Protecção Social e Baixas

v7

Banido
Imaginem este caso curioso.

Uma pessoa que passou recentemente aos quadros da empresa, tem uma pequena queda, que implica uma baixa de cerca de 6 meses.

Quando acaba a baixa, trabalha 2 semanas e casa, tendo a natural licença de casamento, a que se segue o mês de férias (Agosto - a empresa tem interesse em que tirem férias neste mês). A coisa dá-se e ela engravida.

Depois mais 2 semanas de trabalho e uma pequena hemorregia dá origem a uma baixa de 2 semanas. Entretanto a ida ao ginecologista, confirma que deverá haver alguns cuidados e como a função é comercial, implica deslocações frequentes, considera-se que é uma gravidez de risco e a pessoa fica de baixa até ter o bébé.

Fazendo as contas falamos de cerca de 7,5 meses de baixa, mais as 2 semanas já tidas a que se somará os 5 meses de licença de maternidade e 1 mês de férias.

Num total de 14 meses (sem contar com a já passada baixa de doença de 6 meses).

Apesar de ser uma gravidez de risco, o que implica receber o vencimento pela totalidade sem qualquer tipo de descontos, não há restrições para o que a grávida pode fazer.

O que vos parece esta situação ? Não será esta protecção social excessiva ?

A fina fronteira do pode ou não ir trabalhar não devia ser melhor avaliada ?

O impacto para a empresa não vos parece demasiado pesado ? ou seja perder um recurso com formação (logo não muito fácil de substituir no imediato) não a deixa de alguma forma fragilizada ?
 
Imaginem este caso curioso.

...

O que vos parece esta situação ? Não será esta protecção social excessiva ?

A fina fronteira do pode ou não ir trabalhar não devia ser melhor avaliada ?

O impacto para a empresa não vos parece demasiado pesado ? ou seja perder um recurso com formação (logo não muito fácil de substituir no imediato) não a deixa de alguma forma fragilizada ?

Parece sim.
Mas admitindo que todas as situações de baixa não são fraudulentas, a empresa tem que se sujeitar, uma vez que com a saúde não se brinca.
Agora o pior é quando as situações de baixa são fraudulentas....
Na situação de fraude, sofre a empresa, pois tem um funcionário(a) que não está a realizar trabalho, tendo que o substituir por outro com todos os custos associados, e sofremos todos nós (contribuintes) que estamos a pagar um ordenado a quem está em casa descansadinho.
 
Para mim, a condição de mãe é algo que nos diz respeito a todos e como tal, suportar os custos sociais (entre todos) e o custo de substituição (a empresa).

Tive um caso desses na minha Empresa, menos acidentado, mas em contrapartida tenho hoje ao meu lado uma pessoa com uma lealdade e tenacidade inquebrável. E numa equipa de 11 pessoas (que por causa dela, passou para 12), nota-se,

No meio disto tudo, há sempre um camafeu que deveria ficar em casa a dar o tal apoio..., o que equilibraria um pouco as ausências pós-parto.
 
Eu iria mais pelo mesmo caminho que o carlos.

Em curto prazo, parece excessivo sem dúvida, mas a longo prazo não será benéfico para ambas as partes?
 
é sempre complicado, cada caso é um caso.

caso a pessoa realmente sofra de problemas, nada a fazer e deverá ser apoiada.
na gravidez, é no interesse de todos que nasçam miúdos em nº cada vez maior e de boa saúde.

talvez fosse conveniente é neste tipo de baixas haver alguma inspecção, tanto na gravidez de risco como em todas as outras.
 
Tenho a sensação que não há qualquer tipo de controlo deste tipo de casos. A palavra do ginecologista é soberana.

Obviamente que isto acarreta alguns riscos. Ou seja em caso de dúvida - gravidez de risco e baixa.

Creio que as baixas por gravidez de risco não deveriam ser remuneradas pela totalidade, deveriam como as outras baixas ser remuneradas a 65%.

Por outro lado isto devia ser controlado, porque a mesma pessoa se precisar de trabalhar para ganhar vai de certeza pedir para não ter baixa.
 
Tenho a sensação que não há qualquer tipo de controlo deste tipo de casos. A palavra do ginecologista é soberana.

Obviamente que isto acarreta alguns riscos. Ou seja em caso de dúvida - gravidez de risco e baixa.

Creio que as baixas por gravidez de risco não deveriam ser remuneradas pela totalidade, deveriam como as outras baixas ser remuneradas a 65%.

Por outro lado isto devia ser controlado, porque a mesma pessoa se precisar de trabalhar para ganhar vai de certeza pedir para não ter baixa.

Por isso é que esse tipo de baixa é a 100%.
 
Imaginem este caso curioso.

Uma pessoa que passou recentemente aos quadros da empresa, tem uma pequena queda, que implica uma baixa de cerca de 6 meses.

Quando acaba a baixa, trabalha 2 semanas e casa, tendo a natural licença de casamento, a que se segue o mês de férias (Agosto - a empresa tem interesse em que tirem férias neste mês). A coisa dá-se e ela engravida.

Depois mais 2 semanas de trabalho e uma pequena hemorregia dá origem a uma baixa de 2 semanas. Entretanto a ida ao ginecologista, confirma que deverá haver alguns cuidados e como a função é comercial, implica deslocações frequentes, considera-se que é uma gravidez de risco e a pessoa fica de baixa até ter o bébé.

Fazendo as contas falamos de cerca de 7,5 meses de baixa, mais as 2 semanas já tidas a que se somará os 5 meses de licença de maternidade e 1 mês de férias.

Num total de 14 meses (sem contar com a já passada baixa de doença de 6 meses).

Apesar de ser uma gravidez de risco, o que implica receber o vencimento pela totalidade sem qualquer tipo de descontos, não há restrições para o que a grávida pode fazer.

O que vos parece esta situação ? Não será esta protecção social excessiva ?

A fina fronteira do pode ou não ir trabalhar não devia ser melhor avaliada ?

O impacto para a empresa não vos parece demasiado pesado ? ou seja perder um recurso com formação (logo não muito fácil de substituir no imediato) não a deixa de alguma forma fragilizada ?

Pelo que dizes não há fraude nenhuma. Então não vejo onde está o problema...
Perturba ? Claro! O empregador e o empregado!
 
é sempre complicado, cada caso é um caso.

caso a pessoa realmente sofra de problemas, nada a fazer e deverá ser apoiada.
na gravidez, é no interesse de todos que nasçam miúdos em nº cada vez maior e de boa saúde.

talvez fosse conveniente é neste tipo de baixas haver alguma inspecção, tanto na gravidez de risco como em todas as outras.

E qual é o técnico da segurança social com capacidade para anular/questionar o que está escrito por um médico devidamente habilitado ?
 
Tenho a sensação que não há qualquer tipo de controlo deste tipo de casos. A palavra do ginecologista é soberana.

Obviamente que isto acarreta alguns riscos. Ou seja em caso de dúvida - gravidez de risco e baixa.

Creio que as baixas por gravidez de risco não deveriam ser remuneradas pela totalidade, deveriam como as outras baixas ser remuneradas a 65%.

Por outro lado isto devia ser controlado, porque a mesma pessoa se precisar de trabalhar para ganhar vai de certeza pedir para não ter baixa.

Mas, nenhum médico passa baixas a pedido! :rolleyes: Ou tens provas de que passa ?!? Gravaste a conversa entre o édico e o doente ? Foi legal a gravação ?
 
Acho bem, a natalidade já anda pelas ruas da amargura, tem-se de dar condições para as pessoas terem filhos, mais ainda num caso destes em que é gravidez de risco!
 
Mas, nenhum médico passa baixas a pedido! :rolleyes: Ou tens provas de que passa ?!? Gravaste a conversa entre o édico e o doente ? Foi legal a gravação ?


Desde o 1º post que falei no assunto com alguma moderação.

De facto não há nada de fraudulento no processo, mas como conheço a pessoa em causa e o ginecologista, parece-me claramente que é um caso de excesso de zelo.

O mesmo ginecologista com a minha mulher também estava disposto a dar-lhe baixa, caso ela não tivesse dito que queria/tinha mesmo que ir trabalhar.

O que se passa é que me parece que há aqui uma enorme área cinzenta. Mas como provavelmente sabes os 3 primeiros meses da gravidez são os mais criticos em termos de risco, a partir daí a coisa estabiliza bastante.

Parecia-me mais normal uma baixa de 1 mês e depois nova avaliação.
 
Desde o 1º post que falei no assunto com alguma moderação.

De facto não há nada de fraudulento no processo, mas como conheço a pessoa em causa e o ginecologista, parece-me claramente que é um caso de excesso de zelo.

O mesmo ginecologista com a minha mulher também estava disposto a dar-lhe baixa, caso ela não tivesse dito que queria/tinha mesmo que ir trabalhar.

O que se passa é que me parece que há aqui uma enorme área cinzenta. Mas como provavelmente sabes os 3 primeiros meses da gravidez são os mais criticos em termos de risco, a partir daí a coisa estabiliza bastante.

Parecia-me mais normal uma baixa de 1 mês e depois nova avaliação.

A questão é nós acharmos isto ou aquilo. O problema é nós conseguirmos provar o que achamos.

As gravidezes de risco não o são apenas nos 1ºs 3 meses. Há quem fique mesmo de cama nos últimos meses. Isso não é assim tão linear.

E depois há várias variáveis a tomar em conta, como por exemplo viagens de e para o trabalho, tipo de trabalho, ambiente de trabalho, a parte psicologica do grávida ....
 
Em minha opinião a Maternidade é sagrada. Até acho que as mães deviam ter a possibilidade de trabalhar durante uns tempos em part time, para poderem acompanhar os filhos, teriamos crianças mais equilibradas.

Numa gravidez de risco, a mãe tem o direito e deve ficar em repouso absoluto. A baixa, claro que a tem que ter e a 100%.

V7 deixa que te diga, que a preocupação que tens com esta situação deveria ser a mesma, que do RSI. Eu acho que há menos mulheres gravidas de risco a fazerem burlas do que burlas do RSI. Se para averiguar as burlas destes não compensa com achas, a da gravidez ainda compensa menos.
 
Última edição:
A fina fronteira do pode ou não ir trabalhar não devia ser melhor avaliada ?

O impacto para a empresa não vos parece demasiado pesado ? ou seja perder um recurso com formação (logo não muito fácil de substituir no imediato) não a deixa de alguma forma fragilizada ?


A fina fronteira deve ser avaliada pelos médicos, não por ti, nem pelo patrão, nem pelo empregado...

Quanto aos custos para a empresa.. Enfim.. É sempre chato, mas tenho mais pena da senhora que deu uma queda, que não deve ter sido tão pequena como tu referes, que a deixou 6 meses incapacitada para o trabalho. E como se isso não bastasse agora tem uma gravidez de risco..

Além disso, o grosso dos custos são para o Estado (ou seja, para todos os contribuintes) e eu como contribuinte acho que grave são os casos de pessoas com doenças terminais que são mandadas para o trabalho, como aconteceu recentemente em Portugal. Isso sim, é grave e é excessivo..


E sinceramente, parece-me que o teu discurso não será objectivo, primeiro correlacionas tudo com o facto de recentemente ter ficado efectiva, depois falas de uma pequena queda que a incapacitou para o trabalho 6 meses.. Na minha terra as pequenas quedas não incapacitam as pessoas 6 meses... Depois a hemorragia "pequena" (és médico para avaliar isso?).. Enfim... Se calhar se ouvíssemos a historia da boca dela, seria totalmente diferente... Ou estarei enganado?
 
Última edição:
Desde o 1º post que falei no assunto com alguma moderação.

De facto não há nada de fraudulento no processo, mas como conheço a pessoa em causa e o ginecologista, parece-me claramente que é um caso de excesso de zelo.

O mesmo ginecologista com a minha mulher também estava disposto a dar-lhe baixa, caso ela não tivesse dito que queria/tinha mesmo que ir trabalhar.

O que se passa é que me parece que há aqui uma enorme área cinzenta. Mas como provavelmente sabes os 3 primeiros meses da gravidez são os mais criticos em termos de risco, a partir daí a coisa estabiliza bastante.

Parecia-me mais normal uma baixa de 1 mês e depois nova avaliação.

Deverás também saber que existem pessoas que são obrigadas a passar a gravidez toda de repouso absoluto, não é apenas o 1º trimestre que é problemático, todas as fases da gravidez são problematicas, cada uma a sua maneira.

Acho que estas com uma linha de pensamentos retrogada, em que as mulheres pariam no campo enquanto apanhavam batatas, e depois voltavam ao trabalho.


Pareces um Sr que eu conheço que me disse que as limitações ( diga-se fisicas ) da gravidez são psicologicas.
 
Voltar
Superior