Qual consola....

citação:Originalmente colocada por jts
Como sabes, a consola da Nintendo diferencia-se totalmente das outras, pelo que estas nunca poderão oferecer uma experiência de jogo semelhante, por muitos jogos que saiam ou que não saiam para as mesmas. Assim, é perfeitamente possível fazer pelo menos uma escolha entre a Wii e qualquer uma das outras.

A Saturn também tinha dois processadores que lhe davam um potencial tremendo para a altura, mas a maioria dos jogos não os usavam porque os programadores eram "preguiçosos" demais para os meter a funcionar em simultâneo e limitavam-se a usar um deles. De nada serve uma consola ter algo diferente se os jogos não o usam. Daí eu achar importante espera para ver se os jogos (os jogos e não os vídeos publicitários que a Nintendo mostra) revelam tratar-se de uma experiência diferente. Uma coisa é a conversa publicitária e o "hype", outra é a realidade.

citação:Originalmente colocada por jtsPor outro lado a Sony e Microsoft, são empresas que estão muito longe de serem personagens tradicionais no mundo das consolas. E como tal, acaba por fazer pouco sentido as comparações com o passado por uma principal razão: não vivem apenas dos jogos, e este nem sequer será o seu core business. Pelo que a sua margem de manobra é muito superior ao que a Sega tinha, pois possíveis perdas e prejuízos poderão sempre ser suportados pela empresa-mãe, sendo de dúvidar possíveis saídas de mercado numa indústria que hoje em dia é praticamente da dimensão da cinematográfica.

Mas isso não implica que não possam perder os exclusivos. Não me espantaria ver jogos exclusivos agora da Sony a surgirem na consola da Microsoft e a serem muito melhores (e vice-versa).

citação:Originalmente colocada por jtsQuanto aos Final Fantasy, acho que estranho que digas que o VI era um jogo que fazia comprar a SNES, até porque nunca saiu na europa! De resto, é estupidez sim estar a contar com exclusivos vindos de third-parties, o que não é o caso dos exclusivos que eu mencionei...

O FF6 passou a chamar-se FF3 quando saíu no mercado ocidental. Foi considerado um dos títulos que levou à abertura que surgiu no mercado de RPGs (que antes eram títulos marginais na Europa e América, que poucas vezes saíam do Japão). Se isso não é um jogo decisivo... :S

Quanto a exclusivos das próprias casas, acho que basta ver novamente o exemplo da Sega. De resto, não me espantaria nada que, tal como disse, a Microsoft ou a Sony desistissem de um exclusivo em troca de algum lucro adicional.


citação:Originalmente colocada por jtsE por último, acho que nunca será estúpido comprar qualquer consola que seja, mesmo havendo umas melhores do que outras (seja em hardware ou alinhamento de jogos), todas terão, ainda para mais com o investimento brutal que as empresas fazem em cada uma delas, a sua quantidade de jogos excelentes que darão a cada uma delas o seu lugar na história. Até a Dreamcast que foi descontinuada, ainda hoje tem uma legião de fãs graças a jogos também eles históricos como Shenmue, que ainda nenhuma Sony ou Nintendo tiveram igual (entre outros jogos fabulosos que os utilizadores de outras consolas só puderam pôr as mãos em cima BEM mais tarde) ;)

Eu nunca disse que seria estúpido comprar uma consola (desde os 8 bits que não falho uma "geração")... apenas que acho estúpido estar a decidir qual comprar quando ainda não se sabe o preço nem a qualidade dos jogos que vai ter. Uma coisa é o que é anunciado (e aí cada empresa diz que a sua consola é melhor que as outras), outra completamente diferente é a realidade. Prefiro esperar que as consolas saiam para discutir factos e não "conversas de vendedores".
 
citação:Originalmente colocada por pamaro

citação:Originalmente colocada por jts
Como sabes, a consola da Nintendo diferencia-se totalmente das outras, pelo que estas nunca poderão oferecer uma experiência de jogo semelhante, por muitos jogos que saiam ou que não saiam para as mesmas. Assim, é perfeitamente possível fazer pelo menos uma escolha entre a Wii e qualquer uma das outras.

A Saturn também tinha dois processadores que lhe davam um potencial tremendo para a altura, mas a maioria dos jogos não os usavam porque os programadores eram "preguiçosos" demais para os meter a funcionar em simultâneo e limitavam-se a usar um deles. De nada serve uma consola ter algo diferente se os jogos não o usam. Daí eu achar importante espera para ver se os jogos (os jogos e não os vídeos publicitários que a Nintendo mostra) revelam tratar-se de uma experiência diferente. Uma coisa é a conversa publicitária e o "hype", outra é a realidade.
Não tem nada a ver. Ter dois processadores, três, quatro, só se traduz em maior capacidade de processamento. Isso é o que a Sony e a Microsoft andam a fazer, e disso não surgirá nem se espera nenhuma inovação. Além do mais a Saturn era uma pêga de se programar para ela... o mesmo se passou por exemplo com a N64.

No caso da Wii o comando é incontornável, até porque é o comando que virá de origem, e que portanto garante aos developers a maior user-base possível dentro dos possuídores da consola. Por outro lado já houveram bastantes hands-on, alheios à Nintendo, e também há vídeos "amadores" de pessoas comuns a jogarem (na última E3 por exemplo), e é totalmente diferente de jogar outra coisa qualquer. Bem como testemunhos e ideias dos responsaveis pelas várias software houses... acho que aqui não há margem para erro. É olhar para a DS (e já agora, para o seu sucesso), e transpôr para uma consola caseira.

BTW, ainda em relação ao FFVI na SNES, existem 3 regiões de jogos, e nenhuma se chama "Ocidente" :P FFVI saiu como FFIII nos Estados Unidos, mas não saiu na europa para a SNES sob designação nenhuma!
 
citação:Originalmente colocada por jts
]Não tem nada a ver. Ter dois processadores, três, quatro, só se traduz em maior capacidade de processamento. Isso é o que a Sony e a Microsoft andam a fazer, e disso não surgirá nem se espera nenhuma inovação. Além do mais a Saturn era uma pêga de se programar para ela... o mesmo se passou por exemplo com a N64.

No caso da Wii o comando é incontornável, até porque é o comando que virá de origem, e que portanto garante aos developers a maior user-base possível dentro dos possuídores da consola. Por outro lado já houveram bastantes hands-on, alheios à Nintendo, e também há vídeos "amadores" de pessoas comuns a jogarem (na última E3 por exemplo), e é totalmente diferente de jogar outra coisa qualquer. Bem como testemunhos e ideias dos responsaveis pelas várias software houses... acho que aqui não há margem para erro. É olhar para a DS (e já agora, para o seu sucesso), e transpôr para uma consola caseira.

BTW, ainda em relação ao FFVI na SNES, existem 3 regiões de jogos, e nenhuma se chama "Ocidente" :P FFVI saiu como FFIII nos Estados Unidos, mas não saiu na europa para a SNES sob designação nenhuma!

Só acredito que o comando da Wii será revolucionário quando vir jogos a sério a usarem essa "revolução" toda. Os processadores da Saturn também eram revolucionários porque significavam um salto brutal na complexidade permitida nos jogos e isso não implicou que fossem usados. De nada serve a inovação se apenas servir para brincadeiras ou marketing, prefiro esperar para ver se é usada de facto. E prepara-te, que vais ouvir imensos responsáveis de software houses a dizer que é tudo fantástico... é normal quando se está a tentar obter as licenças para desenvolver e a negociar a possibilidade de estar na linha da frente de novas consolas. Não é propriamente uma fonte imparcial de informação.

E, da última vez que eu vi, os Estados Unidos ficavam no ocidente... mas podes confirmar num globo. :/
 
A diferença é que é impossível não haver uso do Wiimote, porque é o interface primário da Wii. Ou achas que os programadores vão usar apenas o par de botões, voltando praticamente ao tempo da NES? O que sugeres é irrealista...
E depois, a Nintendo precisa mais das software houses do que o inverso... aliás, tanto dizem bem, como dizem mal... recentemente o Peter Molyneux, que tinha sido uma das primeiras pessoas a ver a elogiar o interface, veio dizer que se calhar não é um comando assim tão interessante, pois os jogadores preferem jogar sentados sem fazer nada, e o Wiimote implica muita actividade fisica. Como vês, falando bem ou mal, a diferença na maneira de jogar está sempre lá.

Quanto ao Final Fantasy, já estás a desconversar... se era para dizer que o jogo existiu, nem precisavas de sair do Japão e referires o Ocidente... falaste em Ocidente porque eu disse que o jogo não saiu por cá. Mas adiante.
 
O comando também pode ser usado como um comando normal (até vão existir adaptadores para isso). Não me espantaria que houvesse muitos jogos assim. Quanto a alguns dos outros usos que vi (usar como pistola, usar como bastão de baseball ou taco de golfe, por exemplo), não é nada de revolucionário... a Sega já tinha lançado periféricos desses na primeira metade dos 90 (e falharam redondamente, com algumas excepções para as pistolas... mas essas funcionavam melhor em jogos de tiros que um comando ao estilo da Wii). E tudo o que se tem falado até agora implica a re-utilização de conceitos antigos ou a criação de mini-jogos, pouco se fala de jogos complexos e "a sério". Daí preferir esperar para ver o que vai ser feito, porque até agora só vi conversa de marketing e vídeos bonitos, mas poucas indicações de que terá a tal utilização revolucionária de que se fala... isso só surge quando saírem os primeiros jogos a sério. Até pode vir a ser revolucionário, não estou a dizer que não... mas acho extremamente prematuro afirmar que vai ser, com toda a certeza, uma consola revolucionária. Isso depende dos jogos que ainda têm de saír.

Quanto ao FF, saíu no mercado ocidental, que foi o que eu disse... bateu records de vendas nos Estados Unidos, nunca disse que saíu na Europa. Mas influenciou seriamente a abertura do mercado europeu aos RPGs, porque as empresas viram que o público americano (bastante parecido com o Europeu) gostava daquele género de jogos. Até aí, a maioria dos RPGs só saíam no Japão... depois dessa altura, passaram a ter uma presença forte no mercado ocidental (que também inclui a Europa). E, já agora, também não é propriamente impossível jogar jogos de SNES americanos numa SNES europeia, basta um adaptadorzito...
 
Contribuindo para o desenterranço do tópico, talvez fosse para a Wii. É inovadora na forma de jogar e é versátil no que toca a títulos antigos (Virtual Console).

Pessoalmente tenho uma DS Lite e até agora não tenho interesse em mais nenhuma.

Actualmente também não tenho jogado e o desinteresse por novidades é grande, já que também gastei bastante neles.
 
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