LuisCastro
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Isto no vinho tudo é discutível, menos 4 pontos.
Há vinho bom que gostas, vinho bom que não gostas, vinho mau que gostas e vinho mau que não gostas.
E quando tenho pachorra e vou provar um vinho faço sempre uma coisa simples.
Abro a garrafa sirvo um copo, não abano e cheiro logo. Os entendidos chama o primeiro nariz ou fase imóvel.
"Fase imóvel:
Inspirar sem imprimir qualquer movimento ao copo - Designada por muitos como “primeiro nariz” permite a percepção dos aromas de maior volatilidade. Leve o copo ao nariz fazendo um ângulo aproximado de 45º e inspire. Não hesite em introduzir o nariz no bojo do copo: dessa forma estará em contacto íntimo com uma película de eflúvios mais pesados que se concentram no seu interior. A necessidade de concentração leva muitos provadores a fechar os olhos o que para, quem olhe de fora, poderá dar uma aparência ridícula. E, talvez dê, mas, muitas vezes, é a melhor forma, de garantir a concentração necessária para nos “embrenharmos” no precioso líquido. Não se preocupe com a sua figura. Preocupe-se antes, em cimentar a sua opinião em relação ao líquido que tem à sua frente.!
Depois disto já agito e passo à segunda fase.
E ai percebo se devo decantar, ou arejar apenas. Mas para o meu gosto acho que ganham sempre com decantar e arejar. Mas é um gosto pessoal, dado ser uma questão polémica.
Mas como dizes e bem, cada caso é um caso dado que alguns vinho velhos, mas mesmo muito velhos, não são vinho com 10 ou 15 anos de garrafa, podem estar tão frágeis que não aguentam o contacto com o ar. Mas de facto nunca me aconteceu.
Belo post.
De facto, não se deve agitar logo o copo, ainda que seja vicio muito enraizado.
Devo dizer que, quanto à decantação, já tive vinhos velhos, com 15, 20 ou mais anos, que ao fim de 2 horas de decantação estavam francamente melhores... claro que isto não serve de teoria geral, mas já me aconteceu.
A ideia que tenho é que vinhos de calibre superior, feitos para resistir ao tempo, ganham em ser decantados...
Já estou ok para mais um confinamento.
