[Sociedade] Poligamia

Tento viver segundo o princípio de "viver e deixar viver" e não me incomoda a ideia de alguém viver numa relação poligâmica se funciona para todos os intervenientes e são felizes assim. E concordo que a sociedade moderna é muito rápida a fazer julgamentos de valor e decidir pelos outros o que é "certo" ou "errado" como se tivessem alguma coisa a ver com isso.

Não concordo é com a ideia que o ser humano é inerentemente poligâmico e monogamia é sempre uma farsa. Eu estou numa relação vai fazer 9 anos e não senti ainda necessidade de trair ninguém. Depende de cada um se está ou não bem só com uma pessoa (e depende dessa pessoa) ou sente necessidade de outras.

Aliás os psicólogos não tinham aí umas teorias que a traição nem é tipicamente por necessidade de se envolver com mais pessoas, mas sim uma procura da sensação de poder que vem da "caça" e do sucesso ao conquistar alguém? Tenho ideia que na maioria dos casos de traição quem trai não procura nem quer uma relação séria com o/a amante, nem é por falta de "qualidade" em casa. Ou seja a traição não lhe dá nada que já não tivesse, é só mesmo aquela vontade de conquistar e experimentar alguém novo. Uns sentem essa necessidade (pelos vistos a maioria), mas outros não. Ou então sentem mas têm melhor controlo de impulsos, tal como quando alguém nos chateia muito nos dá vontade de lhe partir a cara, e há quem o faça e quem se consiga controlar.

O que eu acho é que alguém que não seja capaz de se manter fiel numa relação monogâmica tem bom remédio: não se meta numa. Mais vale ser sincero, consigo e com os outros, e abrir logo o jogo à partida deixando claro que não quer "exclusividade". Quem quer porreiro, quem não quer continue a procurar e assim não há problemas para ninguém. Quem faz um contrato - primeiro informal mas mais à frente até mesmo legal através do casamento - e depois o está sempre a violar às escondidas, a mim mostra imaturidade e fraqueza de espírito.

Não há uma regra, nada impede que haja a capacidade/necessidade de se ser poli ou mono, vai variar de acordo com a personalidade e entendimento das pessoas. A farsa da monogamia reside essencialmente no ponto de vista social e religioso, foi imposta por um conjunto de pessoas que acha "assim é que deve ser" mas que na prática não se verifica pois continua a existir um número elevado mas indeterminado de cidadãos que recorrem à prostituição ou que mantêm relações paralelas. Quando se descobre que isso acontece fica toda a gente muito admirada, debaixo de uma penumbra hipócrita, como se o anormal fosse ser-se poligamico. A perseguição e cruzada que se faz por a pessoa A ter mais que um relacionamento simultâneo, é ridículo, e quando são personalidades públicas pior ainda. Até entendo que para quem tem insucesso amoroso se veja enraivecido pelo sucesso alheio e possa daí gerar conflitos, mas fora isso fazer-se um grande reboliço baseado em falsas crenças não faz sentido.
 
Eu acredito que existe um grande tabu acerca do Poliamor e que daqui a muitas décadas a poligamia poderá começar a crescer.
A mim não me diz rigorosamente nada, não me consigo imaginar estar a viver com 2 homens, com filhos de um ou de ambos? 2 sogras? lol Que confusão.
 
A quantidade de homens casados que têm amantes (por vezes mais de uma) comprovam que a poligamia existe e é bastante vulgar.
 
Não há uma regra, nada impede que haja a capacidade/necessidade de se ser poli ou mono, vai variar de acordo com a personalidade e entendimento das pessoas. A farsa da monogamia reside essencialmente no ponto de vista social e religioso, foi imposta por um conjunto de pessoas que acha "assim é que deve ser" mas que na prática não se verifica pois continua a existir um número elevado mas indeterminado de cidadãos que recorrem à prostituição ou que mantêm relações paralelas. Quando se descobre que isso acontece fica toda a gente muito admirada, debaixo de uma penumbra hipócrita, como se o anormal fosse ser-se poligamico. A perseguição e cruzada que se faz por a pessoa A ter mais que um relacionamento simultâneo, é ridículo, e quando são personalidades públicas pior ainda. Até entendo que para quem tem insucesso amoroso se veja enraivecido pelo sucesso alheio e possa daí gerar conflitos, mas fora isso fazer-se um grande reboliço baseado em falsas crenças não faz sentido.

Desculpa mas as tuas palavras revelas um enorme preconceito contra quem pratica a monagamia!!!
Admito sim que muitas pessoas não são felizes a amarem e a entregarem-se a uma só pessoa, totalmente de acordo, mas repara, a MAIORIA é certamente feliz assim, olho para os meus pais, olho para imensos casais que tenho a certeza da sinceridade que os une, da fote paixão, do sentimento de entrega um ao outro e o que mais desejam para ambos é terem muito amor um pelo outro, respeitarem-se sempre e amarem-se todos os dias sem qualquer necessidade de outras pessoas. E pensa, se isto de ser mono. é uma "seca" pq será que as pessoas continuam a lutar por um amor, apenas um??? Será que andam todoas enganadas?
Estas a generalizar muito e deixa-me dizer-te uma coisa, podes pensar assim, mas no dia que conheceres uma mulher que te faz sentir que ela é tudo para ti...gostava de ouvir por ti que mantens a tua posição .)

E por fim, quem está contra não tem inveja, seguramente é mais o contrário, quem defende muito a poligamia é que pode ter inveja de não se ter sentido realizado na sua vida amorosa.. :)
 
O Poliamor é a perfeição utópica.
Lindo na teoria mas na prática não é possivel, pelo menos sem que haja bastante sofrimento e frustração.

A poligamia exige não ter quaisquer sentimentos de posse por quem se ama. E o sentimento de propriedade é um dogma cultural do ocidente.

De uma certa maneira é uma forma muito evoluída de amor (embora ache que alguns são é demasiado desprendidos, ou seja afectivamente menos capazes de entrega, digamos), um amor altruísta no expoente máximo, um amor que não impede a liberdade, quiçá utópico realmente.

Na minha opinião, somos todos multi-gâmicos. Teremos é fases de monogamia, outras fases de poligamia, e somos capazes de as controlar (ou não...).
 
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Continuem que 'tou a gostar de ler.[:D]
 
A poligamia exige não ter quaisquer sentimentos de posse por quem se ama. E o sentimento de propriedade é um dogma cultural do ocidente.

De uma certa maneira é uma forma muito evoluída de amor (embora ache que alguns são é demasiado desprendidos, ou seja afectivamente menos capazes de entrega, digamos), um amor altruísta no expoente máximo, um amor que não impede a liberdade, quiçá utópico realmente.

Na minha opinião, somos todos multi-gâmicos. Teremos é fases de monogamia, outras fases de poligamia, e somos capazes de as controlar (ou não...).

Concordo que cá existe um sentimento de pertença de posse que em muitos outros países não existe dai que julgo que nas próximas gerações a sociedade vai continuar a ser na sua grande maioria monogâmica.
 
Concordo que cá existe um sentimento de pertença de posse que em muitos outros países não existe dai que julgo que nas próximas gerações a sociedade vai continuar a ser na sua grande maioria monogâmica.

Sim, na maioria creio que sim.
Embora, se a sociedade ocidental continuar numa crise económica profunda, essa balança poderá descambar, pois a poligamia também está associada a crises económicas e a desigualdades de rendimentos (haver poucas pessoas claramente ricas e muitas pobres, é uma das razões que leva à poligamia, pela incapacidade de muitos em proporcionar uma vida estável e ser portanto matrimonialmente interessante -para as mulheres, sobretudo).
 
Última edição:
É é... o problema é a pertença... pois deve ser...

Para os homens isto era quase o paraíso: p1nar e andar...

Para as mulheres que engravidassem já não era tão engraçado ver os homens todos a abanar a cabeça e a dizer que não senhor, não é meu, cria-o sozinha.
 
Conheço um caso em que um homem vive com a mulher e a enteada. Dá "alimentação" às duas, passa a vida no café e elas é que trabalham para ele.

No final do mês é vê-lo a contar as notas. [:D]
 
O Poliamor é a perfeição utópica.
Lindo na teoria mas na prática não é possivel, pelo menos sem que haja bastante sofrimento e frustração.

As pessoas com educação oriental não se queixam... no ocidente, uma boa parte dos homossexuais também não.

Não percebi de onde vem o sofrimento ou a frustração.
 
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