Que tipo de mota comprar?

Vocês estão-se a dispersar QB.

O autor do tópico fala numa 125 para as voltinhas em cidade e já estamos a discutir motas de enduro que andam sempre a rasgar.
2T tem o seu propósito, 4T também.

Para andar nas voltinhas em cidade com carta A1, obviamente que uma 125 a 4T é a escolha óbvia, consumos, simplicidade de utilização, ruído, poluição.

As 125 a 2T andam mais, mas passam a potência da A1, gastam mais, são menos indicadas para iniciantes, deixam cheiro,e fazem mais barulho.
Para rasgar no mato ao fim de semana é fixe, para andar no trânsito e se tens mais de 20 anos, duvido.
 
Algo muito errado tipo desgaste ou falha de um componente.

Nunca viste uma KTM 640 com uma biela a sair pelo cárter? Já vi... Um 250 F completamente embrulhado? Uma Multistrada com um pistão estalado? Uma WR 426 com motor nas couves? Uma TDM 850 a gripar? Etc.
Sim, isso é o que se entende por "algo de muito errado". Coisas que acontecem uma num milhão, estranho que conheças tantos casos, tens amigos muito azarados. O que não falta aí são motas com motores 4T que já fizeram mais de 50 mil Km (o que numa mota é bastate) sem abrir o motor para nada. Incluindo 125s 4T que são usadas efectivamente como meio de transporte por muita gente pelo mundo fora, não são brinquedos para ir para o monte no Sábado de manhã.

E volto a lembrar que falamos de motas de estrada, não de motas de trail onde a preocupação é se o motor pode funcionar de cabeça para baixo.
 
Sim, isso é o que se entende por "algo de muito errado". Coisas que acontecem uma num milhão, estranho que conheças tantos casos, tens amigos muito azarados. O que não falta aí são motas com motores 4T que já fizeram mais de 50 mil Km (o que numa mota é bastate) sem abrir o motor para nada. Incluindo 125s 4T que são usadas efectivamente como meio de transporte por muita gente pelo mundo fora, não são brinquedos para ir para o monte no Sábado de manhã.

E volto a lembrar que falamos de motas de estrada, não de motas de trail onde a preocupação é se o motor pode funcionar de cabeça para baixo.

Então o "teu" algo muito errado é uma consequência da utilização correcta de um motor. Algo muito errado chamado desgaste.

Agora 50k km já é considerável numa mota. Então mas aquilo não é igual a um motor de um automóvel? Afinal faz menos km, mesmo sendo a 4T?

O Viriauto deu uma explicação resumida dos componentes de cada motor. Qualquer um vai partir, uns mais vezes, sendo a reparação mais barata, os outros menos vezes, sendo a reparação mais cara.

Tudo o resto são teorias baseadas no youtube. [;)]
 
Os 50k kms serem consideráveis ou serem apenas "a rodagem" numa mota depende do motor, das revisões/manutenções, do tipo de condução, etc

Fica o exemplo duma Honda CBR 600 com 300k milhas (482k kms)

"My beloved 2004 Honda CBR 600 F4i rolling over the odometer for the 3rd time now, making it a wholesome 300,000 miles, and still going strong. Engine has not been rebuilt, internals are still original. Original pistons, rings, rods, bearings, valves, etc. Still original clutch as well"

 
Vocês estão-se a dispersar QB.

O autor do tópico fala numa 125 para as voltinhas em cidade e já estamos a discutir motas de enduro que andam sempre a rasgar.
2T tem o seu propósito, 4T também.

Para andar nas voltinhas em cidade com carta A1, obviamente que uma 125 a 4T é a escolha óbvia, consumos, simplicidade de utilização, ruído, poluição.

As 125 a 2T andam mais, mas passam a potência da A1, gastam mais, são menos indicadas para iniciantes, deixam cheiro,e fazem mais barulho.
Para rasgar no mato ao fim de semana é fixe, para andar no trânsito e se tens mais de 20 anos, duvido.

Exacto.. 4T faz melhores consumos e não deixa a roupa a cheirar a gasolina, e a escolha logica.
 
Não são más experiências, são constatações de motores a 4T que cederam. Não são eternos, ao contrário do que alguns julgam [:D]

Também os há a 2T a cederem... DT 50, DTR 125, CRM 125, Husqvarna WR 360, Aprilia RS 250, etc.

PS: A TDM é de 1995 e em 90k km vai no 3º motor


Que comparação ridícula. Conheces umas TDM que levou 3 motores em 90k, e então?

Se queres dar exemplos, dá o exemplo da RS125 e diz quantos segmentos e pistões tem de levar a cada 20k kms. Há pessoas que nem o óleo mudam em casa, vão abrir o motor para mudar os internos? Mesmo que seja mais fácil abrir um motor nas 2tempos, 99% das motas a 4t nunca abrem o motor em toda a sua vida útil.

Mais uma razão pela qual esta conversa é inútil, digam-me quantas motas recentes 125cc 2t é que o autor do tópico pode comprar. Cagiva mito fora de questão para alguém que não percebe de mecânica devido à fiabilidade das mesmas, rs125 por ser preciso abir motor, e sobra o quê, DTR? Dificil arranjar uma em bom estado e original, além de limitada a 11kw.

Nem vou referir a questão de comprar uma mota citadina 125cc para consumir mais que um carro.
 
Então o "teu" algo muito errado é uma consequência da utilização correcta de um motor. Algo muito errado chamado desgaste.
Não, pistões e segmentos danificados não são desgaste, são o que chama uma falha catastrófica. Isto em motores 4T, em motores 2T sim, é espectavel com o desgaste normal.

50k é bastante numa mota porque as pessoas não fazem com elas os mesmos quilómetros que fazem com carros, nunca vi uma mota com 200k mas carros são aos pontapés. Não quer dizer que não o façam.

O problema aqui é que estás a tentar passar a ideia que as motas 4T partem motores a torto e a direito e é tão provável teres que lhes abrir o motor como a uma 2T, o que não é verdade de todo e só podes estar a pensar que falas para alguém que nunca viu ou andou numa mota para esperar que leve isso a sério.

A esmagadora maioria dos motociclistas com motas 4T (que já há muitos anos são praticamente todas as motas de estrada) nunca precisou de abrir o motor para nada. Ninguém com motas 2T pode dizer o mesmo, não há comparação possível nesse aspecto. Claro que há casos excepcionais, tal como nos carros em que certos motores em particular gostam de partir distribuições, não podemos pegar nesses exemplos e dizer que é normal motores de carro em geral terem que ser abertos durante a sua vida útil, a maioria dos carros vai para a sucata e é reciclado sem nunca ninguem ter tocado nos componentes internos do motor desde que foi fechado na fábrica.

Alias é engraçado estarmos a ter esta conversa, quando a maioria dos motociclistas (foi o meu caso e provavelmente o teu também se tens carta A sem restrições) terá tirado a carta numa CB500 com uma porrada de anos e mais rodada que a Cicciolina, cuja manutenção é feita provavelmente por um dos instrutores que lhe muda os filtros e o óleo uma vez por ano e pouco mais.
 
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Não, pistões e segmentos danificados não são desgaste, são o que chama uma falha catastrófica. Isto em motores 4T, em motores 2T sim, é espectavel com o desgaste normal.

50k é bastante numa mota porque as pessoas não fazem com elas os mesmos quilómetros que fazem com carros, nunca vi uma mota com 200k mas carros são aos pontapés. Não quer dizer que não o façam.

O problema aqui é que estás a tentar passar a ideia que as motas 4T partem motores a torto e a direito e é tão provável teres que lhes abrir o motor como a uma 2T, o que não é verdade de todo e só podes estar a pensar que falas para alguém que nunca viu ou andou numa mota para esperar que leve isso a sério.

A esmagadora maioria dos motociclistas com motas 4T (que já há muitos anos são praticamente todas as motas de estrada) nunca precisou de abrir o motor para nada. Ninguém com motas 2T pode dizer o mesmo, não há comparação possível nesse aspecto. Claro que há casos excepcionais, tal como nos carros em que certos motores em particular gostam de partir distribuições, não podemos pegar nesses exemplos e dizer que é normal motores de carro em geral terem que ser abertos durante a sua vida útil, a maioria dos carros vai para a sucata e é reciclado sem nunca ninguem ter tocado nos componentes internos do motor desde que foi fechado na fábrica.

Alias é engraçado estarmos a ter esta conversa, quando a maioria dos motociclistas (foi o meu caso e provavelmente o teu também se tens carta A sem restrições) terá tirado a carta numa CB500 com uma porrada de anos e mais rodada que a Cicciolina, cuja manutenção é feita provavelmente por um dos instrutores que lhe muda os filtros e o óleo uma vez por ano e pouco mais.

No fim de eu já ter escrito duas vezes que umas partem mais vezes o motor mas a reparação é mais barata, e outras partem menos vezes mas é mais caro. Ainda consegues vir dizer que eu defendo que a durabilidade é a mesma?! [:D] É mais fácil assumires que meteste os pés pelas mãos... [;)]

Não tirei a carta numa CB 500, aliás, nunca conduzi uma. Tirei a carta numa BMW F650.

Se não conheces motas com mais de 200k km, fica sabendo que há uns 15 anos havia uma Honda St 1100 que percorria a Europa com frequência, contando com cerca de 320k km e motor original[;)].
 
Ou seja estás-me a dar razão [:D]

O unico problema aqui é que quando dizes que "partem menos vezes" a quem ler isso estás a dar um bocado a entender que partem muito na mesma e o custo da manutenção até acaba por não ser muito diferente. E é isso que não bate certo, partem com muito, mas mesmo muito menos frequência, nem há comparação possível porque como acabas por concordar uma mota a 4T pode fazer dezenas ou centenas de milhares de quilómetros sem mexer no motor, numa 2T é para ser aberto e trocar de pistões com alguma frequência, eventualmente o motor tem que ser rectificado, etc.

A manutenção é totalmente diferente, com custos muito superiores para um 2T.
 
Resumindo:

A melhor escolha para o autor do tópico é uma 125 4t (concordo visto que o objectivo são umas voltinhas em cidade)

Motas de estrada são melhores e mais fiáveis 4t (concordo, as monocilindricas normalmente são pouco rotativas, não há nada a 2t que se possa comparar por exemplo com uma cbr 600). Não me estou a ver comprar uma mota de estrada 2t, aliás nem existe.

Motas de enduro/motocross são muito mais fiáveis 2t. Manutenção muito mais barata.
Uma ktm 250 exc 2t é muito mais fiável que uma ktm sxf 250, que uma rmz 250, que uma yz 250 f.
 
Eu tive a mesma dúvida que tu em finais de maio. Andei a sondar tudo o que era 125cc a 4T, uma vez que também só tenho carta B.
Posso dizer-te que a melhor coisa que fiz foi comprar uma "mariquice" de uma scooter nova.

Gasta 2l aos 100kms e dá 110 km/h, o suficiente para fazer vias rápidas, já auto-estrada nem tanto.

Depois das contas feitas (gasolina, prestação e seguro da mota), ainda me sobram cerca de 60 euros/mês para combustível no carro, face à despesa que tinha apenas em usar o carro todos os dias.
Isto sem falar em parques, parquímetros e acima de tudo, tempo que ganhei todos os dias. E isso não tem preço [;)]

E claro, o prazer que dá andar de mota. Ser uma scooter é uma questão de mentalidade, basta ir lá fora e ver que é das melhores opções para quem usa todos os dias.
Mas é tudo uma questão de gostos.
 
Eu tive a mesma dúvida que tu em finais de maio. Andei a sondar tudo o que era 125cc a 4T, uma vez que também só tenho carta B.
Posso dizer-te que a melhor coisa que fiz foi comprar uma "mariquice" de uma scooter nova.

Gasta 2l aos 100kms e dá 110 km/h, o suficiente para fazer vias rápidas, já auto-estrada nem tanto.

Depois das contas feitas (gasolina, prestação e seguro da mota), ainda me sobram cerca de 60 euros/mês para combustível no carro, face à despesa que tinha apenas em usar o carro todos os dias.
Isto sem falar em parques, parquímetros e acima de tudo, tempo que ganhei todos os dias. E isso não tem preço [;)]

E claro, o prazer que dá andar de mota. Ser uma scooter é uma questão de mentalidade, basta ir lá fora e ver que é das melhores opções para quem usa todos os dias.
Mas é tudo uma questão de gostos.
Eu tinha uma RT 1200 que vendi este verão e agora dou umas voltinhas com uma scooter 125 que compramos para a minha mulher e continua a dar-me muito prazer andar de moto mesmo sendo apenas 125 e scooter. E a economia destas novas scooters é realmente fantástica.
 
Resumindo:

A melhor escolha para o autor do tópico é uma 125 4t (concordo visto que o objectivo são umas voltinhas em cidade)

Motas de estrada são melhores e mais fiáveis 4t (concordo, as monocilindricas normalmente são pouco rotativas, não há nada a 2t que se possa comparar por exemplo com uma cbr 600). Não me estou a ver comprar uma mota de estrada 2t, aliás nem existe.

Motas de enduro/motocross são muito mais fiáveis 2t. Manutenção muito mais barata.
Uma ktm 250 exc 2t é muito mais fiável que uma ktm sxf 250, que uma rmz 250, que uma yz 250 f.

Existem antigas, que já tive o prazer de experimentar (Suzuki GT 750). Que barulho diabólico [br:)]

Ou seja estás-me a dar razão [:D]

O unico problema aqui é que quando dizes que "partem menos vezes" a quem ler isso estás a dar um bocado a entender que partem muito na mesma e o custo da manutenção até acaba por não ser muito diferente. E é isso que não bate certo, partem com muito, mas mesmo muito menos frequência, nem há comparação possível porque como acabas por concordar uma mota a 4T pode fazer dezenas ou centenas de milhares de quilómetros sem mexer no motor, numa 2T é para ser aberto e trocar de pistões com alguma frequência, eventualmente o motor tem que ser rectificado, etc.

A manutenção é totalmente diferente, com custos muito superiores para um 2T.

Se há dificuldades de interpretação a culpa não é minha.

A frase que já escrevi 3 vezes resume tudo.
 
Tenho uma Honda CB125F comprada nova em 2015. Mota muito porreira, bonita e até anda bem. 10€ faz 310km, cerca de 2.1 2.2l/100, nunca passa disto.
 
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