Reprogramação num Volvo c30

No caso de um amigo meu a questão da garantia passou-se exactamente ao contrário.
Fez reprogramação depois da garantia acabar e durante a fase de teste algo correu mal relativamente aos códigos dos injectores e foram os 4 à vida. Inseriu-se então o mapa original na centralina e o carro seguiu para uma oficina na marca. Na oficina disseram-lhe exactamente assim: "se isto estivesse na garantia nem estavamos preocupados como aconteceu apesar de ser estranho.. Sendo assim, já fos-te". A intervenção no carro foram só 2000 €.

O carro em questão era um 307 1.4hdi.
 
No caso de um amigo meu a questão da garantia passou-se exactamente ao contrário.
Fez reprogramação depois da garantia acabar e durante a fase de teste algo correu mal relativamente aos códigos dos injectores e foram os 4 à vida. Inseriu-se então o mapa original na centralina e o carro seguiu para uma oficina na marca. Na oficina disseram-lhe exactamente assim: "se isto estivesse na garantia nem estavamos preocupados como aconteceu apesar de ser estranho.. Sendo assim, já fos-te". A intervenção no carro foram só 2000 €.

O carro em questão era um 307 1.4hdi.

É complicado decidir. Na PKE dizem que não é detectável na marca, dizem que mantém os mesmos dados do carro, não colocando nada por 'cima' do que está de origem..
 
É bastante simples até.

O funcionamento do teu motor é controlado pela centralina. Assim, a cada dado instante, após medir um conjunto jeitoso de parâmetros, ela envia um sinal à rampa de injecção com a quantidade de combustível a ser injectado.

Como o ciclo diesel funciona com excesso de ar(ao contrário do otto em que as coeficientes entre a gasolina e o ar são muito semelhantes), é possível ganhares mais potência simplesmente aumentando o débito de combustível. Estas boxes geralmente trazem um parafuso, que te permite ajustar o quanto "mais" queres injectar.

A box na prática é apenas uma pequena calculadora, que tu metes entre a ficha que vem da centralina e a rampa de injecção. Em função de quanto rodas o tal parafuso mágico, assim é o que ela soma ao que a centralina manda.

Ou seja, quando a centralina manda injectar 10, a box recebe esse sinal, transforma-o em 11, 12, 13 ou 14(é apenas um exemplo) e é isso que envia à rampa de injecção.

É uma forma simples de ganhares potência, ajustável por ti(tentativa e erro...vais subindo...e ganhando potência...quando começares a ver que faz fumo a mais ou que o carro entra em safe mode...é descer um pouco :) ), que tem quatro grandes vantagens:

- totalmente removível em caso de avaria no motor, basta tirar duas fichas e puff...é como se nunca lá estivesse estado
- manténs o mapa de origem, aumentando apenas os valores. É pior que uma repro bem feita, mas é melhor que uma repro mal feita
- os custos são geralmente bastante inferiores ao de uma repro(se bem compradas)
- é ajustável por ti....

EU usei uma no meu Punto 1.3JTD...passei de 70cv para cerca de 84/85....safe modes = 0, fumo só notava à noite, prego a fundo, com um carro com as luzes coladas.
De resto...traseira limpa, nada de nuvens de fumo, e um motor bastante mais agradável. Fez cerca de 120 mil kms assim e 0 problemas, excepto um desgaste mais acentuado da embraiagem(o que é normal dado ter feito alguns arranques aí pelo meio).

Eu comprei a minha usada na altura por 100€ or so....depois ainda a vendi a um amigo por 80€ para ele meter no Astra 1.3 dele...bem bom :)

Eu não sei se este c30 tem fap,mas essas box´s que só aldrabam a injecção,são fap killers.[;)]
 
É complicado decidir. Na PKE dizem que não é detectável na marca, dizem que mantém os mesmos dados do carro, não colocando nada por 'cima' do que está de origem..

É raro haver stress´s com garantias por causa de reprogramações,mas tens que ter a noção que,se a concessão ou a marca tiver dúvidas,a centralina vai para análise e conseguem saber perfeitamente se esta já foi remapeada ou não.

Opinião pessoal,esquece as box´s,são demasiado limitadas.[;)]

Entre as duas casas que referiste,e como falamos de uma simples reprogramação para um motor stock,o factor localização seria determinante.
 
Mandei reprogramar o GPunto 1.3 MTJ Sport de 90 cv da minha mulher. Como ando com ele às vezes, deu-me para isto...
Depois de muito pesquisar, escolhi a PKE. Repro escolhida: Flexdrive (de 90cv para 110 cv; de 200 Nm para 240 Nm).

Depois de efectuada a viagem Moita-Lagos, deixo as minhas impressões:

A velocidade máxima do GPunto passou para cerca de 190 km/h (velocímetro) em plano, sendo que qualquer pequeno declive atira o ponteiro para os 200 km/h ou 210 km/h (em descidas um pouco mais prolongadas); antes, era difícil manter os 180 km/h em plano. Aqui ganhámos cerca de 10-15 km/h e um respirar mais "saudável" e solto em alta rotação;

- Em estrada nacional, o incremento de binário permite uma menor utilização da caixa de velocidades, sendo agora evidente alguma alma em 6ª velocidade, o que não acontecia. É agora possível engrenar a 6ª antes dos 100 km/h, o que era impossível antes. Inclusivamente, é possível ultrapassar nesta relação acima dos 100 km/h e recuperar velocidade em subidas. Nas relações intermédias, 3ª e 4ª, as retomas de velocidade são agora bem fortes, permitindo uma enorme segurança em ultrapassagens; dei por mim a ultrapassar - com toda a segurança - em pequenas rectas onde antes era impossível fazê-lo.

- Em baixa rotação, não notei efectivamente uma melhoria muito significativa, no início. À medida que os km em cidade foram aumentando, notei o motor mais cheio em baixas, mais suave e sem fosso. Ligar o AC e arrancar, ou retomar velocidade desde muito baixa rotação, já não se traduz em nenhum "poço"; é quase indiferente ter o AC ON ou OFF. Aqui a diferença é bem evidente.

- O consumo baixou cerca de 1L /100 km: pelo IC1 (nacional) desde Grândola até Albufeira, rodando a maior parte das vezes nos 120 km/h, o consumo ficou em 4,4 L/100!

- Tenho a sensação de que o trabalho foi muito bem feito, sem exageros, e fico com a impressão de que a fiabilidade do motor do GPunto em nada ficou afectada; pelo contrário, parece-me que o menor esforço a que o motor está sujeito (menos carga de acelerador) permitirá uma vida mais longa.

Atenção: as diferenças não são todas muito evidentes nos km seguintes à repro; só passadas umas centenas de km é que a alteração atinge a sua plenitude.

Previsíveis constrangimentos a longo prazo:

- Diminuição da longevidade do turbo;
- Desgaste mais acentuado da embraiagem/volante-motor;
- Válvula EGR: maior propensão para se sujar.

São estas 3 as razões que me levam a não reprogramar a minha V50. É um carro que faz muitos km, pelo que a conservação de todo o material deverá ser optimizada ao máximo. Já o GPunto, faz poucos km por ano e, sobretudo, era de uma lentidão exasperante a baixo regime. O que não é o caso da minha V50.

Abraço



[;)]
 
Última edição:
Voltar
Superior