Corleone
New member
Mais um pequeno pormenor...
Como já tem vindo a ser veiculado, são poucos ou nenhuns os instaladores deste tipo de solução que avançam com garantias de motor. E facilmente se percebe porquê. O argumento utilizado é em suma, "depende da condução praticada".
Esmiuçando um pouco este argumento, que de resto é válido (na óptica de quem instala), peca pela "base"...
Imaginemos que alguém tem um veículo qualquer. Chamemos-lhe veículo A.
Hipótese i)
- Veículo A, diesel, com 200 cv, TD, stock.
- Utilização 70% citadina, com 30% AE, onde efectivamente se puxa pelo carro;
- Trocas de mudança feitas atempadamente, regimes de motor bem explorados. Não há utilização "destrutiva", ou seja, utilizando as faixas mai altas de rotação;
- Carro com 50000 Quilómetros;
- Média de 25000 Quilómetros/Ano;
- 0 problemas;
- Garantia do fabricante expirou há 4 meses.
O condutor do veículo A decide fazer um upgrade de potência. Ganhar mais em baixa e melhorar a velocidade de ponta. Nada de muito abusivo;
- Veículo A, com 260 cv e incremento de 50 Nm;
- Consumo de óleo acrescido, sendo que, o instalador aludiu a esse facto aquando da repro;
- Carro "fuma" mais;
- Ligeiro decréscimo no consumo do carro;
- Quando questionado acerca das garantias de motor, o instalador informou que ninguém o faz, porque não lhe podem ser imputadas responsabilidades decorrentes de uma má condução.
Hipótese ii)
- O carro A tem um problema, aquando de uma viagem Lx- Algarve. Circula dentro dos limites legais de velocidade (~ 120 km/H) e subitamente aparece uma mensagem de erro no CB. Posteriormente, comprova-se que é um problema relacionado com o turbocompressor;
- O instalador é confrotado com esta situação, e sumariamente diz que poderá ter sido má utilização. Ou falta de monitorização dos níveis de óleo, etc,etc.
Elementos de Análise Adicionais
- Até à data, a viatura A não tinha tido problema algum. Teve-o quando foi instalada a reprogramação. Não há qualquer abertura por parte do instalador em ressarcir a despesa que o proprietário terá de suportar. Ou seja, basicamente, a reprogramação ficou bem mais cara. Em suma, fica o dono do carro "agarrado". Literalmente.
Serve esta pequena formulação para aludir ao que poderá acontecer no limite. Há milhares de casos em que nada acontece. Perfeito. Mas há casos em que acontece. Regra geral, a despesa é onerosa, na medida em que os orgãos mecânicos afectados são delicados e caros.
Paralelamente, e do que conheço, a SIVA disponibilizava kits de potência para algumas viaturas. Conferindo ou disponibilizando uma garantia de motor. Se a memória não me falha, era o Dept.º SIVA Sport quem tratava de toda esta burocracia. A viatura tinha de ficar imobilizada cerca de dois dias, para que os dados da centralina fossem enviados para a ABT, salvo erro no Reino Unido. Depois, passados alguns dias, remetiam a preparação que era instalada no carro.
Há cerca de 5/6 anos a SIVA deixou de dar garantia para este tipo de preparações. O Homem não controla tudo, e veio-se a comprovar que o rácio entre preparações/carros que retornavam à oficina com problemas induzia um prejuízo para o importador. A solução passou por encarecer estas intervenções, sem que haja lugar a qualquer tipo de garantia.
Fica o testemunho.
Cumpts
Como já tem vindo a ser veiculado, são poucos ou nenhuns os instaladores deste tipo de solução que avançam com garantias de motor. E facilmente se percebe porquê. O argumento utilizado é em suma, "depende da condução praticada".
Esmiuçando um pouco este argumento, que de resto é válido (na óptica de quem instala), peca pela "base"...
Imaginemos que alguém tem um veículo qualquer. Chamemos-lhe veículo A.
Hipótese i)
- Veículo A, diesel, com 200 cv, TD, stock.
- Utilização 70% citadina, com 30% AE, onde efectivamente se puxa pelo carro;
- Trocas de mudança feitas atempadamente, regimes de motor bem explorados. Não há utilização "destrutiva", ou seja, utilizando as faixas mai altas de rotação;
- Carro com 50000 Quilómetros;
- Média de 25000 Quilómetros/Ano;
- 0 problemas;
- Garantia do fabricante expirou há 4 meses.
O condutor do veículo A decide fazer um upgrade de potência. Ganhar mais em baixa e melhorar a velocidade de ponta. Nada de muito abusivo;
- Veículo A, com 260 cv e incremento de 50 Nm;
- Consumo de óleo acrescido, sendo que, o instalador aludiu a esse facto aquando da repro;
- Carro "fuma" mais;
- Ligeiro decréscimo no consumo do carro;
- Quando questionado acerca das garantias de motor, o instalador informou que ninguém o faz, porque não lhe podem ser imputadas responsabilidades decorrentes de uma má condução.
Hipótese ii)
- O carro A tem um problema, aquando de uma viagem Lx- Algarve. Circula dentro dos limites legais de velocidade (~ 120 km/H) e subitamente aparece uma mensagem de erro no CB. Posteriormente, comprova-se que é um problema relacionado com o turbocompressor;
- O instalador é confrotado com esta situação, e sumariamente diz que poderá ter sido má utilização. Ou falta de monitorização dos níveis de óleo, etc,etc.
Elementos de Análise Adicionais
- Até à data, a viatura A não tinha tido problema algum. Teve-o quando foi instalada a reprogramação. Não há qualquer abertura por parte do instalador em ressarcir a despesa que o proprietário terá de suportar. Ou seja, basicamente, a reprogramação ficou bem mais cara. Em suma, fica o dono do carro "agarrado". Literalmente.
Serve esta pequena formulação para aludir ao que poderá acontecer no limite. Há milhares de casos em que nada acontece. Perfeito. Mas há casos em que acontece. Regra geral, a despesa é onerosa, na medida em que os orgãos mecânicos afectados são delicados e caros.
Paralelamente, e do que conheço, a SIVA disponibilizava kits de potência para algumas viaturas. Conferindo ou disponibilizando uma garantia de motor. Se a memória não me falha, era o Dept.º SIVA Sport quem tratava de toda esta burocracia. A viatura tinha de ficar imobilizada cerca de dois dias, para que os dados da centralina fossem enviados para a ABT, salvo erro no Reino Unido. Depois, passados alguns dias, remetiam a preparação que era instalada no carro.
Há cerca de 5/6 anos a SIVA deixou de dar garantia para este tipo de preparações. O Homem não controla tudo, e veio-se a comprovar que o rácio entre preparações/carros que retornavam à oficina com problemas induzia um prejuízo para o importador. A solução passou por encarecer estas intervenções, sem que haja lugar a qualquer tipo de garantia.
Fica o testemunho.
Cumpts