tenho quase a certeza que já tinha passado cá pelo forum, apesar de já ter sido à uns anitos, quando ainda estava apenas em fase de idealização.
É bom saber que o projecto não parou e já existe protótipo.
No entanto, comprimento e largura de um "bus" clássico, mas apenas metade da capacidade e uma autonomia assim tão curta?
Na altura que conheci este projecto, a lógica por detrás de muitas das soluções por eles encontradas partem de perguntas estupidamente simples. Como por exemplo, porque é que autocarros de turismo têm de ter possibilidade para pessoas em pé? E para mais hoje em dia, com legislação a obrigar cintos de segurança neste tipo de veiculos
Só esta pergunta dá pra reestruturar todo a arquitectura desta classe de veiculos, permitindo que sejam, pelo menos, bem mais baixos.
Os meus "bonecos", no entanto, diferem brutalmente deste.
Também o objectivo de ter mais velocidade nas deslocações, obriga a repensar toda a arquitectura e a distribuição de peso para maior estabilidade dinâmica. Não faz sentido que o lastro maior (passageiros) fique bem acima do lastro menor (bagagens), prejudicando o centro de gravidade. Eliminando o corredor central também permitiria autocarros uns 20, 30cm mais estreitos (também com beneficios aerodinâmicos, reduzindo área frontal), sem no entanto perder a capacidade total de passageiros. O acesso às bagagens poderia ser feito em moldes semelhantes ao interior de um avião, com compartimentos acessiveis acima dos passageiros.
Também pensei em motorização eléctrica, com um motor por roda, já que permite uma enorme economia de espaço, mas as baterias continuam a ser um problema dificil de contornar. E apesar de existirem outras formas de armazenamento de energia, ainda estão em fase embrionária, pelo que, pela lógica, teriamos de ficar agarrados às baterias de momento.
Mas depois de ter visto o Jag Cx-75, optaria claramente por uma solução range-extender. Aquelas mini-turbinas parecem-me uma solução cada vez mais apetecivel...
Poderia ser uma alternativa aliciante para ligar 2 cidades, obviamente por AE, circulando a velocidades de cruzeiro À volta dos 150, 160km/h, ao mesmo ritmo de veiculos ligeiros.
Um autocarro, que por uns cálculos rápidos, seria mais baixo à volta de 1.3m-1.5m em relação aos actuais, mais estreito uns 20-30cm, com capacidade semelhante aos actuais, com as massas correctamente distribuidas, e, com algum cuidado na sua concepção, ainda cortar uns 10-20% à tara.
De qualquer forma, espero que este Superbus encontre o seu lugar. Talvez dê para "desbloquear" o design neste tipo de veículos.
Aliás, todo o tipo de transportes pesados está num estado de concepção algo vegetativo. Está tudo de tal forma convencionado e standardizado que vai ser uma batalha dura para singrarem soluções novas e até superiores às que actualmente temos.