[Economia] PPP Metro e Carris

GPLduradouro

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Saiu no Diário de República II Série, publicado no dia 23/09/2015 a autorização para pagamentos no valor total de 462 milhões de euros em PPPs à multinacional Avanza pela subconcessão da exploração do Metro por 8 anos.

Este valor é apenas pela subconcessão do Metro, mas com a Carris, ascende a 1075 milhões de euros.
A multinacional vai usar gratuitamente a frota de comboios, cuja manutenção e respectivos custos continuam no sector público.
A multinacional ainda passa a receber as receitas de publicidade (mais de 15 milhões por ano) e todas as receitas de aluguer de instalações e frota.
Os eléctricos, ascensores e elevadores passam a estar dedicados exclusivamente ao turismo.

Mais informação detalhada da PPP do Metro em:
https://dre.pt/application/file/70344945
 
Ainda não vi melhorias no serviço, a não ser a parte das greves aparentemente terem finalmente acabado.

Mas com tanto milhão, espero que haja melhorias em breve.
 
Resumindo, o Estado vai desembolsar 134.375.000,00€ / ano com a CARRIS+ML.

Quanto foi, para o Estado, o prejuízo médio anual da CARRIS+ML dos ultimos anos? Se for superior a esse valor, então o Estado fez muito bem em realizar a PPP.

(só pelo fim das greves já compensou)
 
e os pobres dos trabalhadores agora têm de trabalhar todos os dias??? [s)]

já não há mais plenários de 2 em 2 dias? Nem a bela da greve semanal?? [s)]

porcos capitalistas que perseguem quem trabalha.... [s)] [s)]

qualquer dia nem uma baixa fraudulenta os deixam tirar... aonde é que este mundo vai parar...
 
Resumindo, o Estado vai desembolsar 134.375.000,00€ / ano com a CARRIS+ML.

Quanto foi, para o Estado, o prejuízo médio anual da CARRIS+ML dos ultimos anos? Se for superior a esse valor, então o Estado fez muito bem em realizar a PPP.

(só pelo fim das greves já compensou)

Só viste a parte que vai custar pagar à Avanza porque todos os outros custos continuam no Estado.

"A multinacional vai usar gratuitamente a frota de comboios, cuja manutenção e respectivos custos continuam no sector público."
Logo, a despesa vai aumentar.
 
Portanto o contribuinte continua a pagar as despesas e os lucros vão pra Avanza... A sério que há pessoal aqui que acha isto um bom negócio? Até a manutenção é a cargo do estado... Que raio de contas fazem?
Greves... Para já não tem havido, mas o que impede de haver?

Esperam melhorias no serviço? Como? Parte dos autocarros que estão parados nas estações estão lá porque não há motoristas para os conduzir, o que vai havendo é pessoal que prolonga o serviço e faz uns extras...

Os eléctricos, ascensores e elevadores vão ficar só pra turismo (portanto o passezinho deixa de ser válido).... Melhorias? Sim prós turistas vão haver, pro utente vai ser pra piorar....
 
Portanto o contribuinte continua a pagar as despesas e os lucros vão pra Avanza... A sério que há pessoal aqui que acha isto um bom negócio? Até a manutenção é a cargo do estado... Que raio de contas fazem?
Greves... Para já não tem havido, mas o que impede de haver?

Esperam melhorias no serviço? Como? Parte dos autocarros que estão parados nas estações estão lá porque não há motoristas para os conduzir, o que vai havendo é pessoal que prolonga o serviço e faz uns extras...

Os eléctricos, ascensores e elevadores vão ficar só pra turismo (portanto o passezinho deixa de ser válido).... Melhorias? Sim prós turistas vão haver, pro utente vai ser pra piorar....

Tens aqui as continhas. Poupança de 25 milhões por ano e fim das greves. Parece-me bem.

[h=1]Concessão da Carris e Metro alivia défice em 25 milhões de euros por ano[/h]
A concessão das empresas de transportes públicos Carris e Metro vai beneficiar o défice orçamental em apenas 25 milhões de euros por ano durante o período de concessão, que ronda os oito anos.

"A poupança média estimada é superior a 25 milhões de euros por ano", disse ao Diário Económico fonte oficial do Ministério das Finanças. Este é o impacto que o negócio terá no défice, apesar de os espanhóis da Avanza pagarem ao Estado 1.713 milhões de euros. É que o Estado também tem de entregar à Avanza 1.075 milhões de euros pelo facto de uma empresa privada ficar com a gestão de um serviço público. O contrato de concessão da Carris é válido por oito anos e o do Metropolitano de Lisboa tem a duração de oito anos e meio. Ou seja, no conjunto dos oito anos, o défice sai beneficiado em cerca de 200 milhões de euros.

Além das informações que foram dadas pelo Governo há uma semana, quando anunciou que os espanhóis da Avanza ficariam com a concessão, o ministério de Maria Luís Albuquerque não acrescenta mais dados e explicações sobre o impacto nas contas públicas. Nomeadamente se a estimativa de poupança de 25 milhões de euros já está incluída nas metas do défice inscritas no Programa de Estabilidade. Tudo indica que não estará. Na análise ao Programa de Estabilidade, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental não identificou a concessão da Carris e do Metro como uma das previstas para este ano. Os técnicos do Parlamento encontraram apenas referência às concessões da Companhia das Lezírias e Alter, da Silopor, dos Portos de Pedrouços e Bom Sucesso e da Concessão da A23. No conjunto, estas concessões deverão beneficiar o défice deste ano em 176 milhões de euros. Segundo os técnicos do Parlamento, o modelo de concessão escolhido para o Oceanário de Lisboa faz com que este negócio não tenha impacto no défice.

Apesar das concessões ajudarem o défice, elas são registadas como medidas extraordinárias. E, por isso, não têm impacto no saldo estrutural, o indicador usado para medir o esforço efectivo de consolidação orçamental.

Antes de avançar com a concessão das duas empresas de transportes públicos, o Estado reestruturou-as financeiramente. No ano passado, a Carris (que não faz parte do perímetro das contas públicas) recorreu ao Estado por não ter capacidade de renovar a sua dívida junto do mercado. O Estado garantiu assim o pagamento de uma dívida no valor de 297 milhões de euros. A meio do ano, a dívida garantida a esta empresa era de 318,8 milhões de euros. No caso do Metropolitano de Lisboa, a empresa já faz parte do perímetro das contas públicas e, por isso, os seus resultados já são reflectivos no défice. Em 2013, a empresa somava cinco anos de prejuízos. A 30 de Junho de 2014, o Estado já tinha garantido dívida no valor de 2770,46 milhões de euros.

http://economico.sapo.pt/noticias/concessao-da-carris-e-metro-alivia-defice-em-25-milhoes-de-euros-por-ano_222026.html
 
Mesmo sendo nós a pagar, desde que o serviço funcione correctamente (não foi o caso até há bem pouco tempo), não me importo de pagar.

O que impede de fazer? Os despedimentos, que estando a cargo privado, sabes perfeitamente que acontece se necessário.
 
Mesmo sendo nós a pagar, desde que o serviço funcione correctamente (não foi o caso até há bem pouco tempo), não me importo de pagar.

O que impede de fazer? Os despedimentos, que estando a cargo privado, sabes perfeitamente que acontece se necessário.

Serão sempre transportes deficitários. Logo quem explora terá de ter subvenção do estado. É preciso é reduzir prejuízos e acabar com as greves mensais.
 
A Avanza vai buscar 30% das receitas geradas pela Metro de Lisboa e pela Carris. Os restantes 70% continuam a ficar no Estado, são estes 70% ao longo dos 8 anos de contrato que geram os tais 1.713 milhões de euros. Logo, é falso o Econonimo escrever "apesar de os espanhóis da Avanza pagarem ao Estado 1.713 milhões de euros" Só faltava mais esta, a Avanza pagar por gerir o Metro e a Carris [:D]
Estes 1.713 milhões de euros são o que o Estado já arrecada em 8 anos, mais 30% levados pela Avanza para o seu bolso.

Vamos ter ainda menos serviço público e o Estado vai desembolsar mais umas largas centenas de milhões de euros, tudo em beneficio de privados, é claro.

Já agora, a coligação PSD/CDS-PP prepara-se para levar uma ripada nas eleições.
 
A Avanza vai buscar 30% das receitas geradas pela Metro de Lisboa e pela Carris. Os restantes 70% continuam a ficar no Estado, são estes 70% ao longo dos 8 anos de contrato que geram os tais 1.713 milhões de euros. Logo, é falso o Econonimo escrever "apesar de os espanhóis da Avanza pagarem ao Estado 1.713 milhões de euros" Só faltava mais esta, a Avanza pagar por gerir o Metro e a Carris [:D]
Estes 1.713 milhões de euros são o que o Estado já arrecada em 8 anos, mais 30% levados pela Avanza para o seu bolso.

Vamos ter ainda menos serviço público e o Estado vai desembolsar mais umas largas centenas de milhões de euros, tudo em beneficio de privados, é claro.

Já agora, a coligação PSD/CDS-PP prepara-se para levar uma ripada nas eleições.

Cuidado, que ela vem já aí:

970056
 
Tens aqui as continhas. Poupança de 25 milhões por ano e fim das greves. Parece-me bem.

[h=1]Concessão da Carris e Metro alivia défice em 25 milhões de euros por ano[/h]
A concessão das empresas de transportes públicos Carris e Metro vai beneficiar o défice orçamental em apenas 25 milhões de euros por ano durante o período de concessão, que ronda os oito anos.

"A poupança média estimada é superior a 25 milhões de euros por ano", disse ao Diário Económico fonte oficial do Ministério das Finanças. Este é o impacto que o negócio terá no défice, apesar de os espanhóis da Avanza pagarem ao Estado 1.713 milhões de euros. É que o Estado também tem de entregar à Avanza 1.075 milhões de euros pelo facto de uma empresa privada ficar com a gestão de um serviço público. O contrato de concessão da Carris é válido por oito anos e o do Metropolitano de Lisboa tem a duração de oito anos e meio. Ou seja, no conjunto dos oito anos, o défice sai beneficiado em cerca de 200 milhões de euros.

Além das informações que foram dadas pelo Governo há uma semana, quando anunciou que os espanhóis da Avanza ficariam com a concessão, o ministério de Maria Luís Albuquerque não acrescenta mais dados e explicações sobre o impacto nas contas públicas. Nomeadamente se a estimativa de poupança de 25 milhões de euros já está incluída nas metas do défice inscritas no Programa de Estabilidade. Tudo indica que não estará. Na análise ao Programa de Estabilidade, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental não identificou a concessão da Carris e do Metro como uma das previstas para este ano. Os técnicos do Parlamento encontraram apenas referência às concessões da Companhia das Lezírias e Alter, da Silopor, dos Portos de Pedrouços e Bom Sucesso e da Concessão da A23. No conjunto, estas concessões deverão beneficiar o défice deste ano em 176 milhões de euros. Segundo os técnicos do Parlamento, o modelo de concessão escolhido para o Oceanário de Lisboa faz com que este negócio não tenha impacto no défice.

Apesar das concessões ajudarem o défice, elas são registadas como medidas extraordinárias. E, por isso, não têm impacto no saldo estrutural, o indicador usado para medir o esforço efectivo de consolidação orçamental.

Antes de avançar com a concessão das duas empresas de transportes públicos, o Estado reestruturou-as financeiramente. No ano passado, a Carris (que não faz parte do perímetro das contas públicas) recorreu ao Estado por não ter capacidade de renovar a sua dívida junto do mercado. O Estado garantiu assim o pagamento de uma dívida no valor de 297 milhões de euros. A meio do ano, a dívida garantida a esta empresa era de 318,8 milhões de euros. No caso do Metropolitano de Lisboa, a empresa já faz parte do perímetro das contas públicas e, por isso, os seus resultados já são reflectivos no défice. Em 2013, a empresa somava cinco anos de prejuízos. A 30 de Junho de 2014, o Estado já tinha garantido dívida no valor de 2770,46 milhões de euros.

http://economico.sapo.pt/noticias/concessao-da-carris-e-metro-alivia-defice-em-25-milhoes-de-euros-por-ano_222026.html

Essas contas teóricas batem certo, da mesma forma que as contas das concessões das scuts batiam e hoje em dia vê-se a negociata que foi.

Quanto à reestruturação feita... Nada de especial... O pessoal que tava quase na idade da reforma foi embora mais cedo com compensações monetárias, chefias do metro passaram pra carris e da Carris passaram pro metro, estes chefes ainda tiveram um aumento no ordenado sob a forma de prémio de produtividade na ordem dos 1000eur, isto em empresas que dão prejuízo e qual é a preocupação dos utentes? O fim das greves de pessoal que pedia a reposição do valor das horas extras pago anteriormente...
Eh pá... Eu nunca fui contra privatizações nem concessões, mas há que ver a lógica das coisas, continua-se a cortar no ordenado dos trabalhadores e aumenta-se o das chefias?

Mesmo sendo nós a pagar, desde que o serviço funcione correctamente (não foi o caso até há bem pouco tempo), não me importo de pagar.

O que impede de fazer? Os despedimentos, que estando a cargo privado, sabes perfeitamente que acontece se necessário.
E agora funciona melhor? Não vejo nada.... Continua a haver poucos autocarros pois não há pessoal pra os conduzir, os eléctricos a passarem exclusivamente pro turismo, ainda menos transportes públicos se terá... A sério que ficará melhor? É que fazer omeletes sem ovos é complicado....

Quanto ao tema das greves/despedimentos, graças à nossa lei isso não acontece, a greve é um direito e é uma falta justificada (coisa que não concordo) portanto não têm motivos perante a lei para despedir um trabalhador por fazer greve....

Um aparte... Houve uma empresa que queria pegar na concessão, o negócio era ficarem com tudo excepto o pessoal de escritório (directores, administradores, etc)... Foi de imediato posta de parte ;-)
 
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