Eu considero Portugal uma anedota, ou pelo menos uma farsa, e um grande barrete que a União Europeia enfiou.
Temos um sistema de impostos/legal completamente kafkiano. Já comparam por exemplo a forma completamente ridícula usada para calcular o IRS com a de outros países Europeus?na Irlanda, por exemplo, qualquer pessoa que saiba fazer operações de somar e de subtrair consegue calcular aos impostos facilmente. Pessoas estúpidas complicam, os inteligentes simplificam.
Temos por exemplo 4 vezes mais funcionários públicos do que a Irlanda, que tem metade da população. São bem pagos, muito acima das suas competências. Nenhum governo pode fazer nada, pois os funcionários públicos e as suas famílias decidem eleições.
Pensamos que somos governados pela direita, quando todo o mundo acha que os Socialistas e Sociais Democratas são esquerda.
Temos um sistema judicial e penal completamente ridículo, feito sempre a pensar no criminoso e nunca na vitima. É lento, corrupto, e os próprios juízes violam a lei. Protegemos todos os políticos corruptos, e se for preciso, ainda os reelegemos.
Somos dos povos menos produtivos da Europa, o nosso PIB é uma vergonha, e continuará a ser pois não vale a pena trabalhar mais ou melhor em Portugal. O único retorno é pagar mais impostos.
Criticamos o "neo liberalismo" e o capitalismo selvagem, mas temos mais pobres que o país mais capitalista do mundo, os EUA.
Somos o povo com menos qualificações da Europa, o que está directamente ligado à nossa falta de produtividade.
Temos um nível de vida comparável com os outros países europeus, e nalguns casos mais caro ainda (combustíveis, carros, etc) devido aos impostos exorbitantes que pagamos, mas com salários que são uma fracção do de outros países. Mais uma vez, os altos impostos são em grande parte culpados.
Morremos mais na estrada que quase qualquer outro povo (pelo menos dos 12 originais da UE), porque somos uns animaizinhos a conduzir, mas achamos que é porque temos as estradas más. A isto só digo, vão até à Irlanda se querem ver o que são estradas más, e depois expliquem-me lá porque é que lá morrem, em proporção, metade dos que morrem cá. Ah, e se forem dizer que é pelo mau ensino de condução, então fiquem a saber que lá nem é necessário ter aulas nenhumas, nem de código, nem de condução.
Queremos que o estado faça tudo, mas queremos baixos impostos. Adoramos monopólios estatais e adorávamos ver tudo nacionalizado, apesar de quase todos os problemas económicos de Portugal terem sido o resultado dessas políticas.
falamos no maldito neo-liberalismo, mas temos
Preços controlados pelo governo
Interferência do estado em empresas privadas
Sectores da economia vedados à concorrência para se manterem os monopólios que sustentam esta parasitagem em que votamos
Tudo isto completamente antagónico a tudo o que foi definido como liberalismo, mas como ouvimos os ignorantes dos PCP/CGTP a acenar com este palavrão, acreditamos que sabemos o que quer dizer, e repetimos quando pudemos.
Adoramos viver à conta dos senhorios. Adoramos as rendas congeladas, e adoramos não poder ser despejados se não pagarmos a renda, pois a lei está sempre do lado do inquilino.
Construímos casas para povos que nunca contribuíram para a nossa sociedade, nem fazem intenções de o fazer, amontamos-os uns em cima dos outros criando guetos e depois ficamos surpreendidos quando a coisa explode. Obrigado esquerda portuguesa.
Adoramos dívidas e o dinheiro dos outros, e adoramos podermo-nos endividar à vontade sem nunca conseguirmos ser presos.
Adoramos que um criminoso reincidente seja tratado em tribunal como um cidadão exemplar que comete o primeiro crime, pois o PS mandou que os crimes passados deixem de poder ser usados contra o criminoso se este já tiver "pago a sua dívida para com a sociedade". Acabámos também com a agente infiltrado, pois era uma forma eficaz demais de prender criminosos. Provoca-los está fora de questão.
Odiamos pensar que o nosso destino está dependente do nosso mérito e esforço, e odiamos quem crie emprego. Pensamos que o emprego é um direito, e que os empresários e/ou o governo têm a obrigação de nos garantir esse direito. Não temos ou queremos responsabilidades.
E por aí fora, não vale a pena continuar.
Talvez anedota não seja a palavra. Portugal é uma tristeza, uma estupidez. O governo é só o reflexo do povo, e enquanto forem portugueses à frente desta nação será sempre assim. Temos o que merecemos, nem mais, nem menos.