Banco Espírito Santo cobra 104 euros pelo encerramento de contas dos cliente
Há poucos dias, o Banco Espírito Santo cobrou 104 euros pelo encerramento de uma conta à ordem - BES 360 -, um valor que é muito superior ao praticado por duas outras instituições, o Millennium BCP e o Santander.
Há poucos dias, o Banco Espírito Santo cobrou 104 euros pelo encerramento de uma conta à ordem - BES 360 -, um valor que é muito superior ao praticado por duas outras instituições, o Millennium BCP e o Santander.
O cliente em causa considera o valor cobrado despropositado e admitiu, em declarações ao "Público", a intenção de apresentar uma queixa junto do Banco de Portugal. No momento que decidiu, voluntariamente, pôr fim à relação com o BES, que o cliente diz "ter decorrido sem incidentes bancários" (faltas de pagamento), o gerente de conta informou-o de que o custo de cancelamento era de 13 euros.
Pouco tempo depois, verificou que, afinal, o valor a pagar ascendia a 104 euros (100 para o banco e quatro de imposto de selo), tendo-lhe sido explicado que foi feita uma actualização do preçário em Outubro do ano passado, que passou despercebida ao funcionário. Apesar da promessa de reposição do dinheiro cobrado face à primeira informação, o cliente manifesta-se chocado com o valor da actualização feita.
O "Público" contactou, na passada quinta-feira, um funcionário do BES, que pediu o anonimato e que confirmou a alteração da comissão. Referiu ainda que, no ano passado, ocorreram outros agravamentos de comissões, designadamente na área do crédito à habitação. O serviço telefónico do BES manteve, igualmente, que o custo era de "cerca de cem euros", mas que a operação de cancelamento tinha de ser tratada numa agência do banco.
No mesmo dia, o "Público" contactou a administração do BES, que confirmou, em esclarecimento escrito, que "a comissão existe no precário do banco e foi publicada de acordo com as normas do Banco de Portugal".
Fonte:
Jornal de Negocios