Ilyushin
Banido
Eu ando a ficar farto de publicidade enganosa com uma "roupa bonita" a fingir que é legítima e ingénua, e não vejo nenhuma entidade a fazer nada para combater esta situação. Eu julgava que o conceito de enganar o consumidor era baseado no conhecimento geral e na percepção com que se fica ao ler um anúncio, sem ter de olhar para as 500 letras miúdas no fundo do mesmo. Mas parece que hoje em dia pode-se anunciar tudo, desde que seja resguardado pelas condições particulares do contrato.
O exemplo mais claro são as operadoras de telecomunicações. Basicamente eles fazem o que querem, anunciam como querem, enganam quem quiserem, sem que haja ninguém a fazer nada. Lembro-me de uma campanha de verão que dizia "Devolvemos 50 euros na compra de um smartphone". Ora, o "Zé Manel" da esquina (e todos nós) quando lemos um anúncio destes em letras colossais julgamos que vamos receber os 50 Euros de volta, ou no mínimo em créditos. Mas não.. afinal era preciso carregar o telemóvel com outros 50, para depois ter de usar tudo em menos de 2 meses. Basicamente era preciso pagar o equipamento duas vezes para ter direito ao crédito, que depois tinha de ser usado em chamadas durante um curto período de tempo. E então o que dizer da política de utilização responsável, que faz com que o tão publicitado tráfego ilimitado seja afinal limitado (e muito?). Isto para não mencionar uma série de outras situações tão más ou ainda piores do que estas.
A minha pergunta é: se fosse o gajo da mercearia ao lado a meter um anúncio a dizer: HOJE TOMATES A 1 CÊNTIMO. E depois em letras muito pequenas escrevesse *oferta de 100 gramas de tomate a 1 cêntimo, na compra de no mínimo 100 Euros em outros produtos , será que as pseudo-autoridades da concorrência e ASAEs e outras do género seriam tão simpáticas como costumam ser em relação às grandes empresas? Eu sei bem a resposta, mas acho que nem vale a pena dizer
O exemplo mais claro são as operadoras de telecomunicações. Basicamente eles fazem o que querem, anunciam como querem, enganam quem quiserem, sem que haja ninguém a fazer nada. Lembro-me de uma campanha de verão que dizia "Devolvemos 50 euros na compra de um smartphone". Ora, o "Zé Manel" da esquina (e todos nós) quando lemos um anúncio destes em letras colossais julgamos que vamos receber os 50 Euros de volta, ou no mínimo em créditos. Mas não.. afinal era preciso carregar o telemóvel com outros 50, para depois ter de usar tudo em menos de 2 meses. Basicamente era preciso pagar o equipamento duas vezes para ter direito ao crédito, que depois tinha de ser usado em chamadas durante um curto período de tempo. E então o que dizer da política de utilização responsável, que faz com que o tão publicitado tráfego ilimitado seja afinal limitado (e muito?). Isto para não mencionar uma série de outras situações tão más ou ainda piores do que estas.
A minha pergunta é: se fosse o gajo da mercearia ao lado a meter um anúncio a dizer: HOJE TOMATES A 1 CÊNTIMO. E depois em letras muito pequenas escrevesse *oferta de 100 gramas de tomate a 1 cêntimo, na compra de no mínimo 100 Euros em outros produtos , será que as pseudo-autoridades da concorrência e ASAEs e outras do género seriam tão simpáticas como costumam ser em relação às grandes empresas? Eu sei bem a resposta, mas acho que nem vale a pena dizer