Pressão para não chumbar

zerorpm

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Os professores dos 2.º e 3.º ciclos do ensino de algumas escolas estão a ser pressionados pelos conselhos executivos, no sentido de evitarem ao máximo as negativas (notas inferiores a três), já no primeiro período lectivo.

A pressão dos conselhos executivos começou a sentir-se no início deste mês, em consequência das inspecções que vão ter lugar até ao final do ano, a propósito da avaliação das escolas.

Como a concessão ou não do contrato de autonomia depende do resultado da avaliação, os conselhos executivos estão a organizar várias iniciativas, como reuniões gerais, com o objectivo de causar impressão positiva aos inspectores.

Como está instituído que um dos critérios que mais peso terá na avaliação das escolas é o índice de aproveitamento escolar dos alunos, os conselhos executivos estão a canalizar todas as suas recomendações no sentido de que as negativas sejam evitadas ao máximo.

No entanto, o Sindicato dos Professores do Norte está convicto de que a pressão para evitar negativas no Natal radica numa estratégio do Ministério da Educação que contribua para melhorar as estatísticas nacionais do aproveitamento escolar junto da União Europeia.

Para Lurdes Salgueiro, do Sindicato dos Professores do Norte, “a pressão sobre os professores para que os meninos passem todos já vem de há alguns meses a esta parte, mas tem vindo, de facto, a intensificar-se e estas inspecções de avaliação estão, sem dúvida, a adensar o mau ambiente que, genericamente, se vive nas escolas”.

“O famoso ranking das escolas vai deixar de ser feito segundo as notas finais dos alunos, mas segundo os resultados dessas inspecções. No entanto, sabe-se que o Ministério valorizará sempre mais as escolas que apresentarem melhores resultados”.

Consequência imediata destas inspecções, as escolas apressaram-se a actualizar o chamado projecto curricular de escola e a alertar o corpo docente para a importância de estudar “a fundo” esse documento. É que, pelo que constou, no diálogo com os professores, os inspectores começam precisamente por perguntar se o docente conhece o projecto curricular de escola. Este aspecto terá levado alguns conselhos executivos a promover sessões de esclarecimento sobre esses projectos.

Saber o que tem feito o docente no âmbito da recuperação dos alunos, é outra das questões tidas por obrigatórias e que, segundo o Sindicato, acaba por resultar em “pressão sobre os professores”.

Ao que apurámos, estas inspecções vão, até ao final do corrente ano lectivo, passar a pente fino 276 das cerca de 1180 unidades de gestão escolar existentes em Portugal. O Sindicato dos Professores do Norte diz que “isso é uma tarefa quase impossível de concretizar”.

"NÃO PODEMOS OBRIGÁ-LOS"

“Se os alunos não estudam, se não querem saber, como é que nós os recuperamos? Nós não podemos obrigá-los a estudar e a interessar-se pela escola”, disse ao Correio da Manhã Maria Manuela (nome fictício), professora numa EB 2,3 do distrito de Coimbra.

Revoltada com “o rumo que a Educação está a levar em Portugal”, esta docente, com quase 30 anos de serviço, assegura que “nunca foi tão difícil ensinar e nunca se ensinou tão pouco”.

Convidada a esclarecer, referiu que “antes o professor preocupava-se essencialmente em ensinar e tinha os alunos no centro dos seus objectivos; hoje um professor tem, sobretudo, de fazer relatórios, de elaborar e estudar projectos, enfim, quase tudo menos dar aulas”. Diz a docente que a situação é “insustentável”.

"NINGUÉM É PRESSIONADO"

O Inspector Geral de Educação, José Maria Azevedo, diz que “é desajustada a ideia de que as avaliações externas possam induzir qualquer falso sucesso”.

Em declarações ao CM, o chefe dos inspectores disse que “estas avaliações até são feitas a pedido das próprias escolas, já que tiveram por base uma candidatura.”

“Não faria sentido estarem agora a usar procedimentos administrativos que distorcessem a realidade”, acrescentou. Para além disso, José Maria Azevedo sublinhou que as notas do primeiro período não terão qualquer peso na avaliação das escolas.

“A progressão dos alunos é um dos pontos, não o único nem o mais importante. Mas isto tem a ver com as notas dos últimos anos e a evolução que se tem verificado e não propriamente as notas do Natal”, esclareceu José Azevedo, referindo que “se estas avaliações levarem a que os docentes se inteirem do projecto educativo e que as escolas se preparem para a avaliação, é positivo”.

De resto, avisa que “as escolas portuguesas continuam a ter elevadíssimas taxas de retenção”.

DADOS EM DESTAQUE

1180 ESCOLAS

Das 1180 unidades de gestão escolar existentes em Portugal, a Inspecção Externa vai passar a pente fino 276, ou seja, cerca de 20 por cento. Segundo a Inspecção Geral, são todas as que se candidataram este ano.

MUITAS RETENÇÕES

Apesar de garantir que não existem quaisquer pressões e que as avaliações externas não querem induzir falso sucesso, o Inspector Geral de Educação diz que “as escolas portuguesas continuam a ter elevadíssimas taxas de retenção”.

EFEITO POSITIVO

O Inspector Geral de Educação diz que é “natural e humano” que as escolas se preparem para a avaliação externa. E revela que até considera “extremamente positivo” que esta situação leve um maior número de docentes a lerem com a atenção devida o projecto curricular da escola.

in CM
 
isto no meu tempo nao era nada disto...

havia pressao enorme...pois podia-se mesmo chumbar!!!
havia pressao das faltas...pois podia-se mesmo chumbar por faltas!!!

hoje...as coisas estao....estranhas...


ate estou com medo de ter filhos!!!
 
isto no meu tempo nao era nada disto...

havia pressao enorme...pois podia-se mesmo chumbar!!!
havia pressao das faltas...pois podia-se mesmo chumbar por faltas!!!

hoje...as coisas estao....estranhas...


ate estou com medo de ter filhos!!!

Não tenhas! O grande problema em relação ao teu "futuro" herdeiro é a dificuldade de "escolher" o diploma.
Do tipo olhas para a cara dele e pensas , daqui vai crescer um futuro médico, pimba escolhes o diploma e depois o teu filho nem sangue pode ver fica todo mal-disposto, etc,etc,etc, é uma chatice .
Aconselho pois todos os futuros pais a pelo menos esperarem até aos 7/8 anos do vosso rebento e aquilatar da tendência profissional de cada um de maneira a que quando tiverem de ir escolher o diploma profissional o façam para que a taxa de sucesso seja superior a 80%.

Fiquem bem...... e futuros pais vós sois o futuro dos vossos filhos e futuro de Portugal
 
Última edição:
E assim lá vamos ter o porreiro Socrates no proximo ano a anunciar a excelente evolução da educação em Portugal, aonde por milagre deste governo, as mèdias dos alunos subiram em flecha, sendo assim um sinal grande da aposta deste governo na educação. [:D]


Porreiro Pá [:D]
 
Última edição:
Não tenhas! O grande problema que possas ter em relação ao teu "futuro" herdeiro é a dificuldade de "escolher" o diploma.
Do tipo olhas para a cara dele e pensas , daqui vai crescer um futuro médico, pimba escolhes o diploma e depois o teu filho nem sangue pode ver fica todo mal-disposto, etc,etc,etc, é uma chatice .
Aconselho pois todos os futuros pais a pelo menos esperarem até aos 7/8 anos do vosso rebento e aquilatar da tendência profissional de cada um de maneira a que quando tiverem de ir escolher o diploma profissional o façam de para que a taxa de sucesso seja superior a 80%.

Fiquem bem...... e futuros pais vós sois o futuro dos vossos filhos e futuro de Portugal

7/8 anos? Se muitos chegam aos 18 e nem sabem o que querem, como podem crianças ter essa certeza? Pode acontecer uma criança pensar no que quer ser e até chegar a se-lo! Mas é muito raro.
Muitos adultos até estão num trabalho e a pensar que não é aquilo que queriam.
 
E assim lá vamos ter o porreiro Socrates no proximo ano a anuncias a excelente evolução da educação em Portugal, aonde por milagre deste governo, as medias dos alunos subiram em flecha, sendo assim um sinal grande da aposta deste governo na educação. [:D]


Porreiro Pá [:D]


[:)] [:)]
 
Acho a pressão para não chumbar positiva, se as notas forem atribuídas em consciência. Presumo que os professores são conscientes.

Vejamos, a escola existe para quê? É fácil, é para ensinar os alunos, para estes aprenderem. Quando é que um professor é melhor que outro? É fácil quando ensina melhor. E qual é a consequência disto? É os alunos passarem e terem boas notas. Pressionar os professores a não darem negativa é uma forma de os pressionar a serem melhores professores.
Se fosse professor ficava contente se todos os meus alunos passassem e tivessem boas notas, não estou a ver um professor focar contente por chumbar alguém.
 
Acho a pressão para não chumbar positiva, se as notas forem atribuídas em consciência. Presumo que os professores são conscientes.

Vejamos, a escola existe para quê? É fácil, é para ensinar os alunos, para estes aprenderem. Quando é que um professor é melhor que outro? É fácil quando ensina melhor. E qual é a consequência disto? É os alunos passarem e terem boas notas. Pressionar os professores a não darem negativa é uma forma de os pressionar a serem melhores professores.
Se fosse professor ficava contente se todos os meus alunos passassem e tivessem boas notas, não estou a ver um professor focar contente por chumbar alguém.

Eu não fico contente por ver os meus alunos chumbarem! Antes pelo contrário! Fico f*d*d* da vida....
 
isto no meu tempo nao era nada disto...

ate estou com medo de ter filhos!!!

não tenhas porque os teus filhos vão ter a educação que TU lhe deres,

aí está um dos males maiores, os paizinhos não dão educação aos filhos e NEM QUEREM que seja a escola a dá-la (coisa que não lhe cabe)

MCunha
 
não tenhas porque os teus filhos vão ter a educação que TU lhe deres,

aí está um dos males maiores, os paizinhos não dão educação aos filhos e NEM QUEREM que seja a escola a dá-la (coisa que não lhe cabe)

MCunha

Os paizinhos querem é que os filhos fiquem agarrados á Playstation e não os chateiem.
 
7/8 anos? Se muitos chegam aos 18 e nem sabem o que querem, como podem crianças ter essa certeza? Pode acontecer uma criança pensar no que quer ser e até chegar a se-lo! Mas é muito raro.
Muitos adultos até estão num trabalho e a pensar que não é aquilo que queriam.

Hoje a tua capacidade observadora ficou na gaveta......

Se reparares no meu post.....estou a ser irónico.... sarcástico....REALISTA[s)]
 
Eu não fico contente por ver os meus alunos chumbarem! Antes pelo contrário! Fico f*d*d* da vida....

E mais f*d*d* da vida ficas quando chumbas em consciência e o conselho de turma ou pedagógico ou executivo te faz recuar e obriga-te a passar o aluno ou eles mesmos passam-no por votação.
Nunca te aconteceu? Pois na escola onde a minha maria dá aulas é prática corrente.

Mas aquilo que pelo menos me dá um certo alento (pela negativa) é que esta geração de alunos com a escolariedade obrigátoria que nem o próprio nome sabe escrever, vai ser excluido do mercado de trabalho, sim porque aí o Ministério da Educação não pode obrigar o empresário a contratar o doutorado em coisa alguma.
 
não tenhas porque os teus filhos vão ter a educação que TU lhe deres,

aí está um dos males maiores, os paizinhos não dão educação aos filhos e NEM QUEREM que seja a escola a dá-la (coisa que não lhe cabe)

MCunha


mas quando eles estao na escola...supostamente nas aulas...nao tens controlo sobre os teus filhos...

lembras-te quando andavas na escola? imagina q na altura....nao havia a pressao de o numero minimo de faltas...e q se ouve falar de uma certa pressao para os professores facilitarem a transiçao de ano dos alunos....
era uma maravilha...ia la a escola so fazer os exames....recebia a educaçao em casa....livros electronicos...biblioteca universal (net)...no dia do exame...auxiliares de memoria!
 
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