Quantos Filhos tens?

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Quantos Filhos tens?

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E mesmo que se arrependessem, não iam a correr contar-te de certeza. Nem a ti nem a ninguém.

Conto-os como pessoas com alguma inteligência. Se estivessem arrependidos, não me parece que voltassem a cair no mesmo erro e olha... uma "boa parte" repetiu a dose... várias vezes. Sabes, eu pensava mais ou menos como tu. Nunca me imaginava a ter filhos, a abdicar de uma grande parte da minha qualidade de vida. Até que o pessoal à minha volta começou a ter putos a torto e a direito. Com a convivência acabei por achar que não era assim tão mau como eu pensava. Tive uma chavalita que tem agora 2 anos. A vida muda... e muda muito. Por muito que te avisem, ninguém te prepara para o choque que tens quando eles nascem. Perdi muita da minha liberdade? Sim. Perdi muitas horas de sono? Sem dúvida. Perdi jantaradas, saidas com amigos e muita diversão? Não tenho dúvidas disso. Se me arrependo? Só me arrependo de não ter mais tempo para estar com a minha pulguita. Só para tentar explicar (e acho que é dificil porque acho que só entende quem passa por isso), esta semana o meu momento alto dos meus dias é mais ou menos isto:
Chego do trabalho cansado e farto de um dia chato. Hora do banho da pequena. Dou-lhe o banho, visto-a e enquanto lhe estou a secar o cabelo, ela esta sentada ao meu colo, a tentar pentear-me com um pente das bonecas e a rir-se para mim. E sim, estes infimos 10 minutos valem para mim infinitamente mais do que todos outros minutos que passei durante esse dia e por todos os jantares que perdi, e por todas as outras festarolas a que não fui.
 
Vai para aqui uma tal confusão !!

Quase todos estão certos como errados.

A questão dos filhos começa sempre pelo planeamento, ou são ou não desejados, no momento ou em qualquer momento.

Arrependimento ? Não acredito, se foi desejado, não acredito!

Lamentar-se por não poder dar melhores condições ao(s) filho/a(s), sim é uma realidade, pois a vida, nem sempre, é bela (e por vezes vai à falência).

Agora não podemos é confundir desejar ter filho(s), devido a um sentimento MAIOR, com QUERER filho(s), porque dão jeito para trabalhar para a família, porque vão cuidar de nós quando mijarmos nas calças, para preencher o vazio que a vida pode ser mesmo no meio de uma multidão, para salvar um casamento, etc, etc, etc.

Eu tenho UM, por opção, MUITO Desejado.

Se Desejaria ter mais ?

Passou-me pela cabeça, sim, mas já não tanto pelo desejo, mas pelo "querer porque...", um irmão até seria engraçado, porque..., porque...

O Desejo, a vontade INCONDICIONAL de ter mais um filho, não existe.

O meu filho, é o filho que quisemos e desejamos, PONTO !
 
Última edição:
A fazer o quê? Viajar ? Comprar coisas? Falar com amigos?
Qual é o propósito da tua vida?

E porque é que essas coisas todas não podem realizar tanto uma pessoa como ter um filho?

Entende isto de uma vez por todas: um filho não é um objectivo de vida para muita gente. Não ter filhos não significa uma vida no vazio, não ter filhos não significa que a pessoa seja pior pessoa (ou melhor) do que quem o deseja. Alguém que sonhe viajar uma vida inteira, esta terá tanto sentido como se tivesse um filho.

Muitas coisas podem fazer muito mais sentido do que ter um filho. Há pessoas que lidam bem com elas próprias, estão bem resolvidas pessoalmente e há outras que não, que precisam perpetuar a espécie. Seja por medo da solidão, seja por medo da velhice.
 
Conto-os como pessoas com alguma inteligência. Se estivessem arrependidos, não me parece que voltassem a cair no mesmo erro e olha... uma "boa parte" repetiu a dose... várias vezes. Sabes, eu pensava mais ou menos como tu. Nunca me imaginava a ter filhos, a abdicar de uma grande parte da minha qualidade de vida. Até que o pessoal à minha volta começou a ter putos a torto e a direito. Com a convivência acabei por achar que não era assim tão mau como eu pensava. Tive uma chavalita que tem agora 2 anos. A vida muda... e muda muito. Por muito que te avisem, ninguém te prepara para o choque que tens quando eles nascem. Perdi muita da minha liberdade? Sim. Perdi muitas horas de sono? Sem dúvida. Perdi jantaradas, saidas com amigos e muita diversão? Não tenho dúvidas disso. Se me arrependo? Só me arrependo de não ter mais tempo para estar com a minha pulguita. Só para tentar explicar (e acho que é dificil porque acho que só entende quem passa por isso), esta semana o meu momento alto dos meus dias é mais ou menos isto:
Chego do trabalho cansado e farto de um dia chato. Hora do banho da pequena. Dou-lhe o banho, visto-a e enquanto lhe estou a secar o cabelo, ela esta sentada ao meu colo, a tentar pentear-me com um pente das bonecas e a rir-se para mim. E sim, estes infimos 10 minutos valem para mim infinitamente mais do que todos outros minutos que passei durante esse dia e por todos os jantares que perdi, e por todas as outras festarolas a que não fui.

E tudo bem, prezo muito em saber isso. Aliás, a única razão que me levaria a ter um filho seria porque acredito que fosse melhor pai do que aquele que tive. Tenho grande admiração pelo sacrifício e esforço que a minha mãe fez por mim e pelo meu irmão, mas também tenho noção de que teve de anular a felicidade pessoal dela para nós estarmos bem.

Por sorte nem eu nem ele fomos de dar grandes dores de cabeça, mas o risco de isso acontecer é um preço demasiado elevado na minha opinião.

Está certo, felicidades para ti então!

Obrigado.
 
E tudo bem, prezo muito em saber isso. Aliás, a única razão que me levaria a ter um filho seria porque acredito que fosse melhor pai do que aquele que tive. Tenho grande admiração pelo sacrifício e esforço que a minha mãe fez por mim e pelo meu irmão, mas também tenho noção de que teve de anular a felicidade pessoal dela para nós estarmos bem.
...

Obviamente, não conhecendo a senhora tua mãe, já paraste para pensar que secalhar, a felicidade pessoal dela passa exactamente pelo facto de vocês estarem bem?
 
E tudo bem, prezo muito em saber isso. Aliás, a única razão que me levaria a ter um filho seria porque acredito que fosse melhor pai do que aquele que tive. Tenho grande admiração pelo sacrifício e esforço que a minha mãe fez por mim e pelo meu irmão, mas também tenho noção de que teve de anular a felicidade pessoal dela para nós estarmos bem.

Por sorte nem eu nem ele fomos de dar grandes dores de cabeça, mas o risco de isso acontecer é um preço demasiado elevado na minha opinião.



Obrigado.

A pensar assim, não faças nada da vida! Não trabalhes, porque podes ser despedido. Não andes de carro, porque podes ter um acidente e morrer. Não compres um telemóvel, porque pode avariar. Não viajes, porque podes ser raptado. Não comas, porque podes morrer engasgado. Não arranjes uma namorada, porque ela te pode "espetar os palitos". Etc.

Eu respeito quem não quer ter filhos. É uma escolha pessoal e ninguém tem nada a ver com isso. Mas esse argumento que sublinhei é o mais estúpido que já ouvi a propósito da temática...
 
E porque é que essas coisas todas não podem realizar tanto uma pessoa como ter um filho?

Entende isto de uma vez por todas: um filho não é um objectivo de vida para muita gente. Não ter filhos não significa uma vida no vazio, não ter filhos não significa que a pessoa seja pior pessoa (ou melhor) do que quem o deseja. Alguém que sonhe viajar uma vida inteira, esta terá tanto sentido como se tivesse um filho.

Muitas coisas podem fazer muito mais sentido do que ter um filho. Há pessoas que lidam bem com elas próprias, estão bem resolvidas pessoalmente e há outras que não, que precisam perpetuar a espécie. Seja por medo da solidão, seja por medo da velhice.

Sim, e então o que queres q te diga?
Eu não disse o contrário do que escreveste...
 
Obviamente, não conhecendo a senhora tua mãe, já paraste para pensar que secalhar, a felicidade pessoal dela passa exactamente pelo facto de vocês estarem bem?

Claro que passa por nós, isso não questiono. Mas simplesmente foram demasiados anos a viver para nós e a felicidade familiar não é a única que existe. Tudo bem que foi uma opção dela, também não tenho de lhe pedir desculpa com certeza, mas mesmo assim, há preços que são demasiado elevados. Não se recuperam décadas de vida.

A pensar assim, não faças nada da vida! Não trabalhes, porque podes ser despedido. Não andes de carro, porque podes ter um acidente e morrer. Não compres um telemóvel, porque pode avariar. Não viajes, porque podes ser raptado. Não comas, porque podes morrer engasgado.

O problema é que nada disso é opcional. Ter filhos é.
 
Acho sempre curiosas as opiniões muito frontais e bem adaptadas ao espaço, criadas por users novos. :)

Sobre o tema...

... não é de fácil discussão, e embora eu compreenda os 2 lados, acho que só conseguimos avaliar bem algo, quando é nosso... por isso acabo por dar mais valor à opinião de quem é pai, do que quem não o é, ou não quer vir a ser.
 
Nem toda a gente teve uns pais como os teus.

Como os meus? Bem, em relação ao que tenho visto, acho que a minha mãe fez um óptimo trabalho. :) As pessoas é que têm de convencer-se que os filhos sao pessoas de direito próprio, que um dia vão embora fazer a sua própria vida. Não são uma posse dos pais muito menos uma garantia de cuidados para idosos.
 
Como os meus? Bem, em relação ao que tenho visto, acho que a minha mãe fez um óptimo trabalho. :) As pessoas é que têm de convencer-se que os filhos sao pessoas de direito próprio, que um dia vão embora fazer a sua própria vida. Não são uma posse dos pais muito menos uma garantia de cuidados para idosos.

E tu acreditas que as pessoas têm um filho por causa disso, não é?
 
Tive imensa sorte com a família que tenho e o facto de podermos partilhar o mesmo espaço durante muito tempo. Avós, pais, tio, e irmão que já tratou de perpetuar a prole com 2 filhos fabulosos, com a mulher, claro.

Mas tenho um problema muito complicado. Não consigo ter um relacionamento estável com mulheres, a ponto de considerar termos uma criança em conjunto.
Tenho uma vida demasiado agitada e não há ninguém no seu perfeito juízo, que ature isto.

Hoje estou num sítio, amanhã estou noutro. Sem dar satisfações a ninguém. Uma empregada que me ponha a casa em ordem, apenas. E que me encha o frigo de cerveja.

Tenho andado todos estes anos a pensar em adoptar uma ou várias crianças. Mas os processos de adopção nem sempre são fáceis e por aqui são mesmo muito complicados. É fácil se adoptarmos a criança e a mãe.

Mas é tudo muito complicado. Mesmo muito complicado. [;)]
 
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