Quem é o teu próximo?

O que é o nosso próximo? É olharmos ao espelho e conseguirmos realmente ver alguém do outro lado que não somos nós; apenas um outro «eu» que sente como eu; um outro «eu» capaz de rir chorar, sofrer e ser feliz; alguém que deveria ser tratado da mesma forma como gostaria que me tratassem a mim.
Se todos nós tivéssemos este espelho mágico diante dos nossos olhos, este mundo era um lugar bem melhor de se viver. Um sítio onde a infelicidade dos outros fizesse parte da nossa agenda de preocupações. Um mundo onde a nossa alegria fosse partilhada com os outros. Um lugar-comum de sorrisos e lágrimas que a todos dissesse respeito.

Eu sei que tudo isto é utopia. Afinal, este é apenas o mundo que temos. Mas não deveríamos baixar os braços e desistir. Mas para não nos magoarmos com os espelhos partidos que encontramos diariamente, vamos preferindo dia após dia ir colocando tijolos num muro cada vez mais alto que nos vai isolando mais e mais dos outros a cada dia que passa.

Sabendo que as pequenas coisas simples que preferimos não dizer ajudam a tornar melhor os nossos dias, deixo aqui o meu utópico “Bom dia a todos aqui do fórum”… os meus próximos neste momento. Pode ser que faça uma (pequena ) diferença.[;)]
 
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Uma planta ou um animal que eu vou comer, merece-me todo o respeito por ser graças a eles que eu existo. Considerando que todos nós somos fruto de um erro de concepção por termos inevitavelmente de nos alimentar para sobreviver, ao respeitarmos todas as formas de vida existentes, será, por si só, uma das maiores demonstrações de respeito que poderemos demonstrar tanto por elas como por nós próprios. Estes são aqueles que eu considero ser verdadeiramente e de forma genérica «os meus próximos».


.[;)]

Mas porque o facto de nos termos de alimentar é um erro de concepção? de onde iamos buscar a energia entao?[:blush:]
Nao acho que seja erro nenhum a alimentação, pela forma como a natureza a permite é a forma de equilibrar as especies e criar habitat equilibrados, infelizmente o ser humano o tenta desiquilibrar criando artificialismos á propria natureza.[;)]
 
Há uns tempos atrás eu tinha muitos "próximos".
Hoje em dia cada vez sou menos utópico e mais prático,
Portanto separo em 3 categorias as pessoas com quem me relaciono:

- as que gosto incondicionalmente e faço tudo por elas, ainda que não retribuam.

- as que fazem tudo por mim e eu como é óbvio tento retribuir da mesma forma.

- todas os outros falsos e interesseiros que com o tempo vão mostrando a cara e só aparecem ou ligam quando é preciso alguma coisa.

Infelizmente a grande maioria das pessoas que conheço enquadram-se na 3ª categoria. Há uns anos, considerava-os todos amigos. Hoje em dia percebi que não é preciso muitos, mas sim uns poucos de confiança [;)]
 
bem acho que esta foto deve responder a tua pergunta[;)]

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Anexos

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De forma realista, o que muitas vezes sucede é que nos olhamos entre nós com base na desconfiança. Tememos que o outro não seja alguém bem-intencionado, e como tal, pensamos que o nosso próximo poderá ser aquele que quer o nosso bocado. Alguém que se aproxima com intenção de nos tirar algo ou tirar partido da nossa pessoa. Assim, sempre que alguém se mostra simpático ficamos logo com a ideia de que quererá tirar partido de nós para seu próprio benefício.

Tendo o sentimento de que ninguém dá nada sem querer algo em troca, protegendo-nos atrás de uma intimidatória máscara de falsa e diminuta simpatia que dificulta a empatia entre as pessoas.
Tomamos como ponto de partida que o outro é alguém que não se aproximará de nós de boa-fé, pelo que só ao fim de muitas provas é que o aceitamos no nosso círculo de amizade. Vamos vivendo dentro do nosso espaço, da nossa organizada rotina, sempre de olho nos outros com medo que invadam o nosso mundo; sempre com medo que prejudiquem a nossa vida.

A vida, ela própria e da pior maneira, arranjou forma de nos ensinar que isso pode acontecer. E então cortamos imensos laços que podem existir com outros. Diariamente nos atiram diversas ligações que por medo e desconfiança rejeitamos. De tal forma nos vamos isolando para nos protegermos, que a certa altura acabamos por nos tornarmos ilhas isoladas de tudo e de todos. Pessoas solitárias ou muito fechadas num circulo onde não cabe quase ninguém.

A suspeita e a desconfiança dominam um mundo onde, infelizmente, as pessoas aprenderam que se se apresentarem como simpáticas e abertas poderão facilmente ser vistas como simplórias: como um alvo fácil a abater; como alguém acessível para se tirar um bocado.

E assim vamo-nos ignorando ou mordendo uns aos outros. Pouco a pouco, bocado a bocado, vamo-nos isolando e transformando este lugar onde vivemos num mundo-cão.:(
 
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