Raios parta a dinâmica

ainda ontem ia numa estrada que era um pouco ondulada, e à minha frente ia uma BMW serie3 nova, toda fixe, mas parecia uma tábua e eu até me ri, pois ia nas calmas e eu imaginava o conforto dentro dela, pois o que era para mim uma ondulação calma e bem amortecida sem afectar a segurança, nela parecia ir em cima de pedras.. tal era as sacudidelas que dava..

e pensei, que raio de gente compra uma carrinha mete pneus que têm ai uns 3cm de altura com jantes de uns 19" (vi à tarde uma Audi A4 sport ou lá o que é) que deve ter cá um conforto! É só pelo estilo!

Mais, digam-me, num uso de 99% das pessoas, que interessa ter um TDi 115 ou 130cv?! Nada!!! (um exemplo como outros)

Interessa ao portuga dizer isso.. "tenho um Tdi 130cv que é melhor que o teu de 115cv" apenas isso!
 
Embora concorde em mtas csas c o 1º post deste tópico, gostava de deixar a minha opiniao em dois pontos:

- As revistas teem um publico alvo, e esse preocupa-se c esse aspecto;

- Cresci a ler revistas, e ja falei disto aqui no forum, em q um bom comportamento dinamico era um carro ser capaz de grandes velocidades em curva sem grande adornar e manter um bom nivel de conforto. As melhores pontuaçõesíam para os q tinham o melhor compromisso no binário eficacia em curva/conforto. Hje parece q ter um bom comportamento dinâmico, é um carro curvar mto bem!
 
Última edição:
Estou a ver que a minha opinião em relação às revistas não é assim tão minoritária. Claro que também considero a "dinâmica" como um factor a ter em conta, e não compraria um "barco". Simplesmente 90% dos carros são mais do que adequados neste aspecto para um condutor normal. Ao invés, no que toca a conforto (nos seus vários níveis) há diferenças bem grandes entre modelos, é um parâmetro mais relevante para a maioria das pessoas e quase nada se diz nos textos.

Aliás, como bem disseram, só em Portugal é que quase somos obrigados a comprar carros com jantes de liga de 18 ou 19" e pneus monstruosos que só devem originar é dores de costas e de carteira quando é preciso mudá-los. Quando comprei o Ypsilon da minha mulher bem me queriam convencer a trazê-lo com umas superjantes mas insisti nas normais, precisamente para não prejudicar o conforto. Se calhar adorna um pouquinho mais em curva, mas que se dane, como está serve perfeitamente para o uso que tem.

Para ver as diferenças basta fazer umas pesquisas de modelos conceituados da Audi, BMW e Mercedes no mobile.de, e ver como muitos carros com um par de anos têm lá simples jantes de aço...mesmo sendo muito dinâmicos!
 
Acho que existe uma diferença entre bom comportamento e comportamento seguro que nem sempre é distinguido pelas revistas da especialidade, ou pelo menos não é bem explicado.

Quantos de nós não conduziu já alguns carros, em que as revistas elogiavam o seu bom comportamento e depois se verifica que não têm um comportamento seguro? Assim de repente, estou a lembrar-me dos AX, Saxos cup e 106 Gti, que tinham (segundo dizem) um excelente comportamento, mas que, na minha opinião, não têm um comportamento seguro.
Isto porque, e lembro que é só a minha opinião, tinham uma capacidade de curvar a velocidades bem altas, mas que a partir de um certo ponto se fugissem da trajectória ou fosse necessário travar em curva, dificilmente alguém os agarrava.
Dei estes carros como exemplo, mas existem mais na mesma situação.

Eu prefiro um carro que permita passar em curva sem sobressaltos, apesar de outros poderem passar mais depressa, pois se houver algum contratempo ao curvar, será, quase de certeza, mais fácil de reagir e corrigir o que possa correr mal.

Outro erro em que muitas vezes as revistas incorrem, é não adequarem a avaliação do comportamento em função do tipo e segmento do carro que avaliam, ou seja, do valor que tem o comportamento do carro para o objectivo com que foi concebido, bem como do seu cliente potencial.

Por exemplo, todas as revistas consideram que o BMW série 5 tem melhor comportamento que o Mercedes classe E; porém, se calhar, para o cliente tipo de um carro deste segmento é mais importante o conforto do que alguns segundos a menos numa qualquer estrada de montanha.
É óbvio que o comportamento, mesmo nestes carros, é importante, apenas acho que devia ser analisado mais na vertente da segurança do que na da precisão e da rapidez que o mesmo permite.

Já no caso de um 911 ou de outro qualquer do mesmo tipo, deve-se dar toda a atenção à máxima eficácia que o comportamento permite. [;)]
 
De facto, ainda há dias comentei isso com o meu pai. As revistas nacionais centram-se de uma maneira absurda em torno da dinâmica.

Está certo que num ponto de vista de entre verdadeiros apreciadores de automóveis, esta tenha um peso enorme, no entanto não esquecer que 95% dos compradores ou talvez mais não vão usufruir minimamente dessas diferenças dinâmicas, são preciosismos. É certo que hoje em dia não há carros modernos que sejam inseguros ou instáveis, muito menos perigosos, há uns que transmitem maior feeling de condução que outros ou talvez possam ter uma velocidade de passagem em volta, num circuito, ligeiramente superior, mais nada. [:D]

Eu, pessoalmente, dou imensa importância ao conforto de suspensão, bancos, insonorização, itens esse que são certamente de maior relevo para a maioria dos compradores, não dos que participam em fóruns de automóveis, mas dos que realmente usam os veículos. Infelizmente, vejo esse item largamente desprezado pelas revistas, relegado para último plano sem perceber bem porquê.

Dou um exemplo; a minha tia tem um 320D 150cv, desde novo. A opinião dela sobre o carro é a seguinte: "[...]parece-me um bocado instável quando está a chover, a luz do controlo de tracção acende muitas vezes. [:D] Gostava bem mais do meu antigo Opel, era bem mais estável e confortável. [:D]"

Ora, tal como ela, acredito que a grande maioria dos condutores (talvez mais de 90%) não faça ideia do que tem em mãos, para esses o importante será um automóvel seguro, com elevados limites de aderência e.. conforto!
 
Haja pão

Haja pão

Espero neste tópico não levar porrada. Pois na realidade eu sou um dos que dá maior relevância à Segurança e Comodidade. E por exemplo eu na minha opinião, na segurança incluo o nº de CV suficientes, para em E.N. poder fazer uma ultrapassagem sem grandes sobressaltos. E embora saiba que os franceses nestes campos sãqo referência, no nosso mercado constatamos que como somos um País em que a popução na sua esmagadora maioria aufere de elevados rendimentos as marcas mais apetecíveis são as Germânicas AudY, MB e BMW. E depois temos os defensores dos veículos nipónicos pq. são os mais fiáveis. A sensação que tenho relativamente ao custo de qualquer das marcas germânicas que referi é como aquela que li há uns anos acerca cas T-Shirt Lacoste. Pagávamos 1.000$00 pela T-shirt e + 5.000$00 pelo crocodilo.
O problema é a treta das retomas, quando ao fim de 3 ou 4 anos de uso do meu BX 1.4 TGE só por sorte o vendi a um amante do modelo, porque stands houveram que liminarmente não o aceitavam. E o carro estava impecável. Sempre revisto na Citro. Daí restarem nesse tempo os Peugeot e os Renault. Espero bem que o novo modelo do C5 quebre o enguiço. Pois acho que o novo modelo é de facto espectacular.
Fiquem bem.
 
De facto as revistas focam demasiado o aspecto da dinámica, como se esse fosse o factor principal de um carro.

De qualquer modo, um bom carro é um carro que corresponda às exigências do seu comprador na sua totalidade :)



PS: Eu dou muita importância à dinamica :)
 
As revistas dão tanta ênfase á dinâmica pq o público alvo assim o exige, quem compra revistas de carros regularmente normalmente é o apaixonado por carros e tem o factor dinâmica como um dos principais requesitos de um automóvel, o publico generalista está-se a ***** para isso, salvo raras excepções os carros hoje em dia são todos bastante bons a nível dinâmico e as diferenças que existem são irrelevantes no mundo real do dia a dia.

Julgo que aqui reside a chave da questão.

Quem compra as revistas são os apaixonadas que dão muito mais importância à dinâmica que um utilizador "normal" [;)]

Concordo que se exagera [:cool:]
 
Melhorar o conforto é relativamente fácil em qualquer modelo: é baixar de 20% as pressões normais dos pneus...

Já melhorar a dinâmica tem muito mais que se lhe diga...
 
Julgo que aqui reside a chave da questão.

Quem compra as revistas são os apaixonadas que dão muito mais importância à dinâmica que um utilizador "normal" [;)]

Concordo que se exagera [:cool:]
De certeza? Eu, por exemplo, dou primazia a outros aspectos de avaliação.
E no entanto, todas as semanas e todos os meses compro revistas.
Como eu há inúmeras pessoas que procedem do mesmo modo.
Existirá algum estudo sobre este tipo de preferências dos compradores de revistas da especialidade?
 
De facto, ainda há dias comentei isso com o meu pai. As revistas nacionais centram-se de uma maneira absurda em torno da dinâmica.

Está certo que num ponto de vista de entre verdadeiros apreciadores de automóveis, esta tenha um peso enorme, no entanto não esquecer que 95% dos compradores ou talvez mais não vão usufruir minimamente dessas diferenças dinâmicas, são preciosismos. É certo que hoje em dia não há carros modernos que sejam inseguros ou instáveis, muito menos perigosos, há uns que transmitem maior feeling de condução que outros ou talvez possam ter uma velocidade de passagem em volta, num circuito, ligeiramente superior, mais nada. [:D]

Eu, pessoalmente, dou imensa importância ao conforto de suspensão, bancos, insonorização, itens esse que são certamente de maior relevo para a maioria dos compradores, não dos que participam em fóruns de automóveis, mas dos que realmente usam os veículos. Infelizmente, vejo esse item largamente desprezado pelas revistas, relegado para último plano sem perceber bem porquê.

Dou um exemplo; a minha tia tem um 320D 150cv, desde novo. A opinião dela sobre o carro é a seguinte: "[...]parece-me um bocado instável quando está a chover, a luz do controlo de tracção acende muitas vezes. [:D] Gostava bem mais do meu antigo Opel, era bem mais estável e confortável. [:D]"

Ora, tal como ela, acredito que a grande maioria dos condutores (talvez mais de 90%) não faça ideia do que tem em mãos, para esses o importante será um automóvel seguro, com elevados limites de aderência e.. conforto!


[:D][:D][:D][:D][:D]
 
E os que leem a Top Gear, EVO, Car...etc?[:D][:p]

Isto para não falar dos programas televisivos como o Top Gear, o Fifth Gear e aqueles programas alemães tipo da DSF e da Auto Motor und Sport que basicamente só avaliam a dinâmica.
Eu acho que as revistas portuguesas limitam-se a acompanhar as tendências que existem lá fora, a avaliar pelos ditos programas de televisão ingleses e alemães a dinâmica está na moda!

Cumprimentos
 
Eu acho que aqui o que falta é o meio termo.


É que se o "Ensaio" é a um Porsche, um Ferrari, ou um veículo com caracterìsticas "para o desportivo", tipo Honda Type R, M da BMW, RS da Audi, etc, é óbvio que os entusiastas das revistas e dos programas de TV, estão à espera que se dê enfase à dinâmica e às performances.

Mas na análise ao carro "comum - do dia-a-dia", acho efectivamente que se está a chegar ao ridículo e garanto-vos que há leitores assíduos que "apenas sonham" com o carro "Normal", que lhes transmita : agradabilidade, conforto, segurança, fiabilidade e economia e como é óbvio que agrade à vista.

Em comprativos entre veículos como um Classe S, um Série 7 e um A8, definir-se a vitória pelo "Comportamento Desportivo" é tão ridículo como num comparativo entre utilitários de 60 Cv.

Mas enfim...

[;)]
 
Eu sou daqueles que dá preferencia à dinamica.
Gosto também de um carro silencioso, mas não me importa que seja duro, desde que curve e trave bem!
Destesto apanhar pela frente os domingueiros que para qualquer curva travam para fazer a curva a 20-30km, ou param à entrada das rotundas, com estas totalmente vazias. Não vã cair um do ceu!!!

Basta ver a trajectoria com que 90% faz as curvas.

Ou sou sou daqueles que faço as lombas a 20-30km/h e as curvas a "200", ao contrario dos outros que fazem o inverso.

;)
 
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