao risco.

depois porque dizes outra coisa com que concordo, que é quem está habituado a andar depressa ou perto dos limites é à partida melhor condutor, ou seja neste caso mais seguro, porque tem mais cpacidade de reacção.

Quanto à experiência em ambientes controlados, claro que ajuda.

Mas tenho sempre a ideia de que num circuito se conduz de forma muito diferente do que se conduz na estrada.
 
Até aí toda a gente ainda vai, no entanto também te digo que se conseguires andar nos limites ou perto é uma "pica" do caraças .....

Agora há que ter a noção dos riscos e o que está em causa é claramente muito ....
Sem dúvida.

Agora, como tu dizes (e bem), isso acarreta muito mais risco. Logo, regra geral o prazer que sentimos ao conduzir de forma mais despachada mas longe dos limites, chega para contentar uma pessoa.

Pessoalmente, procuro ter sempre duas coisas bem presentes: a integridade dos outros, e a minha integridade. Isso ajuda a refrear possíveis "devaneios".
 
Andar "nos limites" é ser-se irresponsável. Daí que seja fundamental conhecer bem o carro que se conduz. Eu conheço bem o meu e sei até onde posso ir. E dou sempre uma "folga" para eventuais erros de cálculo.

Adoro carros e adoro conduzir. Quando penso comprar um carro, aquilo que nele me interessa é a dinâmica. Mas sejamos razoáveis. Não é algo porque valha a pena arriscar a vida. A minha pelo menos não.

Conduzam depressa, divirtam-se, mas tenham sempre em conta os vossos limites, os do carro e os da estrada. E assim dificilmente terão um acidente. Eu nunca tive.
 
Mas tenho sempre a ideia de que num circuito se conduz de forma muito diferente do que se conduz na estrada.

Em pista tudo é mais simples, pois só temos de nos preocupar com pontos de travagem, aceleração e trajectórias.

Na estrada as trajectórias e apex contam menos, e entram mais variáveis em jogo, normalmente relacionadas com variações de aderencia do piso, lombas e buracos, folhas na estrada, etc.

A pista é um ambiente mais controlado ( e por consequência simplificado ) dos riscos presentes na estrada.

Daí que uma pessoa que tenha andado na pista, e depois vá para a estrada passa a ter muitos mais "e se.." com que pensar, o que naturalmente faz com que não se aproxime tanto do limite.
 
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