Qualidade no serviço

RAD

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Questão que coloquei ontem numa repartição de finanças:

«Prestei um serviço como acto isolado em 2005. Posso agora prestar outro, para uma empresa diferente?»

Resposta: «Não é suposto. Começa a fazer um acto isolado, depois passados uns tempos faz outro. Assim deixa de ser isolado.»

Ainda realcei: «Mesmo tendo passado dois anos, não tendo prestado mais nenhum serviço como independente, e sendo para uma empresa diferente?».

Resposta: «Acto isolado é I-S-O-L-A-D-O, uma só vez na vida. O que deve fazer é, de cada vez que vai ter um rendimento pontual, reabrir actividade e voltar a cessar.»



Escuso de dizer que não me agradava trabalhar duas semanas, ter de ir duas vezes às finanças reabrir e voltar a cessar actividade, e ter de ir duas vezes à segurança social para o mesmo e para pagar 150 dos 500€ que este trabalho iria render.

Podia acabar aqui, mas agora é que começa...



Questão colocada hoje, noutra repartição (não por má vontade contra a primeira, mas por conveniência de trajecto e porque ainda tinha outras dúvidas por esclarecer):

«Prestei um serviço como acto isolado em 2005. Posso agora prestar outro, para uma empresa diferente?»

Resposta: «Pode.»

Não consegui esconder o meu cepticismo: «É que ontem, noutra repartição, fui colocar algumas questões entre as quais essa, e para meu espanto disseram-me que acto isolado era uma vez na vida».

Resposta: «Também já ouvi algumas pessoas dizerem isso, mas não. Isso seria muito difícil... uma única vez na vida?!... O que não pode é fazer mais do que um por ano.»



Independentemente de achar a segunda resposta mais conveniente e mais lógica (até pela definição das palavras «isolado» e «único»), não deixo de ficar algo preocupado com a situação: a mesma pergunta colocada a duas funcionárias teve duas respostas opostas. Conclusão lógica: uma delas está errada. Posto isto, podemos ficar descansados com os serviços que nos são prestados?

E, mesmo assim, acho que só descanso quando encontrar a legislação relativa a este tema e fizer a minha própria interpretação.

EDIT: Antes que isto se torne um tópico anti-FP's, vejam o post abaixo com um exemplo do sector privado.
 
Última edição:
Para não dizerem que estou a malhar nos FP's, cá vai um caso com o sector privado: há duas semanas liguei para a EDP para pedir a troca da tarifa bi-horária com ciclo diário pelo ciclo semanal. Uma hora mais tarde a minha mãe fez o mesmo na casa dela. A pessoa que me atendeu pediu-me um contacto para que o técnico combinasse pessoalmente comigo a hora da visita. A pessoa que atendeu a minha mãe informou-a que a alteração estava efectuada, e confrontada com o diferente tratamento de um caso idêntico, recusou-se a admitir que estava a meter os pés pelas mãos. Passados uns minutos foi contactada (ainda estou para saber como), pelo técnico. Ao que parece, a pessoa do call-center teve demasiado orgulho para reconhecer o erro, mas a situação lá se resolveu.
 
Qual é a admiraçao?[:D] Isso é comum. Para mim isso é banal... e alguns até desconhecem alguma legislação.[:)]
Nada como ler a legislação.
 
E já agora, no primeiro minuto de pesquisa na esperança de encontrar a legislação aplicável, esbarro num grupo de pessoas que, tal como eu, teve informações contraditórias conforme o local onde se dirigiu.

Curiosamente, neste link é referido que o IRS retido é de 10%, em vez de 20%. Há dois anos, retive 10%. A funcionária que me respondeu hoje foi clara: 20%.

Não sei o que vocês pensam, mas isto para mim é grave!
 
Última edição:
Qual é a admiraçao?[:D] Isso é comum. Para mim isso é banal... e alguns até desconhecem alguma legislação.[:)]
Nada como ler a legislação.
Pelo sim pelo não, estou à procura.

A admiração é que conheço muito boa gente competente que acaba o contrato e leva um chuto no traseiro, mas há em todos os sectores malta cujo trabalho deixa algo a desejar mas que se mantem bem firme na cadeira.

Ok, não é admiração, é revolta mesmo...
 
se fores a uma terceira, vaio dizer que depende....

não se sabe de que, mas depende.
Não tarda o totobola, em vez de jogos de futebol começa a ter dúvidas quanto aos serviços: 1 para Sim, 2 para Não, X para Talvez. Para casos bicudos usam-se apostas múltiplas... :sh)
 
E pelo conhecimento que tenho, estão as duas erradas.

Podes ter mais de um acto isolado por ano, desde que não seja para a mesma entidade
 
É outra interpretação possível.

O que encontrei:


CIRS - Artigo 3.º
Rendimentos da categoria B

2 - Consideram-se ainda rendimentos desta categoria:

[...]

h) Os provenientes da prática de actos isolados referentes a actividade abrangida na alínea a) do n.º 1;
i) Os provenientes da prática de actos isolados referentes a actividade abrangida na alínea b) do n.º 1.
3 - Para efeitos do disposto nas alíneas h) e i) do número anterior, consideram-se rendimentos provenientes de actos isolados os que, não representando mais de 50% dos restantes rendimentos do sujeito passivo, quando os houver, não resultem de uma prática previsível ou reiterada.


Tanto floreado na linguagem para, afinal, se manter a dúvida. O que é uma prática reiterada (ou repetida, para simplificar a linguagem)? Isto é, quando é que se pisa o risco? Dois actos isolados no mesmo ano à mesma entidade? Dois no mesmo ano a entidades diferentes? Dois na vida? Bah...

Acho que os legisladores adoram lançar a confusão.
​
 
Última edição:
No principio do ano mudei de emprego, e como a empresa de outsourcing para a qual trabalhava me estava a tentar enrolar, fui á loja do cidadão á Inspecção Geral do Trabalho, saber o que tinha direito a receber aquando da minha saída:


Em 3 funcionárias e dias diferentes obtive 3 respostas totalmente dispares.


Á 3ª vez confrontei toda a secção do IGT das laranjeiras para esse facto, que assim nem sabia com que linhas me coser para confrontar o meu patrão...

Que necessitava de alguma coisa por escrito, para lhe poder levar e mostrar...



" aqui não damos informações oficiais no papel, apenas o aconselhamos e ensinamos a fazer as contas. "

" se quiser algo oficial para mostrar ao patrão tem de ir a um advogado. "


Nem se pronunciaram sob o facto de ninguêm ser coerente nas respostas que davam...


Infelizmente não tenho tempo nem dinheiro para me chatear com estas coisas...
 
seja o organismo que for,
depende da forma que fizeres a pergunta,
ninguém sabe nada de nada, sabem apenas dizer o que está mal, mas apenas
depois de termos tomado uma decisão.

para ficares descansado, mesmo que tenhas de gastar uns euros,
fala com um contabilista, ou dois,, ou trés.. :)

vais ver que a resposta varia... :)

por mim,, podes meter o acto isolado á vontade, muda é o "nome" do serviço" que efectuas-te.
 
Última edição:
seja o organismo que for,
depende da forma que fizeres a pergunta,
ninguém sabe nada de nada, sabem apenas dizer o que está mal, mas apenas
depois de termos tomado uma decisão.
Pior é quando a resposta muda com a pergunta feita exactamente da mesma maneira... [:cool:]

para ficares descansado, mesmo que tenhas de gastar uns euros,
fala com um contabilista, ou dois,, ou trés.. :)

vais ver que a resposta varia... :)
Medo.

por mim,, podes meter o acto isolado á vontade, muda é o "nome" do serviço" que efectuas-te.
Bem visto!
Respostas a azul.
 
No principio do ano mudei de emprego, e como a empresa de outsourcing para a qual trabalhava me estava a tentar enrolar, fui á loja do cidadão á Inspecção Geral do Trabalho, saber o que tinha direito a receber aquando da minha saída:


Em 3 funcionárias e dias diferentes obtive 3 respostas totalmente dispares.


Á 3ª vez confrontei toda a secção do IGT das laranjeiras para esse facto, que assim nem sabia com que linhas me coser para confrontar o meu patrão...

Que necessitava de alguma coisa por escrito, para lhe poder levar e mostrar...



" aqui não damos informações oficiais no papel, apenas o aconselhamos e ensinamos a fazer as contas. "

" se quiser algo oficial para mostrar ao patrão tem de ir a um advogado. "


Nem se pronunciaram sob o facto de ninguêm ser coerente nas respostas que davam...


Infelizmente não tenho tempo nem dinheiro para me chatear com estas coisas...
Been there, done that. Traduzido à letra: não nos responsabilizamos pelas informações erradas que prestarmos.
 
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