Processo Casa Pia

As piadas são do mais seco que há. Mas ridículo como ele não se importa de as usar mesmo estando numa situação delicada.

Mas calou bem os jornalistas[:)][:)][:)]

Eu ainda nem tinha visto isto, mas os jornalistas nesse dia foram absolutamente horriveis, então quando foi intervalo para almoço, e eles pediram reacções, e o advogado dizia que no final diria a sua reacção, e eles voltavam a perguntar por sinónimos as reacções dele, é de deixa qualquer um sem palavras, eu não sei se aguentava não mandar uma resposta torta a um.
 
É verdade, mas temos de admitir que o jornalismo já não é o que era.

really?

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Realmente estas noticias fazem as delicias dos jornais...

Alguem sabe como isto se prova se isto é verdade em tribunal?:sh)

Estás baralhado? Deixa de ver televisão que te aclaras logo!
De facto os media têm o poder de conseguir fazer acreditar o que não é credível. Já os tinha visto a impingir Primeiros Ministros e Presidentes da República, mas nunca a ilibar condenados pela Justiça.
Enfim, vive-se!!!
 
Para grandes males, grandes remédios. Assim pensou Hugo Marçal, um dos sete arguidos da Casa Pia, condenado anteontem a seis anos e dois meses de prisão, quando, a 15 de Outubro de 2003, decidiu comer o sabão que se encontrava na casa de banho do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa, onde estava a ser sujeito ao terceiro interrogatório judicial, liderado pelo juiz Rui Teixeira. "Estava desesperado. Naquele momento faria qualquer coisa para interromper o interrogatório", revela no livro que intitulou Sabão Azul e Branco, que estará nas bancas a partir de amanhã.

Ao insistir na sua inocência, o advogado explica que nesse mesmo dia lhe foi lida uma ordem de libertação, na sequência de uma decisão da Relação de Lisboa, e, três minutos depois, outra de detenção. Tudo enquanto estava sentado numa cadeira da secretaria do TIC. Por decisão da Relação de Lisboa, que obedecia a um acórdão do Tribunal Constitucional, Rui Teixeira foi obrigado a comunicar a Hugo Marçal as provas recolhidas contra si e os factos, com conteúdo criminal, que lhe eram imputados.

"[O juiz] Fornecera-me os elementos que me conduziriam à prisão preventiva e quase todos os pormenores da investigação. Já tinha o conhecimento das datas apontadas pelos acusadores na minha posse e já sabia que eu podia provar a impossibilidade de ter cometido os crimes que me imputavam", revela a meio do livro. Mas Marçal precisava de tempo. Queria organizar a documentação que provaria a sua inocência e isso exigia ajuda externa e várias diligências.

"Tive uma ideia. Pedi para ir à casa de banho, o que foi autorizado, e resolvi comer um sabão azul e branco que lá se encontrava", confessa. E continua: "Esfreguei bem o sabão, para lhe tirar a parte superficial e proteger-me de eventuais contágios e comi-o aos bocados".

"Sabia que a seguir ficaria maldisposto, que vomitaria e que Rui Teixeira teria de interromper a diligência", conta. O sabão não o desiludiu. Passado uns minutos, segundo escreve, começou a sentir-se bastante enjoado. Teve que voltar à casa de banho para vomitar. E Rui Teixeira determinaria a interrupção do interrogatório. "Naquela altura de desespero e sofrimento, esse sabão azul e branco representaria para mim o juiz das minhas garantias. Seria ele que limparia o manto impregnado de nódoas, de sujidade, de falsidade e calúnia, para deixar transparecer a minha inocência", afirma Hugo Marçal. "Não fiz batota", alega. "Apenas me vali do que desinfectaria uma Justiça conspurcada, como se viria a comprovar".

A luta corria contra o tempo. Logo, o advogado de Marçal, João Nabais, telefonaria à mulher deste a pedir-lhe com urgência os dossiers de IRS entre 1998 e 2001. Na manhã de dia 16, Marçal ligou a uma colega, a quem passou uma procuração, para ir à Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra pedir cópia das presenças num Curso de Pós-Graduação e Mestrado frequentado pelo advogado. É que àqueles dias, sábados, e àquelas horas, os ofendidos colocavam-no numa casa em Elvas, a cidade onde vivia.

"Nabais e a sua equipa trabalharam toda a noite os meus dossiers", conta Marçal. "Escolheram tudo que o que se aproveitasse em termos das datas e horas e elaboraram uma espécie de gráfico com toda a documentação agrafada". No dia 17, o advogado de Elvas, que chegou a defender Carlos Silvino uns meses antes, era ouvido novamente no TIC de Lisboa. O interrogatório prolongou-se pela madrugada. "As senhoras procuradoras queriam ver tudo à lupa. Não viriam a ser capazes de rebater quase nada", argumenta.

Teria convencido Rui Teixeira, que terá recusado decretar novamente a sua prisão preventiva, pedida pelo Ministério Público. "Nessa madrugada, plena de curiosos constrangimentos, episódios e vicissitudes, seria devolvido à liberdade e voltaria a casa", relata Marçal.

Mas este é apenas um dos muitos episódios, talvez o mais curioso, relatados ao longo das 306 páginas de Sabão Azul e Branco. Hugo Marçal escreve sobre a sua verdade do processo Casa Pia, de forma detalhada. Não explica por que Carlos Silvino o escolheu para seu defensor no início do processo e garante não ter conhecido o ex-motorista da Casa Pia e os restantes arguidos, antes do inquérito.
Público - Hugo Marçal revela que comeu sabão para interromper interrogatório de Rui Teixeira

Mas está tudo doido? :confused: :confused: :confused:

Sugiro um menu composto à base de sabão para este senhor, quando estiver preso. Parece que lhe sabe bem. :confused:
 
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