[Sociedade] Projecto: Prisões sem guardas

axo que n estas a perceber bem a ideia. Os estados unidos são se calhar o melhor exemplo de como prender os criminosos mais incorrigíveis do planeta mas a sua especialidade acaba ai, porque conseguem ser o pais com mais gente presa comparativamente á população e com leis pesadas que pouco ou nada têm feito para diminuir o crime. Em matéria de reabilitação têm muito aprender.
Sim......e o BRASIL é o exemplo a seguir.....

Podes continuar com essa conversa visto que já sei em que rumo isso vai....
 
Não me parece um mau princípio.

Quando li o título uma das coisas que me ocorreu foi a próprio violência entre presos, já que caberá também aos guardas controlar estas situações.

Agora isso será para uma minoria da população prisional, ou seja, os que revelam bom comportamento, já havendo para estes prisões de segurança mínima, semi-abertas, etc..

Importante é a reabilitação, se isso permite que a taxa de reincidência seja menor, já é positivo.

Exactamente, e o meu principio é que a sua reabilitação seja feita e a intergração na sociedade, claro que deverá existir principio de escolha e recrutamentos de reclusos que se vejam adequados a estas situações.
 
Vou deixar-vos aqui um pequeno testemunho, que não tenha objectivamente nada a ver com os principios do tópico, mas o caminho é semelhante, e não reflectindo de todo a minha opinião poderei tirar algumas refleções e bastante conclusivas.

Há mais de 20 anos o meu pai foi fornecedor durante largo tempo da Prisão Escola de Leiria, aonde conviveu com os mais variados reclusos e pessoas daquela instuição.

Decidiu por si pelo seu termo e responsabilidade, dar uma oportunidade a uma pessoa, aonde garantiu um emprego, casa, salário e a sua integração.

Cargo este da total responsabilidade do meu pai.

Existiram algum acidentes de percurso, mas o que se objectivava é que esta pessoa pudesse ter uma vida normal e com as suas responsabilidades, que no seu geral foi cumprindo.

O que se poderá dizer hoje que é uma pessoa totalmente integrada, com uma vida normalizada, com as suas responsabilidades e seu dever de cumprir, sendo que acompanho com algum pequeno distanciamento pois mantêm uma relação com familiares meus um pouco afastados.

Conclusão e o que retiro é que, os objetivos e principios, inicialmente propostos foram alcançados e sua reabilitação foi feita na sua eficácia e merecida a oportunidade a uma pessoa, que estava restringida pelo que cometeu.

A base da minha opinião incide aqui, que estas pessoas devem ver e ser-lhes merecidas oportunidades na sua integração sendo proposto um projecto de reabilitação, e assim de algum modo, contribuir para uma sociedade mais justa e segura.

[;)]
 
Última edição:
O problema é que misturam os presos independentemente do crime, deviam estar distirbuidos conforme a "gravidade" do crime que cometeram.


concordo plenamente. Devia haver prisões para crimes e violentos e outras para outros tipo de crime. Não faz sentido misturar um assassino com um gajo que está preso por não pagar impostos, por exemplo.
 
(Ironic mode on)

Se isto fosse cá implementado, não nos faria nada mal passar por lá umas temporadas...[:D]
























Não se ponham é a elevar os indices de criminalidade com o propósito de ir para a choldra![:p][:D]

(Ironic mode off)
 
Sempre me fez um pouco confusão ver as prisões como locais para punir, apenas. Acho que devem ser um local para o recluso aprender a importância da vida em sociedade de forma correcta, para pensar no que fez e tentar se redimir. No tenho a perfeita noção, no entanto que isto é muito bonito na teoria, mas na prática...

Portanto, vejo com bons olhos estes novas "experiências"! Mesmo que não resultem a 100%, sempre se pode aprender algo com elas, no sentido de tornar a prisão um local de verdadeira recuperação.
 
Estar-se preso não significa estar-se morto.
Se quisermos que os reclusos sejam reabilitados para um dia poderem vir a ser integrados na sociedade onde poderão ser válidos, então há que contribuir para a sua recuperação enquanto seres humanos.

E a melhor forma de o conseguirem é através da criação de responsabilização de uns perante os outros, visto a maior parte deles transpor para trás das grades o mesmo complexo que traziam lá de fora, ou seja, que o seu comportamento de revolta é fruto de uma sociedade que não os compreendeu e os rejeitou. Assim, desta forma não haverá lugar para a transposição desse confronto para com os guardas prisionais.

Terão de ser eles próprios a se organizarem socialmente para o melhor funcionamento da micro sociedade em que estão inseridos. Terão de aprender essencialmente algo importante: a trabalhar para o bem comum, que se reverte no seu próprio bem-estar.

O trabalho é inimigo do vício e por isso acho que assistirmos a prisioneiros que passam o tempo da pena sem fazerem nem aprenderem nada de útil como sendo tempo perdido e perigoso, pois aprendem a escola do crime. Prisões assim são um convite para quando estes saírem voltarem a incutir nos mesmos erros praticando crimes idênticos ou piores.
O trabalho nunca fez mal a ninguém, pelo contrário, é a maior escola de aprendizagem para a vida. Não sei é se esse sistema seria fácil de implementar.

Mas no contexto destas experiências, mesmo estando presos, se os reclusos tiverem liberdade de pensamento e acção sentir-se-ão livres fazendo aquilo que gostam e valorizando-se como pessoas que um dia serão úteis à sociedade.

A sociedade que ignorar a forma de tratar os seus presos não lhes concedendo uma oportunidade, está a lançar veneno contra o vento, pois o mal regressará um dia contra ela.
 
O que me faz mais confusão nas prisões é como vão lá parar drogas e porque não se aposta na reabilitação dos drogados.

Todo o resto é bem-vindo. Não é por vir do Brasil que não será um bom exemplo, os bons exemplos não têm de vir necessariamente de países exemplares.
 
Eu sempre defendi este tipo de prisões para alguns tipo de crimes, como fuga ao fisco, peculato, trafico de influencias, corrupção, abuso sexual de menores e crimes passionais (dependendo da saúde mental do recluso), entre outros.
 
Eu sempre defendi este tipo de prisões para alguns tipo de crimes, como fuga ao fisco, peculato, trafico de influencias, corrupção, abuso sexual de menores e crimes passionais (dependendo da saúde mental do recluso), entre outros.

Eu não concordo com essa separação. Dessa forma estaríamos a separar o crime dos "ricos" do crime dos "pobres", sendo que por vezes o crime dos ricos prejudica muito mais a sociedade do que um crime cometido por um pobre.

Eu sei que existem crimes mais violentos do que outros mas para isso é que deve existir segurança dentro das cadeias. E não é certamente entregando as chaves aos presos que isso vai acontecer.

A realidade do Brasil ainda é muito diferente da nossa por isso para mim em Portugal acho que deve continuar como está.

Aqui em vez de entregarem a chave das prisões deviam era entregar uma enxada para trabalharem no duro e aí sim eles certamente ficavam arrependidos dos crimes que cometerem. É que trabalhar custa. :sh)
 
Eu não concordo com essa separação. Dessa forma estaríamos a separar o crime dos "ricos" do crime dos "pobres", sendo que por vezes o crime dos ricos prejudica muito mais a sociedade do que um crime cometido por um pobre.

Eu sei que existem crimes mais violentos do que outros mas para isso é que deve existir segurança dentro das cadeias. E não é certamente entregando as chaves aos presos que isso vai acontecer.

A realidade do Brasil ainda é muito diferente da nossa por isso para mim em Portugal acho que deve continuar como está.

Aqui em vez de entregarem a chave das prisões deviam era entregar uma enxada para trabalharem no duro e aí sim eles certamente ficavam arrependidos dos crimes que cometerem. É que trabalhar custa. :sh)

Tas a olhar para a coisa da perspectiva errada. O crime dos ricos e o crime dos pobres é o que existe agora!! Os ricos vão para as celas com XBOX e net, e os pobres levam no cu.

O que eu defendo é a separação das pessoas pelo seu grau de perigo na comunidade prisional.

Há reclusos que são gente que nitidamente não faz mal a uma mosca, porque é que hão-de estar numa prisão com segurança XPTO? É dinheiro e recursos gastos desnecessariamente.
 

Tas a olhar para a coisa da perspectiva errada. O crime dos ricos e o crime dos pobres é o que existe agora!! Os ricos vão para as celas com XBOX e net, e os pobres levam no cu.

O que eu defendo é a separação das pessoas pelo seu grau de perigo na comunidade prisional.

Há reclusos que são gente que nitidamente não faz mal a uma mosca, porque é que hão-de estar numa prisão com segurança XPTO? É dinheiro e recursos gastos desnecessariamente.

Pois apanhar o sabonete numa prisão é lixado. :sh)

Mas já percebi o teu ponto de vista. [;)]
 
E já agora, um dos meus colegas de faculdade é um ex-recluso, começou a fazer o curso ainda na prisão, e agora é um bom aluno!

Eu sou um defensor da reabilitação e da integração dos reclusos na nossa sociedade e exemplos como o desse teu amigo só me fazem acreditar mais nisso no entanto acho que trata-se de um caso isolado.

A maioria sai da prisão sem perspectivas de vida e de trabalho e muitas vezes acabam por reincidir no crime.
 
Sempre me fez um pouco confusão ver as prisões como locais para punir, apenas. Acho que devem ser um local para o recluso aprender a importância da vida em sociedade de forma correcta, para pensar no que fez e tentar se redimir. No tenho a perfeita noção, no entanto que isto é muito bonito na teoria, mas na prática...

Portanto, vejo com bons olhos estes novas "experiências"! Mesmo que não resultem a 100%, sempre se pode aprender algo com elas, no sentido de tornar a prisão um local de verdadeira recuperação.
Exactamente, e pelo que se indicia estes métodos tem se demonstrado positivos em relação a outros ultrapassados e actuais que se pratica.

O essencial é a reabilitação destas pessoas, que por certo, se pela sua boa vontade, for surgidor de casos de sucesso, muito acredito que terão muito a ensinar á nossa sociedade, e incutido os valores que demonstram e a entre-ajuda muito poderemos aprender, e incutir na nossa vida.

Verei desta forma o quebrar de um estigma e serão vistas pessoas como válidas e será minizado o erro que cometeram, seja ele qual for, como todos nós não passando por isso estamos sempre sujeitos.

Será uma forma de aprendizagem, e dar ferramentas para a vida.

[;)]
 

No relatório de 2001 da situação prisional de Minas Gerais, a
Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa mostra que
o Estado possuía, em 1997, 12.619 detentos. De 1997 a 2001, a população​
prisional aumentou 49%.
​
​
Segundo a Comissão, os principais​
problemas do sistema penitenciário mineiro são: tortura, divisão
institucional de estabelecimentos penais entre a Secretaria da Justiça
e de Direitos Humanos e a Secretaria de Segurança Pública,
superlotação, parcos investimentos no setor, fugas e rebeliões, tratamento
prisional desumano, subutilização das penas alternativas e a
ausência de um serviço de assistência jurídica ao preso.
Nesse contexto, parte da sociedade propõe o endurecimento das
penas e a construção de presídios de segurança máxima, e, outra, vinculada à
defesa dos direitos humanos, coloca a necessidade de novas
práticas, que
ressocializem o preso e humanizem as cadeias. Este segundo
conjunto de pessoas defende a aplicação de penas alternativas
e medidas socioeducativas para que o infrator pague o seu crime sem
se submeter às condições degradantes das prisões.
Diante dessa dicotomia, teve início o Projeto Novos Rumos na Execução
Penal, do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado de Minas Gerais. O
Projeto começou com a visita do presidente do TJ, dos juizes de Execução
Penal e de promotores de Justiça da Grande Belo Horizonte ao
Centro de Reeducação de Condenados de Itaúna, administrado pela
Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac). O TJ aderiu
ao “Método Apac” considerando como referência a experiência

de Itaúna, que demonstra ser possível a humanização do cumprimento

da pena. Ficou estabelecido que o método Apac deveria ser implantado, ​
​
até
dezembro de 2003, nas 291 comarcas mineiras.​













(Carregar no link para ler a integralidade dos texto.​





[;)]​
 
Última edição:
Na rtp 2 há uns tempo falou-se num documentário acerca das prisões e falou-se numa dos USA que era no meio do deserto, aonde os presos partiam pedra todo o dia e de noite dormiam em tendas, andavam quase sempre agrilhoados e andavam sempre com os guardas em cima, em contrapartida havia outra na Suécia (acho que era na Suécia) que até tinham salão de jogos, sofás, talheres decentes, janelas sem grades, casa de banho em condições e tinham muitos poucos guardas e a maioria eram estagiários, e quem tomava conta dos presos eram os outros presos, e raramente viam os guardas, cada preso faz testes de droga várias vezes por semana e mal um tiquinho vão para prisões normais. Os presos desta prisão era presos de penas longas em fase final da pena e pessoas com pena leve, e até falou um tipo com perpétua.
 
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