Que raio de mentalidade

Há vários cursos profissionais que equivalem ao 12º ano. Caso não queira seguir uma vida académica, ao menos faça um curso profissional.

E não me venham dizer que o 12º não é necessário.. Por amor de Deus!

Ninguém disse isso e ninguém disse que é de agora... já lá vão 16 anos.... não foi ontem....
 
Cardiopneumologia. As engenharias também me parecem muito melhor opção. (vendo de fora, já que nunca frequentei nenhum desses cursos)

Confirmo. Mas há sempre a limitação a Enfermagem e análises clínicas... É o mais conhecido.

E as Análises Clínicas estão dentro das Tecnologias da Saúde, juntamente com cursos como o meu (Cardio), Fisioterapia, Radiologia, Farmácia, etc. Há imensos cursos de saúde de 4 anos.[;)]
ui... ja pensei tanto em tirar cardiopneumologia... mas tenho medo é de nao poder subir na carreira... como numa engenharia poderei...
alias, acho que se aplica a todas as tecnologias da saude, excepto talvez às analises clinicas, sempre da para mais qq coisa... abrir o proprio laboratorio...
 
Acabei o 2º ano em Análises Clínicas e é mesmo o curso para mim.

Sabendo que as Analises Clinicas abrangem inumeras areas, que não so o "microscopio", está muito difícil arranjar emprego mas estou a fazer o que quero e adoro!

Para já não me arrependo!

Também tenho um certo receio disto da idade porque se tudo correr bem acabo o curso com 24 anos (isto sem mestrado porque agora com bolonha temos mestrado integrado).

Uma coisa absurda de que tive conhecimento no outro dia foi de que numa certa empresa, em vez de empregarem tecnicos formados em Analises Clinicas, empregaram pessoas com cursos profissionais so porque fica mais barato...que raiva![8b]

Isso e professores meus terem 3 empregos ou mais (não estou a brincar) e ai andam eles a tirarem-nos lugares...e ainda têm a lata de nos dizer que está muito mau...quando andam de SLK...[s)]


Uma coisa estúpida, pelo menos parece-me, é que os técnicos de Análises Clínicas, para terem um emprego bom na área, têm de ter um mestrado.

E isto para ganhar o mesmo que um licenciado em AC...[8b] [8b]
 
ui... ja pensei tanto em tirar cardiopneumologia... mas tenho medo é de nao poder subir na carreira... como numa engenharia poderei...
alias, acho que se aplica a todas as tecnologias da saude, excepto talvez às analises clinicas, sempre da para mais qq coisa... abrir o proprio laboratorio...
O ENORME problema das Tecnologias da Saúde é a falta de organização para a formação de uma Ordem. Fogo, até os notários têm uma Ordem!! (sem desprestígio para os notários).

Com a criação de uma Ordem, todas as áreas de abrangência da profissão ficavam bem definidas e assim seria mais fácil de obter emprego. (sim, porque há muitas empregadas de limpeza e secretárias a fazer o "meu" trabalho[8b][8b])


A progressão na carreira pode acontecer, como em todas as profissões, mas enquanto esta área da Saúde não tiverem um rumo definido, tudo será mais complicado...


Por isso, vai para engenharia!![:D]



Desculpem-me o OT...:sh)
 
Uma coisa absurda de que tive conhecimento no outro dia foi de que numa certa empresa, em vez de empregarem tecnicos formados em Analises Clinicas, empregaram pessoas com cursos profissionais so porque fica mais barato...que raiva![8b]

Pois... Compreendo a revolta de quem andou a estudar mas esse teu parágrafo é bem exemplificativo que nem sempre um curso superior é tudo... Na maior parte das situações será melhor tê-lo do que não tê-lo mas cada vez se vêem mais casos como esse que contaste.

E estamos ainda a esquecer um ponto importante: as "profissões à antiga". Vamos colocar a hipótese absurda de que daqui a 50 anos 100% dos jovens se formavam em qualquer coisa, teríamos milhões de engenheiros, gestores, advogados, só para falar nos cursos mais concorridos. E canalizadores, electricistas, ladrilhadores, quem faria esses trabalhos que apesar de tudo nalgumas situações são muito bem pagos?

Não me escandalizaria nada saber que certo "pessoal das obras" tira mais dinheiro ao fim do mês que certos engenheiros.:sh) Principalmente pessoal especializado, não estou a falar do trolha que só acarta baldes de cimento, mas sim o gajo que manobra a grua ou o pintor que até faz biscates nas horas vagas...
 
Então e não se pode ir trabalhar e ir tirando o cursozinho?
Eu fiz o 1º ano da faculdade de dia e os outros de noite porque fui trabalhar. Verdade seja dita que também não acabei o curso nos 5 anos previstos mas acabei. Até existem regimes especiais e tudo.

Outro assunto diferente é a clivagem de ordenados entre licenciados e trabalhos mais "manuais". À medida que um país se vai desenvolvendo a diferença de ordenados entre um médico e um mecanico tenderá a diminuir. Mas para isso é necessário que os profissionais sejam mesmo profissionais, o que na minha opinião e na maior parte dos casos não acontece (já me aconteceu ir a um mecanico e saber mais do que ele o que é um bocado surreal). Este é um erro estratégico grave que o nosso querido país cometeu foi o de não formar profissionais competentes. Estes são a base do crescimento da produtividade que é unica forma de nós (como país) sairmos da cepa torta. É preciso que os excelentes engenheiros que nós temos tenham do outro lado interlocutores adequadamente formados que entendam a sua linguagem e que apliquem convenientemente as suas ideias.
O Pais precisa de formação, formação e mais formação em todos os níveis, e principalmente nas areas técnicas, e não vejo por parte de nenhum governo preocupação com esta questão fundamental, se calhar porque não dá resultados numa legislatura. Desulpem lá passei-me.
 
Sim, é um facto que existe muito pessoal que liga aos "titulos" e ao "Sr Dr", os pais é natural que "gabem" os filhos, no entanto o "canudo" actualmente em Portugal não garante o emprego, é preciso lutar procurar e ter alguma sorte ou então o factor C, para se entrar no mercado de trabalho.
O que não falta não falta por aí são licenciados muito mal formados, e muitos deles que por terem um "canudo" pensam que estão acima dos outros mas isso é outra questão.
Sou licenciado em Gestão de R. Humanos, fui trabalhador\estudante, gozei, brinquei, estudei, passei por um conjunto de experiências que me tornaram naquilo que sou, aconselho a todos seguir os estudos não só pelas aprendizagens teóricas mas sobretudo pelas experiências vividas (para mim estas mais importantes).
Não trabalho na área, faço aquilo que sempre fiz antes de me licenciar, estou seguro que ganho mais que aquilo que poderia ganhar enquanto Gestor, mas o conhecimento vasto resultante da minha licenciatura ninguém mo tira.
 
Um curso é muito mais do que se aprende nas aulas.


um curso é também o gosto da pessoa pela matéria, é também a interacção com os colegas e professores, as actividades parelelas mas relacionadas, o empreendedorismo relacionado..........etc.



Um curso para ser absorvido ao máximo até deve ser tirado fora da terra onde vivemos a vida toda, para que possamos encará-lo como um "passo importante" na nossa vida, marcar a diferença, aprender a fazer muitas coisas ao mesmo tempo,


um curso é também a nossa vida durante o curso.



O que um curso não é, é o diploma no fim![;)]




Como se diz por lá no Oriente.....



"não importa onde chegaste, mas sim como chegaste lá"
 
Faz-me impressão o pessoal que estuda até aos 26, 27 e anda até aos 30 à procura de emprego, quase metade de uma vida sem produzir.:sh)

Não tenho nada contra, mas por acaso também a mim. Já me faz um bocado de comichão saber que, na melhor das hipóteses, só saio da faculdade aos 25 anos (o meu curso tem 6 anos, mestrado integrado). Custa-me ser um encargo para os meus pais até essa idade, sabendo que não há hipóteses de trabalhar e estudar ao mesmo tempo, visto ser um curso extremamente trabalhoso.


Em relação ao tópico em si, acho que isso já vem desde que a maior parte das pessoas começou a ter acesso ao ensino além da 4ª classe. O meu pai conta-me que, quando um primo dele entrou para a faculdade, ele foi fortemente pressionado pela minha avó para entrar também, e para uma engenharia (na época em que o "sr. engenheiro" era quase uma divindade). Nota: isto não foi cá em Portugal.
 
Última edição:
olá a todos,
Sendo este o meu primeiro post, peço desde já desculpa por algumas incorrecções que possa apresentar...
Em relação ao curso superior, considero que será como o dinheiro, não trará consigo a felicidade mas ajuda...
No meu caso iniciei o meu percurso no ensino superior aos 20 anos em psicologia, acabei por ao final de dois anos fazer uma pausa para ajudar os meus pais que passavam por momentos complicados nas suas vidas profissionais.
Ao deparar-me com o mundo do trabalho, até então desconhecido para mim, constatei que o que aprendera,em tão só 2 anos e numa área diversa, já representava alguma mais-valia real, útil e eficaz...
Neste momento decidi voltar, não para psicologia, mas para Gestão de Recursos Humanos, pois concília além de psicologia noções económicas que agora que trabalho valorizo cada vez mais!
Estas duas vertentes, no meu caso, influenciaram-se mutuamente,aconselho desde então, uma possivel experiencia laboral na área antes de decidir o curso.
No entanto um curso superior só será uma mais-valia para quem o deseje e para quem o saiba valorizar, pois o extra de conhecimento e a ferramenta que é, só o será para quem o usar[;)]
 
e conseguiste fazer alguma de engenharia quimica? sao assim tao dificeis? tenho medo de nao conseguir fazer, e que tenha que levar uma vida de apenas estudar para fazer o curso... =\

LOL é assim, o que me assustava em Engenharia Química era a parte da Engenharia devido à matemática e não a de Química, porque com química, felizmente, posso eu bem (mal de mim se nao pudesse, estava definitivamente no curso errado). Mas tendo tu boas bases e facilidade em matemática, penso que nao terás dificuldades fora do normal em seguires o curso!

Abraço
 
Bem dito umbigo, que o meu curso é que é difícil.
O resto é uma cambada de burros que nunca se atreveriam a tirar um curso de Engenharia, ou se se atrevessem ficavam pelo meio de certeza.

Que raio de mentalidade.

[:D]

Pois. Porque há disciplinas tão fáceis nos outros cursos que não engenharia, que até parece mentira. É tudo dado!

Eu gostava de ver algumas pessoas daqui a fazer uma ou duas disciplinas que eu tive no meu curso de fácil acesso.. [:D]
 
Importante é se ser um bom profissional e se ganhar bem a se fazer o que se gosta...o resto é indiferente se o curso é superior ou se é um curso medio.
 
Ó Hugo não é estranho que a maioria dos que se licenciam no IPS são da Escola Superior de Ciencias Empresariais? De certeza que os alunos da minha escola não são burros!! Óbvio que um curso com matemáticas e outras cenas é mais dificil que cursos em que so tens de pegar no livro e estudar. Pelo menos nas queimas vejo sempre mais licenciados dessa escola!

Disse calar no sentido de argumentar, porque claro esses que acabaram merecem os parabéns.

Eu ando na EST em Eng. Informática no periodo nocturno e só posso dizer que é extremamente exigente na carga de trabalho pedida aos alunos, assim como a matéria abordada. Não é por acaso que existem centenas de desistencias por ano e centenas de alunos retidos nas diferentes cadeiras.

Tenho um colega que já terminou o 1º ano na ESCE em Contabilidade com boas notas, mas que olha para o meu curso e o acha exageradamente dificil. É a opinião dele.

E tenho uma colega que terminou o mesmo curso na mesma Escola em apenas 3 anos, estudando de noite. A opinião dela é a mesma do outro colega.

As Engenharias alem de necessitarem de bons conhecimentos de matemática, exigem elevados conhecimentos técnicos e de compreensão analitica. E é uma área com uma constante evolução que aborda centenas de diferentes áreas.
 
Para mim não foi importante. Com o 12º ano e um curso profissional ganho muito mais que muita gente que anda a marrar anos e anos, a largar milhares de euros na sua formação e que já entram tarde no mercado de trabalho enquanto eu entrei logo aos 18 (atenção disse "de trabalho" não "de emprego"). Para além de um bom ordenado, tenho telemóvel e carro da empresa. E aos 32 anos de idade já levo 14 de segurança social, conheço muita gente da minha idade que nem dois leva.

Faz-me impressão o pessoal que estuda até aos 26, 27 e anda até aos 30 à procura de emprego, quase metade de uma vida sem produzir.:sh)

A minha abordagem é identica à tua, bom ordenado mas com experiencia de trabalho desde os 18 anos e só após tantos anos é que tiro o curso. E garanto-te que não me vai adicionar mais conhecimentos dos que já adquiri na minha vida profissional, talvez maior capacidade de raciocinio.
 
exacto... dou-te o meu exemplo... provavelmente vou seguir engenharia quimica (tenho muitas outras possibilidades), mas nao vou tirar o curso que desde pequeno queria: professor de matematica ou professor de biologia e geologia... ha que olhar para o futuro, e fazer um bom "negocio", ao escolher um curso que depois compense o esforço (economico e pessoal) que faço agora ...


Sinceramente, não me parece que actualmente esse curso seja uma boa escolha... há muitos engenheiros com esse cursos no desemprego.
 
Acompanhei agora um sobrinho que vai para o 10º ano e teve que fazer aquelas escolhas do costume. Da turma dele, apenas cinco alunos seguiram para os quatro agrupamentos (ainda se chamam assim?) vocacionados para o prosseguimento de estudos. O resto foi para aqueles cursos profissionais (CEF´s e etc). Aqui na zona há várias unidades fabris que podem absorver estes "miúdos" quando eles completarem o 12º ano. Parece-me uma opção bastante viável.
 
Eu ando na EST em Eng. Informática no periodo nocturno e só posso dizer que é extremamente exigente na carga de trabalho pedida aos alunos, assim como a matéria abordada. Não é por acaso que existem centenas de desistencias por ano e centenas de alunos retidos nas diferentes cadeiras.

Tenho um colega que já terminou o 1º ano na ESCE em Contabilidade com boas notas, mas que olha para o meu curso e o acha exageradamente dificil. É a opinião dele.

E tenho uma colega que terminou o mesmo curso na mesma Escola em apenas 3 anos, estudando de noite. A opinião dela é a mesma do outro colega.

As Engenharias alem de necessitarem de bons conhecimentos de matemática, exigem elevados conhecimentos técnicos e de compreensão analitica. E é uma área com uma constante evolução que aborda centenas de diferentes áreas.

Eu sei que a tirar Engª Informática passei 3 dos 6 anos literalmente sem férias, constantemente a ir para a faculdade aos fins de semana. Foi um esforço imenso, mas felizmente tirei o curso.

Por incrível que pareça, gosto mto mais de trabalhar do que estudar, a carga é bem menor.
 
Última edição:
Eu sei que a tirar Engª Informática passei 3 dos 6 anos literalmente sem férias, constantemente a ir para a faculdade aos fins de semana. Foi um esforço imenso, mas felizmente tirei o curso.

Por incrível que pareça, gosto mto mais de trabalhar do que estudar, a carga é bem menor.

Idem [;)]

A última que fiz foram 2 semanas inteiras até às 3 - 4 da manhã a fazer trabalhos e estudar e levantar às 7:00 para trabalhar...
 
Voltar
Superior