Publicidade vergonhosa

Porco

Banido
Eu sei que hoje em dia anda meio mundo a tentar enganar o outro meio, e já nada me espanta (muito). Mas esta publicidade que vi hoje é simplesmente vergonhosa, não sei como é possível permitirem uma coisa destas vinda de uma empresa que em princípio deve ter licença para vender serviços de telecomunicações.

O banner no site (que agora não me recordo qual era) dizia o seguinte:

"Atenção, já existe uma maneira gratuita de carregar o seu telemóvel"...

Eu vi logo que era tanga, mas há sempre inocentes que acreditam..

Ao clicar no banner, abre este fabuloso site:

webHack

onde após 2 minutos de atenção, é possível verificar que isto nada mais é do que um serviço de valor acrescentado onde os otários que pensam que vão ganhar 200 euros de saldo preenchem o número e passarão a pagar 4 euros por semana.

O mais engraçado é o regulamento, onde se pode ler:



"O passatempo não tem duração permanente, nem limitação de participantes. A data de início é a mesma em que a campanha é colocada online, a data de término da 2ª fase da versão WEB do passatempo será o dia 30 de Outubro de 2009. Todas as semanas serão notificados os participantes vencedores da semana. Serão vencedores todos os participantes que tiverem o número de registo de participação 1000 e multiplo de 1000 e que pertençam ao Clube (consultar Termos e Condições do Clube Movilisto)."
"Os prémios a atribuir aos participantes vencedores será um carregamento no saldo do cartão do telemóvel participante no valor de 200€."



Questão 1: Será que há alguém inocente ao ponto de cair nesta conversa?
Questão 2: Como é possível este tipo de empresa operar livremente, a fazer publicidade enganosa sem que ninguém tome uma providência?
 
Última edição:
Podem sempre defender-se que é uma questão de interpretação.

Dizem que há uma forma de carregar gratuitamente e a verdade é que há... não diz é que não é garantido mas que há, há.
 
Bom tópico este, Porco, pois chama a atenção para algo de que todos somos vítimas a toda a hora: da tentação da publicidade enganosa.

A esmagadora maioria da publicidade é enganosa. Anunciam produtos que garantem fazer algo que não se concretiza. As águas que fazem emagrecer são um bom exemplo disso, pois quem enche o estômago do precioso líquido não tem espaço para a comida. Logo emagrece. Básico. E os exemplos multiplicam-se.

Nesta realidade consumista as empresas jogam sujo para vencerem a concorrência na conquista dos consumidores prometendo aquilo que sabem que não conseguirão cumprir. Mas como a esmagadora maioria é assim, entra-se no jogo do vale tudo. Tudo é lícito quando o principal objectivo deste jogo sujo é apenas o de sacar o dinheiro às vítimas da desinformação.

As pessoas costumam dizer que nestes “contos do vigário” só cai quem quer, mas neste género de publicidade de valor acrescentado normalmente quem cai são as crianças e adolescentes e quem paga a factura são os pais. E as operadoras móveis têm essa noção. Aproveitam-se da inocência e falta de experiência destes cidadãos que por serem menores ainda estão em formação e aprendizagem, para extorquir dinheiro aos seus pais. São mãos que entrem em nossas casas e esvaziam os mealheiros. Não tiram muito a pouca gente, mas tiram pouco a muita gente, que vai dar ao mesmo.

Reparem que o slogan apelativo muitas vezes tem um conteúdo facilmente assimilado pelos mais novos, pois é principalmente para eles que estas campanhas são criadas.
As empresas usam a publicidade da mesma forma que o lobo pede auxílio à raposa manhosa para conseguir entrar no galinheiro.
Desengane-se quem não pensar assim, pois para o mundo comercial que está para lá da porta da nossa casa, nós não passamos de meninos inocentes com um brinquedo na mão o qual eles farão o possível e impossível para nos tirar. Mal recebemos o ordenado surgem mil maneiras para que o mesmo depressa saia das nossas mãos.

O pior disto tudo é o facto de que muitos têm mesmo mentalidade de criança e quando recebem o ordenado não o conseguem segurar. A maior parte das pessoas que não se governa e passa a vida a chorar são pessoas que não sabem governar o dinheiro e se deixam levar em todas as artimanhas do mercado. Depois ainda por cima se endividam e vêm para a televisão chorar-se da sua pouca sorte. Se calhar deveriam chorar-se de si próprios pela sua pouca maturidade.
Neste tipo de jogo dissimulado que entra pelas nossas casas adentro, qualquer um que esteja desatento facilmente cai nas garras do lobo.
 
BLADERUNNER, partilho integralmente a tua opinião.

De facto, somos uma espécie de marionetas manipuladas pelos departamentos de marketing. "I want your money" é o slogan desta malta...
 
BLADERUNNER, partilho integralmente a tua opinião.

De facto, somos uma espécie de marionetas manipuladas pelos departamentos de marketing. "I want your money" é o slogan desta malta...

Muito gostam as pessoas de confundir negócios "mais ou menos legítimos" com marketing.

A única coisa que há em comum é que essas empresas também têm departamentos de marketing, ou melhor, de qualquer coisa cujas semelhanças são mera coincidência.
 
Os anúncios comerciais são feitos para vender um produto, NÃO para para informar os consumidores.

O uso de pseudo-ciência, e meias verdades, leva a que aconteçam GRAVES erros por parte dos consumidores...

NUNCA levem á letra QUALQUER anuncio publicitário disfarçado de "informação".

Para obter formação e informação sobre determinado produto, não é seguramente nas Tv e muito menos nos anúncios que a vão ter.

O que passa nos anúncios da TV é marketing, não informação, e nunca se esqueçam disso.

Assumir como informação cabal o conteudo dos anuncios, é erro do consumidor, não do publicitador.
 
Os anúncios comerciais são feitos para vender um produto, NÃO para para informar os consumidores.

O uso de pseudo-ciência, e meias verdades, leva a que aconteçam GRAVES erros por parte dos consumidores...

NUNCA levem á letra QUALQUER anuncio publicitário disfarçado de "informação".

Para obter formação e informação sobre determinado produto, não é seguramente nas Tv e muito menos nos anúncios que a vão ter.

O que passa nos anúncios da TV é marketing, não informação, e nunca se esqueçam disso.

Assumir como informação cabal o conteudo dos anuncios, é erro do consumidor, não do publicitador.



Se isso fosse uma verdade absoluta, então a publicidade enganosa não seria proibida...
 
Os anúncios comerciais são feitos para vender um produto, NÃO para para informar os consumidores.

O uso de pseudo-ciência, e meias verdades, leva a que aconteçam GRAVES erros por parte dos consumidores...

NUNCA levem á letra QUALQUER anuncio publicitário disfarçado de "informação".

Para obter formação e informação sobre determinado produto, não é seguramente nas Tv e muito menos nos anúncios que a vão ter.

O que passa nos anúncios da TV é marketing, não informação, e nunca se esqueçam disso.

Assumir como informação cabal o conteudo dos anuncios, é erro do consumidor, não do publicitador.

Nop.

Um anúncio tem vários objectivos, sendo que o final é obviamente vender.

Um dos objectivos mais óbvios é captar a atenção para poder seduzir. Há anúncios que se podem levar há letra, outros que não. Depende.
E depende muito do produto em causa.

Mas um dos objectivos da publicidade é também informar. Alguma publicidade é mal intencionada. Mas não vamos julgar o todo pela parte.

E sim, existem ciências da comunicação (e a publicidade é, acima de tudo uma forma de comunicação). Como o próprio marketing (que nada tem a ver com publicidade) é também uma ciência.

De todas as pessoas não esperava ler uma afirmação dessas vinda de ti. [;)]
 
Antigamente a publicidade era mesmo enganosa, hoje em dia só é enganado quem quer porque a informação está lá apesar de estar em letras pequenas. [;)]
 
Se isso fosse uma verdade absoluta, então a publicidade enganosa não seria proibida...

E é. Mas há diferenças entre a publicidade que é efectivamente mal intencionada, que engana declaradamente e a publicidade que não é mais do que uma encenação, uma forma de entretenimento, de persuasão e que utiliza diversas técnicas. Sendo que a hiperbolização é muito utilizada.

Um exemplo: Se eu disser "O meu produto é 50% mais barato!", e se não for, então estamos perante um caso de publicidade enganosa.

Se eu disser "O meu produto é até 50% mais barato!", já pode não ser. Ainda assim devo demonstrar os casos em que efectivamente o é.
 
E é. Mas há diferenças entre a publicidade que é efectivamente mal intencionada, que engana declaradamente e a publicidade que não é mais do que uma encenação, uma forma de entretenimento, de persuasão e que utiliza diversas técnicas. Sendo que a hiperbolização é muito utilizada.

Um exemplo: Se eu disser "O meu produto é 50% mais barato!", e se não for, então estamos perante um caso de publicidade enganosa.

Se eu disser "O meu produto é até 50% mais barato!", já pode não ser. Ainda assim devo demonstrar os casos em que efectivamente o é.


Sim, mas no caso concreto eu acho que a mensagem inicial é por si só enganosa. Se dizes "Já existe uma maneira de carregar gratuitamente o telemóvel", não tens desculpa possível, já que ainda que ganhes o dito concurso, não será de forma gratuita.
 
Porco, bem vindo a uma das minhas guerras...

a TMN teve de me indemnizar, bem como ao meu filho.

foram mails para ANACOM, ASAE, essa cena da protecção ao consumidor, TMN, etc.

a verdade é que ninguém se entende, ou quer entender, em relação a este assunto.

eu também pensava que só acontecia aos outros, até ao dia em que quis telefonar e não tinha saldo.

fui a site e consultei, por semana 4€.
nunca subscrevi nem validei fosse o que fosse.
nunca me mostraram a mensagem onde validei a subscrição, nada de nada.

alguém se serviu do meu telele, bem como o do meu filho, para subscrever o serviço, mas nunca foi validado, mas eu e o puto, pagámos algo que nunca pedimos.

fomos ressarcidos das perdas, deram-nos 3 meses de chamadas à borla. mas não me canço de lhes fod.. a tola sempre que posso.

depois, muitas crianças há com telele que podem ser enganadas.

o que eu defendo, é que estes nºs devem estar todos bloqueados, sendo o seu desbloqueio feito a pedido e validado, junto das operadoras.

quem realmente quer o serviço, não se sentirá incomodado.
 
Sim, mas no caso concreto eu acho que a mensagem inicial é por si só enganosa. Se dizes "Já existe uma maneira de carregar gratuitamente o telemóvel", não tens desculpa possível, já que ainda que ganhes o dito concurso, não será de forma gratuita.

Eu estava a falar no abstracto e não me reportei ao caso concreto que mencionaste. [;)]

Aí eles brincaram com as palavras de forma a manipular os alvos. Não sendo enganador (no sentido jurídico de publicidade enganosa), é mal intencionada (como praticamente todo esse sector de merdinhas para o telemóvel) e manipuladora.

Repara, de facto tu vais carregar gratuitamente o telemóvel. Mas para isso tens que gastar dinheiro antes...o acto é outro. [;)]

Ou seja, tu gastas dinheiro para concorrer e não para carregar o telemóvel. É vergonhoso, como tu dizes. Mas não creio que caia na categoria de enganador.
 
Última edição:
Porco, bem vindo a uma das minhas guerras...

a TMN teve de me indemnizar, bem como ao meu filho.

foram mails para ANACOM, ASAE, essa cena da protecção ao consumidor, TMN, etc.

a verdade é que ninguém se entende, ou quer entender, em relação a este assunto.

eu também pensava que só acontecia aos outros, até ao dia em que quis telefonar e não tinha saldo.

fui a site e consultei, por semana 4€.
nunca subscrevi nem validei fosse o que fosse.
nunca me mostraram a mensagem onde validei a subscrição, nada de nada.

alguém se serviu do meu telele, bem como o do meu filho, para subscrever o serviço, mas nunca foi validado, mas eu e o puto, pagámos algo que nunca pedimos.

fomos ressarcidos das perdas, deram-nos 3 meses de chamadas à borla. mas não me canço de lhes fod.. a tola sempre que posso.

depois, muitas crianças há com telele que podem ser enganadas.

o que eu defendo, é que estes nºs devem estar todos bloqueados, sendo o seu desbloqueio feito a pedido e validado, junto das operadoras.

quem realmente quer o serviço, não se sentirá incomodado.


Eu acho que tens toda a razão. Este tipo de serviço devia ser proibido quando se adquire um cartão de telemóvel ou linha fixa, e só devia ser desbloqueado a pedido do titular, e deveria ser preciso assinar um documento qualquer para o efeito. Também já pensei que o que aconteceu contigo poderia acontecer a qualquer um. Imagina que deixas o telemóvel no trabalho e algum colega por maldade, ou até mesmo por brincadeira, resolve subscrever meia dúzia de serviços. Não é nada difícil. E a somar a esta "facilidade" com que se pode subscrever, existe a tal publicidade agressiva que não é só deste caso. Eu tenho reparado em diversos anúncios, alguns sob disfarce de vales de 500 euros da Fnac, outros a publicitar PS3 e Xbox para toda a gente, etc, etc... parece que a técnica a utilizar neste tipo de empresas é mesmo enganar o máximo possível de ingénuos, especialmente crianças que raramente sabem reconhecer o perigo por trás deste tipo de publicidade. Ainda bem que no teu caso recuperaste algum, pelo menos eles não ficaram a rir.
 
Eu acho que tens toda a razão. Este tipo de serviço devia ser proibido quando se adquire um cartão de telemóvel ou linha fixa, e só devia ser desbloqueado a pedido do titular, e deveria ser preciso assinar um documento qualquer para o efeito. Também já pensei que o que aconteceu contigo poderia acontecer a qualquer um. Imagina que deixas o telemóvel no trabalho e algum colega por maldade, ou até mesmo por brincadeira, resolve subscrever meia dúzia de serviços. Não é nada difícil. E a somar a esta "facilidade" com que se pode subscrever, existe a tal publicidade agressiva que não é só deste caso. Eu tenho reparado em diversos anúncios, alguns sob disfarce de vales de 500 euros da Fnac, outros a publicitar PS3 e Xbox para toda a gente, etc, etc... parece que a técnica a utilizar neste tipo de empresas é mesmo enganar o máximo possível de ingénuos, especialmente crianças que raramente sabem reconhecer o perigo por trás deste tipo de publicidade. Ainda bem que no teu caso recuperaste algum, pelo menos eles não ficaram a rir.

já mandei um mail para a ASAE para investigarem isso e nada até hoje...

PT POWER!!!

nem te passa pela cabeça o 2º mail que mandei para a ANACOM.
se o descobrir, posto por aqui. não sei se estará no pc da Maria...
 
encontrei este para os l@d0eszecos da Movilisto:

PHP:
Mais uma vez, O MEU DINHEIRO!!!!!

Mostrem-me a resposta dada por mim á subscrição da ***** do serviço da ***** da vossa empresa!!!

Ladrõezecos!!!

Luis

-----Mensagem original-----
De: Clientes [mailto:ptclientes@movilisto.com]
Enviada: quarta-feira, 29 de Outubro de 2008 16:17
Para: l.+_****s@xpto.++
Assunto: RE: 

Exmo. Senhor,

Nas subscrições, a activação é sempre feita usando o telemóvel, quer seja no envio de uma SMS, quer seja no uso de uma senha/password recebida no telemóvel e digitada em produtos de internet. Logicamente que a inscrição no Clube tem que ter sempre uma acção do cliente que entra no Clube e nunca (de modo algum) pode ser feita de uma forma automática.

Antecipadamente gratos pela atenção dispensada.
Atentamente,

Serviço de Atendimento e Apoio ao Cliente


-----Mensaje original-----
De:  l.+_****s@xpto.++ [mailto: l.+_****s@xpto.++] Enviado el: terça-feira, 28 de Outubro de 2008 23:27
Para: Clientes
Asunto: RE:

por muito legal k seja, todos ganham menos o otário k paga.
todas as referidas empresas acabam por ganhar, daí não serem tidas por idóneas neste assunto.
alguém terá inserido o meu nº. mesmo que tenha sido por engano. o meu é 96 e o k poderia ser pretendido ser 93 ou 91 ou outra coisa qualquer.
se querem trabalhar de uma forma REALMENTE HONESTA, não cobrem um cêntimo que seja sem antes o presumível "comprador" não confirme, respondendo a uma mensagem de confirmação vossa.
na minha terra, o que vocês fazem, é chamado de ROUBAR LEGALMENTE.

e dois dias para cancelar o nº?  dassssssssssssssssssss!!!! quantos segundos para o activar?????
esperavam que recarregasse novamente o telefone? talvez... agora não se responsabilizam por nova activação???
só demonstra a segurança que vocês têm....com sorte algum fdp me vai de novo...
bloqueiem o nº de uma vez!!!!!!!!! os vossos serviços a mim não interessam para nada!!!

sem mais de momento, esperando sinceramente não ter de me dirigir novamente a vocês

Luis Santos


Citando Clientes <ptclientes@movilisto.com>:

> Exmo. Senhor,
>
> Em resposta à v/ reclamação do dia 26/10/2008, vimos pelo presente
informar
> que o número já se encontra desactivado da n/ BD.
>
> Data da reclamação: 26/10/2008
> Data da desactivação: 28/10/2008
>
> A iTouch Movilisto Portugal informa que após a data de desactivação 
> não se responsabiliza por futuras activações do número em questão.
>
> Mais se informa, que todos os serviços que disponibilizamos estão de
acordo
> com a legislação em vigor e todo e qualquer serviço tem aprovação dos 
> 3 operadores móveis (TMN; Vodafone; Optimus), serviços esses que são 
> devidamente publicitados com todas as informações legais disponiveis 
> antes de qualquer compra.
>
> Antecipadamente gratos pela atenção dispensada.
> Atentamente,
>
> Serviço de Atendimento e Apoio ao Cliente
>
>
>
>
> -----Mensaje original-----
> De:  l.+_****s@xpto.++ [mailto: l.+_****s@xpto.++] Enviado el: 
> domingo, 26 de Outubro de 2008 16:01
> Para: ptclientes@movilisto.com
> Asunto:
>
>
> dado que nunca subscrevi nada vosso, e me tem sido subtraído dinheiro 
> do meu saldo por vocês, agradecia que parecem com a roubalheira e 
> cancelassem o meu nº de telefone 96******* das vossas listas.
> pela parte que me toca, até pode ter sido alguém da vossa empresa que 
> o inseriu para eu pagar não sei o quê.
>
> nunca em momento algum concordei com nenhuma subscrição. coisa que ao 
> que parece, nem sequer é necessário. basta algum engraçadinho inserir 
> o nº de alguem para começarem a ganhar dinheiro... é triste, 
> vergonhoso, mas legal. gostaria de saber quem tal permite.
>
>
>



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olha para esta:


Exmo. Senhor.

Acusamos a recepção da exposição de V. Exa. que nos mereceu a melhor atenção.

Sobre o assunto exposto cumpre esclarecer o seguinte:

O Conselho de Ministros a 17 de Dezembro de 2008, aprovou os seguintes diplomas, relativos à sua exposição:

-«O Decreto-Lei que procede à terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 175/99, de 21 de Maio, que regula a publicidade a serviços de audiotexto, e à segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 177/99, de 21 de Maio, que regula o regime de acesso e de exercício da actividade de prestador de serviços de audiotexto, estendendo o regime destes serviços aos serviços de valor acrescentado baseados no envios de mensagens.

Este Decreto-Lei vem adaptar as normas de regulamentação de publicidade a serviços de audiotexto a outros serviços de valor acrescentado baseados no envio de mensagens e proceder à extensão do regime de prestação de serviços de audiotexto a serviços similares que lesam os direitos dos consumidores, fruto do desenvolvimento das tecnologias digitais e dos equipamentos colocados à disposição do consumidor.
Com efeito, a contratação deste tipo de serviços é potenciada pela emissão de publicidade agressiva, muitas vezes dirigida a menores, e, por vezes, susceptível de pôr em causa direitos e interesses protegidos pela lei.

Assim, reforçam-se os direitos dos consumidores através do estabelecimento de um conjunto de obrigações por parte dos prestadores dos serviços, sendo atribuídos indicativos de acesso específicos, que têm em conta a natureza e condições dos serviços, permitindo uma melhor identificabilidade por parte do consumidor e facilitando o exercício dos seus direitos de barramento e resolução dos contratos.

Pretende-se, deste modo, uma maior transparência nos serviços de valor acrescentado, sejam vocais ou escritos, permitindo um maior grau de esclarecimento do consumidor que passa a poder identificar os serviços através dos indicativos de acesso, a ter o direito a uma facturação discriminada, ao barramento do acesso a estes serviços e à indicação prévia do seu custo.

-O Decreto-Lei que procede à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro, que transpõe para a ordem jurídica nacional a Directiva n.º 2000/31/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 8 de Junho de 2000, relativa a certos aspectos legais dos serviços da sociedade de informação, em especial do comércio electrónico, no mercado interno

Este Decreto-Lei vem reforçar os direitos dos consumidores face a métodos publicitários agressivos praticados através do envio de mensagens, regulando um conjunto de aspectos legais dos serviços da sociedade de informação, em especial, do comércio electrónico.

Com efeito, o elevado número de consumidores que dispõem, hoje em dia, de telefones móveis, o avanço tecnológico dos mesmos, e bem assim, a massificação do acesso às novas tecnologias de informação e comunicação faz com que a Internet, os SMS (short message service) e MMS (multimedia messaging service), entre outros, se tenham tornado veículos atractivos de transmissão de mensagens publicitárias, permitindo aos anunciantes chegar a um elevado número de consumidores, a um custo reduzido.

Este diploma visa, assim, estabelecer um mecanismo que permita aos consumidores resguardar-se deste tipo de publicidade e, simultaneamente, facilitar o controlo por parte da entidade reguladora, através da criação, junto da Direcção-Geral do Consumidor, de uma lista de âmbito nacional onde as pessoas que não querem receber este tipo de publicidade se podem inscrever. A centralização desta lista facilita ao consumidor o exercício do seu direito de oposição a este tipo de comunicação, preservando a sua privacidade nos termos da Lei de Protecção de Dados Pessoais».

Contudo, e para a resolução do seu conflito em concreto, sugerimos a V. Exa. o contacto com a sua operadora móvel, no sentido de aferir da possibilidade do barramento das mensagens ora em apreço.

Caso não seja possível, solicite informação sobre a identidade e dos contactos (nome, morada, telefone, e-mail, website) da empresa remetente das mensagens, a fim de proceder à respectiva desactivação do serviço.


Com os melhores cumprimentos,

A Direcção-Geral do Consumidor

MG
 
Eu já cai. Não foi através de um banner, mas de um e-mail de um fórum de telemóveis que frequentei há uns tempos. Obviamente que pensei duas vezes antes de pôr lá o meu número, mas estava longe de imaginar que só com o número era possível aos "$%"$&"%$&" roubarem-me descaradamente.

Nunca colocar o número de telemóvel na net!!!

O problema é se um engraçadinho o fizer por nós. [8b][8b][8b]
 
Nop.

Um anúncio tem vários objectivos, sendo que o final é obviamente vender.

Um dos objectivos mais óbvios é captar a atenção para poder seduzir. Há anúncios que se podem levar há letra, outros que não. Depende.
E depende muito do produto em causa.

Mas um dos objectivos da publicidade é também informar. Alguma publicidade é mal intencionada. Mas não vamos julgar o todo pela parte.

E sim, existem ciências da comunicação (e a publicidade é, acima de tudo uma forma de comunicação). Como o próprio marketing (que nada tem a ver com publicidade) é também uma ciência.

De todas as pessoas não esperava ler uma afirmação dessas vinda de ti. [;)]

A minha afirmação é para ser levada literalmente no ponto da (in)formação. Foi essa parte que não ficou clara no meu comentário[;)]

Um anuncio publicita um produto/serviço, ou seja informa o consumidor da existência desse produto, o que ele é e o que faz em linhas gerais. Todos sabemos isto,e não tem qualquer tipo de problema, desde que o anuncio corresponda minimamente ao produto caso contrario seria publicidade enganosa.

Mas um anuncio não é informação do tipo formação.
O anuncio dá somente a informação que é vantajosa para quem publicita e atractiva para quem compra, não dá a informação toda, não mostra as desvantagens ou outras informações menos vantajosas.

Nesta perspectiva, que era a do meu post anterior, um anuncio nunca pode ser considerado como informação suficiente para tomar decisões, ou tecer opiniões, tais como por exemplo os anúncios a produtos bancários por exemplo, em que o que é publicitado são as condições especificas para um caso particular em circunstancias determinadas, e não o produto que cada consumidor terá genericamente como garantido.

Aquelas letrinhas pequeninas e a passar depressa no fundo do ecran, ou a voz rápida do locutor na radio, estão lá porque a lei obriga a uma maior clareza nas condições dos produtos anunciados.

Tudo isto para alertar que não é função nem obrigação dos anúncios formar sobre o produto, tem que ser o consumidor a tomar a iniciativa de se (in)formar sobre esse produto. A publicidade faz o seu papel, divulgar a existência de algo, o consumidor tem que fazer o seu, analisar se o que vê é do seu interesse. O consumidor não pode ser passivo, e quando toma uma decisão errada não pode culpar o anuncio mas sim a sua inacção.

Era esta a perspectiva que queria deixar e espero agora que esteja clara a minha posição.
[;)]
 
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