[Sociedade] Protesto inédito na PJ

Creio que o objectivo é esse mesmo, ou seja, que não funcione. 1,50€ por hora é muito mau.
Eu não sei se é "o objectivo" (quero acreditar que não o seja). O que parece é que pagar valores destes numa das principais instituições do nosso sistema judicial é algo que nos deveria envergonhar a todos, já para não falar de que, se for mesmo verdade, quando as pessoas se queixam da nossa Justiça talvez devessem ir à procura, primeiro, de algumas das causas para que tal aconteça e, depois, formular opinião...
 
Partindo do princípio que são honrados como agentes da autoridade,calculo que seja muito difícil estar entre o cumprimento do dever e a luta pelos próprios direitos.
Em relação aos bandidos.
Um dia destes temos de pedir ajuda aos menos maus para travarem os mais maus em gangues de rua?

editado
 
Eu não sei se é "o objectivo" (quero acreditar que não o seja). O que parece é que pagar valores destes numa das principais instituições do nosso sistema judicial é algo que nos deveria envergonhar a todos, já para não falar de que, se for mesmo verdade, quando as pessoas se queixam da nossa Justiça talvez devessem ir à procura, primeiro, de algumas das causas para que tal aconteça e, depois, formular opinião...
Isso já dá mais trabalho é sempre mais fácil dizer mal dos funcionários públicos.

Além disso, andar a transportar tipos perigosos, metido no meio do banditismo e dos traficantes, atrás dos assassinos, sujeito à fúria de quem ateia fogos nas florestas, destrói casas, carros e o trabalho de uma vida e outras situações de risco, é sempre fácil nos filmes, portanto para quem nunca saiu da esfera de cristal, não se passa nada.
 
Partindo do princípio que são honrados como agentes da autoridade,calculo que seja muito difícil estar entre o cumprimento do dever e a luta pelos próprios direitos.
Em relação aos bandidos.
Um dia destes temos de pedir ajuda aos menos maus para travarem os mais maus em gangues de rua?

editado
Este post de um outro tópico responde a muita coisa:

Teoria das janelas partidas

janela-quebrada-pintura_19-106077.jpg

Há alguns anos, a Universidade de Stanford (EUA), realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor, abandonadas na via pública. Uma no Bronx, zona pobre e conflituosa de Nova Iorque e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.

Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.

Mas a experiência em questão não terminou aí. Quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os pesquisadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto. O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por quê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso? Evidentemente, não é devido à pobreza, é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.

Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma idéia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação. Faz quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras. Induz ao “vale-tudo”. Cada novo ataque que a viatura so fre reafirma e multiplica essa idéia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.

Baseados nessa experiência, foi desenvolvida a ‘Teoria das Janelas Partidas’, que conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores. Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.

Se se cometem ‘pequenas faltas’ (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar com o sinal vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e delitos cada vez mais graves. Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.

Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas, estes mesmos espaços são progressivamente ocupados pelos delinquentes.

A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: lixo jogado no chão das estações, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.

Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de ‘Tolerância Zero’. A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.

A expressão ‘Tolerância Zero’ soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, pois aos dos abusos de autoridade da polícia deve-se também aplicar-se a tolerância zero.

Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

Essa é uma teoria interessante e pode ser comprovada em nossa vida diária, seja em nosso bairro, na rua onde vivemos.

A tolerância zero colocou Nova Iorque na lista das cidades seguras.
 
Depois de tantos casos a envolver políticos que vieram a público nos últimos 4 anos......era uma questão de tempo até assinarem a sentença de morte à PJ.........agora é que vai ser roubar.......triste sina a nossa!
 
Eu não sei se é "o objectivo" (quero acreditar que não o seja). O que parece é que pagar valores destes numa das principais instituições do nosso sistema judicial é algo que nos deveria envergonhar a todos, já para não falar de que, se for mesmo verdade, quando as pessoas se queixam da nossa Justiça talvez devessem ir à procura, primeiro, de algumas das causas para que tal aconteça e, depois, formular opinião...

Afecta directamente a função (a sua)?, qual é a percepção tida no terreno a nível operacional?
[;)]

NB: Justiça (numa concepção dita tradicional) difere em muito na questão operacional e/ou a nível de prevenção de algo burocrático e processual após a acção.
 
Afecta directamente a função (a sua)?, qual é a percepção tida no terreno a nível operacional?
[;)]

NB: Justiça (numa concepção dita tradicional) difere em muito na questão operacional e/ou a nível de prevenção de algo burocrático e processual após a acção.
Também trabalho, entre outros operadores de Justiça, com eles, mas esse "testemunho no terreno" só eles podem dar... [;)]
 
Depois de tantos casos a envolver políticos que vieram a público nos últimos 4 anos......era uma questão de tempo até assinarem a sentença de morte à PJ.........agora é que vai ser roubar.......triste sina a nossa!
Essa parece ser a razão mais evidente, é que de tudo o que escrevi anteriormente, os crimes de colarinho branco, são da competência deles e envolvem milhões.

Já se anda a adiar há muito tempo o combate à corrupção com legislação apropriada, de modo que o melhor é impedir a realização de trabalho pela pj, limitando-a um trabalho sem meios de ser eficazmente efectuado, para mais tarde justificar a sua extinção. Forma de actuar, condizente com o que se tem feito na educação e na saúde.
 
Não sei se se aplica neste tema, ou não, mas, diz o povo, "não há dinheiro, não há palhaços"...

"Hoje, a partir das 18h, não haverá um único inspetor da Polícia Judiciária de prevenção, disponível para responder a qualquer ocorrência para além do seu horário normal de trabalho, garante ao Expresso o presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC/PJ).

Desde o dia 21 que os inspetores estão em greve, mas só a partir de hoje às 18h atingirá os serviços de prevenção. Aconteça o que acontecer, só estarão disponíveis dez pessoas no piquete de urgência.
"Uma brigada que esteja a investigar uma rede de tráfico de droga e saiba que vai ser feita uma entrega, esta noite não irá ao encontro dos traficantes", exemplifica, em abstrato, Carlos Garcia.

Os inspetores da Judiciária lutam, acima de tudo, por melhores condições de trabalho sem as quais, garante o presidente ASFIC/PJ, não é possível continuar a desenvolver as missões que lhes estão atribuídas. "Tudo isto é velho. Computadores, carros", desabafa Carlos Garcia.

Combustível esgota a 28 de março 2014

O combustível e os lubrificantes para os carros sofreu um corte de 77% no orçamento do Estado para 2014. Pelas contas do Expresso, os 426.250 euros inscritos na proposta entregue no Parlamento, esgotar-se-ão a 28 de março do próximo ano.

Com efeito, se em 2014 a Judiciária gastar por dia tanto combustível como gastou em 2012, isto é, cerca de 4800 euros, o montante orçamentado só permitirá abastecer os carros durante 87 dias.

Segundo a Conta Geral do Estado, em 2012, o Ministério da Justiça começou por estimar a despesa com combustíveis em 1,5 milhões de euros, mas viu-se obrigado a reforçar a verba adicionando mais 590 mil euros. No ano passado, a PJ declarou ter gasto em combustível e lubrificantes 1,7 milhões de euros."Em Judiciária em greve contra a falta de condições de trabalho - Expresso.pt :confused::o
 
Voltar
Superior