[Sociedade] Protesto inédito na PJ

Bem... o melhor é abrires só um tópico e colocar os links para todas as notícias do SOL [:p][:D]

Parece-me uma forma de protesto com mais simbolismo, já que iam receber louvores, que o já banal uso da greve.
 
Bem... o melhor é abrires só um tópico e colocar os links para todas as notícias do SOL [:p][:D]

Parece-me uma forma de protesto com mais simbolismo, já que iam receber louvores, que o já banal uso da greve.

Ganhas comissão em gerar no tráfego para o Sol?! :confused:

E que tal um copy paste para o fórum?!
Estou, como já referi noutro tópico, fora da minha residência habitual e com um tablet de 7", de modo que as lincagens são a forma mais prática de colocar os temas. Espero que compreendam.

E quanto ao tema?
 
Do que conheço do Estado, até me admira não haver mais protestos desde, 2002. Pelo menos.

Sei é que, se nos EUA, um governo quisesse acabar com o FBI, as coisas seriam resolvidas de forma mais...

...intensa.

Há possível comparação a nível operacional e institucional entre organização referida?, a escala apontada é absurda dito de outro modo a revindicação é comum na actualidade do país a todo o sector público.

Há intenção real onde de haver eliminação da policia cientifica onde concretamente na noticia?:confused: [:D]
 
Em certo ponto sim, concordo, principalmente com o modo de protesto, afinal ainda há quem saiba e seja criativo a protestar, sem ser o faltar ao trabalho...
A falta de condições de trabalho não é só na PJ, o resto das forças de segurança não andam melhores, é pena, infelizmente por cá é assim...
 
"Vários inspectores da Polícia Judiciária (PJ) poderão recusar, esta sexta-feria, receber as condecorações que lhe foram concedidas como forma de protesto.

A entrega de condecorações está agendada para a cerimónia pública dos 68 anos da PJ, que decorre a partir das 15h00 e onde não estará a ministra da Justiça. Paula Teixeira da Cruz far-se-á representar pelo secretário de Estado Fernando Santo.

Os inspectores da PJ marcaram uma greve às horas extraordinárias a partir de segunda-feira, “face à ausência de um estatuto adequado à legislação vigente, à ausência de condições dignas de trabalho, à ausência de concursos, à ausência de uma reorganização do modelo de trabalho”, explica o presidente do sindicato, Carlos Garcia.

Também esta sexta-feira tomam posse, começando a trabalhar na segunda-feira, 73 novos inspectores estagiários, que, nos últimos seis meses, estiveram em formação na Escola da PJ. Agora, vão completá-la com um ano de estágio, rotativo por todas as direcções centrais e regionais, auferindo de um ordenado a rondar os mil euros mensais.

O grupo de 73 novos elementos - 38 homens e 35 mulheres - tem uma média de idades que ronda os 30 anos. A grande parte - 80%) - é licenciada em Direito. Os restantes são-no em áreas em que a PJ está deficitária: Economia, Contabilidade e Informática.

Dois terços dos inspectores estagiários são oriundos da zona Norte do país e concluíram a componente teórica do curso com notas que variam entre os 12,5 e os 15,5 valores."Em Inspectores da Judiciária podem recusar condecoração em protesto - Renascença
 
Quanto ao tema não posso opinar porque não me apetece ir ao Sol ler a notícia. Estou a ler numa app no telemóvel e ter de abir links para o browser é uma chatice.


Então se não tens nada de útil a dizer, porque respondes no tópico?
Quando não sei o que dizer tenho a mania de ficar calado, para não fazer figuras[:D]

Adiante,


Em relação ao que é importante, o tema do tópico, acho de louvar a atitude dos srs. inspectores da PJ, é notória a vontade desde há muitos anos de enfraquecer uma polícia de investigação criminal que outrora foi considerada a melhor da Europa e uma das melhores do mundo.

Sucessivos governos têm minado tal instituição, vá-se lá saber com que objectivos...

Mesmo o LPC tem sido confrontado com falta de elementos e de orçamento para levarem a cabo perícias no âmbito da investigação criminal.
 
Vamos ver se entendo o que quer dizer.
Há possível comparação a nível operacional e institucional entre organização referida?,
Existem umas poucas entidades de natureza semelhante pelo mundo fora, mas de todas com igual conteúdo funcional a mais semelhante, é a que referi.


a escala apontada é absurda dito de outro modo a revindicação é comum na actualidade do país a todo o sector público.
Eu não sei se é o seu caso, mas ser comum, não significa que seja normal ou que seja menos digno de nota.

Concretamente neste caso, em que uma das pedras basilares da sociedade, dita desenvolvida, está em causa (leia-se independência da justiça), devia ser motivo de alarme e o proverbial abrir de olhos, para todas as pessoas, pois um governo que quer controlar e reduzir a justiça não deve ter muito boas intenções para com as pessoas.


Há intenção real onde de haver eliminação da policia cientifica onde concretamente na noticia?:confused: [:D]
Não sei como lhe responder a isso, imagino que o facto de se cortar os meios necessários para que o trabalho seja feito, lhe possa dar uma pista [:D]. [;)]
 
O PeLeve é capaz de ter dado e/ou informação concreta sobre este assunto em particular há que esperar por um acrescento que não seja sensacionalista como foi o título da noticia colocada no primeiro post do tópico.
[;)]
 
"Os investigadores da Polícia Judiciária nem querem acreditar nas verbas que estão destinadas á polícia para o próximo ano e garantem que assim não é possível cumprir a missão.

No orçamento para 2014 não há dinheiro para comprar munições e as despesas com combustível levam um corte de 76%.

Os cortes levam Carlos Garcia, o presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal, a dizer que se a proposta ficar como está a Polícia Judiciária vai ter de parar. “Caiu como uma bomba aqui entre os investigadores da Polícia Judiciária, porque de facto, a efectivarem-se esses cortes que estão previstos nessa proposta, não será possível à Polícia Judiciária desenvolver a sua missão e portanto terá de parar.”

O líder da associação sindical dá alguns exemplos dos cortes que mais afectam os serviços: “Veja-se na rubrica de combustíveis um corte de 76%. Quer a ASAE, quer o SEF ou mesmo a Presidência do Conselho de Ministros têm um valor superior. O corte nos bens e serviços, que é aquilo que permite a operacionalidade da polícia é de cerca de 66% e isto deixa-nos enormemente preocupados.”

O presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal já tem encontros marcados com a ministra da Justiça e vai também pedir reuniões com os grupos parlamentares para tentar sensibilizar os partidos para esta situação."Em Cortes orçamentais caíram [:D]:confused:
 
O PeLeve é capaz de ter dado e/ou informação concreta sobre este assunto em particular há que esperar por um acrescento que não seja sensacionalista como foi o título da noticia colocada no primeiro post do tópico.
[;)]

Encontrei a tal "carta aberta"...:

Carta Aberta à Ministra da Justiça e Direcção da PJ

LOURES, 18.10.2013
​
Exma. Sra. Ministra da Justiça, Dr.ª Paula Teixeira da Cruz
Exmo. Sr. Director Nacional da Polícia Judiciária, Dr. Almeida Rodrigues
Exmo. Sr. Director Nacional Adjunto da Polícia Judiciária, Dr. Pedro do Carmo
Exmos. Directores de Unidade

É com sentido desgosto que nesta data a ASFIC/PJ não acompanha V. Exas na celebração do aniversário da nossa instituição e nas boas vindas aos novos Inspectores estagiários (IE).

Não estaremos presentes por duas ordens de razões:
- nada há para celebrar no actual “status quo” da instituição;
- a Direcção Nacional (DN) da Polícia Judiciária nunca apoiou as legítimas reivindicações dos funcionários de investigação criminal ou tão-pouco os defendeu, numa palavra nunca “esteve” connosco, razão, pela qual, hoje também não estaremos com a DN e os seus convidados.

Como sabem, actualmente, não existem condições de trabalho dignas na PJ. Resultado da gestão que V. Exªs fazem verifica-se há já vários anos a esta parte que : O parque automóvel encontra-se num estado deplorável. As viaturas em melhor estado – várias dezenas estão exclusivamente ao serviço dos dirigentes e responsáveis de departamentos (temos vergonha de concretizar) | A rede e sistema informático encontra-se obsolescente | A base de dados que suporta o Sistema de Informação encontra-se em risco iminente de colapso | Terminais e periféricos pasmados com mais de uma década, por outro lado, o estatuto de pessoal está adiado “sine die”, não existem concursos de promoção, não se verificam progressões e tão-pouco uma remuneração condigna do trabalho suplementar. A acrescer a estas situações, entendeu a DN retirar à investigação criminal o direito funcional de utilização de transportes públicos e imputar um horário de 40 horas semanais (logo a funcionários com jornadas diárias de tal grandeza, por exemplo, piquetes de 24H...)

Apesar de todas as medidas de austeridade que injustamente têm vindo a ser aplicadas a toda a Administração Pública (a extinção dos SSMJ/congelamento de progressões/promoções/cortes remuneratórios/aumento da contribuição para a ADSE), mantêm-se todos os ónus funcionais que, para os investigadores criminais, são específicos e cumulativos: exclusividade, risco, penosidade, disponibilidade, além da longa duração das jornadas de trabalho (Piquete e Prevenção). E quanto a isto nunca ouvimos uma palavra, muito menos um acto...
Nunca foi nossa pretensão eximir-nos aos esforços impostos pelo momento que o país atravessa, não obstante, não compreendemos o tratamento discriminatório na PJ, quando comparado com outras forças e serviços de segurança e... também, quanto a isto nunca ouvimos uma palavra da DN, muito menos um acto...

Os homens passam e as instituições ficam e a actual DN, para além de uma fugaz inauguração e a publicação do Dec-Lei nº 42/2009 de 12/02 cujo objecto se limita a estabelecer as competências das unidades da Polícia Judiciária e o REGIME REMUNERATÓRIO DOS DIRIGENTES DA PJ, deixará na história da nossa Polícia Judiciária um registo de resignação sem igual e, não temos dúvidas, ficará indelevelmente ligado a um período de deterioração das condições funcionais da carreira de investigação criminal, bem como- com justiça - será responsabilizada pela profunda desmotivação de todos os funcionários.

Sobretudo, nunca esqueceremos que foi sob a direcção do Director Nacional da Polícia Judiciária, Dr. Almeida Rodrigues e do Director Nacional Adjunto da Polícia Judiciária, Dr. Pedro do Carmo que os investigadores criminais da PJ se viram sujeitos a brutais injustiças, estas com reflexo directo no seu desempenho:
| Congelamento de Progressões/Promoções | Não Valorização em 5,5% do Sub. Risco | Alteração das Regras de Atribuição de Ajudas de Custo | Suspensão do Acesso ao Regime da Disponibilidade | Suspensão do Direito de Utilização dos Transportes Públicos | Inexistência de um Estatuto adequado às exigências e especificidades da missão e das funções atribuídas aos investigadores criminais da PJ: Conteúdos Funcionais | Condições de Ingresso e Acesso na CIC | Regulamento Disciplinar | Regime de Aposentação e Disponibilidade | Regulamento de Avaliação | Regulamento de Mérito | Estatuto Remuneratório | Formação Profissional | Assistência Jurídica | Regime da Exclusividade | Regime da Disponibilidade Funcional | Regulamento de Piquete e Prevenção. | Não cumprimento da resolução do Conselho da Europa quanto à adequação da legislação laboral aplicável aos investigadores criminais da PJ, no que à remuneração do trabalho extraordinário diz respeito, com a Carta Social Europeia | Enfim...

Napoleão Bonaparte, em tempos citado, disse também “Um líder é um vendedor de esperança”, ou seja, é aquele que indica a estratégia a seguir, motiva o seu exército e é o primeiro no campo de batalha… ora, nada disto temos visto.

Neste cenário, Srª. Ministra e Srs. Directores Nacionais da PJ, acreditem que era importante que obtivéssemos respostas para as seguintes perguntas:
Que expectativas de carreira profissional podem construir estes IE que hoje tomam posse?
E quanto aos restantes funcionários da carreira de investigação criminal cujas remunerações são já inferiores às que auferiam em 2001?
O Governo e a DN da PJ vão cumprir o contrato que hoje celebram com os IE ou dentro de uns anos vão alterá-lo unilateralmente?
A entidade para quem os IE vão trabalhar será a mesma no futuro (próximo)?
Vão dizer aos novos IE que vão ganhar 1,50€ por hora para trabalharem noite e dia?
Que terão de abandonar os filhos para ir trabalhar?
Que poderão permanecer vários anos deslocados nas Ilhas?
Como vão transmitir esperança e motivação aos IE para integrarem uma PJ moderna, sofisticada... um corpo superior de policia?... com falsidades?

Por isso, ilustres destinatários, Srª. Ministra, Srs. Directores Nacionais da Polícia Judiciária, não contem com a ASFIC/PJ para aplaudir uma qualquer estatística assente em números de detidos e garrafais cabeçalhos noticiosos violadores do segredo de justiça, como base de justificação da existência desta Polícia Judiciária – fique claro, de uma vez por todas – para os investigadores criminais da Policia Judiciária e para a sociedade a que orgulhosamente servem, o que verdadeiramente conta é a contribuição inequívoca para a realização imaterial da Justiça e para isso, seria bem mais importante a estatística dos casos resolvidos – só que esta não dá 1ªs páginas, muito menos liderança em barómetros mediáticos encomendados.

A ASFIC/PJ
Comunicado
 
Pá... o pessoal da PJ vai ter que pedir umas balas emprestadas ao ladrões antes de começar aos tiros ...

Fazem uma combinação... tipo Raul Solnado na guerra! [;)]
 
Pá... o pessoal da PJ vai ter que pedir umas balas emprestadas ao ladrões antes de começar aos tiros ...

Fazem uma combinação... tipo Raul Solnado na guerra! [;)]
Orçamento coloca em risco investigação da PJ

Publicado hoje às 07:43

O aviso é feito pelos investigadores da Polícia Judiciária que alertam que só na verba para combustível o corte é de 76%. O Ministério sublinha que o orçamento é adaptado todos os anos.

O Jornal de Notícias cita o site da Direção Geral do Orçamento, no qual não é atribuída qualquer verba para a compra de munições. Uma situação confirmada pelo presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC). À TSF, Carlos Garcia diz que, ainda assim, essa não é a situação mais preocupante.

«Acredito que existam stocks e eventualmente podem este ano ser compradas munições com o orçamento deste ano. Não é essa a verba que mais me preocupa neste momento, mas de facto os cortes brutais que existem no orçamento da polícia deixam-me altamente preocupado», afirma.

Carlos Garcia sublinha que há um corte em todas as áreas, nomeadamente nos combustíveis, superior a 76%, e a 50% na aquisição de bens e serviços.

O presidente da associação sindical refere ainda que, este ano, só para combustíveis a PJ dispunha de uma verba de cerca de dois milhões de euros e que, no próximo ano, está prevista a transferência de apenas 426 mil euros.

A mesma preocupação é sublinhada por Carlos Garcia em relação a outras reduções. Por exemplo, o material de escritório, no qual se inclui equipamento usado nos relatórios de investigação e na prova para o Ministério Público, sofre uma redução de 82%, o que vai agravar ainda mais, segundo o presidente da ASFIC, as condições de trabalho dos inspetores que já este ano enfrentaram muitas dificuldades.

Numa resposta escrita ao pedido de esclarecimentos da TSF, o Ministério da Justiça nota que o orçamento é adequado ano a ano à expectativa de receitas provenientes de vários serviços, como registos de notariado ou taxas de justiça.

O Ministério sublinha, no entanto, que «como entidade coordenadora do orçamento global vai promover «os procedimentos adequados da designada gestão flexível para alterar e reforçar o orçamento da PJ, ajustando-o às necessidades e compromissos com que se for deparando durante o exercício de 2014».
Orçamento coloca em risco investigação da PJ - TSF

A ser verdade, não sei como é que essa instituição irá funcionar em 2014...
 
Pá... o pessoal da PJ vai ter que pedir umas balas emprestadas ao ladrões antes de começar aos tiros ...

Fazem uma combinação... tipo Raul Solnado na guerra! [;)]

um aparte

Cheguei à guerra eram sete horas da manhã. Estava a guerra ainda fechada. E estava uma mulherzinha a vender castanhas à porta da guerra. E eu perguntei: Minha senhora, faz favor, pode dizer-me se aqui é que é a guerra de 1908? Não, é mais acima, aqui é a guerra de 1906. Subi dois andares, cheguei mais acima, estavam a abrir as portas onduladas da guerra já eram 9 e tal"

se isto fosse em inglês, era mundialmente conhecido. Brilhante
 
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