Renault Twizy - production model

Não percebo porque continuam a querer comparar o Twizy com um carro, quando ele deveria ser comparado com uma moto ou outro quadriciclo.
A ÚNICA desvantagem que vejo no Twizy, em relação a estes, é mesmo a limitação que existe em não o deixarem usar determinadas vias. De resto...
 
Las ventas del Renault Twizy en caída libre




in es.autoblog

Fiquei impressionado com as vendas desta criatura cheia de compromissos. O facto de grosso das vendas serem para empresas, revela mais o potencial promocional para determinado negócio de ter um Twizy, do que propriamente o validar da solução apresentada pela Renault. E parece que as vendas reflectem isso.
O boom inicial foi-se... O ano passado foi, se não estou em erro, o veículo eléctrico mais vendido do continente europeu, o que não deixa de ser surpreendente.

Para garantir sustentabilidade da coisa, terão de dar o passo de tornar o Twizy, ou melhor, o seu sucessor, mais prático e usável. De modo a que possa ser realmente uma alternativa ao automóvel, sobretudo nos trajectos diários casa-trabalho-casa.

O que poderá implicar que o Twizy perca o estatuto legal de quadriciclo e seja desenvolvido a pensar numa homologação como automóvel, o que permitirá explorar melhor o potencial do conceito, mas implicará também um nivel de investimento bastante superior ao que deve ter tido nesta geração.

Esperemos é que a queda acentuada das vendas não faça com que a Renault tenha pés frios e não crie um sucessor após o fim da carreira comercial do actual.

2 anos depois e citando-me a mim próprio, e vendo o colapso dantesco das vendas do Twizy em 2015, acho que a minha opinião é ainda válida hoje, como à 2 anos atrás.
O conceito do Twizy é muito bom, mas a execução deixa muito a desejar.

É preciso dar o salto de quadriciclo para um nivel de homologação equivalente ao de automóvel. Permitirá aumentos de performance, praticalidade, equipamentos e segurança, garantindo maior sustentabilidade comercial do projecto, mesmo que o investimento inicial seja muito maior.

O Tango:

Tango-T600-Feature-1211.jpg


É feio e estranho, não discuto. Mas isso é apenas uma questão de pele. Ou de contratarem um designer.
Também trata-se de um 2 lugares em tandem e elétrico.
Não parece, mas é bastante seguro. Passa o teste do alce sem stresses, graças a um centro de gravidade muito baixo. Tem uma roll-cage com especificações idênticas às que a FIA obriga para carros de competição.
A performance é que está num plano completamente distinto.
3.2 segundos dos 0-100, e 240km/h de velocidade máxima. Para o preço que pedem é o mínimo que se poderia exigir.[:D]
Dependendo de algumas opções de bateria, a autonomia pode ir dos 100 até próximo dos 400km.

Estes tipos provavelmente irão fechar portas, porque o nível de especificações é completamente marado e nunca vão conseguir vender muito com os preços que pedem (a coisa à uns anos andava à volta dos 90 mil dólares, se a memória não me falha). Além de ser feeeeiioooo.
Mas o conceito é válido para estas criaturas estreitas.

Ou seja, um veículo compacto, para as deslocações do dia-a-dia, com baixos custos de utilização, uma scooter de 4 rodas com performance decente, com protecção contra os elementos e segurança equiparável a um automóvel, pode muito bem evoluir para uma nova classe de veículos.

Revisitar este conceito, e com soluções industriais mais em conta (encaixaria na perfeição no sistema iStream do Gordon Murray), tornando o projecto sustentável e rentável a longo prazo.
Poderia ser o futuro do Twizy.
Ou então, uma proposta para substituir o triciclo tuga Veeco RT.
 
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