Processo Casa Pia

Para quem não quer ouvir, deixo a transcrição.

O arguido Carlos Cruz admitiu que o menor que sujeitou à prática dos factos sexuais descritos tinha idade inferior a 14 anos.

Sabia igualmente que a idade desse menor o impedia de decidir livremente e em consciência pela prática dos actos descritos de que foi vítima.

Tinha perfeita consciência de que os actos de natureza sexual a que submeteu o menor prejudicavam o seu normal desenvolvimento físico e psicológico e que influíam negativamente na formação da respectiva personalidade.

Agiu de modo voluntário, livre e consciente, querendo satisfazer os seus instintos libidinosos, bem sabendo que as condutas atrás descritas eram proibidas pela lei penal.
 
Eu ainda me lembro de caso onde uma miúda inventou que o pai a tinha violado, o tipo só se safou pois ela tinha um diário onde escrevia o que estava a fazer. Sorte do pai que tinha uma filha estúpida, senão ia parar dentro por uma invenção.

Não digo que o Carlos Crus e os outros sejam inocentes, até porque quem sou eu para fazer uma afirmação dessas, mas tenho uma opinião formada depois de ouvir o que foi dito por Carlos Cruz e ver alguns vídeos e desenhos.
Mas que este processo esta a ser um pouco atabalhoado está.

As provas deveriam ser nítidas, ou pelo menos no fim do processo deveria ser dito o porque nítido de serem dados como culpados os arguidos, não é apresentando páginas e páginas de informação.

Se se está a condenar alguém de prisão, tem de se ter certezas, se existe uma grande duvida não se condena e ponto, alguém tem certeza? Se tem que diga porque. O que é que foi provado e como é que foi provado? É simples, eu não consigo ver nada até ao momento.
Ou basta dizer que o Manel fez isto ou aquilo que já faz com que o Manel vá ver o sol aos quadradinhos?

Eu tive um caso quando tinha 16 anos que fui acusado de roubar uma carrinha e de me espetar com esta contra um muro numa localidade a 100 km de casa.
Quem viu disse que quem conduzia a carrinha era um gajo moreno e tal. Eu fui logo acusado, e ainda por cima no dia em questão tinha ficado sozinho em casa de noite, ou seja sem provas, sem álibi, a minha sorte foi quando fui chamado para que as pessoas confirmassem que era eu elas viraram-se "era tal e qual, mas o nariz era mais comprido".
Tinham encontrado seringas na carrinha, no sitio onde morava na altura era pacato, e tempo depois ainda me perguntavam se tinha sido eu a roubar a carrinha do fulano e se ainda andava a dar nela.

Como essas existem outras, onde ouve determinado individuo que foi assaltar uma garagem de bebidas alcoólicas, embebedou-se e depois disse que tinha estado comigo, sorte foi que nesse fim de semana tinha ido com os meus pais a um lado qualquer, senão era o zé a mamar com as culpas. As pessoas fazem coisas estúpidas, porque? Não sei.

E agora pergunto-me, com que direito tem a sociedade de julgar as pessoas sem provas concretas?

E se existem provas em como a pessoa X não contactou a pessoa Y com aquele telefone e é dito pela testemunha o contrário e essa prova é metida na gaveta, alguma coisa está mal. Ou não? Isso é só um exemplo, eu acho que a testemunha não tem necessidade de mentir, ou tem?
 
Se a lei admite recurso é porque admite a possibilidade de a decisão do Tribunal ter sido errada.

Salvo casos de flagrante delito (ou confissões) é normal que se aguardem julgamentos em liberdade.

O princípio é simples: in dubio pro reu. Ou seja, em caso de dúvida protege-se o réu. Por uma razão muito simples: É preferível libertar um criminoso do que prender um inocente.

Mas acredita que se fosse eu ou tu, não estaríamos cá fora em liberdade.
 
Eu ainda me lembro de caso onde uma miúda inventou que o pai a tinha violado, o tipo só se safou pois ela tinha um diário onde escrevia o que estava a fazer. Sorte do pai que tinha uma filha estúpida, senão ia parar dentro por uma invenção.

Não digo que o Carlos Crus e os outros sejam inocentes, até porque quem sou eu para fazer uma afirmação dessas, mas tenho uma opinião formada depois de ouvir o que foi dito por Carlos Cruz e ver alguns vídeos e desenhos.
Mas que este processo esta a ser um pouco atabalhoado está.

As provas deveriam ser nítidas, ou pelo menos no fim do processo deveria ser dito o porque nítido de serem dados como culpados os arguidos, não é apresentando páginas e páginas de informação.

Se se está a condenar alguém de prisão, tem de se ter certezas, se existe uma grande duvida não se condena e ponto, alguém tem certeza? Se tem que diga porque. O que é que foi provado e como é que foi provado? É simples, eu não consigo ver nada até ao momento.
Ou basta dizer que o Manel fez isto ou aquilo que já faz com que o Manel vá ver o sol aos quadradinhos?

Eu tive um caso quando tinha 16 anos que fui acusado de roubar uma carrinha e de me espetar com esta contra um muro numa localidade a 100 km de casa.
Quem viu disse que quem conduzia a carrinha era um gajo moreno e tal. Eu fui logo acusado, e ainda por cima no dia em questão tinha ficado sozinho em casa de noite, ou seja sem provas, sem álibi, a minha sorte foi quando fui chamado para que as pessoas confirmassem que era eu elas viraram-se "era tal e qual, mas o nariz era mais comprido".
Tinham encontrado seringas na carrinha, no sitio onde morava na altura era pacato, e tempo depois ainda me perguntavam se tinha sido eu a roubar a carrinha do fulano e se ainda andava a dar nela.

Como essas existem outras, onde ouve determinado individuo que foi assaltar uma garagem de bebidas alcoólicas, embebedou-se e depois disse que tinha estado comigo, sorte foi que nesse fim de semana tinha ido com os meus pais a um lado qualquer, senão era o zé a mamar com as culpas. As pessoas fazem coisas estúpidas, porque? Não sei.

E agora pergunto-me, com que direito tem a sociedade de julgar as pessoas sem provas concretas?

E se existem provas em como a pessoa X não contactou a pessoa Y com aquele telefone e é dito pela testemunha o contrário e essa prova é metida na gaveta, alguma coisa está mal. Ou não? Isso é só um exemplo, eu acho que a testemunha não tem necessidade de mentir, ou tem?

Desculpa lá mas neste processo, duvido muito que tenham sido condenados de "ânimo leve", com provas bem credíveis, até porque se tratam de figuras públicas, e como tal, há um maior impacto se condenassem sem terem certezas. Lá porque tu tenhas dúvidas, e mais que tenham dúvidas, o que interessa é que a JUSTIÇA não tenha dúvidas!
 
Mas acredita que se fosse eu ou tu, não estaríamos cá fora em liberdade.

Estarias certamente.

Vou dar um caso em tudo semelhante, salvo as devidas proporções, que aconteceu comigo.

Tive que indemnizar uma seguradora (não interessa porquê, mas a razão estava do lado deles) num valor ainda alto.

Contudo, fomos recorrendo, dentro do possível, numa estratégia deliberada para ganhar tempo.

Os recursos foram apresentados sem eu ter tido que pagar nada à seguradora.

Sendo casos completamente distintos, o princípio que está por detrás é precisamente o mesmo.

Lá paguei no fim, mas só depois de esgotar todas as possibilidades de defesa. [;)]
 
Estive a ver os vídeos que estão no site do Carlos Cruz e se aqueles miúdos são testemunhas crediveis, então estamos muito mal. É que são tiros nos pés atrás uns dos outros que eles dizem durante as diligências. Para não falar nos desenhos que fizeram, só pode ser para rir aquilo.
 
Estive a ver os vídeos que estão no site do Carlos Cruz e se aqueles miúdos são testemunhas crediveis, então estamos muito mal. É que são tiros nos pés atrás uns dos outros que eles dizem durante as diligências. Para não falar nos desenhos que fizeram, só pode ser para rir aquilo.

Tudo o que conste nesse site, é para mim informação filtrada.

Prefiro avaliar a informação que consta de todo o processo.
 
Queria ver o estado de nervos de qualquer um a visitar aquelas casas "sujas" com aquela malta toda do tribunal.
Acham que estavam na boa?
Ainda por cima com aqueles advogados tubarões a fazerem perguntas em tom no minímo ameaçador?
Não se esqueçam que os rapazes deviam estar a tremer, a temer pela vida mesmo. :sh)
 
Queria ver o estado de nervos de qualquer um a visitar aquelas casas "sujas" com aquela malta toda do tribunal.
Acham que estavam na boa?
Ainda por cima com aqueles advogados tubarões a fazerem perguntas em tom no minímo ameaçador?
Não se esqueçam que os rapazes deviam estar a tremer, a temer pela vida mesmo. :sh)

Falar de fora é sempre fácil... :sh)
 
Outra coisa que a malta se esquece é que quando os rapazes foram abusados / tiveram sexo não deviam ter ido para lá de banho tomado, unhas cortadas, massagens e de fatinho e gravata.
Deviam ir no minímo bem bebidos.

Depois basta a quem entrou poucas ou só uma vez numa casa as luzes estarem de certa maneira e as portas todas fechadas menos uma para ter pouca noção da casa.

Basta para muita gente parar a meio das escadas e falar uns segundos para lá em cima perder a noção das posições.
 
Outra coisa que a malta se esquece é que quando os rapazes foram abusados / tiveram sexo não deviam ter ido para lá de banho tomado, unhas cortadas, massagens e de fatinho e gravata.
Deviam ir no minímo bem bebidos.

Depois basta a quem entrou poucas ou só uma vez numa casa as luzes estarem de certa maneira e as portas todas fechadas menos uma para ter pouca noção da casa.

Basta para muita gente parar a meio das escadas e falar uns segundos para lá em cima perder a noção das posições.


Exacto confundir umas escadas em caracol de madeira, com umas escadas em L em marmore...é o mesmo que eu confundir uma nota de 5€ com uma de 200€
 
Tiram-se conclusões?!:confused::confused:
Mas.... um leigo na matéria, alguma vez vai tirar alguma conclusão ao ler o processo?!
O publico agora é que vai "julgar" a justiça?!

Está bonito...... um pedófilo vem para os media fazer "campanha" a favor da sua "inocência" e, o povo vai "ler" o processo e vai fazer o "julgamento"....[:D][:D][:D]

Um leigo ( ou seja qualquer pessoa com uma escolaridade mínima) deveria poder tirar uma conclusão ao ler o processo. Mas dado que a Justiça é Portuguesa, provavelmente isso não acontece, quando noutros países isso já será possível. De que serve uma Justiça onde apenas uma minoria entende o que se está a decidir? Para mim não vale nada...A Justiça tem que ser transparente e clara e não apenas para meia dúzia entender...

O povo não vai fazer julgamento, mas tem todo o direito de fazer barulho se houve verdadeiramente erros flagrantes ou tendenciosos para incriminar alguns dos arguidos. Mas mesmo que se descubram esses erros, duvido bastante que tal aconteça...
 
Eu ainda me lembro de caso onde uma miúda inventou que o pai a tinha violado, o tipo só se safou pois ela tinha um diário onde escrevia o que estava a fazer. Sorte do pai que tinha uma filha estúpida, senão ia parar dentro por uma invenção.

Não digo que o Carlos Crus e os outros sejam inocentes, até porque quem sou eu para fazer uma afirmação dessas, mas tenho uma opinião formada depois de ouvir o que foi dito por Carlos Cruz e ver alguns vídeos e desenhos.
Mas que este processo esta a ser um pouco atabalhoado está.

As provas deveriam ser nítidas, ou pelo menos no fim do processo deveria ser dito o porque nítido de serem dados como culpados os arguidos, não é apresentando páginas e páginas de informação.

Se se está a condenar alguém de prisão, tem de se ter certezas, se existe uma grande duvida não se condena e ponto, alguém tem certeza? Se tem que diga porque. O que é que foi provado e como é que foi provado? É simples, eu não consigo ver nada até ao momento.
Ou basta dizer que o Manel fez isto ou aquilo que já faz com que o Manel vá ver o sol aos quadradinhos?

Eu tive um caso quando tinha 16 anos que fui acusado de roubar uma carrinha e de me espetar com esta contra um muro numa localidade a 100 km de casa.
Quem viu disse que quem conduzia a carrinha era um gajo moreno e tal. Eu fui logo acusado, e ainda por cima no dia em questão tinha ficado sozinho em casa de noite, ou seja sem provas, sem álibi, a minha sorte foi quando fui chamado para que as pessoas confirmassem que era eu elas viraram-se "era tal e qual, mas o nariz era mais comprido".
Tinham encontrado seringas na carrinha, no sitio onde morava na altura era pacato, e tempo depois ainda me perguntavam se tinha sido eu a roubar a carrinha do fulano e se ainda andava a dar nela.

Como essas existem outras, onde ouve determinado individuo que foi assaltar uma garagem de bebidas alcoólicas, embebedou-se e depois disse que tinha estado comigo, sorte foi que nesse fim de semana tinha ido com os meus pais a um lado qualquer, senão era o zé a mamar com as culpas. As pessoas fazem coisas estúpidas, porque? Não sei.


E agora pergunto-me, com que direito tem a sociedade de julgar as pessoas sem provas concretas?


E se existem provas em como a pessoa X não contactou a pessoa Y com aquele telefone e é dito pela testemunha o contrário e essa prova é metida na gaveta, alguma coisa está mal. Ou não? Isso é só um exemplo, eu acho que a testemunha não tem necessidade de mentir, ou tem?

Exactamente. É por estas e por outras que não devemos julgar de ânimo leve.
 
Este tópico é um fartote.
Conversas de café e comentários ao jeito da liga dos últimos.

Deixo cá mais uma, para contributo: o Carlos Cruz, esse pedófilo, nunca me enganou. Eu já desconfiava quando ele casou com uma rapariga com idade para ser filha dele, etc, etc....

Meus amigos: o "ADMITIU" não tem o significado de "confissão" em sede de audiência de julgamento ou em qualquer outra diligência ou acto do processo.
Significa a consciencialização do arguido, no momento da formação da resolução criminosa e da prática do ilicito crime, de que submetia uma pessoa com idade inferior a 14 anos à prática de relações sexuais. Ou seja, o elemento subjectivo do tipo (a culpa) encontra-se aqui preenchido.


Aliás, isso até se percebia no contexto da enunciação dos factos provados. O arguido admitiu... e sabia ainda que essa idade....

Se alguém, por absurdo que fosse, praticasse relações sexuais com um menor de 14 anos, mas julgando, e tendo face às circunstâncias, razões para julgar que se tratava de pessoa maior de 18 anos - porque o corpo, a idade anunbciada, etc - não o fizeram, como não fariam a outrém, desconfiar que se tratava na realidade de um menor, existe prática de um crime mas inexiste culpa, por erro sobre as circunstânicas de facto. E não há pena sem culpa, como é evidente.
Neste caso, o arguido não teria admitido estar a praticar actos sexuais com um menor.

ou seja, os defensores da culpabilidade do CC (eu não defendo, só acredito que ele o seja) vão ter que vasculhar mais um pouco para encontrarem um argumento melhor. [:D][:D][:D][:D][:D][:D]
 
Última edição:
Isto já muda a história completamente. Se CC e os restantes arguidos realmente admitiram, então não há volta a dar... Agora se admitiram, para que este espectaculo de conferências de imprensa e afins?:confused:

Pq admitindo um crime do qual não há defesa possivel, atenua a pena aplicada [;)] Parece é que não estavam à espera de que lhes aplicassem penas de prisão efectiva.

Mas como agora vêm os sucessivos recursos... nem chegam a lá por os pés.
 
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