Receitas devolvidas - "receitas mal preenchidas"...

PeLeve

Membro histórico
Há doentes que não fazem os tratamentos prescritos pelos médicos porque as receitas estão mal preenchidas. A falta da data ou número do Cartão de Utente é suficiente para as farmácias recusarem a venda dos medicamentos no estrito cumprimento da lei. As que vendem, para não prejudicar os pacientes, vêem o receituário devolvido pela empresa contratada pelo Ministério da Saúde para conferir o receituário clínico, a Confact.

As farmácias estão a ser inundadas pela devolução de milhares de receitas – em especial com remédios caros e maior comparticipação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) – das mais variadas doenças: cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial, infecções.

A farmacêutica Margarida Ferreira exibe ao CM um molho de receitas devolvidas. A facturação média mensal rejeitada chega aos 500 euros. “Há farmácias que ultrapassam esse valor.” E salienta: “Aceito as receitas e vendo os medicamentos, mas há colegas que não vendem ou então vendem sem receita e o doente paga a totalidade do preço e perde a comparticipação. Outros doentes adiam o tratamento e agravam a doença. Há reinternamentos”.

Os farmacêuticos “não têm dúvidas de que a devolução é uma forma encapotada de reduzir a despesa do SNS com a comparticipação dos medicamentos”.

Os doentes protestam ao balcão. É o caso de Lurdes Antunes, 51 anos. “Perdi a conta às vezes que voltei ao Hospital Amadora-Sintra para pedir outra receita.”

O bastonário dos médicos, Pedro Nunes, critica o “excesso de burocratização das receitas”. O CM contactou o Ministério da Saúde para um esclarecimento, mas não teve resposta.

"É UM CHEQUE DO ESTADO"

Os doentes “não podem ser penalizados pelo incumprimento das unidades de Saúde e incompetência dos funcionários, que não sabem cumprir a lei e não põem a vinheta, ou dos médicos, que se esquecem de pôr a data”. Quem o diz é João Cordeiro, presidente da Associação Nacional das Farmácias, que confirma ao CM a devolução das receitas pelo Confact. “Reenviámos as receitas devolvidas para as Administrações Regionais de Saúde (ARS) e ainda não nos creditaram nenhuma. Se o fizerem recorremos aos tribunais”. O responsável diz que são “milhares de receitas devolvidas”, correspondendo a um ou dois por cento de todo o receituário. “Uma receita é um cheque com pagamento garantido pelo Estado, não é um documento qualquer. É lamentável a falta de profissionalismo.

TIPOS DE REJEIÇÃO

- Falta etiqueta do médico

- Falta etiqueta da unidade de Saúde

- Falta etiqueta do medicamento

- Excesso de medicamentos

- Excesso de embalagens

- Medicamento e/ou embalagemnão comparticipado

- Embalagem não prescrita

- Substituição inválida. Dimensão excede prescrição

- Quando o trabalhador migrante não tem carimbo ‘Migrante’ nem nome nem entidade emissora do livrete ou ‘Acordos internacionais’. Sempre que exigido pela ARS, deve ter o número do cartão europeu ou a fotocópia do mesmo

- Falta a palavra ‘Manipulado’ ou ‘Produto dietético’

- Não pertence ao SNS

- Falta a identificação e/ou assinatura do utente

- Não se aceitam fotocópias de receitas

- Receita inválida para o lote

- Receita rasurada ou acrescentada

- Falta assinatura do médico e/ou data de prescrição

- Falta a data, carimbo ou assinatura do farmacêutico

- Código de barras dos medicamentos mal impresso

- Aviamento fora do prazo

- N.º de receita ilegível

- Quando doente profissional tem de ter o carimbo ‘Doente profissional’

- O médico tem de fazer referência à portaria ou despacho

- Os despachos 4250/2007 (que revoga o 21212/2003 pelo 3176/2005) e 21094/99 têm de ser prescritos pelo médico da especialidade de Psiquiatria ou Neurologia

- O despacho 1234 (antigos 24257/2006 e 15399/2004) tem de ser prescrito pelo médico de Gastrenterologia, Cirurgia Geral, Medicina Interna ou Pediatria

- Falta identificação e/ou assinatura do adquirente

- Falta a justificação do director técnico

- O despacho 21249/2006 tem de ser prescrito pelo médico da Reumatologia ou Medicina Interna

- Produto(s) dietético(s) prescrito(s) em local(is) não autorizado(s)
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=274544&idselect=181&idCanal=181&p=0

[8b]
 
Mas agora as receitas não são informatizadas? Como podem então ocorrer estes erros?

-Os ficheiros de medicamentos estão desactualizados (incrivel nao é)
-A receita tem de ser assinada pela caneta do medico (ha muitos esquecidos)
-Os utentes por distracção ou falta de posses tentam aviar fora de prazo (os gajos devolvem atá com um só dia fora do prazo)
-ha medicos que nao dominam a evocação dos despachos e portarias
-erros de aviamento pelas farmacias
 
Há coisas que eu não percebo...

Até agora era uma rebaldaria total, com muitos a defraudar o SNS a torto e a direito.

Agora, simplificou-se o sistema, informatizaram-se as unidades de saúde e hospitais do SNS, tem-se um maior controlo, poupamos todos dinheiro e eis que aparece mais um tópico com o boneco a bater no tijolo.

Boa.
 
Há coisas que eu não percebo...

Até agora era uma rebaldaria total, com muitos a defraudar o SNS a torto e a direito.

Agora, simplificou-se o sistema, informatizaram-se as unidades de saúde e hospitais do SNS, tem-se um maior controlo, poupamos todos dinheiro e eis que aparece mais um tópico com o boneco a bater no tijolo.

Boa.
Queres concretizar? A tua objecção é ao tópico ou à notícia?...
 
Há coisas que eu não percebo...

Até agora era uma rebaldaria total, com muitos a defraudar o SNS a torto e a direito.

Agora, simplificou-se o sistema, informatizaram-se as unidades de saúde e hospitais do SNS, tem-se um maior controlo, poupamos todos dinheiro e eis que aparece mais um tópico com o boneco a bater no tijolo.

Boa.

[:)][:)][:)][:)][:)]

tu és bom...! post do dia!

não consigo parar de rir
 
Há coisas que eu não percebo...

Até agora era uma rebaldaria total, com muitos a defraudar o SNS a torto e a direito.

Agora, simplificou-se o sistema, informatizaram-se as unidades de saúde e hospitais do SNS, tem-se um maior controlo, poupamos todos dinheiro e eis que aparece mais um tópico com o boneco a bater no tijolo.

Boa.

Podemos sempre [8b] no fabuloso sistema informático, mas principalmente na fabulosa actualização dos respectivos softwares[:p]
 
Há coisas que eu não percebo...

Até agora era uma rebaldaria total, com muitos a defraudar o SNS a torto e a direito.

Agora, simplificou-se o sistema, informatizaram-se as unidades de saúde e hospitais do SNS, tem-se um maior controlo, poupamos todos dinheiro e eis que aparece mais um tópico com o boneco a bater no tijolo.

Boa.
Até ias bem lançado... Mas tu é que foste contra o tijolo. LOL


Tentou-se simplificar é diferente de simplificou-se.

A Base de dados de medicamentos que os médicos têm ao dispor não está actualizada e é diferente das dos farmaceuticos.

No outro dia vi uma receita que tinha um medicamento que já não existia há 3 anos... E já era das informatizadas!

Simples? Não me parece...
 
Então mas tá tudo no mesmo saco???

vamos ver o que é da culpa do sistema, dos médicos, das pessoas, dos serviços ou dos professores Bambu


Dos médicos

-Falta etiqueta do médico

-Falta assinatura do médico e/ou data de prescrição

- O médico tem de fazer referência à portaria ou despacho

- Os despachos 4250/2007 (que revoga o 21212/2003 pelo 3176/2005) e 21094/99 têm de ser prescritos pelo médico da especialidade de Psiquiatria ou Neurologia

- O despacho 1234 (antigos 24257/2006 e 15399/2004) tem de ser prescrito pelo médico de Gastrenterologia, Cirurgia Geral, Medicina Interna ou Pediatria

- O despacho 21249/2006 tem de ser prescrito pelo médico da Reumatologia ou Medicina Interna




Dos serviços

- Falta etiqueta da unidade de Saúde

- Falta etiqueta do medicamento

- Medicamento e/ou embalagemnão comparticipado

- Falta a palavra ‘Manipulado’ ou ‘Produto dietético’

- Não pertence ao SNS

- Código de barras dos medicamentos mal impresso

-N.º de receita ilegível





Dos farmacêuticos

- Falta a justificação do director técnico

- Falta a data, carimbo ou assinatura do farmacêutico





Do além [:D]

- Excesso de medicamentos

- Excesso de embalagens

- Embalagem não prescrita

- Substituição inválida. Dimensão excede prescrição

- Receita inválida para o lote

- Quando o trabalhador migrante não tem carimbo ‘Migrante’ nem nome nem entidade emissora do livrete ou ‘Acordos internacionais’. Sempre que exigido pela ARS, deve ter o número do cartão europeu ou a fotocópia do mesmo

- Quando doente profissional tem de ter o carimbo ‘Doente profissional’ (Doente profissional?????)

- Produto(s) dietético(s) prescrito(s) em local(is) não autorizado(s)
(Professor Mamadu?)





Dos utentes

- Falta a identificação e/ou assinatura do utente

- Não se aceitam fotocópias de receitas

- Receita rasurada ou acrescentada

- Aviamento fora do prazo

- Falta identificação e/ou assinatura do adquirente
 
Conclusão?

ninguém está a cumprir o que deveria cumprir. Parece-me que não existe comunicação entre os serviços e que o problema arrasta-se deste o inicio até ao fim :sh)
 
essa dos medicamentos a mais por receita... ainda no outro dia tive a falar com o meu médico por causa disso... trago sempre uma batulada de receitas cada x que lá vou!

é logo:
2x diple*****
2x diple*****


na outra já tem de ser
2x top*****
2x top*****


e por aí fora...
 
Até ias bem lançado... Mas tu é que foste contra o tijolo. LOL


Tentou-se simplificar é diferente de simplificou-se.

A Base de dados de medicamentos que os médicos têm ao dispor não está actualizada e é diferente das dos farmaceuticos.

No outro dia vi uma receita que tinha um medicamento que já não existia há 3 anos... E já era das informatizadas!

Simples? Não me parece...
Se puderes esclarecer isso do simplificar...

Porque a rebaldaria do sector do medicamento está finalmente a acabar. Vai demorar mais algum tempo, pois além da reestruturação de processos e de mentalidades, está-se a lutar e a ganhar terreno contra uma das associações mais poderosas do País.

Dói muito? Claro que sim. Mas o tempo em que as Farmácias e a sua muito querida ANF ditavam as regras, está a acabar.

E o dinheiro que resulte daí, que volte para os cofres do Estado em vez de encher os do costume...

Nota: Anteriormente, valia tudo como receita. Mesmo para o Estado pagar coisas que não se aviavam...
 
Se puderes esclarecer isso do simplificar...

Porque a rebaldaria do sector do medicamento está finalmente a acabar. Vai demorar mais algum tempo, pois além da reestruturação de processos e de mentalidades, está-se a lutar e a ganhar terreno contra uma das associações mais poderosas do País.

Dói muito? Claro que sim. Mas o tempo em que as Farmácias e a sua muito querida ANF ditavam as regras, está a acabar.

E o dinheiro que resulte daí, que volte para os cofres do Estado em vez de encher os do costume...

Nota: Anteriormente, valia tudo como receita. Mesmo para o Estado pagar coisas que não se aviavam...


é bem verdade que este governo é o primeiro a ter a coragem de combater o poder instalado e os lobis....
é bem verdade que muitas farmacias que sempre defraudaram o sistema nacional de saude têm agora a vida dificultada( em todo o caso ha mil maneiras de bular e entao com as receitas informatizadas logo sem vinheta rosa do medico/local prescrição....aliada à impressao mecanica de vinhetas....ui ui[:)])


como sempre fizeram mais uma lei castradora que prejudica os serios e os doentes.....gostaria mais de ver a cara dos burlões na capa dos jornais do que os representantes do povo com ar triste por mais uma complicação....
 
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